{"id":49477,"date":"2016-09-09T12:26:48","date_gmt":"2016-09-09T15:26:48","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=49477"},"modified":"2016-09-09T12:26:49","modified_gmt":"2016-09-09T15:26:49","slug":"nao-e-uma-sao-quatro-cientistas-descobrem-diferentes-especies-de-girafas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nao-e-uma-sao-quatro-cientistas-descobrem-diferentes-especies-de-girafas\/","title":{"rendered":"N\u00e3o \u00e9 uma, s\u00e3o quatro! Cientistas descobrem diferentes esp\u00e9cies de girafas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nao-e-uma-sao-quatro-cientistas-descobrem-diferentes-especies-de-girafas\/girafas\/\" rel=\"attachment wp-att-49478\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-49478\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/girafas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/girafas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/girafas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A ci\u00eancia reconhecia at\u00e9 hoje a exist\u00eancia de uma \u00fanica esp\u00e9cie de girafas, que se subdividiam em diversas subesp\u00e9cies. Mas um grupo de cientistas da Alemanha realizou a maior an\u00e1lise gen\u00e9tica feita at\u00e9 hoje sobre o animal e concluiu que existem quatro esp\u00e9cies diferentes de girafas no mundo.<\/p>\n<p>Segundo os autores do estudo, publicado nesta quinta-feira (8) na revista <em>Current Biology<\/em>, embora todas as quatro esp\u00e9cies de girafas tenham apar\u00eancia muito semelhante, suas diferen\u00e7as gen\u00e9ticas s\u00e3o t\u00e3o grandes quanto as existentes entre ursos pardos e ursos polares.<\/p>\n<p>De acordo com eles, a descoberta tem implica\u00e7\u00f5es importantes para a conserva\u00e7\u00e3o do mais alto dos mam\u00edferos: <strong>algumas das novas esp\u00e9cies est\u00e3o mais amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o do que se poderia imaginar<\/strong>.<\/p>\n<p>&#8220;Ficamos extremamente surpresos, porque h\u00e1 muito pouca diferen\u00e7a da morfologia e dos padr\u00f5es da pelagem entre as girafas. Por causa dessa semelhan\u00e7a, partimos do pressuposto de que todas as girafas t\u00eam os mesmos requisitos ecol\u00f3gicos. Mas ningu\u00e9m sabe de fato, porque esse animal tem sido bastante negligenciado pela ci\u00eancia&#8221;, disse um dos autores do estudo, Axel Janke, geneticista da Centro de Pesquisa em Clima e Biodiversidade da Universidade Goethe (Alemanha).<\/p>\n<p>As girafas passam por um dram\u00e1tico decl\u00ednio na \u00c1frica, segundo o pesquisador. O n\u00famero de indiv\u00edduos caiu de 150 mil para menos de 100 mil nos \u00faltimos 30 anos. Apesar disso, segundo Janke, pouca pesquisa foi feita sobre as girafas, em compara\u00e7\u00e3o a outros grandes mam\u00edferos como elefantes, rinocerontes, gorilas e le\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo Janke, h\u00e1 cinco anos ele foi procurado por Julian Fennessy, da Funda\u00e7\u00e3o de Conserva\u00e7\u00e3o de Girafas da Nam\u00edbia, que lhe pediu ajuda para testes gen\u00e9ticos com esses animais. Fenessy queria saber at\u00e9 que ponto havia semelhan\u00e7as entre as girafas que viviam em diferentes partes da \u00c1frica, se o deslocamento das girafas ao longo do tempo havia &#8220;misturado&#8221; diversas esp\u00e9cies e subesp\u00e9cies e quais seriam as consequ\u00eancias de novos deslocamentos de girafas nas \u00e1reas protegidas.<\/p>\n<p>No novo estudo, Janke e sua equipe examinaram o DNA extra\u00eddo de bi\u00f3psias da pele de 190 girafas coletadas por Fennessy e seu grupo na \u00c1frica, incluindo regi\u00f5es onde h\u00e1 guerras civis. A ampla quantidade de amostras inclui popula\u00e7\u00f5es de todas as nove subesp\u00e9cies de girafas previamente reconhecidas pela ci\u00eancia.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise gen\u00e9tica mostrou que h\u00e1 quatro grupos distintos de girafas que, aparentemente, n\u00e3o se reproduzem entre si na natureza. Consequentemente, segundo Janke, as girafas devem ser reconhecidas como quatro esp\u00e9cies diferentes.<\/p>\n<p>Os cientistas classificaram as quatro esp\u00e9cies como:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>girafa do sul (<em>Giraffa giraffa<\/em>)<\/strong><\/li>\n<li><strong>girafa Masai (<em>Giraffa tippelskirchi<\/em>)<\/strong><\/li>\n<li><strong>girafa reticulada (<em>Giraffa reticulata<\/em>)<\/strong><\/li>\n<li><strong>girafa do norte (<em>Giraffa camelopardalis<\/em>), que inclui a girafa n\u00fabia (<em>Giraffa ccamelopardalis camelopardalis<\/em>) como subesp\u00e9cie<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Segundo Fennessy, o estudo revela que a girafa n\u00fabia &#8211; que vive na Eti\u00f3pia e na regi\u00e3o sul do Sud\u00e3o e foi a primeira a ser descrita pela ci\u00eancia, h\u00e1 cerca de 300 anos &#8211; faz parte da esp\u00e9cie das girafas do norte.<\/p>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\"><span class=\"credito\">Arte\/UOL<\/span><\/p>\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img loading=\"lazy\" class=\"pinit-img\" src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/noticias\/d5\/2016\/09\/05\/lista-vermelha-1473117714586_615x300.jpg\" width=\"640\" height=\"312\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h3>Lista vermelha<\/h3>\n<p>A descoberta tem impacto importante para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, segundo os autores. A Comiss\u00e3o de Sobreviv\u00eancia de Esp\u00e9cies da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em ingl\u00eas) publicou recentemente uma reavalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o das girafas na Lista Vermelha das esp\u00e9cies, por conta de seu r\u00e1pido decl\u00ednio nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>&#8220;Agora que sabemos que s\u00e3o quatro esp\u00e9cies distintas, o estado de conserva\u00e7\u00e3o de cada uma delas precisa ser redefinido e revisto na Lista Vermelha da IUCN. Trabalhando em colabora\u00e7\u00e3o com os governos africanos, o apoio continuado da Funda\u00e7\u00e3o pela Conserva\u00e7\u00e3o das Girafas e seus parceiros podem destacar a import\u00e2ncia de cada uma dessas esp\u00e9cies e iniciar um esfor\u00e7o de conserva\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de levantar recursos para melhorar a prote\u00e7\u00e3o desses animais&#8221;, afirmou Fennessy.<\/p>\n<p>&#8220;Estimamos, por exemplo, que s\u00f3 tenham restado 4750 indiv\u00edduos da girafa do norte na natureza. O n\u00famero de indiv\u00edduos da girafa reticulada n\u00e3o passa de 8700. Como s\u00e3o esp\u00e9cies distintas, elas passam a figurar entre os grandes mam\u00edferos mais amea\u00e7ados do mundo&#8221;, explicou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ci\u00eancia reconhecia at\u00e9 hoje a exist\u00eancia de uma \u00fanica esp\u00e9cie de girafas, que se<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":49478,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/girafas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/girafas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/girafas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/girafas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/girafas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/girafas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/girafas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/girafas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/girafas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/girafas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A ci\u00eancia reconhecia at\u00e9 hoje a exist\u00eancia de uma \u00fanica esp\u00e9cie de girafas, que se","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49477"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49477"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49477\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49478"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49477"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49477"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49477"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}