{"id":50117,"date":"2016-09-20T15:00:37","date_gmt":"2016-09-20T18:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=50117"},"modified":"2016-09-20T07:36:31","modified_gmt":"2016-09-20T10:36:31","slug":"luta-pela-causa-ambiental-precisa-de-relacao-mais-proxima-entre-homem-e-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/luta-pela-causa-ambiental-precisa-de-relacao-mais-proxima-entre-homem-e-natureza\/","title":{"rendered":"Luta pela causa ambiental precisa de rela\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima entre homem e natureza"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=50119\" rel=\"attachment wp-att-50119\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-50119\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carlos_duringan-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carlos_duringan-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carlos_duringan.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No document\u00e1rio <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=bB3UpwEmq80\">\u201cPara onde foram as andorinhas\u201d<\/a> , produzido em parceria pelo Instituto Socioambiental e pelo Instituto Catitu, um ind\u00edgena conta como vem ficando sem refer\u00eancia clim\u00e1tica para saber em que momento plantar e colher. Antigamente, diz ele, sempre que ouvia as cigarras cantarem, podia contar tr\u00eas dias que logo vinham as chuvas. Hoje o clima mudou e isso n\u00e3o acontece mais. Hoje ele precisa criar outras formas de ouvir e sentir a natureza, o que est\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o homem e natureza, que nas grandes cidades ficou t\u00e3o distante, quase ausente, \u00e9 um ponto fundamental para que se consiga o engajamento da sociedade com a causa da conserva\u00e7\u00e3o ambiental. \u00c9 no que acredita o ge\u00f3grafo Carlos Durigan, h\u00e1 mais de 20 anos vivendo e atuando na Amaz\u00f4nia, que acabou de ser eleito Conselheiro Regional para Am\u00e9rica do Sul da IUCN (International Union for Conservation of Nature), organiza\u00e7\u00e3o que desde 1948 tem como foco a preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Conversamos longamente, por telefone, depois que Durigan voltou da Confer\u00eancia da IUCN que aconteceu em Honolulu, capital do Hawai, de 1 a 10 de setembro. O tema do encontro desse ano foi \u201cO planeta na encruzilhada\u201d, mas o ge\u00f3grafo adota um tom otimista quando acredita que a sociedade, os governos e as empresas v\u00e3o, finalmente, apontar para a dire\u00e7\u00e3o certa e adotar um outro modelo de produ\u00e7\u00e3o para diminuir os impactos que j\u00e1 est\u00e3o afetando os mais pobres do mundo. Segue a entrevista:<\/p>\n<p><strong>Desde 1948, portanto na esteira da organiza\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses no p\u00f3s-guerra, a IUCN est\u00e1 batalhando pela conserva\u00e7\u00e3o da natureza. Mas a batalha continua e os resultados n\u00e3o t\u00eam sido animadores&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Durigan &#8211;<\/strong> Naquela \u00e9poca n\u00e3o se tinha o engajamento que n\u00f3s temos atualmente, mas era um tema em ascens\u00e3o, j\u00e1 havia grupos de cientistas impressionados com a tend\u00eancia de extin\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies. Tanto que a grande contribui\u00e7\u00e3o da IUCN \u00e9 a <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/natureza\/noticia\/2016\/09\/maiores-gorilas-do-mundo-estao-um-passo-de-serem-extintos.html%29\">lista vermelha <\/a>de esp\u00e9cies\u00a0 que nos mostra a cada ano o status da biodiversidade no mundo. Come\u00e7amos a ter maior engajamento a partir dos anos 60, tivemos a publica\u00e7\u00e3o do livro \u201cPrimavera Silenciosa\u201d (Ed. Gaia), de <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/nova-etica-social\/platb\/tag\/natal\/\">Rachel Carson\u00a0<\/a>v\u00e1rios trabalhos de sensibiliza\u00e7\u00e3o que s\u00e3o chave no processo de engajamento principalmente da sociedade, que come\u00e7ou a mostrar preocupa\u00e7\u00e3o com esse processo do p\u00f3s-guerra, de aumento da produtividade, industrializa\u00e7\u00e3o e agroneg\u00f3cio crescendo. At\u00e9 ent\u00e3o, os impactos que a humanidade sentia eram mais evidentes com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s guerras, era necess\u00e1rio reconstruir os pa\u00edses afetados. Para a Am\u00e9rica do Sul, a \u00c1frica, a\u00e7\u00f5es concretas come\u00e7aram a surgir nos anos 70 muito timidamente. Tudo isso como tentativa de resposta \u00e0 necessidade de se desenvolver a\u00e7\u00f5es voltadas a sustentabilizar, digamos assim, o desenvolvimento.<\/p>\n<p><strong>Fiquei contente quando li no documento <a href=\"http:\/\/www.iucnworldconservationcongress.org\/news\/20160911\/article\/global-conservation-summit-sets-direction-post-2015-sustainability-agenda\">\u201cNavigating Island Earth\u201d <\/a>que foi redigido ap\u00f3s a Confer\u00eancia em Honolulu, uma preocupa\u00e7\u00e3o forte com o socioambiental. \u00c9 preciso um olhar cuidadoso tamb\u00e9m para os mais pobres que j\u00e1 est\u00e3o sofrendo os impactos do aquecimento. A IUCN tem essa vis\u00e3o no contexto geral?<\/strong><\/p>\n<p>Carlos Durigan &#8211; Sim, e ela evoluiu bastante nas \u00faltimas d\u00e9cadas a ponto de n\u00f3s termos, dentro das comiss\u00f5es que executam as a\u00e7\u00f5es da rede, a Comiss\u00e3o Social e Econ\u00f4mica, de pol\u00edticas relacionadas \u00e0 intera\u00e7\u00e3o gente ou sociedade e natureza. Essa \u00e9 uma das grandes preocupa\u00e7\u00f5es, uma das plataformas que temos defendido, que a IUCN tenha essa consci\u00eancia porque ela \u00e9 formada por 1.300 membros do mundo inteiro, at\u00e9 \u00f3rg\u00e3os do governo fazem parte. \u00c9 uma esfera importante para gerar influ\u00eancia positiva. O tema da confer\u00eancia deste ano foi \u201cO planeta na encruzilhada\u201d, e uma das coisas que eu falei l\u00e1 foi que, apesar de estarmos numa encruzilhada, temos hoje em m\u00e3os bons elementos para escolhermos o melhor caminho a seguir. Precisamos convencer a sociedade, o grande capital e governos de que \u00e9 preciso mudar nossa forma de agir no mundo.<\/p>\n<p><strong>Essa \u00e9 a parte mais dif\u00edcil, n\u00e3o? Existe uma dist\u00e2ncia muito grande entre inten\u00e7\u00e3o e gesto, um contrassenso que p\u00f5e, de um lado, os l\u00edderes assinando acordos que se comprometem com um outro tipo de produ\u00e7\u00e3o e, de outro, a mesma \u201cordem unida\u201d em prol de um desenvolvimento sem limites. Fale um pouco sobre isso, por favor.<\/strong><\/p>\n<p>Carlos Durigan &#8211; Esse \u00e9 o paradoxo que vivemos hoje e \u00e9 tema de muitos debates dentro e fora da IUCN. Tem a ver com essa busca incessante do crescimento econ\u00f4mico, mas o crescimento precisa ter limites. Podemos continuar crescendo em taxas reduzidas para fazer com que nosso crescimento seja sustent\u00e1vel e vi\u00e1vel do ponto de vista da sobreviv\u00eancia humana. \u00c9 um debate que coloca todos os governos nesse paradoxo, n\u00e3o s\u00f3 o Brasil. A\u00ed esta nossa quest\u00e3o chave. Tivemos, em Honolulu, discuss\u00f5es interessantes sobre a quest\u00e3o dos pl\u00e1sticos nos oceanos, por exemplo, um produto muito ligado ao nosso modo de vida atual. N\u00e3o adianta s\u00f3 trocar nossas sacolinhas de supermercado. Precisa ter um debate muito mais forte de limita\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de produtos que contenham pl\u00e1stico porque j\u00e1 se chegou num ponto que n\u00e3o tem como destinar. E reciclar tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o. Teve uma apresenta\u00e7\u00e3o de dados mostrando que transformar pet em camiseta muitas vezes acelera o processo de incorpora\u00e7\u00e3o do pet na natureza porque ele vai entrar em fragmentos cada vez menores mas continua poluindo as \u00e1guas. A \u00e1gua que a gente consome j\u00e1 tem muito de composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e muito de pl\u00e1stico. Mas j\u00e1 temos alguns pa\u00edses voltando a usar papel como antigamente. At\u00e9 fiquei espantado.<\/p>\n<p><strong>Mas o papel tamb\u00e9m tem impacto por conta de precisar de \u00e1rvores, n\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Carlos Durigan \u2013 Temos a possibilidade de cultivar \u00e1rvores de maneira sustent\u00e1vel. Muito mais do que o pl\u00e1stico.<\/p>\n<p><strong>A economia verde centra fogo na quest\u00e3o das emiss\u00f5es. O foco n\u00e3o precisa ser ampliado?<\/strong><\/p>\n<p>Carlos Durigan \u2013 Sim, \u00e9 preciso baixar as emiss\u00f5es de carbono, mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso, h\u00e1 todo um conjunto de a\u00e7\u00f5es que precisamos efetuar. A quest\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, por exemplo, \u00e9 muito importante: j\u00e1 existem pa\u00edses que vivem uma situa\u00e7\u00e3o alarmante \u2013 como a China, v\u00e1rios pa\u00edses do Norte da \u00c1frica, Oriente M\u00e9dio \u2013 por conta da \u00e1gua. \u00c9 muito caro transformar \u00e1gua salgada ou altamente polu\u00edda em \u00e1gua pr\u00f3pria para consumo. Claro, isso tamb\u00e9m \u00e9 consequ\u00eancia das pr\u00f3prias mudan\u00e7as de regimes clim\u00e1ticos em algumas regi\u00f5es. No Brasil j\u00e1 vimos isso no Sudeste e h\u00e1 previs\u00f5es de que situa\u00e7\u00f5es semelhantes v\u00e3o acontecer no futuro. Obviamente que as pessoas que vivem numa situa\u00e7\u00e3o de seca v\u00e3o querer se mover para outros lugares, e a\u00ed vem a quest\u00e3o das migra\u00e7\u00f5es. Junto com isso, v\u00eam as quest\u00f5es pol\u00edticas que elas envolvem. Esse tamb\u00e9m foi um ponto largamente debatido na Confer\u00eancia, \u00e9 uma agenda que n\u00e3o tem como desviar. At\u00e9 porque, muitos pa\u00edses t\u00eam priorizado seus or\u00e7amentos na tentativa de solucionar o problema e isso tira do foco as quest\u00f5es ambientais, clim\u00e1ticas, que est\u00e3o na base. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a Guerra da S\u00edria, s\u00e3o v\u00e1rias quest\u00f5es que est\u00e3o mobilizando as pessoas, como pobreza extrema e doen\u00e7as. Tem gente que est\u00e1 fugindo da \u00c1frica por causa de endemias que se agravam com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p><strong>Num cen\u00e1rio desses, o candidato republicano \u00e0 presid\u00eancia dos Estados Unidos Donald Trump vem a p\u00fablico dizer que mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o uma bobagem e sua opini\u00e3o \u00e9 seguida por milhares. Voc\u00ea acredita que em algum momento o aquecimento global vai deixar de ser considerado um assunto menor?<\/strong><\/p>\n<p>Carlos Durigan &#8211; Quero ser otimista, mas o cen\u00e1rio \u00e9 pessimista, vivemos numa situa\u00e7\u00e3o bastante complexa na sociedade atual. Vejo crescer uma onda de conservadorismo e moralista no mundo, direcionada por quest\u00f5es religiosas ou pol\u00edticas. \u00c9 um desafio muito grande, mas j\u00e1 temos um n\u00famero crescente de pessoas fazendo contraponto a este cen\u00e1rio mais negativo. O que mais me deixa perplexo \u00e9 que existe um lado religioso mercantil de levar as pessoas para o lado retr\u00f3grado ao pensarem na exist\u00eancia do sagrado como se isso fosse permitir a destrui\u00e7\u00e3o porque depois Deus resolve tudo. Mas, mesmo para quem cr\u00ea no sagrado, \u00e9 melhor pensar que nossa fonte do sagrado e nosso grande presente que ganhamos \u00e9 a natureza.<\/p>\n<p><strong>As quest\u00f5es clim\u00e1ticas est\u00e3o exaltando as desigualdades sociais? Tenho a sensa\u00e7\u00e3o de que mais e mais os pa\u00edses ricos v\u00e3o ter ferramentas para lidar com isso e os pobres v\u00e3o ficando para tr\u00e1s&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Carlos Durigan &#8211; \u00c9 o mundo que n\u00e3o queremos ver, mas a tend\u00eancia \u00e9 essa. J\u00e1 estamos vivendo isso no Norte da \u00e1frica, no Oriente M\u00e9dio, na \u00c1sia tropical, mesmo aqui no Brasil se a considerarmos o bioma Caatinga, o Nordeste. \u00c9 o impacto inicial de um cen\u00e1rio de extremos cada vez mais negativo, uma vez que os extremos v\u00e3o se consolidando. Com o tempo, os pa\u00edses mais ricos tamb\u00e9m v\u00e3o come\u00e7ar a sentir o peso dessas mudan\u00e7as. Noruega, Su\u00e9cia, Isl\u00e2ndia, pa\u00edses economicamente bem resolvidos, est\u00e3o preocupados, sabendo que n\u00e3o basta constru\u00edrem o o\u00e1sis: eles v\u00e3o ser afetados com o derretimento do \u00c1rtico. Por mais que tenham mudado suas fontes energ\u00e9ticas, que tenham criado mega infraestrutura para terem problemas resolvidas em eventos extremos, est\u00e3o engajados a ponto de criarem fundos de ajuda mundo afora. Cito o exemplo do <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/natureza\/noticia\/2015\/11\/noruega-prorroga-vigencia-de-fundo-para-brasil-preservar-amazonia.htm%21\">Fundo Amaz\u00f4nia, <\/a>que a Noruega ajudou a criar. \u00c9 preciso ter um sentimento globalizado independente de quanto dinheiro que cada pa\u00eds tenha. A curto prazo, quem est\u00e1 mais vulner\u00e1vel vai sofrer mais, sim. Mas, a longo prazo, todo mundo vai sofrer.<\/p>\n<p><strong>Quais as expectativas p\u00f3s-Confer\u00eancia de Honolulu?<\/strong><\/p>\n<p>Carlos Durigan \u2013 Entre outras coisas, criamos uma plataforma de envolvimento da sociedade chamada &#8220;<a href=\"http:\/\/www.natureforall.global\/#image\">Nature for all&#8221;. <\/a>Temos hoje esse potencial, ainda mais atrav\u00e9s das m\u00eddias sociais. Um dos nossos entendimentos \u00e9 que a vida urbana, a grande concentra\u00e7\u00e3o das pessoas da cidade est\u00e1 afastando as pessoas da natureza, o que faz com que o caminho fique franco e aberto aos processos destrutivos. As pessoas t\u00eam que vivenciar e prestar aten\u00e7\u00e3o aos alertas da natureza para atuarem de forma engajada com quest\u00f5es relacionadas \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o. Esse foi um ponto fundamental. Estamos vendo aqui no Brasil, por exemplo, as elei\u00e7\u00f5es municipais acontecerem sem uma cobran\u00e7a aos pol\u00edticos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es como abastecimento de \u00e1gua, destina\u00e7\u00e3o certa para lixo, nada sobre agenda socioambiental. A base da economia que o pa\u00eds quer crescer \u00e9 o agroneg\u00f3cio, e \u00e9 importante prestar aten\u00e7\u00e3o a isso.<\/p>\n<p>Cr\u00e9dito da foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No document\u00e1rio \u201cPara onde foram as andorinhas\u201d , produzido em parceria pelo Instituto Socioambiental e<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":50119,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carlos_duringan.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carlos_duringan-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carlos_duringan-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carlos_duringan.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carlos_duringan.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carlos_duringan.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carlos_duringan.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carlos_duringan.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carlos_duringan.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carlos_duringan.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"No document\u00e1rio \u201cPara onde foram as andorinhas\u201d , produzido em parceria pelo Instituto Socioambiental e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50117"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50117"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50117\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50119"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50117"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50117"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50117"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}