{"id":51287,"date":"2016-10-08T12:23:35","date_gmt":"2016-10-08T15:23:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=51287"},"modified":"2016-10-08T12:24:33","modified_gmt":"2016-10-08T15:24:33","slug":"recifes-de-corais-em-regioes-profundas-abrigam-especies-unicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/recifes-de-corais-em-regioes-profundas-abrigam-especies-unicas\/","title":{"rendered":"Recifes de corais em regi\u00f5es profundas abrigam esp\u00e9cies \u00fanicas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/recifes-de-corais-em-regioes-profundas-abrigam-especies-unicas\/corais_algas\/\" rel=\"attachment wp-att-51288\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-51288\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/corais_algas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/corais_algas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/corais_algas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Geralmente quando pensamos em recifes de corais nos lembramos de um ambiente com cores vibrantes, com muita luz. Por\u00e9m, em regi\u00f5es mais profundas e escuras do oceano, existe um vasto ecossistema de corais que ainda \u00e9 desconhecido pela ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Richard Pyle, zoologista do Bishop Museum, passou os \u00faltimos 20 anos pesquisando uma dessas regi\u00f5es \u2013 a chamada &#8220;zona cinzenta&#8221; de corais que fica no Arquip\u00e9lago do Hava\u00ed em profundidades que v\u00e3o de 30 a 150 metros, onde a luz \u00e9 sempre muito escassa. As descobertas da pesquisa foram <a href=\"https:\/\/peerj.com\/articles\/2475\/\" target=\"_blank\">resumidas na revista <em>Peer J<\/em><\/a>, no mais completo estudo sobre recifes de corais em ambientes de baixa ilumina\u00e7\u00e3o j\u00e1 feito.<\/p>\n<p>Usando diversos acess\u00f3rios e ve\u00edculos de alta tecnologia \u2013 ve\u00edculos submarino operados remotamente, submarinos comuns, c\u00e2meras e sensores de ambiente \u2013 Pyle e sua equipe conseguiram documentar vastas \u00e1reas de recifes de corais em \u00e1reas com pouca ilumina\u00e7\u00e3o, abrangendo dezenas de quil\u00f4metros quadrados a profundidades de 90 metros ou mais, nas ilhas de Maui e Kauai.<\/p>\n<p>Entremeadas aos corais est\u00e1 essa esp\u00e9cie de &#8220;gramado verde&#8221;, que abriga diversas esp\u00e9cies de algas que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o foram classificadas. Tanto o coral quanto a alga precisam de luz do sol para realizar fotoss\u00edntese, o que faz Pyle suspeitar que elas s\u00f3 conseguem existir gra\u00e7as a excepcional limpidez das \u00e1guas havaianas.<\/p>\n<p>Uma das descobertas mais intrigantes da pesquisa de Pyle \u00e9 que os recifes de corais com algas servem como ninhos para peixes end\u00eamicos \u2013 esp\u00e9cies que n\u00e3o s\u00e3o encontradas em nenhum outro lugar do planeta. Enquanto apenas 17% das esp\u00e9cies de peixes dos recifes rasos do Hava\u00ed s\u00e3o exclusivos no arquip\u00e9lago, esse n\u00famero sobre para 50% ao chegar em 70 metros de profundidade.<\/p>\n<p>&#8220;A extens\u00e3o de endemismo de peixes nestes recifes de corais mais profundos, particularmente nas ilhas noroeste do Hava\u00ed, \u00e9 surpreendente&#8221; disse o co-autor do estudo, Randall Kosaki, num comunicado. &#8220;Conseguimos documentar as maiores taxas de endemismo de todo o ambiente marinho da Terra.&#8221;<\/p>\n<p>Uma teoria \u00e9 que esses recifes representam um ref\u00fagio, onde diversas linhagens sobreviveram durante milh\u00f5es de anos, mesmo durante as eras glaciais do planeta.Talvez uma das coisas mais importantes que o estudo revela \u00e9 o qu\u00e3o pouco sabemos sobre a vida nas regi\u00f5es mais escuras da Terra \u2013 o que \u00e9 um problema, j\u00e1 que n\u00e3o conseguimos proteger o que n\u00e3o conhecemos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geralmente quando pensamos em recifes de corais nos lembramos de um ambiente com cores vibrantes,<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":51288,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/corais_algas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/corais_algas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/corais_algas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/corais_algas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/corais_algas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/corais_algas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/corais_algas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/corais_algas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/corais_algas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/corais_algas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Geralmente quando pensamos em recifes de corais nos lembramos de um ambiente com cores vibrantes,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51287"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51287"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51287\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}