{"id":51089,"date":"2016-10-05T09:00:34","date_gmt":"2016-10-05T12:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=51089"},"modified":"2016-10-05T09:30:28","modified_gmt":"2016-10-05T12:30:28","slug":"como-a-lampada-eletrica-provocou-uma-revolucao-cientifica-e-se-tornou-um-pesadelo-para-albert-einstein","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-a-lampada-eletrica-provocou-uma-revolucao-cientifica-e-se-tornou-um-pesadelo-para-albert-einstein\/","title":{"rendered":"Como a l\u00e2mpada el\u00e9trica provocou uma revolu\u00e7\u00e3o cientifica e se tornou um pesadelo para Einstein"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-a-lampada-eletrica-provocou-uma-revolucao-cientifica-e-se-tornou-um-pesadelo-para-albert-einstein\/lampda\/\" rel=\"attachment wp-att-51090\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-51090\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/lampda-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/lampda-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/lampda.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Apesar das complexidades da vida di\u00e1ria, as regras do nosso universo parecem reconfortantemente simples: a \u00e1gua de um rio sempre flui montanha abaixo, a pedra que voc\u00ea joga das margens sempre cai seguindo a mesma curva previs\u00edvel.<\/p>\n<p>Mas quando os cientistas se debru\u00e7aram para pesquisar sobre os min\u00fasculos blocos elementares da mat\u00e9ria, toda a certeza se dissipou: eles encontraram o estranho mundo da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Se olharmos profundamente tudo que nos cerca, encontramos um universo completamente diferente do nosso.<\/p>\n<p>Parafraseando um dos fundadores da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica, &#8220;o que chamamos de real \u00e9 formado por coisas que n\u00e3o podemos considerar reais&#8221;.<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de cem anos, v\u00e1rios dos maiores cientistas da hist\u00f3ria entraram nesse mundo estranho e descobriram que nesse reino diminuto os objetos podem estar em dois lugares ao mesmo tempo e que o destino \u00e9 ditado pelo acaso &#8211; trata-se de uma dimens\u00e3o na qual a realidade desafia o senso comum.<\/p>\n<p>E eles ent\u00e3o se depararam com uma possibilidade aterrorizante: a de que tudo que pens\u00e1vamos e sab\u00edamos sobre o mundo poderia estar completamente errado.<\/p>\n<p>E a hist\u00f3ria de nossa caminhada ao del\u00edrio cient\u00edfico come\u00e7ou com um objeto muito improv\u00e1vel.<\/p>\n<h3>Berlim, 1890<\/h3>\n<div class=\"mod-foto-embed w300x420\">\n<p><span class=\"credito\">Reprodu\u00e7\u00e3o\/Prezi<\/span><\/p>\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img class=\"pinit-img\" src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/bol\/fotos\/76\/2016\/07\/20\/thomas-edison-1469048067867_300x420.jpg\" \/><\/div>\n<\/div>\n<p><span class=\"legenda pg-color10\">Thomas Edison<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p>A Alemanha era um novo pa\u00eds, recentemente unificado e ansioso pela industrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>V\u00e1rias empresas de engenharia foram fundadas e foram gastos milh\u00f5es na compra da patente europeia da nova inven\u00e7\u00e3o de Thomas Edison: a l\u00e2mpada el\u00e9trica, a ep\u00edtome da tecnologia moderna e um grande s\u00edmbolo otimista de progresso.<\/p>\n<p>As companhias de engenharia sabiam que poderiam ganhar fortunas se encarregando de iluminar as ruas do novo imp\u00e9rio alem\u00e3o.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o se conseguiu prever ent\u00e3o foi que isso iniciaria uma revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Ainda que pare\u00e7a estranho, esse simples objeto foi respons\u00e1vel pelo nascimento de uma das teorias mais importantes de toda a ci\u00eancia: a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica.<\/p>\n<h3>Como?<\/h3>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\">\n<p><span class=\"credito\">Getty Images<\/span><\/p>\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img class=\"pinit-img\" src=\"http:\/\/imguol.com\/1a\/2016\/06\/22\/luz-lampada-acesa-apagao-energia-eletrica-transmissao-eletricidade-forca-conta-blecaute-consumo-aneel-1466650754664_615x300.jpg\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O foco de luz apresentava um problema estranho. Os engenheiros sabiam que se os filamentos esquentavam com a eletricidade, eles brilhavam. Mas n\u00e3o sabiam por qu\u00ea.<\/p>\n<p>Algo t\u00e3o b\u00e1sico como a rela\u00e7\u00e3o entre a temperatura do filamento e a cor da luz que produzia era um mist\u00e9rio total, que eles obviamente desejavam resolver.<\/p>\n<p>Com a ajuda do Estado alem\u00e3o, os pesquisadores teriam como viabilizar isso. Em 1887, o governo investiu milh\u00f5es em um novo instituto de pesquisa t\u00e9cnica em Berlim, o Physikalisch-Technische Reichsanstalt, ou PTR.<\/p>\n<p>Em 1900, contrataram um cientista brilhante, ainda que um pouco purista, para desenvolver pesquisas no local: Max Planck.<\/p>\n<p>Ele se prop\u00f4s a resolver o problema aparentemente simples da mudan\u00e7a de cor do filamento com a temperatura.<\/p>\n<p>Para fazer isso, Planck e sua equipe fizeram um tubo especial que podiam esquentar a temperaturas muito precisas junto com um dispositivo que media a cor ou a frequ\u00eancia da luz que produzia.<\/p>\n<p>Na medida em que a temperatura aumentava, as cores mudavam: a 841\u00b0C, a luz era vermelha alaranjada. A 2000\u00b0C, mais brilhante e branca.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que comprovaram que, para chegar a essa tonalidade, precisavam de 40 quilowatts.<\/p>\n<p>Mas algo chamou a aten\u00e7\u00e3o: aquela luz era mais que branca, era branca avermelhada, quase n\u00e3o tinha azul.<\/p>\n<p>Por que era t\u00e3o dif\u00edcil chegar ao azul? E mais adiante do azul no espectro, a chamada luz ultravioleta quase n\u00e3o se produz.<\/p>\n<p>Nem sequer uma estrela como o Sol, que arde a 5000\u00b0C, produz tanta luz ultravioleta como se pode imaginar diante de sua temperatura.<\/p>\n<h3>A cat\u00e1strofe e o efeito<\/h3>\n<p>Essa extraordin\u00e1ria falta de sentido deixou os cientistas do final do s\u00e9culo 19 t\u00e3o perplexos que eles a batizaram com um nome um tanto dram\u00e1tico: a cat\u00e1strofe ultravioleta.<\/p>\n<p>Planck ent\u00e3o deu o primeiro passo para resolv\u00ea-la: encontrou um v\u00ednculo matem\u00e1tico preciso entre a cor e a luz, sua frequ\u00eancia e sua energia, ainda que n\u00e3o tenha compreendido a rela\u00e7\u00e3o entre elas. Mas foi outra estranha anomalia que se tornou o pulo do gato para a descoberta.<\/p>\n<p>No final do s\u00e9culo 19, os cientistas estavam estudando as ent\u00e3o rec\u00e9m-descobertas ondas de r\u00e1dio e a maneira como faziam as transmiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Para tanto, constru\u00edram aparelhos com discos girat\u00f3rios que podiam gerar alta voltagem, o que produzia fa\u00edscas entre as duas esferas de metal.<\/p>\n<p>Ao fazer isso, eles descobriram algo inesperado relacionado \u00e0 luz.<\/p>\n<p>Se dirigiam uma luz poderosa para iluminar as esferas, as fa\u00edscas sa\u00edam com mais facilidade. Isso indicava que havia uma conex\u00e3o misteriosa e inexplic\u00e1vel entre a luz e a eletricidade.<\/p>\n<p>Mais que isso, a conex\u00e3o era com a luz azul e ultravioleta, n\u00e3o com a vermelha.<\/p>\n<p>Esse novo quebra-cabe\u00e7a foi batizado de efeito fotoel\u00e9trico, que, com a cat\u00e1strofe ultravioleta, se converteu em um s\u00e9rio problema para os f\u00edsicos, pois ningu\u00e9m podia resolver as quest\u00f5es mesmo com as t\u00e9cnicas mais avan\u00e7adas da ci\u00eancia da \u00e9poca.<\/p>\n<h3>Quantum<\/h3>\n<div class=\"mod-foto-embed w300x300\">\n<p><span class=\"credito\">Reprodu\u00e7\u00e3o\/Folha de S. Paulo<\/span><\/p>\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img class=\"pinit-img\" src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/bol\/fotos\/8c\/2015\/08\/19\/3---albert-einstein-160-fisico-alemao-tinha-qi-160-1439985882310_300x300.jpg\" \/><\/div>\n<\/div>\n<p><span class=\"legenda pg-color10\">Albert Einstein, o mais pop dos g\u00eanios, tinha QI 160. Hoje, esse n\u00famero \u00e9 usado informalmente para definir a genialidade de algu\u00e9m. O f\u00edsico Isaac Newton teria 190<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p>Por que a luz vermelha intensa n\u00e3o conseguia produzir o que a fr\u00e1gil ultravioleta alcan\u00e7ava em segundos?<\/p>\n<p>Para resolver o problema, algu\u00e9m teria que pensar o impens\u00e1vel &#8211; e em 1905, algu\u00e9m fez exatamente isso.<\/p>\n<p>E esse algu\u00e9m foi Albert Einstein. O que ele sugeriu foi revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ele argumentou que era preciso esquecer que a luz era uma onda e pens\u00e1-la como um fluxo de part\u00edculas. O termo que usou para denominar essas part\u00edculas de luz foi &#8220;quanto&#8221; &#8211; do latim quantum, que significa quantidade.<\/p>\n<p>Apesar de a palavra ser nova, a ideia de que a luz poderia ser um quantum era mais que exc\u00eantrica. E foi justamente seguindo essa linha de racioc\u00ednio que Einstein chegou \u00e0 sua conclus\u00e3o l\u00f3gica que acabou solucionando todos os problemas com a luz.<\/p>\n<h3>Grandes tra\u00e7os<\/h3>\n<p>De acordo com a proposta de Einstein, cada part\u00edcula de luz vermelha tem pouca energia porque sua frequ\u00eancia \u00e9 baixa &#8211; o contr\u00e1rio do que ocorre com a luz ultravioleta.<\/p>\n<p>Era por isso que, no efeito fotoel\u00e9trico, a ultravioleta era a que tinha for\u00e7as para mudar o que ocorria com a eletricidade.<\/p>\n<p>E era por isso que na cat\u00e1strofe ultravioleta a l\u00e2mpada n\u00e3o brilhava com luz azul nem ultravioleta, pois isso requeria muito mais energia.<\/p>\n<p>&#8220;Esse momento, no come\u00e7o do s\u00e9culo 20, marcou uma revolu\u00e7\u00e3o genu\u00edna, pois demonstrou que a F\u00edsica tinha que ser abordada de maneira completamente nova&#8221;, diz o historiador da ci\u00eancia e f\u00edsico Graham Farmelo.<\/p>\n<p>&#8220;Foi a\u00ed que a F\u00edsica moderna realmente come\u00e7ou.&#8221;<\/p>\n<h3>Um legado dif\u00edcil de resolver<\/h3>\n<p>Foi assim que uma simples pergunta &#8211; &#8220;como funcionam as l\u00e2mpadas de luz?&#8221; &#8211; levou cientistas at\u00e9 as profundidades do funcionamento escondido da mat\u00e9ria, a explorar os componentes subat\u00f4micos do nosso mundo e a descobrir fen\u00f4menos at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9ditos.<\/p>\n<p>Foi assim que se abriram as portas da f\u00edsica qu\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Cientistas chegaram a propor teorias t\u00e3o estranhas que um deles, o brilhante Neils Bohr, chegou a dizer que se algu\u00e9m n\u00e3o se sentia confuso com a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica era porque n\u00e3o a havia entendido.<\/p>\n<p>E foi assim que ele e seus colegas que criaram a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica &#8211; uma teoria maluca da luz que acolhe a contradi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o importando se \u00e9 quase imposs\u00edvel de entender.<\/p>\n<p>Uma ci\u00eancia que argumentava coisas t\u00e3o inusitadas como que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber onde est\u00e1 um el\u00e9tron at\u00e9 que se consiga tirar suas medidas &#8211; e n\u00e3o apenas que n\u00e3o se sabe onde o el\u00e9tron est\u00e1, mas que ele est\u00e1 em todas as partes ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>Mas Albert Einstein, que abriu as portas deste mundo, pouco depois se sentiu incomodado com o caminho que ele havia tomado.<\/p>\n<p>Einstein odiava a ideia de que a natureza, no seu n\u00edvel mais fundamental, estava governada pelo acaso. Tampouco gostava da ideia de que o saber tinha um limite.<\/p>\n<p>Estava convencido de que tinha que haver uma teoria subjacente menor e at\u00e9 chegou a prop\u00f4-la.<\/p>\n<p>Durante anos Einstein e Bohr discutiram apaixonadamente sobre a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica implicar na ren\u00fancia da realidade ou n\u00e3o. E morreram deixando essa interroga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar das complexidades da vida di\u00e1ria, as regras do nosso universo parecem reconfortantemente simples: a<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":51090,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/lampda.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/lampda-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/lampda-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/lampda.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/lampda.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/lampda.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/lampda.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/lampda.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/lampda.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/lampda.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Apesar das complexidades da vida di\u00e1ria, as regras do nosso universo parecem reconfortantemente simples: a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51089"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51089"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51089\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51090"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}