{"id":50047,"date":"2016-09-18T15:00:56","date_gmt":"2016-09-18T18:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=50047"},"modified":"2016-09-18T10:02:06","modified_gmt":"2016-09-18T13:02:06","slug":"o-escultor-de-maquinas-ambientais-que-busca-inspiracao-na-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-escultor-de-maquinas-ambientais-que-busca-inspiracao-na-ciencia\/","title":{"rendered":"O escultor de m\u00e1quinas ambientais que busca inspira\u00e7\u00e3o na ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p dir=\"\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=50048\" rel=\"attachment wp-att-50048\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-50048\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/maquinas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/maquinas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/maquinas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Ivan Henriques \u00e9 um artista profissional, mas \u00e9 na ci\u00eancia que ele busca inspira\u00e7\u00e3o para criar suas obras. Cada pe\u00e7a \u00e9 feita em parceria com um pesquisador ou um laborat\u00f3rio, e ele j\u00e1 colaborou com institui\u00e7\u00f5es como a Universidade Livre de Amsterdam, a Universidade de Leiden, o Centro Federal de Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica do Rio de Janeiro e at\u00e9 a Ag\u00eancia Espacial Europeia, com quem desenvolve um projeto que sonha abrir caminho para a coloniza\u00e7\u00e3o de Marte. O trabalho com temas cient\u00edficos se iniciou nos tempos de estudante de Belas Artes na UFRJ, onde se formou escultor. Sua principal paix\u00e3o est\u00e1 em desenvolver m\u00e1quinas biol\u00f3gicas que possam contribuir para o equil\u00edbrio ambiental.<\/p>\n<p>A M\u00e1quina Simbi\u00f3tica <em>(foto 1)<\/em> \u00e9 um bom exemplo de sua produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma estrutura rob\u00f3tica fotossint\u00e9tica, aut\u00f4noma e flutuante que \u201cse alimenta\u201d de organismos encontrados em lagoas, mares ou canais, como algas, quebrando suas c\u00e9lulas e colhendo a energia delas para se movimentar. Desta forma se infiltra na cadeia alimentar, como um animal, e pode ser muito \u00fatil em locais onde as algas proliferam de maneira excessiva.<\/p>\n<p>Na entrevista abaixo, Henriques fala sobre a conex\u00e3o entre ci\u00eancia e arte, suas demais cria\u00e7\u00f5es &#8211; incluindo a colabora\u00e7\u00e3o com a Ag\u00eancia Espacial Europeia num projeto de terraformagem em Marte &#8211; e sua mais recente exposi\u00e7\u00e3o, \u201cRelandscape\/Repaisagem\u201d, que est\u00e1 em exibi\u00e7\u00e3o no Centro Municipal de Arte H\u00e9lio Oiticica, no Rio de Janeiro, at\u00e9 o dia 22 de outubro.<\/p>\n<p dir=\"\"><strong>Como se deu seu envolvimento com a tem\u00e1tica cient\u00edfica?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"\">O interesse vem desde pequeno. Na verdade, minha m\u00e3e era da \u00e1rea de biom\u00e9dica e meu pai era engenheiro, ent\u00e3o ainda crian\u00e7a eu ficava vendo os livros da minha m\u00e3e. Mesmo antes de aprender a ler, eu j\u00e1 ficava desenhando as c\u00e9lulas, mitoc\u00f4ndrias, eu achava essa parte biol\u00f3gica fascinante. E, conforme o tempo foi passando, o interesse foi ficando mais agu\u00e7ado.<\/p>\n<p dir=\"\"><strong>Como voc\u00ea escolhe os conceitos cient\u00edficos com que vai trabalhar? Como voc\u00ea os estuda?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"\">Eu sou muito curioso. Desde de pequeno eu abro as coisas e tento ver o que s\u00e3o e como elas funcionam. Eu trabalho dentro do campo art\u00edstico me inspirando em ci\u00eancia desde quando me graduei na UFRJ. Depois da faculdade, quando fui fazer mestrado em arte e ci\u00eancia, na Holanda, tive mais abertura para conversar e trocar ideias com cientistas. L\u00e1, comecei a me especializar mais em rob\u00f3tica e biotecnologia, justamente por trabalhar pr\u00f3ximo a cientistas.<\/p>\n<p dir=\"\">Cada vez que eu vou desenvolver algo fa\u00e7o um estudo espec\u00edfico. Nos meus projetos Jurema Action Plant <em>(foto 2)<\/em> e Prot\u00f3tipo para uma Nova Biom\u00e1quina <em>(foto 3)<\/em>, trabalhei com o cientista Burt van Duijin, da Universidade de Leiden, que \u00e9 especialista em eletrofisiologia e biomec\u00e2nica. Eu estava muito interessado em saber sobre a energia que essas plantas t\u00eam. Depois disso, vi uma palestra do cientista Raoul Frese, que \u00e9 especialista em fotoss\u00edntese sint\u00e9tica. Eu achei inspirador o jeito que ele fala sobre a fotoss\u00edntese, uma fun\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica essencial para qualquer vida terrestre. E ent\u00e3o fiz a M\u00e1quina Simbi\u00f3tica, que \u00e9 uma m\u00e1quina que realiza justamente a fotoss\u00edntese sint\u00e9tica, ela funciona como uma planta.<\/p>\n<p>Quando eu estou fazendo os trabalhos, penso em equilibrar nossa produ\u00e7\u00e3o e os recursos naturais que usamos. Estamos, hoje, em um est\u00e1gio em que muito j\u00e1 foi destru\u00eddo e existem muitos desequil\u00edbrios ecol\u00f3gicos. Quando pensamos em m\u00e1quinas, ou elas s\u00e3o feitas para pesquisas em territ\u00f3rios remotos ou para explora\u00e7\u00e3o de recursos, mas voc\u00ea n\u00e3o tem m\u00e1quinas que ajudem o meio ambiente.<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p dir=\"\"><strong>E o estudo que voc\u00ea faz antes de cada trabalho vem do contato direto com os cientistas ou atrav\u00e9s da literatura cient\u00edfica?<\/strong><\/p>\n<p>As duas coisas. Essas biom\u00e1quinas possuem vida pr\u00f3pria, eu sou apenas o motor que faz elas evolu\u00edrem. Nesse momento, na verdade, eu, o Raoul Frese, a Ag\u00eancia Espacial Europeia e um grupo de cientistas estamos trabalhando em um projeto de terraformagem de Marte que pode ser usado na Terra. E esse projeto, a M\u00e1quina Simbi\u00f3tica para Explora\u00e7\u00e3o Espacial <em>(foto 4)<\/em>, \u00e9 fruto da M\u00e1quina Simbi\u00f3tica e da Caravela.<\/p>\n<p dir=\"\"><strong>J\u00e1 aconteceu de um projeto seu ter inspirado um projeto cient\u00edfico?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, j\u00e1 aconteceu. Para dar um exemplo recente, uma empresa de patente americana, chamada de IEEE, viu a \u00a0M\u00e1quina Simbi\u00f3tica e se inspirou nela, escreveram um artigo cient\u00edfico que a citava como exemplo. Mas a minha for\u00e7a motriz \u00e9 a for\u00e7a art\u00edstica. Claro que quem tem um olhar cient\u00edfico v\u00ea futuras aplica\u00e7\u00f5es e quem \u00e9 da \u00e1rea art\u00edstica pode se inspirar nas minhas obras, mas quando eu realizo meu trabalho eu n\u00e3o penso em aplica\u00e7\u00e3o comercial. Eu fa\u00e7o dentro de uma \u00e1rea art\u00edstica, embora eu saiba que os trabalhos possuem potencial para inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n<p dir=\"\"><strong>Voc\u00ea pode explicar mais sobre o projeto de explora\u00e7\u00e3o de Marte? Ele est\u00e1 sendo feito em parceria com Ag\u00eancia Espacial Europeia. Como se deu esse contato? <\/strong><\/p>\n<p>Depois que eu fiz a M\u00e1quina Simbi\u00f3tica, enquanto conversava com Raoul, perguntei para ele se ao mesmo tempo em que ela realizava energia a partir da fotoss\u00edntese sint\u00e9tica, ela tamb\u00e9m produzia oxig\u00eanio. Ele me disse que sim. E eu pensei que aquilo era impressionante e que poderia, ent\u00e3o, ser uma estrutura que ajudasse uma cidade polu\u00edda, como Pequim, S\u00e3o Paulo ou o pr\u00f3prio Rio de Janeiro. E que poderia ser uma estrutura que ajudasse na \u00a0terraformagem de Marte. Ent\u00e3o come\u00e7amos a trabalhar nessa ideia e, como temos conhecidos na Europa, entramos em contato com Bernard Foing, da Ag\u00eancia Espacial Europeia. Falamos sobre a ideia e ele concordou em participar, junto com outros grupos. O projeto foi aprovado atrav\u00e9s de uma bolsa holandesa chamada <em>Research Through Design<\/em>. N\u00e3o s\u00f3 o design de pe\u00e7as, mas como nos relacionamos com o meio ambiente e como podemos desenhar explora\u00e7\u00f5es espaciais. O design tem uma fun\u00e7\u00e3o importante nas nossas vidas. Depois de ganharmos esse fundo, realizamos uma reuni\u00e3o com a Ag\u00eancia Espacial Europeia, e no dia 20 de setembro vamos ter uma nova reuni\u00e3o com o grupo todo, inclusive engenheiros do CEFET, que tamb\u00e9m fazem parte das institui\u00e7\u00f5es que participam do projeto. Ele come\u00e7ou oficialmente em junho deste ano e conta com mais de 50 pessoas envolvidas, incluindo profissionais e alunos, porque tamb\u00e9m existe um car\u00e1ter educativo de fazer os alunos dessas disciplinas pensarem interdisciplinarmente. Ent\u00e3o, vamos come\u00e7ar a montar o projeto e, provavelmente, realizar um teste na Lua em 2018, quando uma espa\u00e7onave ser\u00e1 lan\u00e7ada para l\u00e1. A partir da\u00ed, vamos conseguir desenvolver mais o projeto pra que possamos coloc\u00e1-lo em pr\u00e1tica em Marte.<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>Falando um pouco sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o, quantas pessoas est\u00e3o envolvidas nele? Voc\u00ea trabalha com cientistas: quem faz o qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>Eu tenho a ideia e os cientistas tamb\u00e9m participam, n\u00e3o tanto da parte criativa, mas de uma parte pr\u00e1tica, as coisas s\u00e3o divididas. Eu n\u00e3o sou cientista, sou um artista curioso, apaixonado pela ci\u00eancia, que v\u00ea o valor da ci\u00eancia para humanidade e tenta trazer isso para os trabalhos para tentar comunic\u00e1-la para o p\u00fablico e fazer as pessoas repensarem como vamos lidar com o ambiente hoje e no futuro. As tarefas s\u00e3o dividas, mas trabalhamos juntos, ao mesmo tempo. Vamos vendo juntos como as coisas v\u00e3o funcionar, porque o laborat\u00f3rio \u00e9 um ambiente totalmente ideal para fazer experi\u00eancias e eu quero trazer isso para fora, ent\u00e3o \u00e9 um desafio para eles e para mim. Por exemplo, quando vi a palestra de Frese e me inspirei, fui falar com ele sobre o projeto que eu gostaria de desenvolver e ele aceitou, disse que seu laborat\u00f3rio estava aberto e para eu ir realizar a pesquisa junto dos alunos de PhD dele, e fomos desenvolvendo o projeto juntos.<\/p>\n<p dir=\"\"><strong>Como a arte pode oferecer um olhar diferenciado para o desenvolvimento de tecnologias, um que a ci\u00eancia n\u00e3o pode oferecer?<\/strong><\/p>\n<p>Eu acho que a arte tem uma determinada liberdade, muitas institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas t\u00eam o compromisso de alimentar a ind\u00fastria, de descobrir determinadas coisas. Conversando com o Raoul recentemente, ele mesmo disse que, \u00e0s vezes, est\u00e3o t\u00e3o imersos nesse mundo nano tecnol\u00f3gico que ele gosta de trabalhar comigo justamente porque eu trago a pesquisa dele para um campo muito maior.<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>Falando um pouco da sua atual exposi\u00e7\u00e3o, o \u00a0que voc\u00ea quis passar com a exposi\u00e7\u00e3o \u201cRelandscape\/Repaisagem\u201d?<\/strong><\/p>\n<p>Eu tenho duas linhas de pesquisa: al\u00e9m dos rob\u00f4s do meio ambiente, a comunica\u00e7\u00e3o entre esp\u00e9cies. Essas duas plataformas viabilizam a parte criativa e a cient\u00edfica. Conversando com a curadora da exposi\u00e7\u00e3o, Izabela Pacu, decidimos que seria interessante recriar a paisagem com essas biom\u00e1quinas. Nessa exposi\u00e7\u00e3o, temos dois trabalhos novos: o Pedalinho <em>(foto 5)<\/em>, que \u00e9 uma m\u00e1quina que usa, ao mesmo tempo, tra\u00e7\u00e3o humana ativa e a reciclagem da \u00e1gua, e um projeto em que fa\u00e7o uma analogia entre Marte e [ a regi\u00e3o de ] Mariana (MG), seguindo uma linha de constru\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o do ambiente.<\/p>\n<p>Eu fui at\u00e9 um dos locais atingidos pela trag\u00e9dia em Mariana e constru\u00ed tijolos a partir da lama t\u00f3xica. \u00c9 uma ideia de reciclagem e reconstru\u00e7\u00e3o do ambiente utilizando mat\u00e9ria prima deteriorada pela a\u00e7\u00e3o humana. E isso se liga ao projeto de terraformagem em Marte, porque ele \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o de um ambiente prop\u00edcio \u00e0 vida terrestre. Dentro desse projeto de terraformagem, a M\u00e1quina Simbi\u00f3tica para Explora\u00e7\u00e3o Espacial, na verdade surgiram dois projetos: um \u00e9 um domo de medita\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m faz fotoss\u00edntese sint\u00e9tica, ent\u00e3o ele tem algas que sofrem o processo de fotoss\u00edntese sint\u00e9tica e geram energia e, ao mesmo tempo, \u00e9 um ambiente de medita\u00e7\u00e3o, que poderia acontecer tanto na Terra quanto em Marte, e o outro seriam os drones, que poderiam fazer essa troca de gases com o ambiente marciano, liberando oxig\u00eanio, como se fosse uma planta sint\u00e9tica que respira e gera energia e pode ser usada futuramente quando os humanos forem para Marte. \u00c9 um projeto de pr\u00e9-coloniza\u00e7\u00e3o, preparando o ambiente para a presen\u00e7a humana.<\/p>\n<p>E a gente vive em um momento em que a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica est\u00e1 entrando dentro do mundo real, n\u00e3o \u00e9 mais cinema, s\u00e3o coisas poss\u00edveis atrav\u00e9s da tecnologia. Voc\u00ea v\u00ea esses rob\u00f4s da DARPA, por exemplo, que s\u00e3o m\u00e1quinas de guerra, quem \u00e9 que est\u00e1 desenhando esses rob\u00f4s de guerra? Quem quer guerra? Eu quero paz, eu quero um ambiente em que eu possa viver bem, mas n\u00f3s somos homens-m\u00e1quinas h\u00e1 muito tempo, j\u00e1 temos extens\u00f5es, nosso corpo, \u00f3culos, celular, roupa\u2026 S\u00e3o aparatos tecnol\u00f3gicos e cada vez vai ficar mais e mais junto. E como vamos desenhar isso? Como v\u00e3o ser essas rela\u00e7\u00f5es? Acho que todo mundo tem essas vontade, esse sonho&#8230; Muita gente fala em conversar com plantas e a cada dia se descobre mais como elas se comunicam, atrav\u00e9s de fitorm\u00f4nios, atrav\u00e9s das ra\u00edzes, d\u00e3o minerais para outras plantas ao seu redor, essa comunica\u00e7\u00e3o existe, mas \u00e9 invis\u00edvel. E atrav\u00e9s da tecnologia a gente consegue dar uma visibilidade para esse tipo de comunica\u00e7\u00e3o e eu acredito sim que no futuro n\u00f3s vamos conseguir nos comunicar com outros seres vivos, por que n\u00e3o? Ent\u00e3o eu acho que eu sou uma das pessoas que desenha esse futuro.<\/p>\n<p dir=\"\"><em>Isabela Augusto<\/em><\/p>\n<div class=\"pikachoose\">\n<div class=\"pika-stage\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"\" src=\"http:\/\/www2.uol.com.br\/sciam\/noticias\/img\/o_escultor_de_maquinas_ambientais_2__2016-09-07105621.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"443\" \/><\/p>\n<div class=\"pika-imgnav\"><span class=\"pika-counter\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"caption\">Jurema Action Plant. Como humanos, plantas possuem sinais el\u00e9tricos \u201cviajando\u201d dentro delas. Quando tocadas, esse sinal muda. Utilizando um amplificador de sinal, \u00e9 poss\u00edvel determinar quando a planta est\u00e1 sendo tocada. Essa mudan\u00e7a aciona a estrutura rob\u00f3tica sobre a qual ela est\u00e1 apoiada, gerando movimento.<\/div>\n<div class=\"pika-aniwrap\"><\/div>\n<div class=\"pika-textnav\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\" jcarousel-skin-pika\">\n<div class=\"jcarousel-container jcarousel-container-horizontal\">\n<div class=\"jcarousel-clip jcarousel-clip-horizontal\">\n<ul id=\"pikame\" class=\"pika-thumbs jcarousel-list jcarousel-list-horizontal\">\n<li class=\"jcarousel-item jcarousel-item-horizontal jcarousel-item-1 jcarousel-item-1-horizontal\">\n<div class=\"clip\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www2.uol.com.br\/sciam\/noticias\/img\/o_escultor_de_maquinas_ambientais_1__2016-09-07105533.jpg\" width=\"639\" height=\"479\" border=\"0\" \/><\/div>\n<\/li>\n<li class=\"jcarousel-item jcarousel-item-horizontal jcarousel-item-2 jcarousel-item-2-horizontal active\">\n<div class=\"clip\"><\/div>\n<\/li>\n<li class=\"jcarousel-item jcarousel-item-horizontal jcarousel-item-3 jcarousel-item-3-horizontal\">\n<div class=\"clip\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www2.uol.com.br\/sciam\/noticias\/img\/o_escultor_de_maquinas_ambientais_3__2016-09-07105756.jpg\" width=\"640\" height=\"443\" border=\"0\" \/><\/div>\n<\/li>\n<li class=\"jcarousel-item jcarousel-item-horizontal jcarousel-item-4 jcarousel-item-4-horizontal\">\n<div class=\"clip\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www2.uol.com.br\/sciam\/noticias\/img\/o_escultor_de_maquinas_ambientais_4__2016-09-07110131.jpg\" width=\"639\" height=\"479\" border=\"0\" \/><\/div>\n<\/li>\n<li class=\"jcarousel-item jcarousel-item-horizontal jcarousel-item-5 jcarousel-item-5-horizontal\">\n<div class=\"clip\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www2.uol.com.br\/sciam\/noticias\/img\/o_escultor_de_maquinas_ambientais_5__2016-09-07110239.jpg\" width=\"639\" height=\"427\" border=\"0\" \/><\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ivan Henriques \u00e9 um artista profissional, mas \u00e9 na ci\u00eancia que ele busca inspira\u00e7\u00e3o 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