{"id":50794,"date":"2016-09-30T12:30:23","date_gmt":"2016-09-30T15:30:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=50794"},"modified":"2016-09-29T22:09:20","modified_gmt":"2016-09-30T01:09:20","slug":"agua-viva-do-mar-vermelho-infesta-rio-em-maceio-animal-causa-queimaduras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/agua-viva-do-mar-vermelho-infesta-rio-em-maceio-animal-causa-queimaduras\/","title":{"rendered":"\u00c1gua-viva do mar Vermelho infesta rio em Macei\u00f3; animal causa queimaduras"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=50795\" rel=\"attachment wp-att-50795\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-50795\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/agua_viva-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/agua_viva-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/agua_viva.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Exemplares da medusa Cassiopea andromeda, proveniente do mar Vermelho, infestaram a foz do rio Meirim, localizada na praia de Pescaria, litoral norte de <a href=\"http:\/\/noticias.uol.com.br\/alagoas\/\">Macei\u00f3<\/a>, na \u00faltima semana. Esta \u00e9 a primeira vez que a esp\u00e9cie invasora \u00e9 detectada no litoral de Alagoas.\u00a0At\u00e9 agora, n\u00e3o se sabe como os animais chegaram ao local.<\/p>\n<p>A foz do rio Meirim \u00e9 bastante frequentada por banhistas e, segundo o IMA (Instituto do Meio Ambiente de Alagoas), h\u00e1 relatos de acidentes envolvendo as medusas. A \u00e1gua-viva pode causar queimaduras quando o material t\u00f3xico expelido entra em contato com a pele de banhistas.<\/p>\n<p>At\u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea volta ao normal, o IMA recomenda que banhistas n\u00e3o frequentem esse trecho do rio Meirim e orienta que, em caso de queimaduras, a v\u00edtima procure atendimento m\u00e9dico imediatamente.<\/p>\n<h3>Impacto ambiental ser\u00e1 estudado<\/h3>\n<p>Amostras do animal foram coletadas para pesquisadores da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), IMA e ICMBio descobrirem como o animal chegou ao Estado, al\u00e9m de outros h\u00e1bitos que podem oferecer riscos aos animais marinhos que vivem em Alagoas. A equipe de bi\u00f3logos do IMA far\u00e1 o monitoramento peri\u00f3dico da \u00e1rea e o laborat\u00f3rio do instituto analisar\u00e1 a qualidade da \u00e1gua.<\/p>\n<p>A \u00e1rea que a medusa se instalou fica em uma regi\u00e3o onde h\u00e1 transi\u00e7\u00e3o entre o rio e o mar, no limite da APA (\u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental) Costa dos Corais. Segundo o professor de zoologia da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), Claudio Sampaio, o animal consegue se adaptar \u00e0 salinidade vari\u00e1vel do ambiente, que aumenta ou diminui de acordo com a mar\u00e9, duas vezes ao dia.<\/p>\n<p>O bi\u00f3logo Juliano Fritscher explica que a \u00e1rea que a medusa se instalou encontra-se represada, sendo abastecida apenas por mar\u00e9s mais altas. O pouco fluxo de \u00e1gua permite que as medusas se proliferem com facilidade pela aus\u00eancia de predadores. &#8220;Isso gera uma supremacia desses animais em rela\u00e7\u00e3o aos outros organismos marinhos.&#8221;<\/p>\n<p>O bi\u00f3logo Bruno Stefanis, do Instituto Biota, que faz o monitoramento de tartarugas marinhas em Macei\u00f3, v\u00ea com preocupa\u00e7\u00e3o a chegada da medusa a Alagoas porque ainda n\u00e3o se sabe o impacto ambiental que o animal pode causar por n\u00e3o tem predador natural e, assim, poder se reproduzir livremente.<\/p>\n<p>&#8220;A esp\u00e9cie invasora quando chega ao novo ambiente e se adapta a ele, por n\u00e3o possuir predadores come\u00e7a a se proliferar sem controle e causa desequil\u00edbrio. Neste caso, s\u00f3 vai ter a medusa no rio e o problema \u00e9 ter o controle da quantidade da esp\u00e9cie no local. O poder p\u00fablico precisa fazer um estudo para criar uma zona de conten\u00e7\u00e3o para ela n\u00e3o se espalhar e causar outros problemas que ainda nem sabemos que ela pode causar&#8221;, alerta Stefanis.<\/p>\n<p>S\u00e3o v\u00e1rias as hip\u00f3teses levantadas para justificar a presen\u00e7a de um animal marinho que n\u00e3o faz parte do meio ambiente do Brasil no local. Segundo o professor de zoologia da Ufal Cl\u00e1udio Sampaio, &#8220;indiv\u00edduos jovens podem se fixar em res\u00edduos s\u00f3lidos, como o lixo, e atrav\u00e9s das correntes marinhas chegam \u00e0s \u00e1guas brasileiras.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Sugere-se tamb\u00e9m que o tr\u00e1fego marinho com as \u00e1guas de lastro dos navios podem ter transportado acidentalmente o animal para o Brasil, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 estudo sobre isso, pois a chegada dela \u00e9 recente. Temos registros em S\u00e3o Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Rio Grande do Norte, Cear\u00e1 e agora em Alagoas.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exemplares da medusa Cassiopea andromeda, proveniente do mar Vermelho, infestaram a foz do rio Meirim,<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":50795,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/agua_viva.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/agua_viva-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/agua_viva-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/agua_viva.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/agua_viva.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/agua_viva.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/agua_viva.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/agua_viva.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/agua_viva.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/agua_viva.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Exemplares da medusa Cassiopea andromeda, proveniente do mar Vermelho, infestaram a foz do rio Meirim,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50794"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50794"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50794\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50795"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50794"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50794"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50794"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}