{"id":51254,"date":"2016-10-08T09:24:28","date_gmt":"2016-10-08T12:24:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=51254"},"modified":"2016-10-08T09:24:30","modified_gmt":"2016-10-08T12:24:30","slug":"e-preciso-criar-politica-para-evitar-sobrepesca-nas-aguas-profundas-dos-oceanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/e-preciso-criar-politica-para-evitar-sobrepesca-nas-aguas-profundas-dos-oceanos\/","title":{"rendered":"\u00c9 preciso criar pol\u00edtica para evitar sobrepesca nas \u00e1guas profundas dos oceanos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/e-preciso-criar-politica-para-evitar-sobrepesca-nas-aguas-profundas-dos-oceanos\/amelia_gozalez\/\" rel=\"attachment wp-att-51255\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-51255\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/amelia_gozalez-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/amelia_gozalez-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/amelia_gozalez.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>N\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno recente, mas a variedade de peixes que tem aparecido nas feiras livres parece estar aumentando. E n\u00e3o s\u00e3o apenas as esp\u00e9cies que t\u00eam se proliferado, mas a origem delas: v\u00eam de pa\u00edses cada vez mais diferentes. Tem Merluza da Argentina, Polaka do Alaska, Pangra do Vietnam. Os pre\u00e7os tamb\u00e9m mudam bastante, o sabor \u00e9 diferente. Nada nem parecido com a \u00e9poca em que se sa\u00eda para comprar um peixe e as op\u00e7\u00f5es eram bem poucas: quem tinha mais dinheiro podia escolher um salm\u00e3o, um bacalhau, enquanto o pessoal do p\u00e9 da pir\u00e2mide n\u00e3o conseguia ir al\u00e9m da sardinha ou da tainha.<\/p>\n<p>Fiquei me perguntando o que mais, al\u00e9m da abertura das importa\u00e7\u00f5es que come\u00e7ou a mudar a vida dos brasileiros na d\u00e9cada de 90 e al\u00e9m da globaliza\u00e7\u00e3o, est\u00e1 contribuindo para essa fartura de oferta de peixes. Na minha pesquisa, via internet, encontrei um v\u00eddeo interessante, que compartilho com voc\u00eas, produzido pela equipe da revista brit\u00e2nica \u201cThe Economist\u201d (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=x8lJhyjUnUM&amp;feature=youtu.be\">assista aqui, <\/a>em ingl\u00eas). Pode n\u00e3o ser a explica\u00e7\u00e3o definitiva para a diversifica\u00e7\u00e3o das para a diversifica\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies marinhas em nossas mesas, mas n\u00e3o d\u00e1para desprezar como um dado que pode ajudar a refletir sobre o tema.<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, uma informa\u00e7\u00e3o: o oceano cobre tr\u00eas quartos do planeta e \u00e9 o maior ecossistema, contendo 1,3 bilh\u00f5es de quil\u00f4metros c\u00fabicos de \u00e1gua. Al\u00e9m disso, os seres marinhos produzem mais da metade do oxig\u00eanio do planeta. S\u00f3 isso j\u00e1 indicaria mais aten\u00e7\u00e3o, por parte das autoridades competentes, sobre esse vast\u00edssimo territ\u00f3rio. As florestas, v\u00edtimas do desmatamento que acaba com nossa biodiversidade na terra, t\u00eam sido alvo de mais cuidados por quem pode mobilizar a opini\u00e3o p\u00fablica. Mas ainda s\u00e3o poucos os olhares que buscam solu\u00e7\u00f5es, como seria necess\u00e1rio, tamb\u00e9m para os seres marinhos.<\/p>\n<p>O document\u00e1rio, com pouco menos de 5 minutos de dura\u00e7\u00e3o, foi produzido sob o formato de desenho animado e \u00e9 quase l\u00fadico. Eu disse \u201cquase\u201d. Porque o recado \u00e9 s\u00e9rio e muito direto: \u201cFizemos este filme para incentivar voc\u00ea a pagar um pouco mais pelo peixe que come\u201d, diz o locutor. \u00c9 importante lembrar que o filme \u00e9 feito para ser visto por moradores de pa\u00edses ricos, do Hemisf\u00e9rio Norte.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria \u00e9 a seguinte: segundo pesquisa feita pela equipe do document\u00e1rio, 64% dos oceanos s\u00e3o \u00e1guas profundas e n\u00e3o est\u00e3o sob jurisdi\u00e7\u00e3o de nenhum governo. Antes do fim da II Guerra, ou seja, h\u00e1 cerca de 60 anos,eram poucos os que se aventuravam a pescar em \u00e1guas profundas. Com o fim do conflito e a necessidade de aquecer a economia, em parte para ajudar as pessoas a se esquecerem dos horrorespelos quais foram obrigadas a passar, grandes empresas passaram a receber incentivos dos governos para pescar em \u00e1guas profundas. E a\u00ed come\u00e7ou a encrenca.<\/p>\n<p>\u201cGra\u00e7as \u00e0 tecnologia, hoje h\u00e1 uma quantidade maior de embarca\u00e7\u00f5es nas \u00e1guas profundas e a quantidade de peixes pescados nesses locais \u00e9 40 vezes maior do que era h\u00e1 60 anos. O n\u00famero de atuns, por exemplo, \u00e9 sessenta vezes menor do que era naquela \u00e9poca,e 90% dos diferentes tipos de peixes est\u00e3o sendo explorados no limite ou al\u00e9m do limite sustent\u00e1vel\u201d, diz o locutor.<\/p>\n<p>Oito bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano s\u00e3o investidos nesse tipo de pesca predat\u00f3ria, sobretudo em combust\u00edveis. Com isso, mais e mais barcos de grandes empresas s\u00e3o vistos na persegui\u00e7\u00e3o aos peixes. E, como s\u00f3 podia acontecer, a quantidade de peixes est\u00e1 diminuindo cada vez mais. N\u00f3s, consumidores, ainda n\u00e3o estamos percebendo isso, mas os pescadores est\u00e3o. Assim como os ambientalistas.<\/p>\n<p>Mas o v\u00eddeo da \u201cThe Economist\u201d vai al\u00e9m da constata\u00e7\u00e3o do estresse subaqu\u00e1tico, e sugere solu\u00e7\u00e3o. \u00c9 hora de ter pol\u00edticas voltadas para a sobrepesca em \u00e1guas profundas, e essa \u00e9 a campanha que a revista decidiu abra\u00e7ar.<\/p>\n<p>\u201cEm vez de pagar altos subs\u00eddios para pescar em \u00e1guas profundas, os governos ricos poderiam pagar para que pescadores locais fizessem uma pesca sustent\u00e1vel, sem precisar chegar t\u00e3o longe para obter seu produto. Eles poderiam ter mais reservas marinhas, o que poderia criar uma \u00e1rea para que tamb\u00e9m os peixes pudessem respirar\u201d, diz o locutor no v\u00eddeo.<\/p>\n<p>Acontece que essa n\u00e3o ser\u00e1 uma medida f\u00e1cil porque os pa\u00edses ricos ter\u00e3o que investir pesado em equipamentos para coibir a sobrepesca. E os pre\u00e7os dos peixes subiriam, com certeza. J\u00e1 os pa\u00edses pobres, esses sim v\u00e3o lucrar quase tanto quanto os peixes, porque se n\u00e3o houver sobrepesca, isso vai fazer com que sobre mais peixe para outras costas. L\u00e1 haver\u00e1 abund\u00e2ncia e, consequentemente, os pre\u00e7os cair\u00e3o. Bem, pelo menos essa \u00e9 a l\u00f3gica que est\u00e1 sendo veiculada no document\u00e1rio.<\/p>\n<p>Foi s\u00f3 depois que assisti e decidi compartilhar com voc\u00eas que li a not\u00edcia de que o planeta rochoso descoberto na Proxima Centauri pode estar <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/ciencia-e-saude\/noticia\/2016\/10\/proxima-b-planeta-parecido-com-terra-pode-ter-oceano-diz-estudo.html\">coberto <\/a>de oceanos. A descoberta do Centro Nacional de Pesquisa Cient\u00edfica da Fran\u00e7a pode n\u00e3o ser uma boa not\u00edcia para o planeta, que recebeu o nome de Proxima b. Se os humanos, que j\u00e1 depredaram o que podiam aqui na Terra, tiverem uma chance de chegar l\u00e1, \u00e9 melhor cuidar daquele espa\u00e7o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno recente, mas a variedade de peixes que tem aparecido nas feiras<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":51255,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/amelia_gozalez.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/amelia_gozalez-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/amelia_gozalez-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/amelia_gozalez.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/amelia_gozalez.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/amelia_gozalez.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/amelia_gozalez.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/amelia_gozalez.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/amelia_gozalez.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/amelia_gozalez.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"N\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno recente, mas a variedade de peixes que tem aparecido nas feiras","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51254"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51254"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51254\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51255"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}