{"id":49195,"date":"2016-09-04T14:00:50","date_gmt":"2016-09-04T17:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=49195"},"modified":"2016-09-04T09:59:55","modified_gmt":"2016-09-04T12:59:55","slug":"o-aquecimento-global-esta-acontecendo-de-maneira-mais-rapida-do-que-se-previa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-aquecimento-global-esta-acontecendo-de-maneira-mais-rapida-do-que-se-previa\/","title":{"rendered":"O aquecimento global est\u00e1 acontecendo de maneira mais r\u00e1pida do que se previa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=49196\" rel=\"attachment wp-att-49196\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49196\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/atol_rochas.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/atol_rochas.jpg 415w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/atol_rochas-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><\/a>O Brasil vai diminuir de tamanho. Fisicamente n\u00e3o ser\u00e1 muito. O pa\u00eds vai perder um territ\u00f3rio pequeno, por\u00e9m, um dos peda\u00e7os mais bonitos e ricos da biodiversidade brasileira. O Gigante \u201cdeitado eternamente em ber\u00e7o espl\u00eandido, ao som do mar e \u00e0 luz do c\u00e9u profundo\u201d vai perder o Atol das Rocas para o aquecimento global e o\u00a0aumento do n\u00edvel dos oceanos. Quem vai invadir o Atol das Rocas n\u00e3o \u00e9 nenhuma outra pot\u00eancia internacional, mas a perda de soberania deve ocorrer para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a invas\u00e3o das \u00e1guas salgadas, em decorr\u00eancia do degelo das \u00e1guas doces dos glaciares.<\/p>\n<p>Os At\u00f3is s\u00e3o ilhas formadas pelo crescimento de recifes ao redor do cume de vulc\u00f5es submersos e se concentram principalmente nos oceanos Pac\u00edfico e \u00cdndico. O Atol das Rocas \u00e9 o \u00fanico existente no Atl\u00e2ntico Sul, fazendo parte da lista de patrim\u00f4nios naturais da humanidade da Unesco.<\/p>\n<p>Reportagem de Herton Escobar, para o Estad\u00e3o, mostra que o Atol das Rocas fica no topo de um monte submarino de origem vulc\u00e2nica, de aproximadamente 4 mil metros de altitude. Mas sua estrutura n\u00e3o \u00e9 vulc\u00e2nica. Toda a ilha \u00e9 de origem biog\u00eanica, constru\u00eddo por organismos vivos. O atol \u00e9 essencialmente um recife circular que come\u00e7ou a se formar h\u00e1 mais de 5 mil anos, crescendo como uma coroa ao redor do pico da montanha, que hoje est\u00e1 25 metros abaixo da superf\u00edcie, como pode ser visto pela figura abaixo. Os principais respons\u00e1veis pela constru\u00e7\u00e3o do recife, curiosamente, n\u00e3o foram os tradicionais corais, que s\u00e3o minoria em Rocas. Cerca de 70% da obra foi realizada por algas coralinas incrustantes, que t\u00eam a mesma capacidade para precipitar carbonato de c\u00e1lcio da \u00e1gua do mar. A \u00e1rea do atol \u00e9 de 5,5 km\u00b2, suficiente para acomodar cerca de 70 Maracan\u00e3s.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/i68.tinypic.com\/hwwhu8.jpg\" width=\"640\" height=\"643\" \/><\/p>\n<p><em>Imagem: Gisele Oliveira Glauco Lara\/EcoDebate<\/em><\/p>\n<p>O naufr\u00e1gio do Atol das Rocas vai acontecer mais cedo do que o imaginado. O aquecimento global est\u00e1 acontecendo de maneira mais r\u00e1pida do que se previa at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s. O ano de 2015 bateu o recorde de temperatura da hist\u00f3ria do Holoceno por larga margem. E os 6 primeiros meses de 2016 foram ainda mais quentes do que a m\u00e9dia de 2015. Artigos cient\u00edficos recentes mostram que os oceanos podem subir mais de um metro at\u00e9 o final do s\u00e9culo XXI. Isto seria suficiente para fazer desaparecer o Atol das Rocas. Mas com a continuidade das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa o n\u00edvel dos oceanos podem subir muito mais no s\u00e9culo XXII e adiante. Assim, o engolimento do Atol das Rocas \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de tempo.<\/p>\n<p>O Atol das Rocas \u00e9 uma estrutura natural muito fr\u00e1gil para suportar a acidifica\u00e7\u00e3o dos mares, o aumento da temperatura das \u00e1guas e a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel dos oceanos. As tartarugas marinhas n\u00e3o v\u00e3o ter como botar os ovos nas areias e esquent\u00e1-los ao sol. As aves n\u00e3o v\u00e3o ter onde pisar em solo firme. A presen\u00e7a humana na Ilha do Farol e na Ilha do Cemit\u00e9rio ficar\u00e1 invi\u00e1vel.<\/p>\n<p>O peda\u00e7o do territ\u00f3rio que o Brasil vai perder no seu extremo nordeste \u00e9 pequeno. Mas o Estado brasileiro se preocupa com a perda de soberania sobre o mar territorial. A Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982, fixou a extens\u00e3o do mar territorial a um limite de at\u00e9 12 milhas mar\u00edtimas, medidas a partir da linha de base aplic\u00e1vel, onde o Estado costeiro exerce plena soberania, que se estende ao espa\u00e7o a\u00e9reo sobrejacente, ao leito e ao subsolo do mar, permitindo, por\u00e9m, a passagem inocente (inofensiva) para todos os navios de todos os Estados. O limite superior da Zona Econ\u00f4mica Exclusiva (ZEE) definido pela Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos do Mar foi estabelecido em 200 milhas mar\u00edtimas, a partir das linhas de base que mede a extens\u00e3o do mar territorial (Figura abaixo).<\/p>\n<p>Segundo o ICMBio (2007), na ZEE, o Estado costeiro tem direitos de soberania para fins de explora\u00e7\u00e3o, aproveitamento, conserva\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o dos recursos naturais, vivos ou n\u00e3o, das \u00e1guas sobrejacentes ao leito do mar, do leito do mar e seu subsolo. Trata-se do exerc\u00edcio de direitos de soberania sobre recursos naturais. Portanto, o naufr\u00e1gio do Atol das Rocas vai significar uma perda de soberania mar\u00edtima muito maior do que o pequeno territ\u00f3rio perdido.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/i64.tinypic.com\/1551k5g.png\" width=\"640\" height=\"685\" \/><\/p>\n<p>Imagem: EcoDebate<\/p>\n<p>Evidentemente, o Atol das Rocas ser\u00e1 apenas uma primeira perda territorial. Outras ilhas e partes do litoral brasileiro tamb\u00e9m v\u00e3o desaparecer em decorr\u00eancia do avan\u00e7o do mar e da for\u00e7a das ondas e das mar\u00e9s. Se o n\u00edvel do mar continuar aumentando, no futuro, tamb\u00e9m o Arquip\u00e9lago de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo que est\u00e1 a quase mil quil\u00f4metros do Rio Grande do Norte, pode praticamente desaparecer. Praias como Ponta Negra em Natal est\u00e3o fadadas a desaparecer em pouco tempo. Mesmo a famosa \u201cprincesinha do mar\u201d pode desaparecer. No \u00faltimo fim de semana antes das Olim-piadas do Rio 2016, a ressaca em Copacabana jogou areia nas instala\u00e7\u00f5es ol\u00edmpicas e na avenida Atl\u00e2ntica. Isto \u00e9 s\u00f3 um sinal do que vem por a\u00ed no futuro.<\/p>\n<p>Como mostrou o ambientalista Roberto Malvezzi, o Gog\u00f3, o Brasil pode dar adeus a v\u00e1rias de suas maravilhas:<\/p>\n<p><em>Adeus, Maravilhas Brasileiras<\/em><br \/>\n<em>Adeus,<\/em><br \/>\n<em>Canoa Quebrada, Ipanema e Princesinha do Mar,<\/em><br \/>\n<em>Boa Viagem.<\/em><br \/>\n<em>Vem o mar te engolir.<\/em><br \/>\n<em>Adeus,<\/em><br \/>\n<em>Tibau, praia de Iracema, coqueirais de Macei\u00f3,<\/em><br \/>\n<em>Itapo\u00e3, Rio Vermelho, Farol da Barra.<\/em><br \/>\n<em>Boa Viagem.<\/em><br \/>\n<em>Vem o mar te engolir.<\/em><br \/>\n<em>Adeus,<\/em><br \/>\n<em>Foz do rio S\u00e3o Francisco,<\/em><br \/>\n<em>Delta do Parna\u00edba,<\/em><br \/>\n<em>Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/em><br \/>\n<em>Boa Viagem.<\/em><br \/>\n<em>Vem o mar te engolir.<\/em><br \/>\n<em>Adeus,<\/em><br \/>\n<em>Manguezais,<\/em><br \/>\n<em>Restingas,<\/em><br \/>\n<em>Len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos do litoral.<\/em><br \/>\n<em>Boa Viagem.<\/em><br \/>\n<em>Vem o mar te engolir.<\/em><br \/>\n<em>Adeus,<\/em><br \/>\n<em>Recife, cidade baixa de Salvador,<\/em><br \/>\n<em>Lagoa dos Patos,<\/em><br \/>\n<em>Balne\u00e1rio Cambori\u00fa,<\/em><br \/>\n<em>Boa Viagem.<\/em><br \/>\n<em>Vem o mar te engolir.<\/em><br \/>\n<em>Adeus,<\/em><br \/>\n<em>Praias de Noronha,<\/em><br \/>\n<em>Ilha do Maraj\u00f3,<\/em><br \/>\n<em>Atol das Rocas,<\/em><br \/>\n<em>Boa Viagem.<\/em><br \/>\n<em>Vem o mar te engolir.<\/em><br \/>\n<em>Adeus,<\/em><br \/>\n<em>Comunidades de Diogo Lopes e Barreirinho,<\/em><br \/>\n<em>\u2013 Voc\u00eas que deram a vida pela reserva extrativista \u2013<\/em><br \/>\n<em>Marisqueiras do Rec\u00f4ncavo,<\/em><br \/>\n<em>Pescadores da Bahia de todos os santos,<\/em><br \/>\n<em>Nem com todos os santos.<\/em><br \/>\n<em>Boa Viagem.<\/em><br \/>\n<em>Vem o mar te engolir.<\/em><br \/>\n<em>Adeus,<\/em><br \/>\n<em>Litoral brasileiro,<\/em><br \/>\n<em>Onde as crian\u00e7as brincavam,<\/em><br \/>\n<em>Os turistas pasmavam-se,<\/em><br \/>\n<em>Onde tom\u00e1vamos sol,<\/em><br \/>\n<em>Jog\u00e1vamos futebol<\/em><br \/>\n<em>E as garotas de Ipanema<\/em><br \/>\n<em>Desfilavam sua beleza.<\/em><br \/>\n<em>Boa Viagem.<\/em><br \/>\n<em>Vem o mar te engolir.<\/em><br \/>\n<em>Adeus,<\/em><br \/>\n<em>Sert\u00e3o nordestino,<\/em><br \/>\n<em>Ser t\u00e3o bonito,<\/em><br \/>\n<em>Ser t\u00e3o musical,<\/em><br \/>\n<em>Ser t\u00e3o feliz.<\/em><br \/>\n<em>Vem o deserto te engolir.<\/em><br \/>\n<em>Boa Viagem.<\/em><br \/>\n<em>Adeus,<\/em><br \/>\n<em>Floresta amaz\u00f4nica,<\/em><br \/>\n<em>Para\u00edso onde o esp\u00edrito pairava sobre as \u00e1guas,<\/em><br \/>\n<em>E os esp\u00edritos habitavam as \u00e1rvores,<\/em><br \/>\n<em>Onde Deus descansava do seu longo trabalho criador.<\/em><br \/>\n<em>Vem a savana te engolir.<\/em><br \/>\n<em>Boa Viagem.<\/em><br \/>\n<em>Adeus,<\/em><br \/>\n<em>Maravilhas brasileiras,<\/em><br \/>\n<em>Perdemos para a raz\u00e3o irracional.<\/em><br \/>\n<em>Ficareis guardadas nas fotos dependuradas nas paredes,<\/em><br \/>\n<em>Armazenadas em discos r\u00edgidos de computadores,<\/em><br \/>\n<em>Na m\u00fasica de Tom Jobim<\/em><br \/>\n<em>E nos poemas de Drummond.<\/em><br \/>\n<em>Guardaremos a mem\u00f3ria dessa infinita tristeza,<\/em><br \/>\n<em>Da perda irresgat\u00e1vel da infinita beleza.<\/em><br \/>\n<em>Boa Viagem.<\/em><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><strong>ICMBio<\/strong>. Plano de manejo para a reserva biol\u00f3gica do Atol das Rocas, 2007<\/p>\n<p><strong>Herton Escobar<\/strong>. Reportagem Especial: Atol das Rocas, SP, 26\/09\/2012<\/p>\n<p><strong>Greenpeace<\/strong>. \u00c0 deriva. Um panorama dos mares brasileiros<\/p>\n<p><strong>Adeus, Maravilhas Brasileiras<\/strong>, por Roberto Malvezzi (Gog\u00f3), Ecodebate, 10\/04\/2007<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil vai diminuir de tamanho. Fisicamente n\u00e3o ser\u00e1 muito. 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