{"id":50142,"date":"2016-09-20T14:00:47","date_gmt":"2016-09-20T17:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=50142"},"modified":"2016-09-20T07:53:45","modified_gmt":"2016-09-20T10:53:45","slug":"maior-seca-dos-ultimos-100-anos-provoca-mudancas-no-uso-da-agua-no-ceara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/maior-seca-dos-ultimos-100-anos-provoca-mudancas-no-uso-da-agua-no-ceara\/","title":{"rendered":"Maior seca dos \u00faltimos 100 anos provoca mudan\u00e7as no uso da \u00e1gua no Cear\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=50146\" rel=\"attachment wp-att-50146\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-50146\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/seca-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/seca-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/seca.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Desde 1910, o Cear\u00e1 n\u00e3o passava por uma seca t\u00e3o severa como a dos \u00faltimos cinco anos, revela levantamento feito pela Funda\u00e7\u00e3o Cearense de Meteorologia e Recursos H\u00eddricos (Funceme), com base nos volumes de chuva dos \u00faltimos 100 anos. Antes desse per\u00edodo de estiagem, somente a seca de 1979 a 1983 havia sido t\u00e3o grave e longa: a m\u00e9dia anual de chuvas registrada na \u00e9poca foi de 566 mil\u00edmetros (mm). De 2012 a 2016, a m\u00e9dia caiu para 516 mm.<\/p>\n<p>A pouca \u00e1gua acumulada nos reservat\u00f3rios, chuvas abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica, o crescimento da popula\u00e7\u00e3o nas zonas urbanas e o incremento de atividades econ\u00f4micas no estado s\u00e3o fatores que, aliados, culminam na crise h\u00eddrica atual.<\/p>\n<p>Segundo o presidente da Companhia de Gest\u00e3o dos Recursos H\u00eddricos do Cear\u00e1 (Cogerh), Jo\u00e3o L\u00facio Farias de Oliveira, os 153 a\u00e7udes monitorados pelo \u00f3rg\u00e3o tiveram recarga m\u00e9dia de 890 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos (m\u00b3) em cada um dos \u00faltimos cinco anos de seca. A m\u00e9dia anual hist\u00f3rica do estado \u00e9 de 4 bilh\u00f5es de m\u00b3. \u201cAs reservas foram caindo a cada ano, e temos perdas por evapora\u00e7\u00e3o muito altas: chegam a 2 mil mil\u00edmetros, quando a m\u00e9dia pluviom\u00e9trica do Cear\u00e1 \u00e9 de 800 mil\u00edmetros\u201d, compara.<\/p>\n<p>Oliveira informou que, com o fim da quadra chuvosa deste ano no Cear\u00e1 (per\u00edodo que vai de fevereiro a maio), a Cogerh elaborou cen\u00e1rios com medidas e decis\u00f5es necess\u00e1rias para manter o abastecimento humano e as atividades econ\u00f4micas no estado, notadamente na regi\u00e3o metropolitana de Fortaleza, altamente dependente da Bacia do Rio Jaguaribe (onde fica o A\u00e7ude Castanh\u00e3o), que hoje tem 20% menos de \u00e1gua nas torneiras.<\/p>\n<p>Dos a\u00e7udes monitorados pela Cogerh, sete s\u00e3o respons\u00e1veis pelo abastecimento da regi\u00e3o metropolitana, entre os quais os tr\u00eas maiores reservat\u00f3rios do estado: Castanh\u00e3o (capacidade para 6,7 bilh\u00f5es de m\u00b3 \u00e1gua); Or\u00f3s (1,9 bilh\u00e3o de m\u00b3); e Banabui\u00fa, (1,6 bilh\u00e3o de m\u00b3). De acordo com Or\u00f3s \u00e9 considerado reserva estrat\u00e9gica e estava sendo preservado, mas come\u00e7ou a ofertar \u00e1gua para o sistema da regi\u00e3o agora em setembro. Atualmente, o Or\u00f3s conta com 21% do volume \u00fatil. O Banabui\u00fa, com 0,58% do total da capacidade, atende hoje somente a demanda local do munic\u00edpio, a 220 quil\u00f4metros da capital.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da limita\u00e7\u00e3o da oferta de \u00e1gua para a regi\u00e3o metropolitana, Oliveira ressalta as medidas destinadas a gerar novas reservas, como o re\u00faso da \u00e1gua da lavagem dos filtros da Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento de \u00c1gua Gavi\u00e3o (ETA Gavi\u00e3o), a perfura\u00e7\u00e3o de po\u00e7os na regi\u00e3o do Porto do Pec\u00e9m (vaz\u00e3o estimada de 500 litros por segundo) e a constru\u00e7\u00e3o de um a\u00e7ude no Rio Maranguapinho, que dever\u00e1 contribuir com 200 litros de \u00e1gua por segundo.<\/p>\n<p>\u201cTemos condi\u00e7\u00f5es de chegar \u00e0 pr\u00f3xima quadra chuvosa com essas a\u00e7\u00f5es. J\u00e1 estamos tra\u00e7ando cen\u00e1rios para o primeiro semestre de 2017 considerando o menor aporte h\u00eddrico. Vamos ver o comportamento das chuvas, mas j\u00e1 levamos em conta esses cen\u00e1rios para ver como ser\u00e1 a opera\u00e7\u00e3o dos reservat\u00f3rios\u201d, diz Oliveira. Ele destaca que as decis\u00f5es s\u00e3o tomadas a partir de debate com os 12 comit\u00eas das bacias hidrogr\u00e1ficas do estado, dos quais seis envolvem mananciais que abastecem a regi\u00e3o metropolitana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1910, o Cear\u00e1 n\u00e3o passava por uma seca t\u00e3o severa como a dos \u00faltimos<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":50146,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/seca.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/seca-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/seca-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/seca.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/seca.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/seca.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/seca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/seca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/seca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/seca.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Desde 1910, o Cear\u00e1 n\u00e3o passava por uma seca t\u00e3o severa como a dos \u00faltimos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50142"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50142"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50142\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50146"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50142"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50142"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50142"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}