{"id":49969,"date":"2016-09-17T16:15:27","date_gmt":"2016-09-17T19:15:27","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=49969"},"modified":"2016-09-17T16:17:22","modified_gmt":"2016-09-17T19:17:22","slug":"por-que-o-manejo-sustentavel-com-araucarias-e-um-mito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/por-que-o-manejo-sustentavel-com-araucarias-e-um-mito\/","title":{"rendered":"Por que o manejo sustent\u00e1vel com arauc\u00e1rias \u00e9 um mito"},"content":{"rendered":"<header>\n<div class=\"materia-detalhes\">\n<div class=\"detalhes\">\n<h3 class=\"chamada\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Floresta com arauc\u00e1ria em Curitiba (Foto: Zig Koch\/Divulga\u00e7\u00e3o SPVS)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/o1XPWwsUwP_7-S32pUBYRNsJsgw=\/560x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2016\/09\/14\/d-fr0150-_remanescente_de_floresta_com_araucaria_-_curitiba_-_pr_-_zig_koch.jpg\" alt=\"Floresta com arauc\u00e1ria em Curitiba (Foto: Zig Koch\/Divulga\u00e7\u00e3o SPVS)\" width=\"639\" height=\"491\" \/><\/h3>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-560\"><label class=\"foto-legenda\">Floresta com arauc\u00e1ria em Curitiba (Foto: Zig Koch\/Divulga\u00e7\u00e3o SPVS)<\/label><\/div>\n<h3 class=\"chamada\">O suposto manejo, se realmente fosse sustent\u00e1vel, poderia se tornar uma t\u00e9cnica saud\u00e1vel. A realidade, no entanto, prova que os resultados s\u00e3o outros<\/h3>\n<div class=\"data-materia\">\n<div class=\"autor\">JO\u00c3O DE DEUS MEDEIROS*<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"row\">\n<article class=\"conteudo\">\n<div class=\"corpo-materia colunas-e-blogs\">\n<div>\n<p>Na Mata Atl\u00e2ntica encontramos uma forma\u00e7\u00e3o florestal peculiar, caracterizada pela presen\u00e7a de uma esp\u00e9cie distinta: a <em>Araucaria angustifolia<\/em>, ou pinheiro-brasileiro. <a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/colunas-e-blogs\/blog-do-planeta\/noticia\/2016\/08\/floresta-perdida-do-brasil.html\">Ela imprime a essa floresta um aspecto pr\u00f3prio.<\/a> \u00c9 chamada de Floresta Ombr\u00f3fila Mista (FOM) porque sua distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 condicionada por m\u00e9dias pluviom\u00e9tricas altas. O termo \u201combr\u00f3filo\u201d vem de \u201camigo da chuva\u201d. Nela, esp\u00e9cies de regi\u00f5es tropicais vivem harmonicamente com outras de \u00e1reas temperadas. A FOM \u00e9 considerada uma das mais sens\u00edveis \u00e0s varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Com a predomin\u00e2ncia de dias mais quentes e secos, motivados pelos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, sua distribui\u00e7\u00e3o foi limitada a \u00e1reas de maior altitude nas regi\u00f5es Sul e Sudeste do Brasil.<\/p>\n<p>Fonte abundante de madeira de boa qualidade, a arauc\u00e1ria foi objeto de intensa explora\u00e7\u00e3o comercial, figurando como a \u00e1rvore mais importante na economia madeireira brasileira at\u00e9 meados da d\u00e9cada de 1970. Essa import\u00e2ncia rapidamente declinou em virtude do esgotamento das reservas naturais. A explora\u00e7\u00e3o ocorria sem nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o com a sustentabilidade do pr\u00f3prio neg\u00f3cio. Restou, ent\u00e3o, a op\u00e7\u00e3o da r\u00e1pida migra\u00e7\u00e3o das serrarias sulinas para a regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>O manejo florestal implantado \u2013 balizado pela sele\u00e7\u00e3o dos melhores indiv\u00edduos que fornecem madeira em maior quantidade e melhor qualidade \u2013 fez com que parte importante da variabilidade gen\u00e9tica da arauc\u00e1ria se perdesse com o tempo. No inicio da d\u00e9cada de 1980, batizaram essa pr\u00e1tica de \u201cmanejo florestal sustent\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>O suposto manejo, se realmente fosse sustent\u00e1vel, poderia se tornar uma t\u00e9cnica saud\u00e1vel. A realidade, no entanto, prova que os resultados s\u00e3o outros. N\u00e3o s\u00f3 na Floresta Ombr\u00f3fila Mista, mas tamb\u00e9m no Sudeste Asi\u00e1tico, no sul da Bahia e na Amaz\u00f4nia, o que se observa \u00e9 algo muito similar ao cen\u00e1rio do in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Naquela \u00e9poca, o manejo era feito apenas para ac\u00famulo r\u00e1pido de capital, com posterior abandono da \u00e1rea ou implanta\u00e7\u00e3o de outros usos da terra.\u00a0 Estudos recentes mostram que nas \u00e1reas com planos de manejo autorizados a obedi\u00eancia \u00e0s regras de manejo \u00e9 exce\u00e7\u00e3o, o que resulta na gera\u00e7\u00e3o de impactos pouco distintos daqueles observados onde ocorre a explora\u00e7\u00e3o madeireira irregular.<\/p>\n<p>Mesmo com o sinal vermelho j\u00e1 anunciado h\u00e1 d\u00e9cadas, com o aniquilamento de grande parte de sua \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o original, a FOM, ou o pouco que dela restou, ainda alimenta a cobi\u00e7a de madeireiros e \u00e9 amea\u00e7ada pela inconsist\u00eancia das pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o ambiental do pa\u00eds, absurdamente fragilizadas pela recorrente inobserv\u00e2ncia do princ\u00edpio da legalidade por parte da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>A tentativa de justificar o injustific\u00e1vel produz argumentos que, de forma tragic\u00f4mica, subvertem a mais elementar l\u00f3gica, como, por exemplo, afirmar que somente a continuidade dessa explora\u00e7\u00e3o madeireira seria capaz de garantir a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie. Assustador \u00e9 constatar que alguns t\u00e9cnicos e membros da academia reproduzem essa sandice.<\/p>\n<p>Necess\u00e1rio destacar que a <em>Araucaria angustifolia<\/em> \u00e9 reconhecida pelo Estado brasileiro como esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o desde 1992 e que a pr\u00e1tica do manejo florestal j\u00e1 alimentou debates em todos os n\u00edveis, n\u00e3o se limitando aqui t\u00e3o somente a uma opini\u00e3o pessoal.<br \/>\nO Poder Judici\u00e1rio, mesmo antes do advento da Lei da Mata Atl\u00e2ntica, j\u00e1 se manifestou pela insustentabilidade do modelo. Em resposta \u00e0 A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica promovida por entidades ambientalistas em novembro de 2000, a Justi\u00e7a Federal de Santa Catarina determinou ao Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis) que suspendesse a concess\u00e3o de autoriza\u00e7\u00f5es para a explora\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, foram anexados laudos t\u00e9cnicos, pareceres e estudos que comprovavam a assertiva de que o instituto vinha autorizando a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. Somente no estado de Santa Catarina, entre os anos de 1997 e 1999, foram autorizados cortes de cerca de 60 mil arauc\u00e1rias, o que corresponde a mais de 233.000 metros c\u00fabicos de madeira proveniente de esp\u00e9cie que o pr\u00f3prio Ibama reconhecia como amea\u00e7ada.<br \/>\nA a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica pedia, ainda, que o \u00f3rg\u00e3o fosse obrigado a n\u00e3o autorizar a explora\u00e7\u00e3o ou o corte, sob qualquer forma, na \u00e1rea de abrang\u00eancia do dom\u00ednio da Mata Atl\u00e2ntica, at\u00e9 que fossem elaborados e aprovados estudos cient\u00edficos que comprovassem a viabilidade ecol\u00f3gica, gen\u00e9tica e econ\u00f4mica da explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o judicial e a determina\u00e7\u00e3o do Conama, no entanto, n\u00e3o inviabilizaram a pr\u00e1tica do manejo florestal: apenas exigiram o b\u00e1sico, ou seja, que fossem apresentados crit\u00e9rios t\u00e9cnicos, cientificamente embasados, que garantissem a sustentabilidade da explora\u00e7\u00e3o e a conserva\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica das popula\u00e7\u00f5es explor\u00e1veis. N\u00e3o h\u00e1 not\u00edcia de que, ap\u00f3s essa orienta\u00e7\u00e3o, algum plano de manejo tenha sido apresentado ao Ibama. Logo, h\u00e1 de se concluir que a propagada base t\u00e9cnica para o manejo florestal sustent\u00e1vel de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o em popula\u00e7\u00f5es naturais do bioma Mata Atl\u00e2ntica n\u00e3o existe e que seu embasamento cient\u00edfico \u00e9 deveras fr\u00e1gil.<br \/>\nCom o advento da Lei da Mata Atl\u00e2ntica, a prote\u00e7\u00e3o \u00e0s esp\u00e9cies amea\u00e7adas foi consolidada, definindo que o corte e a supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria ou nos est\u00e1gios avan\u00e7ado e m\u00e9dio de regenera\u00e7\u00e3o do Bioma Mata Atl\u00e2ntica devem ser vedados quando a vegeta\u00e7\u00e3o abrigar esp\u00e9cies da flora e da fauna silvestres amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o ou a interven\u00e7\u00e3o amea\u00e7ar a sobreviv\u00eancia das esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>A lei reconhece as florestas existentes no territ\u00f3rio nacional e as demais formas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa como bens de interesse comum aos habitantes do pa\u00eds. Essa lei, que se constitui na norma geral nacional, estabelece que o poder p\u00fablico federal, estadual ou municipal poder\u00e1 proibir ou limitar o corte das esp\u00e9cies da flora raras, end\u00eamicas, em perigo ou amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, mas prev\u00ea que o plantio ou reflorestamento com esp\u00e9cies florestais nativas ou ex\u00f3ticas independem de autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, sendo livre a extra\u00e7\u00e3o de lenha e demais produtos de florestas plantadas nas \u00e1reas n\u00e3o consideradas \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental e Reserva Legal, n\u00e3o exigindo, para tal, sequer a apresenta\u00e7\u00e3o de Plano de Manejo Florestal sustent\u00e1vel. Em resumo: a lei n\u00e3o cria qualquer obst\u00e1culo ao plantio de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA lista de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o publicada pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, por sua vez, relaciona as esp\u00e9cies classificadas nas categorias \u201cExtintas na Natureza\u201d (EW), \u201cCriticamente em Perigo\u201d (CR), \u201cEm Perigo\u201d (EN) e \u201cVulner\u00e1vel\u201d (VU), determinando que fiquem protegidas de modo integral, incluindo a proibi\u00e7\u00e3o de coleta, corte, transporte, armazenamento, manejo, beneficiamento e comercializa\u00e7\u00e3o. A <em>Araucaria angustifolia <\/em>figura como esp\u00e9cie Em Perigo (EN). Est\u00e3o listadas nesse grupo as que enfrentam um risco muito elevado de extin\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA explora\u00e7\u00e3o feita a partir da extra\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores de florestas naturais \u00e9 insustent\u00e1vel e n\u00e3o h\u00e1 r\u00f3tulo que mudar\u00e1 essa realidade. Esp\u00e9cies que j\u00e1 sofreram os efeitos dessa pr\u00e1tica predat\u00f3ria \u2013 e a <em>Araucaria angustifolia<\/em> \u00e9 um exemplo \u2013 precisam, urgentemente, de a\u00e7\u00f5es inversas, que resgatem sua diversidade e promovam a regenera\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/colunas-e-blogs\/blog-do-planeta\/noticia\/2016\/09\/o-reflorestamento-e-um-excelente-fundo-de-pensao.html\">O plantio dessas esp\u00e9cies \u00e9 uma alternativa legal, \u00e9tica e vi\u00e1vel no aspecto t\u00e9cnico. <\/a>Infelizmente, ainda n\u00e3o aprendemos essa li\u00e7\u00e3o. Precisamos de madeira? Ent\u00e3o teremos de plantar e reflorestar, de prefer\u00eancia, conjugando esp\u00e9cies em cultivos consorciados, prevendo ganhos econ\u00f4micos, mas tamb\u00e9m propiciando condi\u00e7\u00f5es para que os recursos naturais sejam mantidos no longo prazo, colaborando para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e viabiliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ambientais indispens\u00e1veis. N\u00e3o \u00e9 meta inating\u00edvel e, ao contr\u00e1rio do que muitos difundem, a legisla\u00e7\u00e3o ambiental fornece toda a base para a implanta\u00e7\u00e3o desse processo.<br \/>\nA resist\u00eancia \u00e0 ado\u00e7\u00e3o desse modelo e, por consequ\u00eancia, a insist\u00eancia na manuten\u00e7\u00e3o de um modelo de manejo predat\u00f3rio e insustent\u00e1vel de florestas naturais ainda \u00e9 presente. Difundidas por grupos fundamentalistas, se prendem a uma cren\u00e7a irracional e exagerada, assumindo posi\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica que beira ao fanatismo.<\/p>\n<p>Para eles, aproximam-se os dias em que celebrar\u00e3o misticamente, na liturgia do manejo florestal sustent\u00e1vel, o profundo mergulho na morte. Pois \u00e9 preciso morrer para experimentar o milagre da ressurei\u00e7\u00e3o. Ainda assim, querem chamar isso de ci\u00eancia.<\/p>\n<p><em>*Jo\u00e3o de Deus Medeiros \u00e9 bi\u00f3logo, doutor em Bot\u00e2nica, professor e chefe do Departamento de Bot\u00e2nica da UFSC, conselheiro titular do CRBio-3 e ex-diretor dos Departamentos de \u00c1reas Protegidas e de Florestas do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Floresta com arauc\u00e1ria em Curitiba (Foto: Zig Koch\/Divulga\u00e7\u00e3o SPVS) O suposto manejo, se realmente fosse<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Floresta com arauc\u00e1ria em Curitiba (Foto: Zig Koch\/Divulga\u00e7\u00e3o SPVS) O suposto manejo, se realmente fosse","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49969"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49969"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49969\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49969"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49969"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49969"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}