{"id":49461,"date":"2016-09-09T10:14:02","date_gmt":"2016-09-09T13:14:02","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=49461"},"modified":"2016-09-09T10:14:02","modified_gmt":"2016-09-09T13:14:02","slug":"leguminosas-ajudam-a-reduzir-emissao-de-gases-e-mitigar-a-mudanca-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/leguminosas-ajudam-a-reduzir-emissao-de-gases-e-mitigar-a-mudanca-climatica\/","title":{"rendered":"Leguminosas ajudam a reduzir emiss\u00e3o de gases e mitigar a mudan\u00e7a clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p><strong><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/leguminosas-ajudam-a-reduzir-emissao-de-gases-e-mitigar-a-mudanca-climatica\/leguminosas\/\" rel=\"attachment wp-att-49462\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-49462\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leguminosas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leguminosas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leguminosas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por\u00a0Baher Kamal, da IPS<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Lentilha, feij\u00e3o, gr\u00e3o-de-bico e outras leguminosas \u00e0s vezes \u201ct\u00eam efeitos sociais colaterais\u201d no entorno, depois de ingeridos. E, embora seja dif\u00edcil de acreditar, tamb\u00e9m contribuem para reduzir as emiss\u00f5es de gases-estufa. Estima-se que cerca de 190 milh\u00f5es de hectares de leguminosas vertem entre cinco e sete milh\u00f5es de toneladas de nitrog\u00eanio no solo. Como s\u00e3o capazes de fixar seu pr\u00f3prio nitrog\u00eanio no solo, n\u00e3o necessitam tanto de fertilizantes, sejam org\u00e2nicos ou sint\u00e9ticos, e podem ter um papel importante na redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es contaminantes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, s\u00e3o muito populares: a produ\u00e7\u00e3o mundial aumentou de 64 milh\u00f5es de hectares, em 1961, para quase 86 milh\u00f5es, em 2014. Os dados reunidos pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) tamb\u00e9m indicam que, quando o gado \u00e9 alimentado com leguminosas, \u201cseu alto conte\u00fado de prote\u00ednas ajuda a aumentar a taxa de convers\u00e3o de alimentos, enquanto diminuem as emiss\u00f5es de metano dos ruminantes, ou seja, as emiss\u00f5es de gases-estufa\u201d.<\/p>\n<p>Isso revela a grande preocupa\u00e7\u00e3o que essa ag\u00eancia da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas(ONU) tem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 influ\u00eancia da mudan\u00e7a clim\u00e1tica na seguran\u00e7a alimentar. O aquecimento global tem um enorme impacto na produ\u00e7\u00e3o de alimentos e na seguran\u00e7a alimentar. \u201cAs altera\u00e7\u00f5es do clima podem causar aumento dos desastres naturais como seca, inunda\u00e7\u00f5es ou furac\u00f5es, que podem afetar todos os n\u00edveis da produ\u00e7\u00e3o de alimentos\u201d, diz o documento da FAO.<\/p>\n<p>A menos que sejam tomadas medidas sustent\u00e1veis de forma urgente, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica continuar\u00e1 exercendo forte press\u00e3o sobre os ecossistemas agr\u00edcolas, especialmente em regi\u00f5es e sobre popula\u00e7\u00f5es particularmente vulner\u00e1veis, alerta a ag\u00eancia, que informa sobre as chamadas variedades de leguminosas climaticamente inteligentes. Al\u00e9m disso, a FAO insiste em que as leguminosas t\u00eam vasta diversidade gen\u00e9tica, e entre elas se pode selecionar variedades melhoradas para o cultivo.<\/p>\n<p>Essa caracter\u00edstica \u00e9 particularmente importante, porque se pode desenvolver cepas mais resistentes \u00e0 variabilidade do clima para usar em \u00e1reas propensas a inunda\u00e7\u00f5es, secas e outros eventos clim\u00e1ticos extremos. E \u201cos sistemas agroflorestais que incluem leguminosas, como o feij\u00e3o-guandu, com outros cultivos ajudam a manter a seguran\u00e7a alimentar dos agricultores e a diversificar suas fontes de renda\u201d, afirma a FAO.<\/p>\n<p>Dessa forma, os \u201csistemas agroflorestais suportam melhor as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas extremas, porque as leguminosas s\u00e3o mais resistentes do que a maioria dos cultivos e ajudam a nutrir o solo. Quando esses sistemas s\u00e3o utilizados, os agricultores veem um aumento na produtividade dos cultivos, que se estende ao rendimento de cultivos subsequentes\u201d.<\/p>\n<p>De fato, \u00e9 significativo que a ONU tenha declarado 2016 como Ano Internacional das Leguminosas e realizado, em abril, a Confer\u00eancia Internacional sobre as Leguminosas para a Sa\u00fade, Nutri\u00e7\u00e3o e a Agricultura Sustent\u00e1vel em Zonas \u00c1ridas, na cidade marroquina de Marrakesh, de onde saiu a Declara\u00e7\u00e3o de Marrocos, que apontaas leguminosas como solu\u00e7\u00e3o para a alimenta\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a nutricional, agricultura sustent\u00e1vel e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>O encontro reuniu especialistas e cientistas de todo o mundo para buscar formas de impulsionar a produ\u00e7\u00e3o de leguminosas nos pa\u00edses em desenvolvimento, com medidas nos \u00e2mbitos da ci\u00eancia, da pesquisa para o investimento em desenvolvimento, de pol\u00edticas e de mercados.A Declara\u00e7\u00e3o recomenda aumentar, at\u00e9 2030, \u00a0a produ\u00e7\u00e3o de leguminosas em 20%, em rela\u00e7\u00e3o ao volume atual, melhorando o rendimento, expandindo para novos nichos que incluam o plantio,em terrasde arrozais em repouso, de leguminosas e outras alternativas de \u00e9poca nos sistemas de cultivos intensivos j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m reconhece que a produ\u00e7\u00e3o de leguminosas ficou bastante atrasada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 demanda crescente nos pa\u00edses em desenvolvimento, apesar dos muitos benef\u00edcios \u201cpara a popula\u00e7\u00e3o e o ambiente, deixando solos mais sadios, menor pegada de carbono e \u00e1gua, maior seguran\u00e7a nutricional para as fam\u00edlias e renda adicional para os agricultores\u201d. A FAO criou uma lista de dados concretos: \u201cas leguminosas s\u00e3o um tipo que se colhe unicamente para obter a semente seca. Os feij\u00f5es, as lentilhas e ervilhas s\u00e3o os tipos mais comumente conhecidos e consumidos\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-213700 alignleft\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/leguminosas.jpg\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/leguminosas.jpg 629w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/leguminosas-300x178.jpg 300w\" alt=\" As leguminosas podem ser pequenas, mas s\u00e3o um grande alimento e por isso \u00e9 celebrado,em 2016,o Ano Internacional das Leguminosas. Foto: Cortesia da FAO\" width=\"340\" height=\"202\" \/>\u201cAs leguminosas n\u00e3o incluem os cultivos que s\u00e3o colhidos verdes (como ervilha verde e vagem), j\u00e1 que estes s\u00e3o classificados como hortali\u00e7as. Tamb\u00e9m s\u00e3o exclu\u00eddas as utilizadas principalmente para a extra\u00e7\u00e3o de \u00f3leo (soja, amendoim) e exclusivamente para fins de semeadura (alfafa)\u201d, acrescenta o documento.Gr\u00e3o-de-bico, feij\u00f5es, lentilha e vagens tamb\u00e9m s\u00e3o leguminosas.\u201c\u00c9 prov\u00e1vel que j\u00e1 se coma mais leguminosas do que se tem consci\u00eancia. Entre as mais populares figuram feij\u00f5es e favas. A gastronomia do mundo todo utiliza leguminosas, desde o <em>homus<\/em> no Mediterr\u00e2neo (feito com gr\u00e3o-de-bico) a um tradicional desjejum completo ingl\u00eas (com feij\u00f5es brancos), ou o <em>dal<\/em> da \u00cdndia (com ervilha ou lentilha)\u201d, destaca a FAO.<\/p>\n<p>\u201cAs leguminosas est\u00e3o cheias de nutrientes e t\u00eam alto conte\u00fado de prote\u00ednas, das quais s\u00e3o uma fonte ideal, em particular em regi\u00f5es onde a carne e os l\u00e1cteos n\u00e3o s\u00e3o f\u00edsica ou economicamente acess\u00edveis\u201d, ressalta a FAO. \u201cAs leguminosas t\u00eam baixo teorde gordura e s\u00e3o ricas em fibra sol\u00favel, capazes de reduzir o colesterol e ajudar a controlar o a\u00e7\u00facar no sangue. Devido a essas qualidades, s\u00e3o recomendadas pelas organiza\u00e7\u00f5es de sa\u00fade para enfrentar doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis, como a diabetes. Tamb\u00e9m se demonstrou que ajudam a combater a obesidade\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>\u201cAs leguminosas s\u00e3o um cultivo importante para os agricultores, porque podem ser vendidas e tamb\u00e9m consumidas pela fam\u00edlia.Ter a op\u00e7\u00e3o de comer e vender as leguminosas que produzem ajuda os camponeses a manterem a seguran\u00e7a alimentar de suas fam\u00edlias e gera estabilidade econ\u00f4mica\u201d, aponta o documento.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, suas propriedades de fixa\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio melhoram a fertilidade do solo, aumentando a produtividade das terras de cultivo. Usando leguminosas para os cultivos intercalados e de cobertura, os agricultores tamb\u00e9m podem promover a biodiversidade agr\u00edcola e do solo, mantendo sob controle as pragas e doen\u00e7as nocivas\u201d, prossegue o documento.<\/p>\n<p>Inclusive, as leguminosas contribuem para mitigar a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, porque reduzem a depend\u00eancia de fertilizantes sint\u00e9ticos, utilizados para acrescentar nitrog\u00eanio ao solo. Durante a fabrica\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o desses fertilizantes, s\u00e3o liberados gases-estufa e seu excessivo uso pode ser prejudicial para o ambiente. Mas \u201cas leguminosas fixam o nitrog\u00eanio atmosf\u00e9rico no solo de forma natural e, em alguns casos, liberam f\u00f3sforo, diminuindo significativamente a necessidade de fertilizantes sint\u00e9ticos\u201d, explica a FAO.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Baher Kamal, da IPS Lentilha, feij\u00e3o, gr\u00e3o-de-bico e outras leguminosas \u00e0s vezes \u201ct\u00eam efeitos sociais<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":49462,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leguminosas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leguminosas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leguminosas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leguminosas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leguminosas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leguminosas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leguminosas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leguminosas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leguminosas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leguminosas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por\u00a0Baher Kamal, da IPS Lentilha, feij\u00e3o, gr\u00e3o-de-bico e outras leguminosas \u00e0s vezes \u201ct\u00eam efeitos sociais","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49461"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49461"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49461\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49462"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49461"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49461"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49461"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}