{"id":50176,"date":"2016-09-21T08:00:16","date_gmt":"2016-09-21T11:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=50176"},"modified":"2016-09-20T20:49:07","modified_gmt":"2016-09-20T23:49:07","slug":"dez-perguntas-e-respostas-sobre-a-intolerancia-a-lactose-em-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/dez-perguntas-e-respostas-sobre-a-intolerancia-a-lactose-em-criancas\/","title":{"rendered":"Dez perguntas e respostas sobre a intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose em crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=50177\" rel=\"attachment wp-att-50177\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-50177\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lactose-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lactose-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lactose.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Departamento Cient\u00edfico (DC) de Nutrologia Pedi\u00e1trica da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou um pequeno question\u00e1rio para ajudar m\u00e9dicos e pacientes a entenderem as quest\u00f5es ligadas \u00e0 intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose, ou seja, a incapacidade do organismo de absorver adequadamente um dos carboidratos presente no leite (lactose).<\/p>\n<p>A forma correta de tratar o problema costuma causar muitas d\u00favidas entre os pais. Para ajudar a sociedade a ter uma melhor compreens\u00e3o sobre o tema, a doutora Jocemara Gurmini preparou dez perguntas e respostas mais frequentes sobre o tema. A seguir, o leitor encontrar\u00e1 orienta\u00e7\u00f5es gerais sobre o transtorno, que podem ser muito \u00fateis.<\/p>\n<h3>No caso dos beb\u00eas, alergia ao leite e intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose s\u00e3o a mesma coisa?<\/h3>\n<p>A alergia ao leite de vaca e a intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose s\u00e3o enfermidades diferentes. Na intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose estamos falando sobre um carboidrato (lactose) que n\u00e3o provoca rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas, mas que por n\u00e3o ser absorvido de forma adequada \u00e9 processado pelas bact\u00e9rias intestinais formando gases e causando sintomas de desconforto abdominal, c\u00f3licas, distens\u00e3o, flatul\u00eancia, evacua\u00e7\u00f5es amolecidas, \u00e0s vezes explosivas, e dermatite perineal. A alergia ao leite envolve a prote\u00edna, que, neste caso, ultrapassa a barreira mucosa do intestino delgado e chega \u00e0 corrente sangu\u00ednea. Fen\u00f4menos al\u00e9rgicos variados podem ocorrer, como sintomas digestivos (evacua\u00e7\u00f5es amolecidas, sangue nas fezes, v\u00f4mitos, baixo ganho de peso) ou rea\u00e7\u00f5es em outros aparelhos e sistemas (urtic\u00e1ria, eczema ou, em casos mais graves, choque anafil\u00e1tico).<\/p>\n<h3>Em que idade costuma aparecer os sintomas da intoler\u00e2ncia?<\/h3>\n<p>A intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose pode ser prim\u00e1ria, como a defici\u00eancia do prematuro; a cong\u00eanita (rara); e a do tipo adulto ou ontogen\u00e9tica. A intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose secund\u00e1ria ocorre devido a algumas doen\u00e7as que levam a altera\u00e7\u00f5es na mucosa intestinal, alterando o tamanho das vilosidades, \u00e1rea onde a lactase (enzima que digere a lactose) \u00e9 produzida. Tal fato pode ocorrer na doen\u00e7a cel\u00edaca, enterite infecciosa, desnutri\u00e7\u00e3o, entre outras.<\/p>\n<p>Outro dado importante refere-se ao fato de ser a intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose dose-dependente, isto \u00e9, talvez pequenos volumes de leite ou derivados sejam bem tolerados. Algumas crian\u00e7as toleram 1 a 2 copos de leite ao dia sem presen\u00e7a de sintomas. A ingest\u00e3o concomitante de s\u00f3lidos aumenta o tempo de esvaziamento g\u00e1strico e o tr\u00e2nsito intestinal, permitindo maior tempo de a\u00e7\u00e3o da lactose end\u00f3gena. Assim, cuide para ter uma ingest\u00e3o adequada de c\u00e1lcio ou, caso necess\u00e1rio, suplementa\u00e7\u00e3o medicamentosa. J\u00e1 na alergia, um pequeno volume j\u00e1 \u00e9 o suficiente para os sintomas aparecerem.<\/p>\n<h3>Quais s\u00e3o os sintomas em adultos e em crian\u00e7as? S\u00e3o os mesmos?<\/h3>\n<p>A quantidade de lactose necess\u00e1ria para desencadear os sintomas varia de indiv\u00edduo para indiv\u00edduo, dependendo da por\u00e7\u00e3o de lactose ingerida, do grau de defici\u00eancia de lactase e do tipo de alimento com o qual a lactose foi ingerida. Os principais sintomas s\u00e3o: dor abdominal, borborigmo, distens\u00e3o abdominal, flatul\u00eancia, diarreia aquosa explosiva, dermatite perianal, podem ocorrer desidrata\u00e7\u00e3o e acidose metab\u00f3lica em caso mais graves.<\/p>\n<h3>Como descobrir se a crian\u00e7a desenvolveu intoler\u00e2ncia? Quando devemos lev\u00e1-la ao m\u00e9dico?<\/h3>\n<p>Procure avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica nos casos de sintomas acima citados antes de iniciar uma dieta sem leite e derivados. Lembre-se que indiv\u00edduos com uma dieta pobre em leite e derivados e sem a substitui\u00e7\u00e3o ou complementa\u00e7\u00e3o adequada est\u00e3o mais predispostos a desenvolverem uma mineraliza\u00e7\u00e3o \u00f3ssea inadequada.<\/p>\n<h3>Caso a crian\u00e7a seja al\u00e9rgica ou tenha intoler\u00e2ncia, como deve ser a dieta? O que pode substituir o leite? Quais cuidados devem ser tomados?<\/h3>\n<p>Na alergia ao leite de vaca \u00e9 necess\u00e1ria dieta sem leite e derivados com aten\u00e7\u00e3o especial aos r\u00f3tulos, pois o leite pode vir com outro nome, como: leite em p\u00f3, leite desnatado, leite flu\u00eddo, composto l\u00e1cteo, case\u00edna, caseinato, lactoalbumina, lactoglobulina, lactulose, lactose, prote\u00ednas do soro, soro de leite, whey protein. Aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para medicamentos e cosm\u00e9ticos. Na alergia ao leite n\u00e3o consuma alimentos que contenham queijo, iogurte, manteiga, creme de leite, leite integral, leite desnatado, leite em p\u00f3, leite condensado, produtos preparados com leite e com derivados. Tamb\u00e9m evite produtos com aroma de queijo, sabor artificial de manteiga, sabor caramelo, sabor creme de coco, sabor de a\u00e7\u00facar queimado. A crian\u00e7a que est\u00e1 sendo amamentada deve ser mantida com leite materno e a m\u00e3e far\u00e1 a dieta, em caso do uso de f\u00f3rmula infantil, esta ser\u00e1 substitu\u00edda por formula\u00e7\u00e3o especial com prote\u00edna hidrolisada ou amino\u00e1cidos<\/p>\n<h3>\u00c9 gen\u00e9tico?<\/h3>\n<p>A primeira descri\u00e7\u00e3o de intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose foi feita por Hip\u00f3crates 400 a.C. e a redu\u00e7\u00e3o da atividade da lactase ocorre com maior frequ\u00eancia em alguns grupos \u00e9tnicos (por exemplo: esquim\u00f3s, judeus, orientais, indianos, negros) que perdem progressivamente a atividade enzim\u00e1tica. Sua preval\u00eancia pode variar de 10% a 90%, dependendo da etnia considerada. Postula-se que esta varia\u00e7\u00e3o na preval\u00eancia seja decorrente da sele\u00e7\u00e3o natural ocorrida em povos criadores de gado leiteiro domesticado, consumidores de leite e seus derivados na dieta, com a aquisi\u00e7\u00e3o de um tra\u00e7o gen\u00e9tico dominante que perpetua a atividade da lactase ap\u00f3s o desmame, selecionando indiv\u00edduos geneticamente habilitados a digerir a lactose. Nestes casos, ocorre a persist\u00eancia de um \u201cgene regulador\u201d, recentemente sequenciado e localizado no cromossomo 2 (2q21), que n\u00e3o permite a supress\u00e3o da s\u00edntese de lactase no tempo programado. Apesar desta descoberta, testes gen\u00e9ticos n\u00e3o tem fun\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica de intoler\u00e2ncia a lactose e n\u00e3o influenciam no tratamento.<\/p>\n<h3>Existe algum meio de prevenir a alergia ou a intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose?<\/h3>\n<p>Na intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose n\u00e3o existem orienta\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o. J\u00e1 na alergia alimentar, faltam evid\u00eancias de que a sensibiliza\u00e7\u00e3o inicie no per\u00edodo intrauterino. At\u00e9 o momento, h\u00e1 pouca evid\u00eancia de que a dieta materna durante a gesta\u00e7\u00e3o e a lacta\u00e7\u00e3o evitem a alergia. \u00c9 importante estimular o aleitamento materno exclusivo at\u00e9 os seis meses de idade, e complementado at\u00e9 dois anos ou mais; e n\u00e3o retardar a introdu\u00e7\u00e3o de alimentos s\u00f3lidos e nem dos ditos \u201cmais\u201d alerg\u00eanicos (peixe, amendoim, castanhas, ovo, etc.) visando prevenir alergias. N\u00e3o h\u00e1 qualquer justificativa para se retardar a introdu\u00e7\u00e3o dos alimentos s\u00f3lidos ap\u00f3s o sexto m\u00eas de vida, sob o risco de aumento da sensibiliza\u00e7\u00e3o a ant\u00edgenos alimentares e poss\u00edveis manifesta\u00e7\u00f5es de alergias, principalmente a dermatite at\u00f3pica.<\/p>\n<h3>H\u00e1 n\u00edveis de intoler\u00e2ncia?<\/h3>\n<p>A quantidade de lactose necess\u00e1ria para desencadear os sintomas varia de indiv\u00edduo para indiv\u00edduo, dependendo da por\u00e7\u00e3o de lactose ingerida, do grau de defici\u00eancia de lactase e do tipo de alimento com o qual a lactose foi ingerida.<\/p>\n<h3>H\u00e1 tratamento? Ou \u00e9 para a vida toda?<\/h3>\n<p>A intoler\u00e2ncia a lactose secund\u00e1ria e a do prematuro s\u00e3o transit\u00f3rias, o indiv\u00edduo volta a tolerar ap\u00f3s um per\u00edodo de dieta sem o carboidrato. As demais s\u00e3o para toda a vida.<\/p>\n<h3>H\u00e1 algum n\u00famero de quantas pessoas no Brasil possuem intoler\u00e2ncia a lactose?<\/h3>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 dados quanto ao n\u00famero exato de indiv\u00edduos com intoler\u00e2ncia a lactose.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Departamento Cient\u00edfico (DC) de Nutrologia Pedi\u00e1trica da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou um<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":50177,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lactose.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lactose-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lactose-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lactose.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lactose.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lactose.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lactose.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lactose.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lactose.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lactose.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O Departamento Cient\u00edfico (DC) de Nutrologia Pedi\u00e1trica da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou um","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50176"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50176"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50176\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50177"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50176"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}