{"id":49918,"date":"2016-09-17T10:00:20","date_gmt":"2016-09-17T13:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=49918"},"modified":"2016-09-17T09:11:02","modified_gmt":"2016-09-17T12:11:02","slug":"pesquisadores-encontram-barreira-de-coral-sete-vezes-maior-que-nova-york","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-encontram-barreira-de-coral-sete-vezes-maior-que-nova-york\/","title":{"rendered":"Pesquisadores encontram barreira de coral sete vezes maior que Nova York"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=49919\" rel=\"attachment wp-att-49919\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-49919\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/corais-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/corais-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/corais.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Grande Barreira de Coral (GBR), localizada entre as praias do nordeste da Austr\u00e1lia e Papua-Nova Guin\u00e9, \u00e9 considerada a maior estrutura do mundo feita unicamente por organismos vivos. Com seus 2.900 quil\u00f4metros de comprimento ela \u00e9 uma das mais not\u00e1veis maravilhas naturais do mundo.<\/p>\n<p>Contudo, mudan\u00e7as induzidas pelos efeitos do aquecimento global est\u00e3o causando calefa\u00e7\u00e3o e acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos, o que est\u00e1 destruindo sistematicamente essa regi\u00e3o. Felizmente, e ap\u00f3s 30 anos de investiga\u00e7\u00e3o e dados imprecisos, uma equipe de pesquisadores conseguiu revelar que, de fato, existe outra grande barreira, segundo informa\u00e7\u00f5es da <em>IFLScience<\/em>.<\/p>\n<p>Mais especificamente, ela \u00e9 pouco menor do que a GBR, e est\u00e1 localizada em um recife mais profundo que abrange uma \u00e1rea de mais de 6.000 km\u00b2. Isto \u00e9, maior do que 7,5 cidades de Nova York.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, ela est\u00e1 coberta por mont\u00edculos em forma de rosca, cada um medindo at\u00e9 300 metros de di\u00e2metro e 30 metros de espessura, e compostos de crescimentos organizados de uma esp\u00e9cie de alga verde chamada <em>Halimeda<\/em> \u2013 que se desenvolve a partir de sedimentos calcificados.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-10108\" src=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/barreira-de-coral_01.jpg\" sizes=\"(max-width: 719px) 100vw, 719px\" srcset=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/barreira-de-coral_01-300x175.jpg 300w, http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/barreira-de-coral_01.jpg 1000w\" alt=\"barreira-de-coral_01\" width=\"640\" height=\"372\" \/><\/p>\n<p>Segundo o coautor do estudo, Robin Beaman, da <em>James Cook University<\/em>, tais estruturas geol\u00f3gicas, localizadas ao norte da Grande Barreira de Coral, j\u00e1 s\u00e3o conhecidas pela Ci\u00eancia desde os anos 1970 e 80, \u201c<em>mas nunca antes a verdadeira natureza de sua forma, tamanho e vasta escala tinha sido revelada<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>O novo recife foi considerando notavelmente grande, sendo tr\u00eas vezes maior do que as estimativas anteriores. Ele se estende logo ao norte de Port Douglas, at\u00e9 todo o comprimento do Estreito de Torres.<\/p>\n<p>Em um artigo publicado pela revista <strong><a href=\"http:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007%2Fs00338-016-1492-2\" target=\"_blank\"><em>Coral Reefs<\/em><\/a><\/strong>, a equipe anunciou, em nota, a descoberta feita a partir de uma tecnologia de radar que utiliza lasers ao inv\u00e9s de ondas de r\u00e1dio para procurar objetos. O dispositivo foi implantando em aeronaves da Marinha Real Australiana.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, o cientista n\u00e3o tem informa\u00e7\u00f5es do quanto o recife em quest\u00e3o foi afetado pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. No caso da GBR, estima-se que mais de 50% dos componentes estejam mortos, ao passo que 93% tenham se tornado esbranqui\u00e7ados \u2013 um fen\u00f4meno que ocorre quando microalgas que vivem dentro do coral s\u00e3o expulsas, levando as cores com elas. Sem essas algas simbi\u00f3ticas, o coral n\u00e3o somente morre de fome como tamb\u00e9m se torna mais suscet\u00edvel \u00e0s doen\u00e7as e, potencialmente, \u00e0 morte.<\/p>\n<p>Agora, os especialistas precisar\u00e3o realizar mais trabalhos para determinar se o recife rec\u00e9m-descoberto est\u00e1 de fato compartilhando o mesmo destino sombrio. Para isso, eles ter\u00e3o de tomar amostras dos crescimentos <em>Halimeda<\/em>, tamb\u00e9m conhecidas como biohermas.<\/p>\n<p>Assim eles ser\u00e3o capazes de compreender como elas se desenvolveram no tempo, em per\u00edodos anteriores de mudan\u00e7as oceanogr\u00e1ficas, bem como o clima e as altera\u00e7\u00f5es ambientais por que passaram.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Grande Barreira de Coral (GBR), localizada entre as praias do nordeste da Austr\u00e1lia e<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":49919,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/corais.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/corais-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/corais-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/corais.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/corais.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/corais.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/corais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/corais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/corais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/corais.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Grande Barreira de Coral (GBR), localizada entre as praias do nordeste da Austr\u00e1lia e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49918"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49918"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49918\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49919"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49918"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49918"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49918"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}