{"id":50108,"date":"2016-09-19T13:32:58","date_gmt":"2016-09-19T16:32:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=50108"},"modified":"2016-09-19T13:33:00","modified_gmt":"2016-09-19T16:33:00","slug":"fao-ve-aumento-de-florestas-publicas-administradas-por-entidades-privadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/fao-ve-aumento-de-florestas-publicas-administradas-por-entidades-privadas\/","title":{"rendered":"FAO v\u00ea aumento de florestas p\u00fablicas administradas por entidades privadas"},"content":{"rendered":"<h4><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/fao-ve-aumento-de-florestas-publicas-administradas-por-entidades-privadas\/amazonia-21\/\" rel=\"attachment wp-att-50109\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-50109\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/amazonia-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/amazonia-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/amazonia-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO), houve um aumento da propor\u00e7\u00e3o de florestas p\u00fablicas administradas por entidades privadas, que passaram de 3% em 1990 para 15% em 2010<\/h4>\n<p>Concess\u00f5es florestais bem administradas que incorporem a gest\u00e3o sustent\u00e1vel podem ser importantes\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fao.org\/americas\/noticias\/ver\/es\/c\/432957\/\">para a conquista dos Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel<\/a>, afirmou a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) em 12 de setembro.<\/p>\n<p>As concess\u00f5es florestais s\u00e3o importantes ferramentas de governan\u00e7a para o aproveitamento e manejo das florestas p\u00fablicas em muitos pa\u00edses tropicais. S\u00e3o instrumentos legais que estabelecem um acordo entre Estado e uma terceira parte, normalmente uma entidade privada, e que d\u00e3o direitos em troca de um pagamento, ou em troca do fornecimento de um servi\u00e7o. Em geral, referem-se a direitos de aproveitamento de madeira ou de outros produtos florestais ou a direitos para gerir os recursos florestais no longo prazo.<\/p>\n<p>Segundo a FAO, globalmente, 76% das florestas s\u00e3o p\u00fablicas, e houve um aumento da propor\u00e7\u00e3o de florestas p\u00fablicas administradas por entidades privadas: de 3% em 1990 a 15% em 2010.<\/p>\n<p>De acordo com relat\u00f3rios regionais, em nove pa\u00edses selecionados de \u00c1frica, Am\u00e9rica Latina e Sudeste Asi\u00e1tico h\u00e1 atualmente ao menos 122 milh\u00f5es de hectares de florestas tropicais sob concess\u00f5es florestais, cobrindo 14% das florestas p\u00fablicas nos pa\u00edses estudados.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, especialmente nos pa\u00edses tropicais da Am\u00e9rica Latina, as concess\u00f5es foram estabelecidas tamb\u00e9m com comunidades florestais.<\/p>\n<p>Especialistas internacionais do mundo todo re\u00fanem-se at\u00e9 sexta-feira (16) em Porto Velho (RO) para encontrar modelos alternativos aos sistemas tradicionais de concess\u00e3o e ampliar os benef\u00edcios desse instrumento, promovendo um enfoque integral no uso das florestas p\u00fablicas.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\">H\u00e1 muito o que melhorar<\/div>\n<p>Enquanto algumas concess\u00f5es tiveram sucesso em sua gest\u00e3o, outras passaram por casos de corrup\u00e7\u00e3o, afetando negativamente as comunidades residentes ou piorando o desflorestamento.<\/p>\n<p>Segundo o oficial florestal da FAO, Jorge Meza, as concess\u00f5es t\u00eam um enorme potencial para trazer benef\u00edcios econ\u00f4micos, sociais e ambientais \u00e0s popula\u00e7\u00f5es locais e \u00e0 sociedade como um todo, caso sejam bem administradas e fa\u00e7am parte de acordos de governan\u00e7a transparentes.<\/p>\n<p>Segundo a FAO, concess\u00f5es pequenas ou m\u00e9dias permitem uma melhor gest\u00e3o florestal, e as mais exitosas foram aquelas nas quais as comunidades participantes tinham tradi\u00e7\u00e3o florestal pr\u00e9via.<\/p>\n<p>\u201cMas se se essas ou outras condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o se d\u00e3o, a experi\u00eancia mostra que as concess\u00f5es podem tamb\u00e9m produzir efeitos prejudiciais, tais como desflorestamento e degrada\u00e7\u00e3o florestal\u201d, disse Meza.<\/p>\n<h3>Uma nova alian\u00e7a internacional<\/h3>\n<p>Para evitar os efeitos negativos e fomentar as experi\u00eancias de sucesso, a FAO uniu-se \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o Internacional das Madeiras Tropicais (OIMT), ao Servi\u00e7o Florestal Brasileiro (SFB), ao Centro de Pesquisa Florestal Internacional (Cifor) e ao\u00a0Centro de Coopera\u00e7\u00e3o Internacional em Pesquisa Agron\u00f4mica para o Desenvolvimento (Cirad) para criar uma iniciativa conjunta sobre concess\u00f5es florestais.<\/p>\n<p>A iniciativa busca fomentar as concess\u00f5es florestais tropicais como instrumento para incorporar as melhores pr\u00e1ticas de gest\u00e3o florestal sustent\u00e1vel e aumentar a contribui\u00e7\u00e3o das matas para o desenvolvimento socioecon\u00f4mico, a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de CO2.<\/p>\n<p>A FAO e seus parceiros trabalhar\u00e3o com governos, setor privado e sociedade civil para criar um regime de concess\u00f5es que seja sens\u00edvel \u00e0s necessidades das popula\u00e7\u00f5es locais, permite aos operadores obter benef\u00edcios razo\u00e1veis e ofere\u00e7a empregos est\u00e1veis e atraentes, enquanto se mantem a integridade dos recursos florestais.<\/p>\n<h3>Concess\u00f5es florestais na Am\u00e9rica Latina e no Caribe<\/h3>\n<p>A FAO analisou os programas de concess\u00e3o florestal em Bol\u00edvia, Brasil, Guatemala, Guiana, Peru e Suriname.<\/p>\n<p>No Brasil, as concess\u00f5es florestais geram mais de 6 mil diretos e indiretos a cada mil metros c\u00fabicos de \u00e1rvores aproveitadas.<\/p>\n<p>Na Bol\u00edvia, as fam\u00edlias rurais que participam da gest\u00e3o comunit\u00e1ria das florestas beneficiaram-se com um aumento m\u00e9dio de 23% de sua renda, que as comunidades investiram em projetos de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica comunit\u00e1ria, infraestrutura e sa\u00fade.<\/p>\n<p>O desenvolvimento do capital humano \u00e9 exemplar na Guatemala, onde os principais concession\u00e1rios comunit\u00e1rios t\u00eam capacidade de participar nos debates sobre os impostos \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o e sobre a pol\u00edtica florestal.<\/p>\n<p>O Peru se esfor\u00e7ou para retomar um ambicioso programa contra o corte ilegal de \u00e1rvores, relevante para as comunidades ind\u00edgenas que demandam oportunidades econ\u00f4micas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO), houve um<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":50109,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/amazonia-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/amazonia-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/amazonia-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/amazonia-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/amazonia-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/amazonia-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/amazonia-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/amazonia-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/amazonia-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/amazonia-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO), houve um","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50108"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50108"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50108\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50109"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50108"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50108"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}