{"id":50334,"date":"2016-09-23T13:00:40","date_gmt":"2016-09-23T16:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=50334"},"modified":"2016-09-23T08:52:59","modified_gmt":"2016-09-23T11:52:59","slug":"estudo-identifica-areas-mais-vulneraveis-e-faz-projecoes-para-adaptacao-da-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-identifica-areas-mais-vulneraveis-e-faz-projecoes-para-adaptacao-da-mata-atlantica\/","title":{"rendered":"Estudo identifica \u00e1reas mais vulner\u00e1veis e faz proje\u00e7\u00f5es para adapta\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<p><strong><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=50335\" rel=\"attachment wp-att-50335\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-50335\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mata_atlantica-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mata_atlantica-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mata_atlantica.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Objetivo do trabalho, que identifica \u00e1reas mais vulner\u00e1veis, \u00e9 apoiar os tomadores de decis\u00e3o para a defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias no bioma.<\/em><\/strong><\/p>\n<div>\n<p>O impacto das mudan\u00e7as do clima na Mata Atl\u00e2ntica e os instrumentos para uma gest\u00e3o eficiente e sustent\u00e1vel a m\u00e9dio e longo prazos representam um grande desafio para gestores e investidores. Para estudar os desafios que o Pa\u00eds ter\u00e1 pela frente, um projeto inovador, desenvolvido pela equipe de pesquisadores da WayCarbon, sob coordena\u00e7\u00e3o do diretor de Adapta\u00e7\u00e3o e Vulnerabilidade, Marco Follador, foi apresentado nesta semana em Bras\u00edlia. O projeto tem a participa\u00e7\u00e3o dos minist\u00e9rios do Meio Ambiente do Brasil e da Alemanha, apoio financeiro do Banco de Fomento Alem\u00e3o (KFW), apoio t\u00e9cnico da Coopera\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica Alem\u00e3 (GIZ) e do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio).<\/p>\n<p>O estudo aponta as \u00e1reas mais vulner\u00e1veis do bioma com o objetivo de apoiar os tomadores de decis\u00e3o para a defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de adapta\u00e7\u00e3o, com destaque para \u00e1reas identificadas como as mais vulner\u00e1veis pela pesquisa: Mosaico de \u00c1reas Protegidas do Extremo Sul da Bahia; Mosaico Central Fluminense e o Mosaico Lagamar, no litoral sul de S\u00e3o Paulo, e a zona Costeira do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cRealizamos um estudo que avalia sete impactos potenciais, alagamento, deslizamento, distribui\u00e7\u00e3o do vetor da dengue, fitofisionomia, aptid\u00e3o agr\u00edcola, umidade do solo e erosividade\u201d, explicou o pesquisador Marco Follador aos t\u00e9cnicos do MMA e do ICMBio. Os resultados, segundo ele, mostram as diferentes condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas regionais, junto \u00e0s caracter\u00edsticas f\u00edsicas do territ\u00f3rio, estabelecendo a variabilidade espacial e a import\u00e2ncia dos impactos.<\/p>\n<p><strong>\u00c1REAS PRIORIT\u00c1RIAS<\/strong><\/p>\n<p>Depois de reconhecer a complexidade do trabalho, Follador defendeu a necessidade de o Pa\u00eds eleger \u00e1reas priorit\u00e1rias para a realiza\u00e7\u00e3o de projetos de adapta\u00e7\u00e3o. \u201cNum pa\u00eds com a dimens\u00e3o do Brasil, n\u00e3o h\u00e1 como contemplar todos as \u00e1reas ao mesmo tempo, por isso, no caso da Mata Atl\u00e2ntica procuramos identificar os chamados hotspots, isto \u00e9, regi\u00f5es que apontam para a\u00e7\u00f5es mais urgentes\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O pesquisador observou que ainda faltam informa\u00e7\u00f5es sobre os impactos das mudan\u00e7as do clima, o que representa hoje um dos maiores obst\u00e1culos para a defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de adapta\u00e7\u00e3o. \u201cPor isso, o estudo representa um avan\u00e7o para suprir essa lacuna, e incluir o risco clim\u00e1tico no planejamento dos diferentes contextos geogr\u00e1ficos e produtivos do Brasil\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p><strong>CEN\u00c1RIOS<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com as an\u00e1lises, cruzamentos e proje\u00e7\u00f5es de dados foi poss\u00edvel verificar que a distribui\u00e7\u00e3o regional das \u00e1reas de impacto potencial \u00e0 eros\u00e3o h\u00eddrica apresenta o mesmo comportamento das m\u00e9dias de precipita\u00e7\u00e3o em todas as \u00e1reas de Mata Atl\u00e2ntica, diminuindo nas regi\u00f5es Nordeste e Centro-Oeste. J\u00e1 nas regi\u00f5es Sul e Sudeste \u00e9 observado um incremento at\u00e9 2040. No per\u00edodo seguinte, as m\u00e9dias caem no Sudeste e aumentam no Sul.<\/p>\n<p>Quanto ao risco de inunda\u00e7\u00f5es, o estudo mostra que as \u00e1reas de Mata Atl\u00e2ntica na regi\u00e3o Sul apresentam um aumento de ocorr\u00eancias, devido a um aumento dos extremos de chuva.<\/p>\n<p>\u201cOutras \u00e1reas sujeitas \u00e0s inunda\u00e7\u00f5es est\u00e3o distribu\u00eddas de forma fragmentada ao longo do litoral, constitu\u00eddo por plan\u00edcies de inunda\u00e7\u00e3o fluvial. Grande parte do bioma no interior do pa\u00eds apresenta redu\u00e7\u00e3o das ocorr\u00eancias de grandes inunda\u00e7\u00f5es\u201d, explicou Marco Follador. O trabalho inclui, ainda, an\u00e1lises da varia\u00e7\u00e3o de umidade do solo, zoneamento agr\u00edcola, \u00e1rea de transmiss\u00e3o da dengue, e outros itens que complementam o estudo.<\/p>\n<p><strong>AGRICULTURA<\/strong><\/p>\n<p>Com proje\u00e7\u00f5es at\u00e9 2100, o estudo, depois de analisar os efeitos das mudan\u00e7as do clima nas sete principais fitofisionomias da Mata Atl\u00e2ntica, aponta as seguintes mudan\u00e7as a longo prazo para o zoneamento agr\u00edcola:<\/p>\n<p>\u2013 A floresta estacional e semidecidual apresenta o cen\u00e1rio mais cr\u00edtico, com perdas por volta de 50% da \u00e1rea atualmente apta, e ganhos de 40%.<\/p>\n<p>\u2013 Para forma\u00e7\u00f5es pioneiras, projetam-se perdas de 30% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea de ocupa\u00e7\u00e3o atual, e um ganho potencial de 50% das \u00e1reas aptas em outras regi\u00f5es litor\u00e2neas.<\/p>\n<p>\u2013 As florestas ombr\u00f3filas abertas, mais tolerantes a estresse de precipita\u00e7\u00e3o, podem ganhar at\u00e9 170%, fora de seu dom\u00ednio atual.<\/p>\n<p>\u2013 A floresta ombr\u00f3fila densa, pela sua elevada demanda por \u00e1gua de suas taxas de evapotransmiss\u00e3o, podem perder p\u00e1reas aptas em at\u00e9 50% do atual dom\u00ednio, com um ganho potencial, mas reduzido de 30% em outras regi\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Objetivo do trabalho, que identifica \u00e1reas mais vulner\u00e1veis, \u00e9 apoiar os tomadores de decis\u00e3o para<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":50335,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mata_atlantica.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mata_atlantica-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mata_atlantica-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mata_atlantica.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mata_atlantica.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mata_atlantica.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mata_atlantica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mata_atlantica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mata_atlantica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mata_atlantica.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Objetivo do trabalho, que identifica \u00e1reas mais vulner\u00e1veis, \u00e9 apoiar os tomadores de decis\u00e3o para","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50334"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50334"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50334\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50335"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50334"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50334"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50334"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}