{"id":5116,"date":"2014-08-19T14:00:58","date_gmt":"2014-08-19T14:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=5116"},"modified":"2014-08-19T11:29:49","modified_gmt":"2014-08-19T11:29:49","slug":"numero-de-elefantes-cacados-supera-o-de-nascidos-ameacando-a-especie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/numero-de-elefantes-cacados-supera-o-de-nascidos-ameacando-a-especie\/","title":{"rendered":"N\u00famero de elefantes ca\u00e7ados supera o de nascidos, amea\u00e7ando a esp\u00e9cie"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/elefantes_.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-5117\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/elefantes_.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>A ca\u00e7a ilegal de elefantes na \u00c1frica pode ser pior do que se estimava nos \u00faltimos anos, o que estaria colocando em s\u00e9rio risco o futuro desse animal no Continente Negro &#8211; alertou um novo informe, publicado nesta segunda-feira.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Reserva Natural Samburu do Qu\u00eania elaboraram um novo modelo de todo o continente, que permitiu detectar um aumento no n\u00famero de elefantes mortos.<\/p>\n<p>O trabalho, publicado pela Academia Americana de Ci\u00eancia (PNAS, na sigla em ingl\u00eas), destaca que as popula\u00e7\u00f5es desse mam\u00edfero est\u00e3o caindo a um ritmo de 2% ao ano, um decl\u00ednio que supera sua capacidade de reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Basicamente, isso significa que estamos come\u00e7ando a perder a esp\u00e9cie&#8221;, alertou o autor encarregado do estudo, George Wittemyer, professor assistente no Departamento de Pesca, Vida Selvagem e Biologia da Conserva\u00e7\u00e3o da Universidade do Estado do Colorado, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Embora a quantidade de elefantes vivendo na natureza seja dif\u00edcil de estimar, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em ingl\u00eas), avalia que existam entre 470.000 e 690.000 destes animais no continente africano.<\/p>\n<p>O estudo aponta que, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o existente destes animais na \u00c1frica, a taxa anual de elefantes ca\u00e7ados ilegalmente entre 2010 e 2012 foi de 6,8%, o que representa um total de 33.630 animais mortos pelas m\u00e3os de ca\u00e7adores ilegais nestes tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>Embora a ca\u00e7a tenha diminu\u00eddo sutilmente em 2012, as cifras ainda s\u00e3o muito altas, o que d\u00e1 lugar a um decl\u00ednio nas popula\u00e7\u00f5es de 2% a 3% ao ano, ap\u00f3s se levar em conta as taxas de reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c1frica Central, Tanz\u00e2nia e Mo\u00e7ambique s\u00e3o as regi\u00f5es mais afetadas pela ca\u00e7a ilegal, afirmaram os autores do estudo. Apenas na \u00c1frica Central, as popula\u00e7\u00f5es de elefantes diminu\u00edram 63,7% entre 2002 e 2012.<\/p>\n<p>De acordo com o informe, a ca\u00e7a ilegal aumenta, sobretudo, quando o pre\u00e7o do marfim alcan\u00e7a US$ 30 o quilo.<\/p>\n<p>&#8220;Atualmente, \u00e9 de US$ 150, e a ca\u00e7a ilegal se torna um grande problema&#8221;, destacou Wittemyer.<\/p>\n<p>&#8220;Nossas an\u00e1lises mostram um elevado pre\u00e7o no com\u00e9rcio ilegal de marfim pago pelos elefantes da \u00c1frica e sugerem que a taxa de ca\u00e7a atual \u00e9 superior \u00e0 capacidade estimada de reprodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie&#8221;, alertaram os autores do trabalho.<\/p>\n<p>Um dos fatores que explica, em parte, o aumento da ca\u00e7a \u00e9 seu elevado pre\u00e7o em pa\u00edses como a China, onde triplicou entre 2010 e 2014, passando de US$ 750 para US$ 2.100 o quilo, segundo dados da organiza\u00e7\u00e3o Save the Elephants (Salvem os Elefantes).<\/p>\n<p>No come\u00e7o do s\u00e9culo XX, 20 milh\u00f5es de elefantes foram contabilizados na \u00c1frica, mas seu n\u00famero caiu para apenas 1,2 milh\u00e3o em 1980.<\/p>\n<p>Apesar de a ca\u00e7a da esp\u00e9cie ter sido proibida em 1989, atualmente, restam apenas 500.000 desses animais, apontam n\u00fameros da Conven\u00e7\u00e3o sobre o Com\u00e9rcio Internacional de Esp\u00e9cies em Risco de Extin\u00e7\u00e3o (CITES).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ca\u00e7a ilegal de elefantes na \u00c1frica pode ser pior do que se estimava nos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5117,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/elefantes_.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/elefantes_.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/elefantes_.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/elefantes_.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/elefantes_.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/elefantes_.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/elefantes_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/elefantes_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/elefantes_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/elefantes_.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A ca\u00e7a ilegal de elefantes na \u00c1frica pode ser pior do que se estimava nos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5116"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5116"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5116\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5117"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5116"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5116"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5116"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}