{"id":50091,"date":"2016-09-19T09:53:59","date_gmt":"2016-09-19T12:53:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=50091"},"modified":"2016-09-19T09:54:00","modified_gmt":"2016-09-19T12:54:00","slug":"escolas-paraibanas-trabalham-com-a-prevencao-ao-uso-precoce-de-bebida-alcoolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/escolas-paraibanas-trabalham-com-a-prevencao-ao-uso-precoce-de-bebida-alcoolica\/","title":{"rendered":"Escolas paraibanas trabalham com a preven\u00e7\u00e3o ao uso precoce de bebida alco\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/escolas-paraibanas-trabalham-com-a-prevencao-ao-uso-precoce-de-bebida-alcoolica\/alcool-4\/\" rel=\"attachment wp-att-50092\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-50092\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alcool-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alcool-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alcool.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por Alexandre Nunes<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>A escola tem um papel fundamental no combate ao uso precoce do \u00e1lcool e, na Para\u00edba, segundo informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis na Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar 2015 (PeNSE), 85,1% dos 46.920 alunos que frequentam o 9\u00ba ano do ensino fundamental, ou seja, 39.931 estudam em escolas que possuem alguma pol\u00edtica, norma ou regra escrita que pro\u00edbe o consumo de bebidas alco\u00f3licas nas suas depend\u00eancias, sendo que 32.075 estudam em escolas p\u00fablicas e 7.856 em escolas privadas.<\/p>\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o da Secretaria de Estado da Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 que as escolas trabalhem com os temas transversais em sala de aula e o alcoolismo \u00e9 um deles, assim como o bullying, a diversidade de g\u00eanero, entre outros. Desta forma, o debate na escola sobre o tema do uso precoce do \u00e1lcool e seus efeitos se torna indispens\u00e1vel e tem sido objeto da iniciativa de diversos professores que acompanham de perto o processo de intera\u00e7\u00e3o entre os adolescentes e se este processo est\u00e1 se dando de forma sadia.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa do IBGE, a Para\u00edba \u00e9 o 16\u00ba estado brasileiro em n\u00famero de alunos do 9\u00ba ano do ensino fundamental frequentando escolas que informaram possuir alguma pol\u00edtica, norma ou regra escrita que pro\u00edba o consumo de bebidas alco\u00f3licas nas suas depend\u00eancias, ficando acima de estados como Piau\u00ed, Alagoas, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Tocantins, Rond\u00f4nia, Acre, Amap\u00e1 e Roraima.<\/p>\n<p>Ainda relacionado ao n\u00famero de alunos em escolas que inibem o uso de bebidas alc\u00f3olicas, a Para\u00edba ocupa a 5\u00aa posi\u00e7\u00e3o no Nordeste, ficando acima de estados como Piau\u00ed, Alagoas, Rio Grande do Norte e Sergipe. Em termos proporcionais, com 85,1% dos alunos em escolas que cuidam da preven\u00e7\u00e3o do uso de bebidas alco\u00f3licas, a Para\u00edba ocupa a 4\u00aa posi\u00e7\u00e3o no Nordeste, numa situa\u00e7\u00e3o melhor do que a ocupada por estados como Piau\u00ed, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia e Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>O uso do \u00e1lcool est\u00e1 entre os comportamentos de risco que se iniciam, geralmente, em idades precoces e se estendem por toda vida e a melhor forma de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 a conscientiza\u00e7\u00e3o, principalmente a que acontece por meio do di\u00e1logo estabelecido entre alunos e professores, j\u00e1 que, segundo a pesquisa, o percentual de alunos frequentando o 9\u00ba ano do ensino fundamental, na Para\u00edba, que experimentaram bebida alco\u00f3lica alguma vez \u00e9 de 48,3%. O agravante \u00e9 que esse acesso \u00e0 bebida ocorreu na primeira vez, em sua maioria, quando esses alunos tinham 13 anos de idade ou menos.<\/p>\n<p>Ainda em termos percentuais, 47,5% desses estudantes s\u00e3o do sexo masculino e 49% do sexo feminino, o que mostra que o consumo atual de bebida alco\u00f3lica \u00e9 maior entre as meninas, sendo essa experimenta\u00e7\u00e3o mais comum entre os alunos de escolas p\u00fablicas, num percentual de 48,5%, contra 47,6% entre os alunos das escolas privadas.<\/p>\n<p><strong>Para\u00edba apresenta redu\u00e7\u00e3o nos \u00edndices de experimenta\u00e7\u00e3o de bebidas por estudantes\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>Segundo indica a Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE ) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), tendo como base o conjunto dos munic\u00edpios capitais, quando se observa os dados de 2009, 2012 e 2015, levantados na Para\u00edba, houve uma redu\u00e7\u00e3o nos \u00edndices relativos a escolares do 9\u00ba ano do ensino fundamental que experimentaram bebida alco\u00f3lica alguma vez na vida. Na pesquisa de 2009 esse percentual era de 69,81%. Na pesquisa de 2012, o percentual caiu para 64,8% e na pesquisa PeNSE 2015, reduziu para 48,8%. Ao se comparar os pesquisas de 2009 e 2015, houve uma redu\u00e7\u00e3o nos \u00edndices acima de 21%.<\/p>\n<p>A pesquisa revela ainda que, na Para\u00edba, entre os escolares do 9\u00ba ano que j\u00e1 tomaram uma dose de bebida alco\u00f3lica, a forma mais comum de obter a bebida foi em festas (43,7%) e com amigos (19,8%). As outras formas citadas de obter a bebida foram: comprando no mercado, loja, bar ou supermercado (12,7%), com algu\u00e9m da fam\u00edlia (9,7%), outro modo (5,1%), em casa sem permiss\u00e3o (5%), dando dinheiro para algu\u00e9m comprar (1,9%) e com um vendedor de rua (2,6%).<\/p>\n<p>Dentre aqueles que, na Para\u00edba, experimentaram bebida alco\u00f3lica alguma vez, 35,4% sofreram algum epis\u00f3dio de embriaguez na vida. Desse percentual, 36,5% dos alunos s\u00e3o do sexo masculino e 34,5% do sexo feminino; 36,4% estudam em escola p\u00fablica e 30,7 em escola privada. J\u00e1 o percentual, na Para\u00edba, dentre aqueles que experimentaram bebida alco\u00f3lica alguma vez, que tiveram problemas com fam\u00edlia ou amigos, perderam aulas ou brigaram, uma ou mais vezes, porque tinham bebido, \u00e9 de 12,9%, sendo 14,2% do sexo masculino e 11,8% do sexo feminino; 13,1% \u00e9 o percentual dos que estudam na escola p\u00fablica e 12% dos que frequentam a escola privada.<\/p>\n<p><strong>O que prev\u00ea a lei<\/strong><\/p>\n<p>O uso precoce do \u00e1lcool por crian\u00e7as e adolescentes \u00e9 um tema de grande import\u00e2ncia para a sociedade de um modo geral e requer a aten\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias (pais), escola (educadores), autoridades, poder p\u00fablico e profissionais da sa\u00fade e das mais diversas \u00e1reas do conhecimento. A observa\u00e7\u00e3o \u00e9 da promotora de Justi\u00e7a da Crian\u00e7a e do Adolescente de Jo\u00e3o Pessoa, Soraya Escorel.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/escolas-paraibanas-trabalham-com-a-prevencao-ao-uso-precoce-de-bebida-alcoolica\/soraya_escorel\/\" rel=\"attachment wp-att-50093\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-50093 size-full\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/soraya_escorel.jpg\" width=\"640\" height=\"430\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/soraya_escorel.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/soraya_escorel-300x202.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Ela acrescenta que, infelizmente, o resultado da pesquisa feita em 2015 com estudantes brasileiros que cursavam o 9\u00ba ano do ensino fundamental acerca do consumo de bebida alco\u00f3lica de forma precoce representa a realidade. &#8220;E aqui na Para\u00edba n\u00e3o \u00e9 diferente. Se for observado os dados dessa pesquisa aqui em Jo\u00e3o Pessoa, por exemplo, que \u00e9 uma Capital, percebe-se que chega ao mesmo resultado. A verdade \u00e9 que muitos adolescentes nessa fase, ou at\u00e9 mesmo antes do 9\u00ba ano, j\u00e1 consumiu bebida alco\u00f3lica pelo menos alguma vez na vida&#8221;, constata.<\/p>\n<p>Segundo comenta a promotora de Justi\u00e7a, muitos apenas provaram a bebida escondido dos pais pelos mais diversos motivos, mas que depois se arrependeram e n\u00e3o beberam mais. Admitiram que erraram e n\u00e3o se aventuraram mais nessa experi\u00eancia, at\u00e9 mesmo por conta das orienta\u00e7\u00f5es e das ordens expressas dos pais, que pro\u00edbem os filhos menores de idade de beber. &#8220;H\u00e1 muitos adolescentes, por outro lado, que experimentaram bebida alco\u00f3lica pela primeira vez estimulados pelos pr\u00f3prios pais e experimentaram na pr\u00f3pria casa, no pr\u00f3prio ambiente familiar e oferecida pelos pr\u00f3prios pais&#8221;, complementa.<\/p>\n<p>Soraya Escorel explica que, no primeiro caso, quando o adolescente experimenta a bebida em desobedi\u00eancia as ordens dos pais &#8211; que s\u00e3o presentes na vida do filho, imp\u00f5em limites e fazem monitoramento do comportamento do filho &#8211; e se arrepende depois, quando os pais descobrem, o percentual de quem volta a beber \u00e9 m\u00ednimo, justamente pelo acompanhamento da fam\u00edlia nesse processo educacional. &#8220;No segundo caso, o percentual de uso de bebida alco\u00f3lica \u00e9 grande. E essa normalmente \u00e9 a regra. O que se aprende em casa se leva para a vida como um ensinamento. Enfim, \u00e9 imperioso dizer que o \u00e1lcool \u00e9 a porta de entrada para outras drogas, como o crack, al\u00e9m de ser ferramenta para a explora\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as e adolescentes&#8221;, adverte.<\/p>\n<p>A promotora da Crian\u00e7a e do Adolescente explica que a venda e oferta de \u00e1lcool aos menores \u00e9 e sempre ser\u00e1 objeto de interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico em todo o Estado da Para\u00edba. &#8220;Existe por exemplo na Capital uma a\u00e7\u00e3o permanente nesse sentido em todos os finais de semana. Trata-se de fiscaliza\u00e7\u00e3o noturna em finais de semana em bares, boates, shows, etc. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m as fiscaliza\u00e7\u00f5es durante o dia, a depender da festividade e do atendimento de den\u00fancias que s\u00e3o formuladas ao Minist\u00e9rio P\u00fablico. O trabalho \u00e9 feito em conjunto com o Juizado da Inf\u00e2ncia e Juventude da Capital, atrav\u00e9s dos agentes de prote\u00e7\u00e3o e de servidores do Minist\u00e9rio P\u00fablico designados pelo PGJ para esse fim&#8221;, complementou.<\/p>\n<p><strong>Como reduzir o uso precoce de bebida alco\u00f3lica por menores de idade<\/strong><\/p>\n<p>Na opini\u00e3o da promotora Soraya Escorel, antes de qualquer estrat\u00e9gia, o que precisa ser feito para reduzir os \u00edndices t\u00e3o elevados e preocupantes da pesquisa, relativamente ao uso cada vez mais precoce de bebida alco\u00f3lica por menores de idade, \u00e9 chamar a aten\u00e7\u00e3o da sociedade e das fam\u00edlias em geral acerca da legisla\u00e7\u00e3o. &#8220;O desconhecimento da lei \u00e9 inescus\u00e1vel. Isso \u00e9 fato. A maioria das pessoas conhece a legisla\u00e7\u00e3o que trata do assunto, mas faz de conta que n\u00e3o conhece e simplesmente ignora. Ocorre que, de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o atual &#8211; Lei\u00a0 13.106\/15 &#8211; se algu\u00e9m, mesmo os pais ou respons\u00e1vel legal, fornece, serve ou entrega qualquer forma de bebida alco\u00f3lica, ainda que gratuitamente, \u00e0 crian\u00e7a ou adolescente, est\u00e1\u00a0 praticando um crime&#8221;, alerta.<\/p>\n<p>\u00c9 que, segundo informa Soraya, desde o dia 17 de mar\u00e7o de 2015, ap\u00f3s ser sancionada a Lei 13.106\/15, quem fornece, serve, entrega ou vende bebida alco\u00f3lica a menores de 18 anos pratica um crime e por isso mesmo ficar\u00e1 sujeito \u00e0 pena de deten\u00e7\u00e3o de dois a quatro anos, al\u00e9m de multa. Al\u00e9m disso, os estabelecimentos que descumprirem a proibi\u00e7\u00e3o poder\u00e3o sofrer multa de R$ 3 mil a R$ 10 mil, com interdi\u00e7\u00e3o do local at\u00e9 o pagamento. &#8220;Antes da nova lei, a venda de bebidas a menores de idade era considerada contraven\u00e7\u00e3o penal, punida com pris\u00e3o simples de dois meses a um ano ou multa. Agora, a pena \u00e9 de dois a quatro anos, al\u00e9m da multa, que varia de R$ 3 mil a R$ 10 mil, al\u00e9m da interdi\u00e7\u00e3o do estabelecimento comercial&#8221;, esclarece.<\/p>\n<p>Ela acrescenta que a Lei 13.106\/15 foi necess\u00e1ria, porque com o passar dos anos observou-se um aumento significativo no consumo de bebidas alco\u00f3licas pelos jovens e a legisla\u00e7\u00e3o era fr\u00e1gil na tipifica\u00e7\u00e3o para aqueles que, de alguma forma, ofertavam bebida alco\u00f3lica a crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n<p>Portanto, garante a promotora de Justi\u00e7a, a alega\u00e7\u00e3o de desconhecimento da lei que est\u00e1 em vigor desde 2015 n\u00e3o impedir\u00e1 que haja a pris\u00e3o em flagrante de quem descumprir o preceito legal. &#8220;Hoje em dia, n\u00e3o s\u00f3 em festividades, mas em ambiente domiciliar, \u00e9 comum ver adolescentes bebendo. E \u00e9 preciso dar um basta nisso. A fam\u00edlia, como a respons\u00e1vel pela transmiss\u00e3o dos valores \u00e9ticos e morais, assim como pelo monitoramento e imposi\u00e7\u00e3o de limites aos filhos, precisa cumprir o seu papel e ser a primeira a ajudar a dar esse basta. Se a fam\u00edlia n\u00e3o d\u00e1 exemplo e \u00e9 permissiva demais fica imposs\u00edvel ser agente de preven\u00e7\u00e3o ao uso precoce de bebida alco\u00f3lica&#8221;, declara.<\/p>\n<p>Soraya Escorel destaca o papel da fam\u00edlia no que se refere \u00e0 preven\u00e7\u00e3o ao consumo de bebidas alco\u00f3licas por menores de idade, enquanto inst\u00e2ncia de controle social, modulando o comportamento dos filhos e lhe impondo limites. Mas a promotora \u00e9 da opini\u00e3o que a grande dificuldade vem das fam\u00edlias negligentes pelos seus pr\u00f3prios h\u00e1bitos e permissividade excessiva.<\/p>\n<p>&#8220;As primeiras experi\u00eancias com o \u00e1lcool ocorrem em ocasi\u00f5es festivas, junto aos amigos ou na fam\u00edlia, evidenciando ampla aceita\u00e7\u00e3o do uso dessas subst\u00e2ncias no ambiente familiar. Da\u00ed a import\u00e2ncia da fam\u00edlia na preven\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso, portanto, o envolvimento da fam\u00edlia (pais) escola (educadores) e comunidade em geral no trabalho de preven\u00e7\u00e3o ao uso precoce de bebida alco\u00f3lica por menores de idade&#8221;, reitera, acrescentando que, para combater essa realidade, o Minist\u00e9rio P\u00fablico, especificamente a Promotoria de Defesa da Crian\u00e7a e do Adolescente da Capital,\u00a0 principalmente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 venda e oferta de \u00e1lcool aos menores de idade, tem feito fiscaliza\u00e7\u00f5es permanentes em bares, boates, shows e os mais diversos eventos e tamb\u00e9m realizado palestras e discutido o tema de forma continua.<\/p>\n<p><strong>Alternativas de enfrentamento<\/strong><\/p>\n<p>Como alternativa de enfrentamento ao consumo precoce e ao abuso de bebidas alco\u00f3licas, sugere-se o investimento na conscientiza\u00e7\u00e3o de familiares quanto \u00e0 relev\u00e2ncia dos valores e h\u00e1bitos apreendidos na fam\u00edlia e o papel exercido pelos pais, como modelos de prote\u00e7\u00e3o, face \u00e0 vulnerabilidade de adolescentes em lidar com comportamentos relacionados \u00e0 fase adulta. &#8220;\u00c9 preciso ainda assinalar a necessidade de investimento em medidas de controle social relacionadas \u00e0 oferta e ao acesso \u00e0s bebidas, e para maior empenho na participa\u00e7\u00e3o da sociedade&#8221;, ressalta a promotora.<\/p>\n<p>Para concluir, Soraya Escorel destaca a import\u00e2ncia do conhecimento sobre as consequ\u00eancias do consumo precoce de bebidas alco\u00f3licas na adolesc\u00eancia, em diferentes contextos, visando o aprimoramento das estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o e enfrentamento, assim como subsidiando pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de danos, especialmente direcionadas a grupos mais vulner\u00e1veis do ponto de vista psicossocial.<\/p>\n<p><strong>Consequ\u00eancias do consumo de \u00e1lcool na adolesc\u00eancia <\/strong><\/p>\n<p>Como o sistema nervoso central do jovem ainda est\u00e1 se desenvolvendo, o uso de \u00e1lcool na adolesc\u00eancia \u00e9 totalmente desaconselh\u00e1vel, j\u00e1 que tamb\u00e9m pode atrapalhar o amadurecimento normal do indiv\u00edduo, causar altera\u00e7\u00f5es no desenvolvimento da personalidade e prejudicar fun\u00e7\u00f5es como mem\u00f3ria e aten\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do que s\u00e3o irrevers\u00edveis as altera\u00e7\u00f5es no amadurecimento normal do c\u00e9rebro nesta fase da vida.<\/p>\n<p>Outra preocupa\u00e7\u00e3o dos especialistas vem do perigo da exposi\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro em forma\u00e7\u00e3o, principalmente na puberdade, \u00e0 bebida alco\u00f3lica, fato que faz com que o jovem valorize o prazer qu\u00edmico do \u00e1lcool e passe a us\u00e1-lo regularmente. O \u00e1lcool pode causar ainda preju\u00edzos de mem\u00f3ria e aten\u00e7\u00e3o, dificultando a aprendizagem, piorando o desempenho escolar, levando a uma baixa autoestima, que por sua vez pode levar a um aumento do consumo de \u00e1lcool realimentando o circuito, ou seja, a exposi\u00e7\u00e3o precoce \u00e0 bebida alco\u00f3lica na adolesc\u00eancia aumenta muito a probabilidade da pessoa tornar-se dependente qu\u00edmico.<\/p>\n<p><strong>Por que o jovem bebe?<\/strong><\/p>\n<p>Existem variados motivos que ajudam a explicar o consumo de \u00e1lcool pelo jovem, entre eles os fatores psicol\u00f3gicos, que envolvem jovens inseguros e influenci\u00e1veis, com poucos limites e que expressam comportamentos de exposi\u00e7\u00e3o a situa\u00e7\u00f5es de risco, al\u00e9m dos fatores culturais e sociais, nos quais os jovens buscam uma maior autonomia e liberdade, aumento do c\u00edrculo de amizades, precocidade para v\u00e1rias experi\u00eancias, inclusive para o uso de \u00e1lcool. Por \u00faltimo, vem os fatores ambientais com o baixo pre\u00e7o e facilidade de aquisi\u00e7\u00e3o de bebidas alco\u00f3licas, descumprimento da legisla\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 venda de bebidas alco\u00f3licas para menores, pol\u00edticas p\u00fablicas indefinidas ou inexistentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Alexandre Nunes A escola tem um papel fundamental no combate ao uso precoce do<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":50092,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alcool.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alcool-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alcool-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alcool.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alcool.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alcool.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alcool.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alcool.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alcool.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alcool.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Alexandre Nunes A escola tem um papel fundamental no combate ao uso precoce do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50091"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50091"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50091\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50092"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50091"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50091"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50091"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}