{"id":51036,"date":"2016-10-04T08:28:33","date_gmt":"2016-10-04T11:28:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=51036"},"modified":"2016-10-04T08:28:34","modified_gmt":"2016-10-04T11:28:34","slug":"os-pecados-das-hidreletricas-na-amazonia-ao-mudar-a-natureza-do-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/os-pecados-das-hidreletricas-na-amazonia-ao-mudar-a-natureza-do-rio\/","title":{"rendered":"Os pecados das hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia ao mudar a natureza do rio"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/os-pecados-das-hidreletricas-na-amazonia-ao-mudar-a-natureza-do-rio\/hideletrica\/\" rel=\"attachment wp-att-51038\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-51038\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/hideletrica-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/hideletrica-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/hideletrica.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cAntes eu pescava 200 quilos por semana, agora consigo 40 quando tenho sorte\u201d, queixou-se Raimundo Neves culpando as duas centrais hidrel\u00e9tricas constru\u00eddas no rio Madeira, uma acima e outra abaixo de Jaci Paran\u00e1, o povoado onde vive, no Estado brasileiro de Roraima.<\/p>\n<p>\u201cA uma tonelada s\u00f3 chegam os que pescam ao p\u00e9 da represa de Jirau\u201d, acrescentou Neves. \u00c9 que os peixes tentam subir o rio, mas s\u00e3o bloqueados pelo pared\u00e3o da represa e se concentram ali \u201cdando voltas\u201d, \u00e0 merc\u00ea de pescadores ilegais, explicou \u00e0 IPS. Os barcos pesqueiros invadem a \u00e1rea proibida por raz\u00f5es de seguran\u00e7a, para evitar o controle.<\/p>\n<p>\u00c9 proibido aproximar-se a menos de 2,8 quil\u00f4metros da represa, limite imposto pela Marinha diante dos riscos de turbul\u00eancias provocadas pela opera\u00e7\u00e3o do vertedouro e das turbinas, explicou a concession\u00e1ria da hidrel\u00e9trica de Jirau, a empresa Energia Sustent\u00e1vel do Brasil (ESBR).<\/p>\n<p>A\u00a0mudan\u00e7a de vida de pescadores como Neves ilustra o pecado original das hidrel\u00e9tricas: mudar a natureza do rio, interrompendo seu fluxo para gerar energia. No caso de Jirau e Santo Ant\u00f4nio, a outra central, foi represado o rio Madeira, o afluente mais caudaloso do rio Amazonas, que recebe \u00e1guas da pendente oriental da Cordilheira dos Antes e de grandes bacias da Bol\u00edvia e do Peru.<\/p>\n<p>Essas usinas, perto de Porto Velho, capital de Rond\u00f4nia, inauguraram uma nova gera\u00e7\u00e3o de grandes hidrel\u00e9tricas no Brasil, com novas tecnologias e uma legisla\u00e7\u00e3o acumulada durante as \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, destinada a reduzir danos ambientais e sociais e a compensar a popula\u00e7\u00e3o afetada.<\/p>\n<p>Aproveitando o forte caudal \u2013 superior \u00e0 pequena queda do rio, de aproximada 20 metros em cada caso \u2013 foram usadas pela primeira vez as horizontais turbinas bulbo em grande escala, 50 em cada uma, com capacidade total de 6.900 megawatts (MW). Dessa forma limitou-se a superf\u00edcie conjunta das duas represas a 710 quil\u00f4metros quadrados, pouco mais do que a do rio nas cheias e uma das menores propor\u00e7\u00f5es de \u00e1rea inundada por energia gerada, segundo as concession\u00e1rias das centrais.<\/p>\n<p>Mas isso n\u00e3o impediu as cr\u00edticas por deslocamento for\u00e7ado de comunidades ribeirinhas tradicionais, desmatamento e submers\u00e3o de florestas, danos \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o dos peixes e caos social pela criminalidade, prostitui\u00e7\u00e3o e fal\u00eancia de servi\u00e7os p\u00fablicos diante da chegada de milhares de pessoas atra\u00eddas pelos empregos nas obras. O Movimento de Afetados por Represas (MAB) e um crescente n\u00famero de pesquisadores condenam os impactos que consideram subestimados nos dados das empresas que constru\u00edram e t\u00eam a concess\u00e3o das hidrel\u00e9tricas por 35 anos.<\/p>\n<div id=\"attachment_214633\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-214633\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/pescador.jpg\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/pescador.jpg 640w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/pescador-300x225.jpg 300w\" alt=\"O pescador Raimundo Neves lamenta a dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o da pesca no rio Madeira depois da constru\u00e7\u00e3o de centrais hidrel\u00e9tricas que cercam o povoado de Jaci Paran\u00e1, no Estado de Rond\u00f4nia. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">O pescador Raimundo Neves lamenta a dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o da pesca no rio Madeira depois da constru\u00e7\u00e3o de centrais hidrel\u00e9tricas que cercam o povoado de Jaci Paran\u00e1, no Estado de Rond\u00f4nia. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p>\n<\/div>\n<p>\u201cA cada ano aumentam os afetados n\u00e3o reconhecidos por Santo Ant\u00f4nio e, por fim, as queixas na justi\u00e7a. Os reassentados receberam terras inf\u00e9rteis e sem a reserva florestal legal que deve ser 80% de cada propriedade na Amaz\u00f4nia\u201d, disse \u00e0 IPS Jo\u00e3o Dutra, um dos coordenadores do MAB em Rond\u00f4nia. Os deslocados n\u00e3o foram indenizados por \u201crenda cessante\u201d, como os pescadores e outros ribeirinhos, inclusive porque, \u201cem geral, exercem v\u00e1rias atividades\u201d, muitas n\u00e3o reconhecidas, acrescentou.<\/p>\n<p>Parte das fam\u00edlias desistiu do reassentamento e muitas outras continuam dependentes de uma \u201cajuda mensal\u201d, cinco anos depois de deslocadas, contou Dutra.A Santo Ant\u00f4nio Energia (SAE), concession\u00e1ria da hidrel\u00e9trica \u00e1guas abaixo, assegura ter investido US$ 620 milh\u00f5es no c\u00e2mbio atual em 28 programas \u201csocioambientais\u201d. Equivale a 10% do custo de constru\u00e7\u00e3o da central.<\/p>\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias unidades de sa\u00fade, inclusive dois hospitais, mais a contrata\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o de profissionais, permitiu \u00e0 rede local de sa\u00fade ampliar em mil consultas seu trabalho di\u00e1rio e elevar para 74 o n\u00famero de postos de sa\u00fade familiar, o dobro de alguns anos antes, informou a empresa.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o e as reformas de escolas aumentaram a capacidade para seis mil novos alunos e foram doados equipamentos modernos aos bombeiros e \u00e0 pol\u00edcia, incluindo seu ramo ambiental, acrescentou a SAE. O mais caro foi construir 548 moradias em sete reassentamentos.<\/p>\n<p>\u201cA ESBR apoia o desenvolvimento de pequenos produtores, por interm\u00e9dio de cooperativas, com a de Jirau, que tem 160 s\u00f3cios, impulsionando o cultivo e a extra\u00e7\u00e3o de frutas amaz\u00f4nicas, como a\u00e7a\u00ed (<em>Euterpe oleracea<\/em>) e cupua\u00e7u (<em>Theobromagrandiflorum<\/em>), e agroind\u00fastrias de farinha de mandioca e polpas de frutas\u201d, disse \u00e0 IPS o gerente ambiental da companhia, Ver\u00edssimo Alves.<\/p>\n<p>Entre seus 34 programas, incluem-se piscicultura; pesca com manejo do pirarucu (<em>Arapaima gigas<\/em>), peixe amaz\u00f4nico que pode chegar a 200 quilos, um barco-hospital para atender popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas, e assist\u00eancia \u00e0s aldeias ind\u00edgenas que \u201cem um caso est\u00e1 a 800 quil\u00f4metros de Jirau\u201d, por exig\u00eancia das autoridades ambientais, acrescentou.<\/p>\n<p>As duas empresas tamb\u00e9m celebram a contribui\u00e7\u00e3o de suas maci\u00e7as campanhas para controle da mal\u00e1ria, antes um grave problema sanit\u00e1rio. Al\u00e9m disso, aportaram muitos conhecimentos sobre o passado e a fauna do Madeira. Milhares de objetos arqueol\u00f3gicos enriquecer\u00e3o museus e a universidade de Porto Velho.<\/p>\n<div id=\"attachment_214634\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-214634\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/objetos.jpg\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/objetos.jpg 640w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/objetos-300x225.jpg 300w\" alt=\"Alguns dos objetos resgatados da \u00e1rea da represa de Jirau por arque\u00f3logos da ESBR, expostos no Centro Cultural de Vila Nova Mutum, um assentamento onde convivem empregados da empresa e reassentados de comunidades afetadas pela hidrel\u00e9trica, em Rond\u00f4nia. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Alguns dos objetos resgatados da \u00e1rea da represa de Jirau por arque\u00f3logos da ESBR, expostos no Centro Cultural de Vila Nova Mutum, um assentamento onde convivem empregados da empresa e reassentados de comunidades afetadas pela hidrel\u00e9trica, em Rond\u00f4nia. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p>\n<\/div>\n<p>\u201cA SAE impulsionou a pesquisa da ictiofauna, com uma cole\u00e7\u00e3o de quase mil esp\u00e9cies que confirma o rio Madeira como o de maior diversidade de peixes na Amaz\u00f4nia\u201d, afirmou \u00e0 IPS o reitor da Universidade Federal de Rond\u00f4nia, Ari Ott.Depois de muitos conflitos, incluindo a\u00e7\u00f5es judiciais buscando suspender as obras, greves selvagens e protestos com invas\u00e3o dos canteiros de obra, as tens\u00f5es pareciam superadas pelo fato consumado de as centrais operarem desde 2012 e 2013.<\/p>\n<p>Uma cheia sem precedentes do Madeira desalojou temporariamente cerca de 30 mil pessoas em Porto Velho e arredores. O caudal do rio em alguns dias de mar\u00e7o superou em 70% a m\u00e9dia hist\u00f3rica do m\u00eas. Povoados, bairros inteiros e v\u00e1rios quil\u00f4metros de estrada ficaram debaixo da \u00e1gua.<\/p>\n<p>As duas centrais foram acusadas de, pelo menos, agravarem as inunda\u00e7\u00f5es ao longo do Madeira no Brasil e no lado boliviano. As concession\u00e1rias se defenderam apontando os fen\u00f4menos clim\u00e1ticos coincidentes que provocaram chuvas excepcionais em toda a bacia e recordando cheias semelhantes, como a de 1982. A intensidade de 2014 s\u00f3 se repete a cada 350 anos, segundo especialistas.<\/p>\n<p>De todo modo, o desastre ampliou a \u00e1rea inund\u00e1vel pelas duas represas, segundo a Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas, obrigando as companhias a reassentar ou indenizar novas fam\u00edlias amea\u00e7adas por inunda\u00e7\u00f5es. E acentuou incertezas para o futuro com a mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Novas batalhas surgiram com a expans\u00e3o da central de Santo Ant\u00f4nio, que acrescentou seis novas turbinas \u00e0s 44 j\u00e1 operacionais, para gerar mais 417 MW e alcan\u00e7ar um total de 3.568. Isso elevaria a represa em 80 cent\u00edmetros, deslocando mais ribeirinhos, mas ainda depende de autoriza\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>A ESBR espera operar Jirau com a \u201ccota 90 constante\u201d. A represa sempre a 90 metros de altitude, como naturalmente ocorre nas cheias, permitiria gerar 420 MW a mais durante a estiagem, entre junho e dezembro, sem novas turbinas ou custos. \u201cTodos ganhariam, n\u00f3s, o governo, a Bol\u00edvia e a popula\u00e7\u00e3o ribeirinha\u201d, pontuou Isaac Teixeira, diretor de Opera\u00e7\u00f5es da ESBR.<\/p>\n<p>Depende de um acordo com a Bol\u00edvia, que seria compensada com energia adicional, ao aceitar o trecho fronteiri\u00e7o do Madeira sempre no n\u00edvel de cheias. E deve reativar protestos de ambientalistas e ribeirinhos.<\/p>\n<div id=\"shr_canvas3\" class=\"shareaholic-canvas shareaholic-ui shareaholic-resolved-canvas ng-scope\" data-app-id=\"25454353\" data-app=\"share_buttons\" data-title=\"Os pecados das hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia\" data-link=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/1-1-canais\/os-pecados-das-hidreletricas-na-amazonia\/\" data-summary=\"\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAntes eu pescava 200 quilos por semana, agora consigo 40 quando tenho sorte\u201d, queixou-se Raimundo<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":51038,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/hideletrica.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/hideletrica-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/hideletrica-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/hideletrica.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/hideletrica.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/hideletrica.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/hideletrica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/hideletrica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/hideletrica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/hideletrica.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u201cAntes eu pescava 200 quilos por semana, agora consigo 40 quando tenho sorte\u201d, queixou-se Raimundo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51036"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51036"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51036\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51038"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51036"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51036"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51036"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}