{"id":50860,"date":"2016-10-01T14:55:48","date_gmt":"2016-10-01T17:55:48","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=50860"},"modified":"2016-10-01T14:55:49","modified_gmt":"2016-10-01T17:55:49","slug":"pesquisa-localiza-base-genetica-da-amizade-entre-caes-e-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisa-localiza-base-genetica-da-amizade-entre-caes-e-humanos\/","title":{"rendered":"Pesquisa localiza base gen\u00e9tica da amizade entre c\u00e3es e humanos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisa-localiza-base-genetica-da-amizade-entre-caes-e-humanos\/cachorro-33\/\" rel=\"attachment wp-att-50861\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-50861\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cachorro-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cachorro-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cachorro-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores da Universidade de Link\u00f6ping, na Su\u00e9cia, identificaram pela primeira vez regi\u00f5es do genoma dos c\u00e3es que podem\u00a0explicar a\u00a0amizade e a lealdade com\u00a0seres humanos.\u00a0O estudo foi publicado nesta quinta-feira na revista cient\u00edfica <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/articles\/srep33439\" target=\"_blank\"><em>Scientific Reports.<\/em><\/a><\/p>\n<p>\u201cEstamos tentando entender as bases gen\u00e9ticas da domestica\u00e7\u00e3o: o que ajudou a transformar o lobo selvagem, que n\u00e3o tem interesse em se relacionar com homens, nessa criatura soci\u00e1vel que \u00e9 o c\u00e3o\u201d, disse Per Jesen, co-autor da pesquisa, em entrevista ao jornal <em>The Guardian.<\/em><\/p>\n<p>Os 190 c\u00e3es da ra\u00e7a beagle observados no estudo nasceram no canil do laborat\u00f3rio e foram criados de forma altamente padronizada, sem que os pesquisadores da universidade dessem aten\u00e7\u00e3o aos cachorrinhos, como forma de avaliar seu comportamento na aus\u00eancia da intera\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>A segunda etapa foi deixar um pesquisador com cada um dos cachorros em salas separadas durante tr\u00eas minutos. Foram colocadas debaixo de tr\u00eas tampas de pl\u00e1stico pequenas guloseimas. Duas delas os beagles conseguiam empurrar com as patas ou o fucinho, e assim alcan\u00e7ar a guloseima, mas uma foi fixada no local,\u00a0e isso causou mudan\u00e7as de comportamento no animal.<\/p>\n<p>Com uma c\u00e2mera de v\u00eddeo no ambiente, os cientistas puderam observar quanto tempo os c\u00e3es demoravam para pedir ajuda \u2013 e quais as suas estrat\u00e9gias. A maioria pulou em cima dos pesquisadores e buscou contato visual, fazendo aquela carinha de \u2018cachorro sem dono\u2019.<\/p>\n<h3>Base\u00a0gen\u00e9tica<\/h3>\n<p>Os estudiosos realizaram uma ampla an\u00e1lise do genoma dos cachorros e associaram a diferen\u00e7a no comportamento\u00a0a\u00a0varia\u00e7\u00f5es de\u00a0cinco genes.\u00a0Dessas varia\u00e7\u00f5es, a\u00a0que mais chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a do gene denominado de \u2018SEZ6L\u2019, que os pesquisadores\u00a0relacionaram\u00a0ao tempo que os c\u00e3es gastavam para se aproximar dos humanos. \u201cQuatro dos genes tamb\u00e9m apareceram em outras pesquisas antigas realizadas em pessoas. Nesses estudos, a mudan\u00e7a foi associada a dist\u00farbios sociais, como o autismo\u201d, disse Mia Persson, principal autora do estudo, em entrevista a <em>Scientific Reports<\/em>. Ou seja, certas caracter\u00edsticas de gene poderiam tornar os c\u00e3es mais propensos a interagir com os humanos, enquanto outras formas fariam deles indiv\u00edduos menos soci\u00e1veis.<\/p>\n<p>Os estudiosos tamb\u00e9m pretendem realizar a pesquisa com\u00a0outras ra\u00e7as de cachorros para confirmar a teoria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade de Link\u00f6ping, na Su\u00e9cia, identificaram pela primeira vez regi\u00f5es do genoma dos<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":50861,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cachorro-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cachorro-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cachorro-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cachorro-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cachorro-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cachorro-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cachorro-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cachorro-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cachorro-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cachorro-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores da Universidade de Link\u00f6ping, na Su\u00e9cia, identificaram pela primeira vez regi\u00f5es do genoma dos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50860"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50860"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50860\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50861"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}