{"id":50841,"date":"2016-10-01T14:16:54","date_gmt":"2016-10-01T17:16:54","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=50841"},"modified":"2016-10-01T14:16:55","modified_gmt":"2016-10-01T17:16:55","slug":"cancer-ja-e-principal-causa-de-morte-dos-animais-de-estimacao-em-paises-ricos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cancer-ja-e-principal-causa-de-morte-dos-animais-de-estimacao-em-paises-ricos\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer j\u00e1 \u00e9 principal causa de morte dos animais de estima\u00e7\u00e3o em pa\u00edses ricos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cancer-ja-e-principal-causa-de-morte-dos-animais-de-estimacao-em-paises-ricos\/cancer_animal\/\" rel=\"attachment wp-att-50842\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-50842\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cancer_animal-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cancer_animal-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cancer_animal.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Tumores, quimioterapia, preven\u00e7\u00e3o, dor e esperan\u00e7a. As palavras, usualmente relacionadas ao c\u00e2ncer nos seres humanos, tamb\u00e9m se aplicam \u00e0 doen\u00e7a nos animais dom\u00e9sticos e se amparam num crescente aprimoramento da oncologia veterin\u00e1ria \u2014 que re\u00fane, desde ontem, pesquisadores nacionais e internacionais na Onco in Rio, na Barra da Tijuca. O progresso da ci\u00eancia espelha uma realidade: segundo especialistas, o c\u00e2ncer j\u00e1 \u00e9 a principal causa de morte entre c\u00e3es e gatos nos pa\u00edses desenvolvidos, e a proje\u00e7\u00e3o para o Brasil n\u00e3o \u00e9 diferente.<\/p>\n<p>A literatura m\u00e9dica veterin\u00e1ria \u00e9 ampla ao relacionar o aumento da longevidade dos animais ao aparecimento de doen\u00e7as complexas \u2014 por isso o avan\u00e7o do c\u00e2ncer nos pa\u00edses desenvolvidos, onde a preven\u00e7\u00e3o via vacinas, o desenvolvimento da tecnologia diagn\u00f3stica e terap\u00eautica e a oferta de ra\u00e7\u00f5es balanceadas est\u00e3o alguns passos \u00e0 frente.<\/p>\n<p>Segundo o professor Andrigo Barboza de Nardi, do Departamento de Cl\u00ednica e Cirurgia Veterin\u00e1ria da Universidade Estadual Paulista J\u00falio de Mesquita Filho (Unesp), o Brasil tem como desafio o combate ao c\u00e2ncer de mama nos c\u00e3es, tipo de tumor canino mais comum no pa\u00eds e que pode ser amplamente combatido com a castra\u00e7\u00e3o precoce de f\u00eameas.<\/p>\n<p>\u2014 Se antes os animais viviam 10, 12 anos, hoje encontramos muitos que chegam aos 15, 16 anos. A capacidade imunol\u00f3gica natural cai, e a isso se somam fatores como muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, polui\u00e7\u00e3o e dieta. J\u00e1 foi inclusive comprovado que c\u00e3es e gatos que convivem com fumantes correm mais riscos \u2014 explica.<\/p>\n<p><strong>QUEDA DE PELO DURANTE A QUIMIOTERAPIA<\/strong><\/p>\n<p>Ainda de acordo com o pesquisador, a grande maioria dos tratamentos se inicia com procedimentos cir\u00fargicos e, quando necess\u00e1rio, segue para a quimioterapia. A preocupa\u00e7\u00e3o mais frequente entre os propriet\u00e1rios dos animais \u00e9 quanto \u00e0 queda de pelo durante o tratamento. Pode ou n\u00e3o acontecer, segundo o especialista, sendo mais comum em bichos de pelos longos.<\/p>\n<p>A obten\u00e7\u00e3o de dados, especialmente no Brasil, \u00e9 um obst\u00e1culo, mas alguns deles mostram que a incid\u00eancia de tumores \u00e9 maior em c\u00e3es do que em gatos. Uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica inclu\u00edda no livro \u201cOncologia em c\u00e3es e gatos\u201d, de Andrigo e Carlos Roberto Daleck e que ter\u00e1 a segunda edi\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada na Onco in Rio, mostra que os tipos de tumores mais comuns no pa\u00eds s\u00e3o os de pele e tecido subcut\u00e2neo; mama; hematopo\u00e9ticos (relacionados ao processo de forma\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas do sangue); orofaringe (parte da garganta atr\u00e1s da boca) e ven\u00e9reos.<\/p>\n<p>Um estudo com cachorros tratados no Hospital Veterin\u00e1rio da Universidade Federal do Paran\u00e1 de 1998 a 2006 mapeou os tipos mais comuns ali atendidos: tumores mam\u00e1rios lideraram com 46% das neoplasias, seguidos pelos mastocitomas (tumores muito comuns na pele dos c\u00e3es), com 11%, tumores ven\u00e9reos transmiss\u00edveis (3,5%) e linfomas (3,3%). A mesma pesquisa mapeou as ra\u00e7as mais acometidas: pastor-alem\u00e3o (12,6%), poodle (11,4%) e boxer (10,7%).<\/p>\n<p>A cadela Hanna, perto dos 11 anos, est\u00e1 tratando com quimioterapia um c\u00e2ncer de pulm\u00e3o e se enquadra em algumas categorias de risco: \u00e9 da ra\u00e7a boxer, que segundo a literatura \u00e9 especialmente vulner\u00e1vel a tumores; e \u00e9 idosa \u2014 o aparecimento do c\u00e2ncer \u00e9 mais frequente na faixa de 6 a 12 anos. Al\u00e9m disso, as f\u00eameas costumam ser mais acometidas do que machos.<\/p>\n<p>A descoberta do tumor no pulm\u00e3o em Hanna, em janeiro, foi um baque para o casal Carlos Antonio Fandi\u00f1o e Helga Montano e seus filhos: a cadela havia acabado de se curar de um c\u00e2ncer nas c\u00e9lulas plasm\u00e1ticas, diagnosticado em 2015. A cura veio com uma opera\u00e7\u00e3o e quimioterapia, mas, desta vez, a fam\u00edlia optou por n\u00e3o iniciar o tratamento com a cirurgia, pelos riscos e pela dor durante e ap\u00f3s o procedimento. A estrat\u00e9gia combinada com oncologistas da cl\u00ednica Canne Gatto, na Tijuca, visa prolongar o tempo de Hanna com qualidade de vida.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o h\u00e1 chance de cura, mas ela j\u00e1 ultrapassou sua expectativa de vida, que era de seis meses. J\u00e1 se passaram nove. Optamos pela quimioterapia, sem antes passar pela cirurgia, para administrar a doen\u00e7a com qualidade de vida. As rea\u00e7\u00f5es adversas que ela sente por enquanto s\u00e3o leves \u2014 conta Fandi\u00f1o.<\/p>\n<p>Ontem, a pesquisadora da Unesp Mirela Tinucci apresentou no congresso a palestra \u201cExperi\u00eancia com o uso da fosfoetanolamina em neoplasias de c\u00e3es\u201d e afirma que hoje o objetivo dos pesquisadores \u00e9 tornar o c\u00e2ncer uma doen\u00e7a cr\u00f4nica, j\u00e1 que a cura, por enquanto, parece distante. A fosfoetanolamina, conhecida entre os humanos como a pol\u00eamica \u201cp\u00edlula do c\u00e2ncer\u201d \u00e9, segundo alguns testes cl\u00ednicos preliminares, promissora como tratamento complementar da doen\u00e7a em animais.<\/p>\n<p>\u2014 Temos alguns testes cl\u00ednicos que nos surpreenderam positivamente. Posterior ou concomitante \u00e0 quimioterapia, a fosfoetanolamina desacelerou a expans\u00e3o dos tumores. Junto com a USP, vamos iniciar agora uma pesquisa bem mais completa com a subst\u00e2ncia, que deve durar pelo menos dois anos \u2014 conta Mirela, para quem a libera\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia para consumo ainda \u00e9 um desprop\u00f3sito do ponto de vista cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Estudos com a \u201cp\u00edlula do c\u00e2ncer\u201d em animais, segundo a pesquisadora, podem contribuir para a compreens\u00e3o dos tratamentos em humanos. O interc\u00e2mbio entre veterin\u00e1ria e medicina \u00e9 frequente na oncologia, j\u00e1 que o c\u00e2ncer tem padr\u00f5es semelhantes entre as esp\u00e9cies, inclusive com coincid\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o a fatores de risco que podem ser prevenidos, como a obesidade, o contato com fumantes e a polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tumores, quimioterapia, preven\u00e7\u00e3o, dor e esperan\u00e7a. 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