{"id":50391,"date":"2016-09-24T13:35:06","date_gmt":"2016-09-24T16:35:06","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=50391"},"modified":"2016-09-24T13:35:08","modified_gmt":"2016-09-24T16:35:08","slug":"campanha-alerta-para-aumento-da-mortandade-de-botos-cinzas-no-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/campanha-alerta-para-aumento-da-mortandade-de-botos-cinzas-no-rio-de-janeiro\/","title":{"rendered":"Campanha alerta para aumento da mortandade de botos-cinzas no Rio de Janeiro"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/campanha-alerta-para-aumento-da-mortandade-de-botos-cinzas-no-rio-de-janeiro\/boto_cinza-2\/\" rel=\"attachment wp-att-50392\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-50392\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/boto_cinza-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/boto_cinza-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/boto_cinza.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O boto-cinza j\u00e1 foi t\u00e3o abundante nas ba\u00edas do Rio de Janeiro que se tornou s\u00edmbolo da capital fluminense, mas agora corre o risco de desaparecer. Foram 170 mortes somente nos \u00faltimos tr\u00eas anos no estado. Na Ba\u00eda de Guanabara restam apenas 34 animais da esp\u00e9cie e na Ba\u00eda de Sepetiba, 800 botos.<\/p>\n<p>Para chamar a aten\u00e7\u00e3o da sociedade para o problema, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal lan\u00e7ou nesta semana a campanha <em>Salve o Boto \u2013 N\u00e3o deixe o boto virar cinzas<\/em>, em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Procuradores da Rep\u00fablica (ANPR) e o Instituto Boto Cinza.<\/p>\n<p>O alvo da campanha s\u00e3o as redes sociais, como estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o para replica\u00e7\u00e3o da hashtag #SalveoBoto e, at\u00e9 o pr\u00f3ximo dia 8 de outubro, os canais de comunica\u00e7\u00e3o oficiais do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) divulgar\u00e3o <em>posts<\/em>, v\u00eddeos e mat\u00e9rias sobre o assunto, estimulando o uso da <em>hashtag<\/em> que d\u00e1 nome \u00e0 campanha.<\/p>\n<p>As maiores amea\u00e7as s\u00e3o crescimento descontrolado do n\u00famero de embarca\u00e7\u00f5es nessas ba\u00edas e de empreendimentos industriais ao redor delas, al\u00e9m da pesca predat\u00f3ria.<\/p>\n<p>O coordenador do Laborat\u00f3rio de Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos e Bioindicadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, professor Jos\u00e9 Lailson Brito J\u00fanior, alertou que na Ba\u00eda de Guanabara, se nada for feito, a extin\u00e7\u00e3o ocorrer\u00e1 em menos de 15 anos. \u201cNa Ba\u00eda de Sepetiva, se voc\u00ea imaginar que morreram apenas no ano passado mais de 80 animais, essa popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 morrendo em taxas cinco vezes maiores do que o que consideramos razo\u00e1veis\u201d, lamentou ele.<\/p>\n<p><strong>Portos<\/strong><\/p>\n<p>O coordenador cient\u00edfico do Instituto Boto-Cinza, Leonardo Flach, conta que o aumento de empreendimentos industriais na Ba\u00eda de Sepetiba foram as principais causas para a redu\u00e7\u00e3o dessa popula\u00e7\u00e3o. \u201cNa \u00faltima d\u00e9cada, tivemos quatro empreendimentos portu\u00e1rios estabelecidos aqui em Sepetiba, o que diminuiu a \u00e1rea de uso dos pescadores, provocando uma maior sobreposi\u00e7\u00e3o entre as \u00e1reas onde o boto vive e onde h\u00e1 pesca artesanal\u201d, comentou o ambientalista.<\/p>\n<p>Dentre as tentativas para reverter esse quadro de extin\u00e7\u00e3o, especialistas e ambientalistas ressaltam a fiscaliza\u00e7\u00e3o efetiva da pesca ilegal e das atividades industriais e portu\u00e1rias e o fortalecimento das unidades de conserva\u00e7\u00e3o marinhas como a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental de Guapimirim, na Ba\u00eda de Guanabara.<\/p>\n<p>Na Ba\u00eda de Sepetiba, a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental Boto Cinza foi aprovada em abril de 2015, mas ainda n\u00e3o foi implantada. Outras a\u00e7\u00f5es que podem ajudar a preservar os golfinhos s\u00e3o o aumento do saneamento dos munic\u00edpios, educa\u00e7\u00e3o ambiental e redu\u00e7\u00e3o dos licenciamentos ambientais de empreendimentos industriais nessas ba\u00edas.<\/p>\n<p><strong>Mascote<\/strong><\/p>\n<p>Para a campanha, foi criado a mascote Acerola, um carism\u00e1tico boto que gosta de surfar e nadar com sua fam\u00edlia pelas \u00e1guas da ba\u00eda. O nome \u00e9 uma homenagem ao boto-cinza encontrado morto em junho de 2016 na Ba\u00eda de Guanabara. Acerola era monitorado por cientistas desde o seu nascimento e as marcas no animal indicam que ele morreu afogado, preso a uma rede de emalhe \u2013 uma das principais causas de morte do boto-cinza. As redes de emalhar s\u00e3o um instrumento de pesca passiva em que os peixes ou crust\u00e1ceos ficam presos em suas malhas devido ao seu pr\u00f3prio movimento.<\/p>\n<p>A procuradora da Rep\u00fablica Monique Cheker falou sobre a import\u00e2ncia do trabalho conjunto dos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o para a prote\u00e7\u00e3o do boto-cinza. \u201cSem a atua\u00e7\u00e3o do grupo, n\u00e3o seria poss\u00edvel o MPF atuar para ajudar , disse Monique. &#8220;Se eles s\u00e3o o topo da cadeia alimentar e est\u00e3o morrendo, significa que o restante da cadeia est\u00e1 toda prejudicada\u201d, completou.<\/p>\n<p>O boto-cinza \u00e9 um dos menores golfinhos existentes no Brasil e pode ser encontrado no Brasil desde o Amap\u00e1 at\u00e9 Santa Catarina.<\/p>\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre a campanha, acesse o <a href=\"http:\/\/salveoboto.mpf.mp.br.\/\" target=\"_blank\"><em>site<\/em><\/a>.<\/p>\n<p><em>*Colaborou Joana Moscatelli, rep\u00f3rter do R\u00e1diojornalismo.<\/em><\/p>\n<div class=\"node-info\">Edi\u00e7\u00e3o: <strong>Denise Griesinger<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O boto-cinza j\u00e1 foi t\u00e3o abundante nas ba\u00edas do Rio de Janeiro que se tornou<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":50392,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/boto_cinza.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/boto_cinza-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/boto_cinza-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/boto_cinza.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/boto_cinza.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/boto_cinza.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/boto_cinza.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/boto_cinza.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/boto_cinza.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/boto_cinza.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O boto-cinza j\u00e1 foi t\u00e3o abundante nas ba\u00edas do Rio de Janeiro que se tornou","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50391"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50391"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50391\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50392"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50391"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50391"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50391"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}