{"id":50920,"date":"2016-10-02T11:23:53","date_gmt":"2016-10-02T14:23:53","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=50920"},"modified":"2016-10-02T11:23:55","modified_gmt":"2016-10-02T14:23:55","slug":"o-invasor-como-o-coral-sol-esta-acabando-com-a-biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-invasor-como-o-coral-sol-esta-acabando-com-a-biodiversidade\/","title":{"rendered":"O invasor: como o coral-sol est\u00e1 acabando com a biodiversidade"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-invasor-como-o-coral-sol-esta-acabando-com-a-biodiversidade\/coral_sol\/\" rel=\"attachment wp-att-50921\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-50921 alignleft\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/coral_sol.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/coral_sol.jpg 415w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/coral_sol-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><\/a>A<\/span> 45 km da costa de S\u00e3o Paulo, o arquip\u00e9lago de Alcatrazes n\u00e3o \u00e9 um lugar comum. O cen\u00e1rio rochoso que surge imponente em alto-mar \u00e9 o maior ninhal de aves marinhas do sudeste brasileiro. No topo do pared\u00e3o de 316 metros de altura da ilha principal, trinta-r\u00e9is, gaivot\u00f5es, atob\u00e1s e fragatas convivem e ocupam o espa\u00e7o que serve como um ber\u00e7\u00e1rio paradis\u00edaco para seus filhotes.<\/p>\n<p>H\u00e1 12 mil anos, o local estava ligado ao <strong>continente<\/strong>, o que contribuiu para que <strong>Alcatrazes<\/strong> abrigasse esp\u00e9cies \u00fanicas: duas <strong>pererecas<\/strong>, uma <strong>jararaca <\/strong>e tr\u00eas plantas s\u00f3 podem ser encontradas ali. O arquip\u00e9lago tamb\u00e9m abriga a maior biomassa da costa brasileira, conceito que abarca toda a mat\u00e9ria viva presente em um ecossistema.<\/p>\n<p>\u201cA quantidade de peixes \u00e9 a maior entre todos os pontos cl\u00e1ssicos, incluindo <strong>Abrolhos <\/strong>e <strong>Fernando de Noronha<\/strong>\u201d, afirma Alexandre Costa, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio). \u201cO tamanho das esp\u00e9cies \u00e9 inigual\u00e1vel.\u201d Apesar de poderosa, a biomassa de Alcatrazes \u00e9 extremamente delicada, e \u00e9 debaixo da calmaria da \u00e1gua que uma amea\u00e7a avan\u00e7a silenciosamente. O <strong>coral-sol<\/strong>, conhecido por devastar a biodiversidade dos locais que invade, chegou ao arquip\u00e9lago e vem se multiplicando em alta velocidade.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-690\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\"Pesquisador inspeciona cost\u00e3o repleto de esp\u00e9cies de coral-sol durante visita ao arquip\u00e9lago de Alcatrazes, em S\u00e3o Paulo (Foto: Leo Francini)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/5otlW1FA7Y9Voeh7l-1sZwg_pbA=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2015\/11\/04\/292-coral-invasor-02.jpg\" alt=\"Pesquisador inspeciona cost\u00e3o repleto de esp\u00e9cies de coral-sol durante visita ao arquip\u00e9lago de Alcatrazes, em S\u00e3o Paulo (Foto: Leo Francini)\" width=\"639\" height=\"426\" \/><label class=\"foto-legenda\">Pesquisador inspeciona cost\u00e3o repleto de esp\u00e9cies de coral-sol durante visita ao arquip\u00e9lago de Alcatrazes, em S\u00e3o Paulo (Foto: Leo Francini)<\/label><\/div>\n<p>H\u00e1 um ano foi realizada a primeira grande <a href=\"http:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/noticia\/2015\/12\/fotos-mostram-bastidores-de-expedicao-cientifica-para-deter-coral-belo-e-ameacador.html\">expedi\u00e7\u00e3o <\/a>para averiguar a situa\u00e7\u00e3o do coral-sol na regi\u00e3o. A bordo da embarca\u00e7\u00e3o catarinense Soloncy Moura, nove pesquisadores munidos de martelos, talhadeiras e sacolas passavam o dia recolhendo col\u00f4nias e fazendo anota\u00e7\u00f5es sobre os diferentes locais em que o coral foi encontrado. Ap\u00f3s dez dias de trabalho, o <strong>diagn\u00f3stico <\/strong>foi pouco animador. \u201cNossa primeira ideia era de que a invas\u00e3o estava em uma fase inicial, f\u00e1cil de controlar, mas a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 alarmante\u201d, afirma K\u00e1tia Capel, pesquisadora da UFRJ que participou da expedi\u00e7\u00e3o e cuja tese de doutorado trata justamente da estrat\u00e9gia reprodutiva e da estrutura gen\u00e9tica dos corais invasores.<\/p>\n<p>De acordo com ela, os cientistas conheciam apenas tr\u00eas ou quatro pontos do arquip\u00e9lago que continham uma quantidade relevante do coral. Ao t\u00e9rmino do trabalho, a expedi\u00e7\u00e3o retirou cerca de 1,5 mil col\u00f4nias espalhadas ao longo de 19 pontos. Al\u00e9m da surpresa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 intensidade, outra novidade foi a descoberta da presen\u00e7a de mais um tipo de<strong> coral-sol<\/strong>. At\u00e9 ent\u00e3o, acreditava-se que a \u00fanica esp\u00e9cie existente ali era a <em>Tubastraea tagusensis<\/em>, origin\u00e1ria das ilhas <strong>Gal\u00e1pagos<\/strong>, mas a <em>Tubastraea coccinea<\/em>, oriunda do<strong> Indo-Pac\u00edfico<\/strong>, tamb\u00e9m foi encontrada em Alcatrazes. As duas s\u00e3o igualmente danosas \u2014 entretanto, o fato de existir um segundo tipo demonstra a profundidade do problema e a dificuldade em mape\u00e1-lo com precis\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-690\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\" (Foto: Revista Galileu)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/uXSfcMaTHve60amyv3dAnVtJSLI=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2015\/11\/04\/292-coral-invasor-03.jpg\" alt=\" (Foto: Revista Galileu)\" width=\"639\" height=\"474\" \/><label class=\"foto-legenda\"> (Foto: Revista Galileu)<\/label><\/div>\n<p><strong>VELOZ E AVASSALADOR<\/strong><\/p>\n<p>A velocidade da reprodu\u00e7\u00e3o e a precocidade da maturidade reprodutiva do coral-sol s\u00e3o os grandes respons\u00e1veis pelo seu potencial <strong>destrutivo<\/strong>. As esp\u00e9cies se reproduzem por meio da libera\u00e7\u00e3o de <strong>larvas <\/strong>pelos <strong>coralitos<\/strong>. Elas vagam pelo oceano at\u00e9 encontrar um lugar apropriado para se assentar \u2014 em geral um cost\u00e3o rochoso, exatamente como o de Alcatrazes. \u201cAs esp\u00e9cies dependem de um espacinho e, se chega outra que se reproduz mais rapidamente, a esp\u00e9cie nativa, mais lenta, acaba diminuindo a longo prazo.<\/p>\n<p>Onde antes havia algas, esponjas e todas essas esp\u00e9cies que ocupam o cost\u00e3o, agora \u00e9 s\u00f3 coral-sol\u201d, diz K\u00e1tia. Al\u00e9m de n\u00e3o possuir um predador natural em \u00e1guas brasileiras, suas estrat\u00e9gias de defesa s\u00e3o bastante requintadas: o coral-sol pode tanto liberar compostos <strong>alelop\u00e1ticos<\/strong>, que inibem a presen\u00e7a de outras esp\u00e9cies ao seu redor, como fazer uso de expedientes mais agressivos. Relatos d\u00e3o conta de que os filamentos mesent\u00e9ricos do coral-sol podem causar necrose no tecido da outra esp\u00e9cie, em particular no coral-c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o conflituosa entre esses dois corais, ali\u00e1s, \u00e9 um cap\u00edtulo \u00e0 parte nessa hist\u00f3ria. Menos atrativo em termos de est\u00e9tica, o coral-c\u00e9rebro s\u00f3 fica com os tent\u00e1culos abertos durante a noite e sua colora\u00e7\u00e3o \u00e9 menos intensa, algo como um marrom esverdeado. \u00c9 pe\u00e7a fundamental na constru\u00e7\u00e3o dos recifes do Nordeste.<\/p>\n<p>O efeito devastador exercido pelo coral-sol pode comprometer o futuro dos recifes de Abrolhos, arquip\u00e9lago localizado no sul da Bahia e ponto de maior diversidade de corais em todo o Atl\u00e2ntico Sul, al\u00e9m de outras localidades em que j\u00e1 houve registros da presen\u00e7a do coral. Outro fator essencial para compreender o perigo representado pelo coral-sol \u00e9 sua origem, o Oceano Pac\u00edfico. Se o chamado <strong>Tri\u00e2ngulo dos Corais<\/strong> (\u00e1rea situada entre o Sudeste Asi\u00e1tico e o norte da Oceania) conta com cerca de 600 esp\u00e9cies, a costa brasileira possui apenas 18. Ou seja, sem predadores naturais fica muito mais f\u00e1cil dominar os espa\u00e7os.<\/p>\n<p>Essa relativa baixa diversidade de corais faz com que os preju\u00edzos causados pelo coral-sol na costa brasileira sejam ainda mais danosos do que no resto do mundo. \u201cNossa biodiversidade n\u00e3o est\u00e1 preparada para responder ao coral-sol\u201d, afirma a pesquisadora.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-690\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\"O coral-sol libera uma subst\u00e2ncia que inibe a presen\u00e7a de outras esp\u00e9cies ou as queima com um tent\u00e1culo (Foto: Leo Francini)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/pZNo9f0O1MtU6qx2cLQ6u-6uwAc=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2015\/11\/04\/292-coral-invasor-04.jpg\" alt=\"O coral-sol libera uma subst\u00e2ncia que inibe a presen\u00e7a de outras esp\u00e9cies ou as queima com um tent\u00e1culo (Foto: Leo Francini)\" width=\"639\" height=\"423\" \/><label class=\"foto-legenda\">O coral-sol libera uma subst\u00e2ncia que inibe a presen\u00e7a de outras esp\u00e9cies ou as queima com um tent\u00e1culo (Foto: Leo Francini)<\/label><\/div>\n<p><strong>VIRAR SERT\u00c3O?<\/strong><\/p>\n<p>Os pesquisadores que frequentam Alcatrazes n\u00e3o t\u00eam como indicar o respons\u00e1vel pela invas\u00e3o do coral, mas ind\u00edcios apontam para a negocia\u00e7\u00e3o de uma monoboia, estrutura met\u00e1lica e flutuante que auxilia nas opera\u00e7\u00f5es petrol\u00edferas em alto-mar. Uma pe\u00e7a de aproximadamente 17 metros de di\u00e2metro que pertencia \u00e0 Petrobras foi vendida para outra companhia, que a adquiriu como sucata.<\/p>\n<p>O equipamento, repleto de coral-sol, foi transportado da costa do estado do Rio de Janeiro at\u00e9 o porto de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, em S\u00e3o Paulo, onde ficou parado por pouco menos de dois anos. As col\u00f4nias de coral-sol dominaram as ilhas da regi\u00e3o antes que a monoboia fosse descoberta, mas o fato de o equipamento estar totalmente infestado d\u00e1 a dimens\u00e3o de como o assunto \u00e9 tratado pelas autoridades. Se a responsabilidade da <strong>invas\u00e3o <\/strong>n\u00e3o pode ser colocada na conta da estatal, o fato \u00e9 que a monoboia aprofundou o problema. \u201cAinda que a Petrobras tenha se esfor\u00e7ado para remover todas as col\u00f4nias da monoboia, algumas se desprenderam naturalmente e alguns cost\u00f5es rochosos ou estruturas portu\u00e1rias podem ter sido infestados\u201d, afirma Ign\u00e1cio Santos, fiscal do Ibama.<\/p>\n<p>Se em Alcatrazes a invas\u00e3o ainda n\u00e3o dominou 100% do cost\u00e3o, em <strong>Ilha Grande<\/strong>, a maior de Angra dos Reis, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem mais consolidada. Os primeiros registros do coral-sol na regi\u00e3o datam da d\u00e9cada de 1980 e \u00e9 consenso que a invas\u00e3o aconteceu gra\u00e7as \u00e0 presen\u00e7a de estruturas petrol\u00edferas que se movem lentamente e trazem em seus cascos os mais variados organismos, que v\u00e3o se acumulando ao longo do percurso \u2014 o mesmo roteiro observado agora em Alcatrazes.<\/p>\n<p>Em Ilha Grande a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grave que a \u00fanica iniciativa dedicada exclusivamente ao tema no Brasil nasceu l\u00e1: desde 2006, o <strong>Projeto Coral-Sol <\/strong>vem realizando um intenso trabalho de combate \u00e0 bioinvas\u00e3o, promovendo a pesquisa, o monitoramento e a educa\u00e7\u00e3o ambiental, al\u00e9m do manejo dos corais. Segundo dados de 2011 do projeto, a Tubastraea coccinea j\u00e1 dominou 59% da \u00e1rea de cost\u00f5es rochosos da Ba\u00eda de Ilha Grande, enquanto a Tubastraea tagusensis j\u00e1 se imp\u00f4s em 62% do territ\u00f3rio. Se em 2000 foram registrados 30 locais com o coral, esse n\u00famero saltou para 78 em 2011, em uma expans\u00e3o linear de 2,1 quil\u00f4metro por ano.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-220\"><img class=\"img-responsive alignleft\" title=\" (Foto: Revista Galileu)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/EpkZjDaWfOor9ZslAxV70T3SXV4=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2015\/11\/04\/292-coral-invasor-05.jpg\" alt=\" (Foto: Revista Galileu)\" \/><\/div>\n<p>Simone Oigman Pszczol, coordenadora institucional do Projeto Coral-Sol, define a iniciativa do Instituto Brasileiro de Biodiversidade como um projeto socioambiental. As \u00e1reas de maricultura, pesca e turismo \u2014 principalmente para mergulho \u2014 s\u00e3o as mais prejudicadas. \u201cMergulhadores buscam \u00e1reas de maior biodiversidade, e o coral-sol pode tornar o ambiente marinho mon\u00f3tono.\u201d<\/p>\n<p>O programa j\u00e1 capacitou 30 moradores da regi\u00e3o, muitos deles trabalhadores dos setores econ\u00f4micos atingidos, para atuarem como catadores, o que gera renda para a popula\u00e7\u00e3o local, uma das preocupa\u00e7\u00f5es centrais da iniciativa. O projeto promove a utiliza\u00e7\u00e3o dos esqueletos dos corais removidos para a confec\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as artesanais. Mais de 227 mil col\u00f4nias j\u00e1 foram retiradas, 80% delas entre 2011 e 2012, per\u00edodo em que o Projeto Coral-Sol contava com patroc\u00ednio da Petrobras.<\/p>\n<p>No meio desse oceano alarmante, algumas marolas de otimismo come\u00e7am a surgir vagarosamente no horizonte. A Rede Coral-Sol, nome dado ao corpo de 30 pesquisadores do projeto, incluindo a pr\u00f3pria K\u00e1tia, vem investigando poss\u00edveis aplica\u00e7\u00f5es ben\u00e9ficas desenvolvidas com o pr\u00f3prio invasor. De acordo com Simone, cientistas estudam a possibilidade de os compostos qu\u00edmicos do coral-sol serem utilizados para a produ\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o para avicultura, corre\u00e7\u00e3o de pH do solo na agricultura e at\u00e9 no combate a doen\u00e7as como mal\u00e1ria e c\u00e2ncer. Ser\u00e1 que o grande vil\u00e3o dos mares brasileiros ter\u00e1 tempo para se redimir?<\/p>\n<p><strong>O TERROR DO COST\u00c3O\u00a0<\/strong><br \/>\n<em>Como o coral-sol se instala em novos habitas, se multiplica at\u00e9 acabar com as outras esp\u00e9cies e se tornou um problema para a biodiversidade das \u00e1guas brasileiras<\/em><\/p>\n<p><strong>1. CHEGADA:<\/strong> O coral-sol \u00e9 origin\u00e1rio do Indo-Pac\u00edfico e chegou ao Caribe na d\u00e9cada de 1940, incrustado em cascos de navios. No Brasil, as primeiras col\u00f4nias foram encontradas nos anos 1980, em plataformas de petr\u00f3leo na Bacia de Campos, Rio de Janeiro<\/p>\n<p><strong>2. SOBREVIV\u00caNCIA: <\/strong>Para que uma esp\u00e9cie n\u00e3o nativa se estabele\u00e7a \u00e9 preciso superar uma s\u00e9rie de obst\u00e1culos. O Oceano Atl\u00e2ntico tinha tudo: a escassez de competidores e predadores naturais fez com que o coral sobrevivesse e se dispersasse com facilidade<\/p>\n<p><strong>3. REPRODU\u00c7\u00c3O: <\/strong>Para se reproduzir o coral-sol libera larvas no oceano, formadas tanto por reprodu\u00e7\u00e3o sexuada como assexuada. Elas d\u00e3o origem aos p\u00f3lipos, que se dividem e fazem com que as col\u00f4nias sejam compostas de clones: cada coralito \u00e9 um indiv\u00edduo, mas id\u00eantico aos demais<\/p>\n<p><strong>4. DISPERS\u00c3O:<\/strong> As larvas podem ser carregadas por correntes marinhas, reiniciando o processo de invas\u00e3o. Hoje o coral \u00e9 encontrado em cost\u00f5es rochosos na Fl\u00f3rida, no Golfo do M\u00e9xico, no Caribe e no Brasil<\/p>\n<p><strong>5. AMEA\u00c7A:<\/strong> O coral-sol domina o espa\u00e7o que antes era ocupado por esp\u00e9cies nativas, como corais, algas e esponjas. Sua taxa de crescimento \u00e9 acelerada e o cost\u00e3o rochoso fica tomado de pontinhos laranjas \u2014 que enchem os olhos e esvaziam os mares<br \/>\n<strong>PARA SABER MAIS<\/strong><br \/>\nProjeto Coral-Sol | <a href=\"http:\/\/coralsol.org\" target=\"_blank\">coralsol.org<\/a><br \/>\nInstituto Chico Mendes de Biodiversidade | <a href=\"http:\/\/icmbio.gov.br\" target=\"_blank\">icmbio.gov.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 45 km da costa de S\u00e3o Paulo, o arquip\u00e9lago de Alcatrazes n\u00e3o \u00e9 um<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":50921,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/coral_sol.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/coral_sol-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/coral_sol-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/coral_sol.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/coral_sol.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/coral_sol.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/coral_sol.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/coral_sol.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/coral_sol.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/coral_sol.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A 45 km da costa de S\u00e3o Paulo, o arquip\u00e9lago de Alcatrazes n\u00e3o \u00e9 um","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50920"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50920"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50920\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50921"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50920"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50920"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50920"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}