{"id":51161,"date":"2016-10-06T10:00:39","date_gmt":"2016-10-06T13:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=51161"},"modified":"2016-10-06T08:33:26","modified_gmt":"2016-10-06T11:33:26","slug":"desmatamento-na-amazonia-sobe-24-em-2015-mostram-dados-do-inpe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/desmatamento-na-amazonia-sobe-24-em-2015-mostram-dados-do-inpe\/","title":{"rendered":"Desmatamento na Amaz\u00f4nia sobe 24% em 2015, mostram dados do Inpe"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=51162\" rel=\"attachment wp-att-51162\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-51162\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/desmatamento-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/desmatamento-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/desmatamento.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O\u00a0<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/especial\/2016-05\/amazonia-ameacada\" target=\"_blank\">desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal<\/a>\u00a0aumentou 24% de agosto de 2014 a julho de 2015, em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior, de agosto de 2013 a julho de 2014. Essa \u00e9 a maior taxa nos \u00faltimos quatro anos. Os dados consolidados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal por Sat\u00e9lite (Prodes) de 2015 foram divulgados em 5 de outubro pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e apontam a derrubada de 6.207 quil\u00f4metros quadrados (km\u00b2) de floresta. No per\u00edodo anterior, o desmatamento chegou a 5.012 km\u00b2.<\/p>\n<p>Em novembro de 2015, o instituto havia divulgado uma estimativa de 5.835 km\u00b2 de\u00a0<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2015-11\/desmatamento-na-amazonia-legal-aumentou-16-em-um-ano-diz-ministra\" target=\"_blank\">supress\u00e3o de floresta <\/a>para o Prodes 2015. Segundo o Inpe, a taxa consolidada foi calculada com base em 214 imagens de sat\u00e9lite. J\u00e1 a taxa estimada estava baseada em 96 imagens, selecionadas de modo a cobrir a \u00e1rea onde foram registrados mais de 90% do desmatamento no per\u00edodo anterior e tamb\u00e9m os 43 munic\u00edpios priorit\u00e1rios para a fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o representante do Inpe, Dalton Valeriano, h\u00e1 quatro anos a taxa est\u00e1 oscilando em torno dos 5 mil km\u00b2. \u201c\u00c9 um limite que precisamos atravessar. Novas iniciativas precisam ser tomadas ou n\u00e3o vamos alcan\u00e7ar a meta at\u00e9 2020\u201d, disse. A meta no \u00e2mbito do Programa de Preven\u00e7\u00e3o e Combate ao Desmatamento da Amaz\u00f4nia (PPCDAm) \u00e9 chegar em 2020 desmatando menos que 4 mil km\u00b2. Em 2004, quando o programa foi criado, o Brasil desmatou 27.772 km\u00b2 de floresta da Amaz\u00f4nia Legal.<\/p>\n<p>O Par\u00e1 ainda \u00e9 o estado que lidera o aumento do desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal. A taxa para o estado subiu 14%, com uma supress\u00e3o de 2.153 km\u00b2 de floresta entre agosto de 2014 a julho de 2015. Entretanto, para Valeriano, Mato Grosso e Amazonas s\u00e3o os estados que merecem aten\u00e7\u00e3o. \u201cO que me preocupa s\u00e3o o retorno lento mas constante da taxa no Mato Grosso e a ascens\u00e3o no Amazonas. S\u00e3o pequenas, mas s\u00e3o novas frentes de desmatamento\u201d, disse, pedindo aten\u00e7\u00e3o das autoridades para esses estados.<\/p>\n<p>Valeriano cita novas frentes de desmatamento, principalmente no Amazonas, como ao longo da Transamaz\u00f4nica e nas regi\u00f5es dos munic\u00edpios de L\u00e1brea, Apu\u00ed e Manicor\u00e9. O desmatamento no estado subiu 42% entre 2014 e 2015. A taxa, que era de 500 km\u00b2, foi para 712 km\u00b2.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Mato Grosso a taxa de desmatamento subiu 49%, de 1.075 km\u00b2 para 1.601 km\u00b2.<\/p>\n<p>O Prodes computa como desmatamento as \u00e1reas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remo\u00e7\u00e3o completa da cobertura florestal \u2013 o corte raso. O representante do Inpe disse que os dados estimados do Prodes 2016 ser\u00e3o apresentados em breve.<\/p>\n<h3><span class=\"Apple-style-span\">Combate ao desmatamento<\/span><\/h3>\n<p>Os dados consolidados do Prodes 2015 foram apresentados durante um semin\u00e1rio no Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA) que vai reunir representantes de governos, jornalistas, cientistas e sociedade civil organizada para debater sobre onde est\u00e1 o problema e quais s\u00e3o os poss\u00edveis caminhos para frear o desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal.<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e Qualidade Ambiental do MMA, Everton Lucero, \u00e9 importante que os estados forne\u00e7am dados regulares e atualizados das autoriza\u00e7\u00f5es para desmate legal de vegeta\u00e7\u00e3o. A atual taxa de desmatamento n\u00e3o diferencia o ilegal daquele feito com autoriza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os estaduais. Para Lucero, al\u00e9m de combater o desmate ilegal \u00e9 preciso promover pol\u00edticas para reduzir a supress\u00e3o legal sem preju\u00edzo para a economia.<\/p>\n<p>Durante o semin\u00e1rio, ser\u00e3o debatidos ainda as taxas de desmatamento em locais espec\u00edficos, como nas terras ind\u00edgenas, \u00e1reas privadas, unidades de conserva\u00e7\u00e3o e assentamentos da reforma agr\u00e1ria. \u201cCada tipo de categoria territorial representa um desafio espec\u00edfico que precisa ser enfrentado na sua especificidade\u201d, disse o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>De 2012 a 2015, por exemplo, 94% do desmatamento em Roraima foi em assentamentos e glebas federais; no Mato Grosso, 72% foi em \u00e1reas privadas; no Amap\u00e1, 23% das unidades de conserva\u00e7\u00e3o foram desmatadas; e no Par\u00e1, 39% do desmatamento foi em glebas nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Durante o semin\u00e1rio, o MMA tamb\u00e9m quer colher subs\u00eddios para a constru\u00e7\u00e3o da nova fase do PPCDAm.<\/p>\n<p>Nove estados comp\u00f5em a Amaz\u00f4nia Legal: Acre, Amap\u00e1, Amazonas, Maranh\u00e3o, Mato Grosso, Par\u00e1, Rond\u00f4nia, Roraima e Tocantins.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal\u00a0aumentou 24% de agosto de 2014 a julho de 2015, em rela\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":51162,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/desmatamento.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/desmatamento-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/desmatamento-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/desmatamento.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/desmatamento.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/desmatamento.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/desmatamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/desmatamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/desmatamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/desmatamento.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O\u00a0desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal\u00a0aumentou 24% de agosto de 2014 a julho de 2015, em rela\u00e7\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51161"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51161"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51161\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51162"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51161"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51161"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51161"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}