{"id":49416,"date":"2016-09-08T11:00:25","date_gmt":"2016-09-08T14:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=49416"},"modified":"2016-09-08T09:48:31","modified_gmt":"2016-09-08T12:48:31","slug":"oceanos-tem-absorvido-93-do-calor-global-produzido-por-emissoes-humanas-desde-1970","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/oceanos-tem-absorvido-93-do-calor-global-produzido-por-emissoes-humanas-desde-1970\/","title":{"rendered":"Oceanos t\u00eam absorvido 93% do calor global produzido por emiss\u00f5es humanas desde 1970"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=49417\" rel=\"attachment wp-att-49417\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-49417\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leao_marinho-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leao_marinho-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leao_marinho.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um novo relat\u00f3rio da\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">International Union for Conservancy of Nature<\/span> (<span class=\"Apple-style-span\">Uni\u00e3o Internacional para Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza &#8211; <\/span>IUCN, na sigla em ingl\u00eas) denominado\u00a0<span class=\"Apple-style-span\"><a href=\"https:\/\/portals.iucn.org\/library\/sites\/library\/files\/documents\/2016-046_0.pdf\" target=\"_blank\">Explaining ocean warming: causes, scale, effects and consequences<\/a><\/span> (<span class=\"Apple-style-span\">Explicando o aquecimento global: causas, escala, efeitos e consequ\u00eancias &#8211; <\/span>em tradu\u00e7\u00e3o livre) estabelece a mais recente e intelig\u00edvel revis\u00e3o at\u00e9 o presente momento sobre o assunto e mostra uma hist\u00f3ria complexa de mudan\u00e7as no oceano. Essas altera\u00e7\u00f5es est\u00e3o em andamento e, mesmo desconhecidas por muitas d\u00e9cadas, j\u00e1 come\u00e7aram a impactar a vida das pessoas. N\u00e3o se trata de um \u00fanico caso sobre aquecimento das \u00e1guas do mar desafiando recifes de corais, mas uma lista que cresce cada vez mais de mudan\u00e7as em diversas esp\u00e9cies e em grande escala. \u00c9 uma mudan\u00e7a generalizada, impulsionada pelo aquecimento dos oceanos e por outros estressores que j\u00e1 operam de maneiras que estamos apenas come\u00e7ando a entender.<\/p>\n<p>O aquecimento dos oceanos pode muito bem vir a ser o maior desafio oculto da nossa gera\u00e7\u00e3o. Mais de 93% do aquecimento de temperatura decorrente da atividade humana, desde os anos 1970,\u00a0tem sido absorvida pelo oceano, e os dados mostram uma tend\u00eancia ainda maior nesse sentido, acelerando o aquecimento dos oceanos. A escala do aquecimento representada no relat\u00f3rio \u00e9 verdadeiramente impressionante: se a mesma quantidade de calor que foi para os dois quil\u00f4metros mais superficiais dos mares entre 1955 e 2010 tivesse ido para os os dez quil\u00f4metros mais baixos da atmosfera, a Terra teria tido um aquecimento de 36\u00b0C.<\/p>\n<p>Compilado para IUCN por 80 cientistas de 12 pa\u00edses , o relat\u00f3rio explora os impactos do aquecimento do oceano sobre ecossistemas e esp\u00e9cies, e sobre os benef\u00edcios di\u00e1rios oriundos do oceano &#8211; os seus &#8220;produtos e servi\u00e7os &#8220;.<\/p>\n<p>Grandes mudan\u00e7as causadas pelo aquecimento dos oceanos e por outros estressores descritas no relat\u00f3rio incluem impactos sobre ecossistemas inteiros, de regi\u00f5es polares a tropicais. O documento previu tamb\u00e9m: o aumento ainda maior da escala de aquecimento, alargando-se do litoral acess\u00edvel \u00e0s profundidades dos mares; a condu\u00e7\u00e3o de grupos inteiros de esp\u00e9cies como pl\u00e2ncton, medusas, peixes, tartarugas e aves marinhas por at\u00e9 dez graus de latitude em dire\u00e7\u00e3o aos polos da Terra para se manterem em condi\u00e7\u00f5es ambientais razo\u00e1veis; a perda de terreno f\u00e9rtil para grupos como as tartarugas e aves marinhas, e impactos sobre o sucesso reprodutivo de aves e de mam\u00edferos marinhos; e as mudan\u00e7as sazonais de pl\u00e2ncton, levando a uma potencial incompatibilidade entre esp\u00e9cies de pl\u00e2ncton, de peixes e de outros animais marinhos.<\/p>\n<p>Sabemos agora que as mudan\u00e7as no oceano est\u00e3o acontecendo entre 1,5 e 5 vezes mais rapidamente do que aquelas em terra. Tais mudan\u00e7as s\u00e3o potencialmente irrevers\u00edveis, com grandes impactos sobre os ecossistemas. Qual ser\u00e1 o resultado disso em algumas d\u00e9cadas? \u00c9 uma inc\u00f3gnita. Trata-se de um experimento em que, em vez de sermos um observador casual no laborat\u00f3rio, colocamo-nos inadvertidamente no interior do tubo de ensaio.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m descreve a inadequa\u00e7\u00e3o de conhecimentos atuais, recursos t\u00e9cnicos e capacidade para estudar adequadamente o aquecimento dos oceanos, e at\u00e9 para aconselhar e lidar com os desafios associados. A comunidade global est\u00e1 comprometendo-se cada vez mais com \u00a0um futuro de alto carbono, e est\u00e1 mal equipada para entend\u00ea-lo e muito menos enfrent\u00e1-lo. Os impactos j\u00e1 est\u00e3o ultrapassando o que \u00e9 totalmente compreendido e a capacidade da comunidade global em agir.<\/p>\n<p>O mundo, talvez distra\u00eddo pelo barulho das quest\u00f5es di\u00e1rias em terra, foi ignorando o impacto da mudan\u00e7a clim\u00e1tica no maior espa\u00e7o de vida no planeta &#8211; o oceano. O oceano est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o do sistema clim\u00e1tico, e agora deve estar no centro das discuss\u00f5es clim\u00e1ticas. Por meio da implementa\u00e7\u00e3o do Acordo de Paris no \u00e2mbito da UNFCCC, as partes devem agora considerar impactos ao oceano nas chamadas &#8220;contribui\u00e7\u00f5es determinada a n\u00edvel nacional&#8221; (CND), descrevendo os esfor\u00e7os nacionais para um futuro de baixo carbono sustent\u00e1vel. \u00c9 uma quest\u00e3o urgente e fundamental abordar o CO2 atmosf\u00e9rico &#8211; a causa raiz desses e de tantos outros problemas &#8211; e alcan\u00e7ar redu\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas e significativas.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio foi lan\u00e7ado no Congresso Mundial de Conserva\u00e7\u00e3o, um momento chave para pressionar com urg\u00eancia que tais redu\u00e7\u00f5es sejam atingidas com a maior rapidez poss\u00edvel. Devemos refletir que estamos tratando de uma tend\u00eancia de aquecimento preocupante no oceano, o \u00fanico oceano que temos, no \u00fanico mundo que conhecemos, repleto de vida. Agora \u00e9 o momento de ser prudente e agir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo relat\u00f3rio da\u00a0International Union for Conservancy of Nature (Uni\u00e3o Internacional para Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":49417,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leao_marinho.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leao_marinho-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leao_marinho-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leao_marinho.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leao_marinho.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leao_marinho.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leao_marinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leao_marinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leao_marinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/leao_marinho.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um novo relat\u00f3rio da\u00a0International Union for Conservancy of Nature (Uni\u00e3o Internacional para Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49416"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49416"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49416\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49417"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49416"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49416"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49416"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}