{"id":49775,"date":"2016-09-14T13:42:49","date_gmt":"2016-09-14T16:42:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=49775"},"modified":"2016-09-14T13:42:50","modified_gmt":"2016-09-14T16:42:50","slug":"novo-estudo-aponta-que-emissao-por-residuos-teve-recorde-em-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/novo-estudo-aponta-que-emissao-por-residuos-teve-recorde-em-2014\/","title":{"rendered":"Novo estudo aponta que emiss\u00e3o por res\u00edduos teve recorde em 2014"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/novo-estudo-aponta-que-emissao-por-residuos-teve-recorde-em-2014\/lixo-29\/\" rel=\"attachment wp-att-49776\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-49776\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lixo-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lixo-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lixo-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>As emiss\u00f5es de gases de efeito estufa provenientes do setor de res\u00edduos s\u00f3lidos continuam sua trajet\u00f3ria de crescimento no Brasil e atingiram, em 2014, seu maior n\u00famero absoluto nos \u00faltimos 44 anos, segundo as estimativas divulgadas pelo Sistema de Estimativas de Emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa (SEEG), em 13 de setembro. Foram lan\u00e7adas 68,3 milh\u00f5es de toneladas de CO2 equivalente na atmosfera naquele ano, o que representa um crescimento de 80% entre 2000 e 2014 e de 500% desde 1970.<\/p>\n<p>Enquanto o setor de res\u00edduos representa a menor parcela de contribui\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o aos demais setores (mudan\u00e7a de uso da terra, energia, agropecu\u00e1ria e processos industriais), cerca de 3,7% do total verificado em 2014, ele possui grande impacto na atmosfera devido \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de gases com maior potencial de aquecimento global, como o metano (CH4), 21 vezes mais potente que o CO2, e o \u00f3xido nitroso (N2O), 310 vezes mais potente.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<p>Dentre os quatro principais subsetores \u2013 disposi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, tratamento de efluentes industriais, tratamento de efluentes dom\u00e9sticos e incinera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos -, o descarte ainda \u00e9 o mais expressivo em termos de emiss\u00f5es, representando 66,1% em m\u00e9dia da origem das emiss\u00f5es nos \u00faltimos 44 anos.<\/p>\n<p>Com o crescimento do n\u00famero de munic\u00edpios que se adequam \u00e0 Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos, verificou-se o aumento das emiss\u00f5es, uma vez que o descarte exigido em aterros sanit\u00e1rios propicia maior gera\u00e7\u00e3o de metano (decomposi\u00e7\u00e3o anaer\u00f3bica da mat\u00e9ria org\u00e2nica). \u201c\u00c9 importante ressaltar que a quantidade de res\u00edduos gerada no Brasil aumentou significativamente nos \u00faltimos anos, tanto em termos absolutos quanto na produ\u00e7\u00e3o\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">per capita<\/span>\u201d, afirmou Igor Reis de Albuquerque, gerente de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas do ICLEI- Governos locais pela sustentabilidade e coordenador do setor no SEEG.<\/p>\n<p>Acompanhado do crescimento na produ\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos, o seu reaproveitamento ainda \u00e9 extremamente baixo e o descarte n\u00e3o ocorre de forma ambientalmente adequada. De acordo com dados da Abrelpe (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais) de 2014, destacados no Relat\u00f3rio Anal\u00edtico do Setor de Res\u00edduos do SEEG, 58,4% dos res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos coletados tiveram destina\u00e7\u00e3o adequada (aterros sanit\u00e1rios). Os outros 41,6%, equivalentes a 81 mil toneladas di\u00e1rias, ainda s\u00e3o destinados para aterros controlados e lix\u00f5es. Esse conjunto de fatores pode estar associado ao impacto crescente as emiss\u00f5es de GEE no setor de res\u00edduos, al\u00e9m do crescimento demogr\u00e1fico e da atividade industrial, explicou Albuquerque.<\/p>\n<p>Uma das alternativas para a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es seria o aproveitamento dos g\u00e1s metano para gera\u00e7\u00e3o de energia. \u201cAterros sanit\u00e1rios, sendo obras planejadas, podem conter sistemas de capta\u00e7\u00e3o de metano para aproveitamento energ\u00e9tico ou para convers\u00e3o do mesmo em di\u00f3xido de carbono por meio de\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">flare<\/span> [queima], podendo assim reduzir o impacto na atmosfera\u201d, explicou Igor de Albuquerque.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<p>Tanto com rela\u00e7\u00e3o ao tratamento dos efluentes dom\u00e9sticos quanto o de efluentes industriais, as emiss\u00f5es apresentaram tend\u00eancias de cont\u00ednuo crescimento nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Para o subsetor industrial, identificou-se um avan\u00e7o mais acelerado ap\u00f3s 1996, com picos de emiss\u00f5es em dois per\u00edodos de intensifica\u00e7\u00e3o da urbaniza\u00e7\u00e3o e maior desenvolvimento industrial (1994-1998 e 2007-2010), segundo informa\u00e7\u00f5es do SEEG.<\/p>\n<h3>An\u00e1lise global dos dados<\/h3>\n<p>As emiss\u00f5es de gases de efeito estufa do Brasil em 2014 permaneceram est\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, apesar da queda de 18% na taxa de desmatamento da Amaz\u00f4nia. Segundo os dados do SEEG 2015, o Brasil emitiu 1,558 bilh\u00e3o de toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico equivalente (t CO2e), uma redu\u00e7\u00e3o de 0,9% em rela\u00e7\u00e3o ao 1,571 bilh\u00e3o de toneladas emitidas em 2013 (emiss\u00f5es brutas).<\/p>\n<p>Em sua terceira edi\u00e7\u00e3o, o Relat\u00f3rio S\u00edntese do SEEG apresenta as estimativas para o ano de 2014, bem como a revis\u00e3o dos dados da s\u00e9rie hist\u00f3rica de 1970 a 2014 para os padr\u00f5es metodol\u00f3gicos do 3\u00ba Invent\u00e1rio Nacional de Emiss\u00f5es Antr\u00f3picas e Remo\u00e7\u00f5es por Sumidouro de Gases de Efeito Estufa n\u00e3o Controlados pelo Protocolo de Montreal. Para o setor de\u00a0 Mudan\u00e7as de Uso da Terra seguiu-se a metodologia do 2o Invent\u00e1rio.<\/p>\n<p>Acesse o relat\u00f3rio s\u00edntese e as an\u00e1lises setoriais <a href=\"http:\/\/seeg.eco.br\/analise-de-emissoes-de-gee-no-brasil-1970-2014\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As emiss\u00f5es de gases de efeito estufa provenientes do setor de res\u00edduos s\u00f3lidos continuam sua<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":49776,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lixo-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lixo-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lixo-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lixo-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lixo-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lixo-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lixo-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lixo-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lixo-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/lixo-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"As emiss\u00f5es de gases de efeito estufa provenientes do setor de res\u00edduos s\u00f3lidos continuam sua","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49775"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49775"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49775\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49776"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49775"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49775"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49775"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}