{"id":49094,"date":"2019-12-15T00:00:51","date_gmt":"2019-12-15T03:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=49094"},"modified":"2019-12-15T15:50:59","modified_gmt":"2019-12-15T18:50:59","slug":"mae-dagua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mae-dagua\/","title":{"rendered":"M\u00e3e D&#8217;\u00c1gua"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mae-dagua\/mae_dagua1\/\" rel=\"attachment wp-att-49098\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49098\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua1.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua1.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua1-300x190.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua1-418x266.jpg 418w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>M\u00e3e D`\u00c1gua possui um clima agrad\u00e1vel e uma paisagem privilegiada para oferecer aos seus visitantes em virtude de grande quantidade de serras que cercam o munic\u00edpio, sem contar com as cachoeiras, olhos d\u00e0guras, grutas, cavernas e as manifesta\u00e7\u00f5es populares, compondo assim um cen\u00e1rio convidativo para todas as pessoas que decidem conhecer a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O munic\u00edpio possui um hotel ( Hotel M\u00e3e d` \u00e1gua) com confort\u00e1veis instala\u00e7\u00f5es podendo recepcionar \u00e1queles que desejam visitar os S\u00edtios Arqueol\u00f3gicos, que se apresentam em grandes quantidades, demonstrando assim, vest\u00edgios da exist\u00eamcia de civiliza\u00e7\u00f5es antigas.<\/p>\n<p>Estes s\u00edtios, a exemplo do Serrote das Ovelhas e a Pedra do Letreiro, onde se pode observar gravuras rupestres de import\u00e2ncia vital para os estudiosos no assunto, est\u00e3o sendo rastreados e documentados pelo pesquisador Jos\u00e9 Romildo de Sousa.<\/p>\n<p>Dentro de todo este contexto, a administra\u00e7\u00e3o municipal, ciente da sua responsabilidade perante a natureza, j\u00e1 come\u00e7a a sensibilizar &#8211; atrav\u00e9s de campanhas educativas &#8211; os visitantes, seus alunos e o povo em geral, no sentido de criar uma consci\u00eancia ambientalista para que os s\u00edtios e as trilhas que cortam as serras em v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es venham a ser preservadas, servindo assim, de suporte para um verdadeiro e substancioso programa sustent\u00e1vel de turismo ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio o s\u00e9culo XX um homem de nome Leonardo Camboim, veio do s\u00edtio Riacho do Cip\u00f3, localizado no munic\u00edpio de Catingueira, juntamente com seus irm\u00e3os Jo\u00e3o Camboim, Emiliano Camboim de Cirilo Camboim, para tomar posse de uma gleba de terra, na localidade hoje conhecida como M\u00e3e d\u2019\u00c1gua.<\/p>\n<p>Pela falta de planejamento tudo leva a acreditar que Leonardo Camboim n\u00e3o tinha inten\u00e7\u00e3o de fundar uma vila e\/ou cidade, mas devido a grande produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o, cultura em torno da qual girava a maior parte da atividade econ\u00f4mica da regi\u00e3o nesse per\u00edodo logo as pessoas foram chegando e construindo suas casas e a popula\u00e7\u00e3o foi crescendo. Inicialmente a vila foi chamada de Umbuzeiro, em virtude da enorme quantidade de umbuzeiro que se concentravam em seus arredores.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mae-dagua\/mae_dagua7\/\" rel=\"attachment wp-att-49104\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49104\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua7.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua7.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua7-300x190.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua7-418x266.jpg 418w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Em 1901, Leonardo Camboim construiu uma enorme casa existente at\u00e9 os dias de hoje e pertencente \u00e0 fam\u00edlia Nunes, neste mesmo ano aconteceu a 1\u00aa feira realizada num dia de domingo, a feira foi respons\u00e1vel pela mudan\u00e7a de Umbuzeiro para Vila do Rapa, pelo que pudemos apurar a feria acontecia em baixo de latadas e todos os produtos foram vendidos, isto \u00e9, \u201crapados\u201d, eis o significado para a nova nomenclatura.<\/p>\n<p>Devido a facilidade de encontrar \u00e1gua naquele local pela exist\u00eancia de in\u00famero olhos d\u2019\u00e1gua, fez com que os moradores acreditassem ser ali a m\u00e3e das \u00e1guas e por isso o pequeno povoado passou a se chamar M\u00e3e d\u2019\u00c1gua.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mae-dagua\/mae_dagua6\/\" rel=\"attachment wp-att-49103\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49103\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua6.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua6.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua6-300x190.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua6-418x266.jpg 418w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Consta-se em cart\u00f3rio de registro de im\u00f3vel da comarca, que a \u00e1rea territorial onde hoje existe a cidade de M\u00e3e d\u2019\u00c1gua foi doada a S\u00e3o Sebasti\u00e3o.<\/p>\n<p>Logo foi constru\u00edda uma capela em honra a S\u00e3o Sebasti\u00e3o, mas n\u00e3o tinha nenhuma imagem do santo, ent\u00e3o Leonardo Camboim, doou uma imagem de Nossa Senhora das Dores, que segundo os entrevistados, foi comprada por Padre C\u00edcero no Juazeiro do Norte, e por isso Nossa Senhora das Dores \u00e9 a padroeira oficial desta par\u00f3quia.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mae-dagua\/mae_dagua5\/\" rel=\"attachment wp-att-49102\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49102\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua5.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"409\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua5.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua5-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua5-418x266.jpg 418w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Passados alguns anos a Vila do Rapa teve sua nomenclatura modificada, e passou a se chamar Mariopa, por falta de fontes de pesquisas n\u00e3o conseguimos levantar dados sobre a mudan\u00e7a do nome.<\/p>\n<p>O cart\u00f3rio de registro de nascimento e \u00f3bitos foi criado no ano de 1935, tendo como 1\u00ba escriv\u00e3o Angelino Monteiro, atualmente o cart\u00f3rio \u00e9 dirigido por Jos\u00e9 Sim\u00f5es Ribeiro Sobrinho.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mae-dagua\/mae_dagua4\/\" rel=\"attachment wp-att-49101\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49101\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua4.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"410\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua4.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua4-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>At\u00e9 1941 tudo que aqui chegava ou saia eram transportado em lombo de burros e carro\u00e7as de boi. Mas nesse mesmo ano um cidad\u00e3o de nome Zuca, morador do s\u00edtio Apertado (munic\u00edpio de S\u00e3o Jos\u00e9 do Bonfim), teve a brilhante iniciativa de solicitar ao prefeito da \u00e9poca, Dr. Ot\u00e1vio (Teixeira-PB) a constru\u00e7\u00e3o da estrada ligando S\u00e3o Jos\u00e9 do Bonfim a M\u00e3e d\u2019\u00c1gua, foi dele tamb\u00e9m a iniciativa de angariar recursos entre as pessoas do lugar, e como era de se esperar, foi ele quem inaugurou, neste mesmo ano a estrada, vindo at\u00e9 M\u00e3e d\u2019\u00c1gua em um caminh\u00e3o cabine de madeira ano 1936. O primeiro autom\u00f3vel adquirido pelos habitantes do lugar foi comprado em sociedade onde era transportado o algod\u00e3o produzido no lugar e pessoas que iam, sobretudo a cidade de Patos-PB.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mae-dagua\/mae_dagua3\/\" rel=\"attachment wp-att-49100\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49100\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua3.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua3.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua3-300x189.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Em 07 de janeiro de 1949, o povoado passou a Distrito pela lei 318. Nessa \u00e9poca as fam\u00edlias que compunham o Distrito eram numerosas, pobres, viviam basicamente da agricultura de subsist\u00eancia destacava-se a cultura do algod\u00e3o e do sisal, havia muitos engenhos onde eram fabricados rapadura e mel, al\u00e9m de algumas casas de farinha.<\/p>\n<p>At\u00e9 o ano de 1945, n\u00e3o h\u00e1 registro de escolas p\u00fablicas, os professores que aqui chegavam eram contratados por particulares que podiam pagar para que seus filhos estudassem.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mae-dagua\/mae_dagua2\/\" rel=\"attachment wp-att-49099\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49099\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua2.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"407\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua2.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua2-300x191.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mae_dagua2-418x266.jpg 418w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Curiosidade: Conta-se que no ano de 1950, aconteceu uma grande festa no s\u00edtio Alecrim pertencente ao munic\u00edpio para comemorar a compra de um r\u00e1dio. Em 1951 foi adquirido o primeiro r\u00e1dio do distrito e constru\u00eddo o cemit\u00e9rio local.<\/p>\n<p>Em 1952 foi constru\u00edda a Escola Estadual de 1\u00ba Grau de M\u00e3e D\u2019\u00e1gua que inicialmente disponha apenas do Ensino fundamental I ao longo dos anos consolidou seu processo de expans\u00e3o e em 2003 foi instalado o Ensino M\u00e9dio. Em 1979 foi constru\u00edda a Escola Municipal Manoel Nunes Trindade com objetivo de oferecer um maior atendimento no ensino as crian\u00e7as e jovens do Munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Pelo que soubemos n\u00e3o houve luta pela emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Distrito, tudo aconteceu de forma inesperada, em 1961, quando se falava na emancipa\u00e7\u00e3o do Distrito de Imaculada, uma querela pol\u00edtica entre o Pe. Jo\u00e3o Noronha e lideran\u00e7as locais, fizeram M\u00e3e d\u2019\u00c1gua ser elevada a categoria de cidade antes de Imaculada, tendo como l\u00edder importante o ent\u00e3o deputado Jos\u00e9 Gayoso, e exatamente aos 26 de dezembro de 1961, M\u00e3e d\u2019\u00c1gua foi finalmente emancipada.<\/p>\n<p>A energia el\u00e9trica chegou em 1969, quando o governador do Estado Jo\u00e3o Agripino, eletrificou todas as sedes dos munic\u00edpios da Para\u00edba.<\/p>\n<p>Em 1971 foi criado o sindicato dos trabalhadores rurais ano em que entrou em vigor o direito de aposentadoria para os trabalhadores do campo.<\/p>\n<p>Curiosidade: O primeiro televisor foi comprado em 1972 por um grupo de pessoas, conta-se que a cal\u00e7ada da casa de Dona Francisca, onde fora colocado o televisor ficava tomada de pessoas para assistirem a programa\u00e7\u00e3o da \u00fanica emissora no ar TV Tupy.<\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o entre o s\u00edtio e a cidade era feita atrav\u00e9s de telefones a bateria interligadas com fios em postes de madeira e quando chamava um telefone todos os outros despertavam. Somente em 1980 a TELPA instalou uma \u00fanica linha telef\u00f4nica que era utilizada por toda comunidade.<\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 80 \u00e9 considerada pelos moradores de M\u00e3e d\u2019\u00c1gua como a \u201cd\u00e9cada do desenvolvimento\u201d, isso tudo gra\u00e7as ao esfor\u00e7o e dedica\u00e7\u00e3o do seu povo em parceria com a administra\u00e7\u00e3o Municipal.<\/p>\n<p>A cidade de M\u00e3e d\u2019\u00c1gua vem sendo palco de muitas transforma\u00e7\u00f5es, constata-se o crescimento na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento na sa\u00fade, e na economia, enfim \u00e9 poss\u00edvel enxergar a melhoria na qualidade de vida das pessoas no jeito de se vestir, de falar, nas refei\u00e7\u00f5es, na infra-estrutura das casas, na aquisi\u00e7\u00e3o de bens de consumo, essa melhoria s\u00f3 aconteceu gra\u00e7as aquelas pessoas que ousaram lutar por seus ideais, gra\u00e7as aquelas pessoas que continuam ousando, buscando realizar os sonhos da comunidade, mesmo que para isso tenham que enfrentar muitos obst\u00e1culos.<\/p>\n<p>Esta terra \u00e9 m\u00e3e do sossego, da tranq\u00fcilidade, de gente boa e hospitaleira, gente forte e honesta, de gente que sonha e acredita em um mundo mais justo e fraterno.<\/p>\n<p><strong>Aspectos Geomorfol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n<p>A regi\u00e3o do munic\u00edpio de M\u00e3e d\u2019\u00c1gua est\u00e1 inserida no contexto geomorfol\u00f3gico do Pr\u00e9-Cambriano Superior, com relevo forte ondulado e montanhoso e bastante acidentado com a predomin\u00e2ncia de rochas cristalinas, onde o processo de eros\u00e3o tem sido freq\u00fcente, apresenta como destaque o Planalto da Borborema.<\/p>\n<p>Entre as serras do munic\u00edpio podemos destacar a serra preta, serra velha, Serra de S\u00e3o Jos\u00e9, Serra do Estrangeiro, Serra da concei\u00e7\u00e3o e a serra do Alecrim.<\/p>\n<p>O munic\u00edpio tamb\u00e9m possui chapadas como exemplo temos a chapada do Amolar e as Guaribas, os montes que merecem destaque s\u00e3o: o serrote dos Picos, do P\u00e3o, e do Pelado e ainda o Cruzeiro de Santo Ant\u00f4nio.<\/p>\n<p>O relevo predominante \u00e9 constitu\u00eddo de altern\u00e2ncia de serras e morros, de encostas medianamente inclinadas e vales em forma de \u201cV\u201d e \u201cU\u201d, localmente abruptos e com inclina\u00e7\u00e3o forte t\u00edpica de um relevo jovem.<\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica<\/strong><\/p>\n<p>Com uma \u00e1rea total de 177 Km\u00b2, representando 0,32% do Estado da Para\u00edba; 0,0114% da Regi\u00e3o Nordeste e 0,0021% do Brasil, M\u00e3e d\u2019\u00c1gua est\u00e1 situada na micro-regi\u00e3o da serra do Teixeira, a uma dist\u00e2ncia de 340 km da capital Jo\u00e3o Pessoa, limita-se ao norte com Santa Terezinha e Patos; ao sul com Imaculada e a leste com S\u00e3o Jos\u00e9 do Bonfim, Teixeira e Matur\u00e9ia, ao oeste com Catingueira e Olho d\u2019\u00c1gua.<\/p>\n<p>Acidentes geogr\u00e1ficos que delimitam fronteiras no Munic\u00edpio de M\u00e3e d\u2019\u00c1gua<\/p>\n<p>\u2022 Planalto da Borborema que forma uma quadrijun\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios de M\u00e3e d\u2019\u00c1gua, Matur\u00e9ia, Teixeira e Imaculada<br \/>\n\u2022 Serra Preta marco de divisa entre M\u00e3e d\u2019\u00c1gua, S\u00e3o Jos\u00e9 do Bonfim e Patos.<br \/>\n\u2022 Barragem do Capoeira e Serra do Aleixo que servem como divisores entre M\u00e3e d\u2019\u00c1gua e Santa Terezinha.<br \/>\n\u2022 Rio da Cruz delimita fronteiras entre o Munic\u00edpio de M\u00e3e d\u2019\u00c1gua, Imaculada e Catingueira<\/p>\n<p><strong>Aspectos da Vegeta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A cobertura da vegeta\u00e7\u00e3o nativa da regi\u00e3o do empreendimento \u00e9 bastante descaracterizada em fun\u00e7\u00e3o das atividades antr\u00f3picas ao longo dos anos \u00e9 representada por Caatinga hiperxer\u00f3fila.<\/p>\n<p>O estrato herb\u00e1ceo desse ambiente \u00e9 peri\u00f3dico devido essencialmente a escassez d\u2019\u00e1gua no per\u00edodo seco. Esta esta\u00e7\u00e3o induz \u00e0 queda foliar de boa parte da flora arbustiva e arb\u00f3rea regional. Fen\u00f4meno caracter\u00edstico da vegeta\u00e7\u00e3o em quest\u00e3o. Quando ao per\u00edodo chuvoso, cresce o estrato herb\u00e1ceo, brotam folhas e surge um bom n\u00famero de esp\u00e9cies floradas. Esta vegeta\u00e7\u00e3o apresenta-se quase que exclusivamente como mata secund\u00e1ria, oriunda do desmatamento e do cultivo de algod\u00e3o, fumo e agricultura de subsist\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Aspectos da Geologia Regional<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o Mapa Geol\u00f3gico do Estado da Para\u00edba, a regi\u00e3o do munic\u00edpio de M\u00e3e d\u2019\u00c1gua est\u00e1 inserida na Prov\u00edncia Borborema, Unidade, Lito-estatigr\u00e1fica Pr\u00e9-Cambriana, Zona Geotect\u00f4nica de Teixeira, do Per\u00edodo Pr\u00e9-Cambiano Superior, composta por rochas Plut\u00f4nicas Granulares, granit\u00f3ides: granitos, granodioritos, monzonitos e tona-litos (PEAGR) e Sienitos (PEAQ), que ocorrem na superf\u00edcie, como no caso os matac\u00f5es que afloram na \u00e1rea.<\/p>\n<p><strong>Aspectos clim\u00e1ticos<\/strong><\/p>\n<p>M\u00e3e d\u2019\u00c1gua possui clima tropical semi-\u00e1rido seco e \u00famido. No Sop\u00e9 do Planalto da Borborema predomina o clima semi-\u00e1rido \u00famido e no restante do munic\u00edpio o clima semi-\u00e1rido seco.<\/p>\n<p>As precipita\u00e7\u00f5es s\u00e3o bastante irregulares e distribu\u00eddas nos meses de janeiro a maio. A m\u00e9dia anual de chuva \u00e9 de 800 mm. As temperaturas metidas variam entre 25\u00ba e 36\u00ba ocorrendo oscila\u00e7\u00f5es de temperatura durante o ano.<\/p>\n<p><strong>Aspectos Faun\u00edsticos<\/strong><\/p>\n<p>A fauna nativa terrestre da regi\u00e3o do munic\u00edpio de M\u00e3e d\u2019\u00c1gua \u00e9 pouco representativa. O processo de escassez destes animais, subtende-se ao efeito das a\u00e7\u00f5es antr\u00f3picas desmatamento, ca\u00e7a, ao longo dos anos. Segundo a descri\u00e7\u00e3o de moradores do local, as esp\u00e9cimes remanescentes s\u00e3o de pequeno tamanho e reprodutivamente prol\u00edficos, geralmente com seus habitat\u2019s nas matas de encostas de serra da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Aspectos Hidrogr\u00e1ficos<\/strong><\/p>\n<p>O Sistema hidrogr\u00e1fico do munic\u00edpio de M\u00e3e d\u2019\u00c1gua pertence a Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Espinharas, com todos os rios e riachos desaguando no Riacho da Cruz que nasce no S\u00edtio Santo Antonio munic\u00edpio de Imaculada na nascente o rio recebe o nome de Rio do Planastro e des\u00e1gua no A\u00e7ude do Capoeira, sendo o principal afluente do Rio Espinharas.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o \u00e9 caracterizada por drenagens intermitentes. Classificada como de baixo potencial h\u00eddrico superficial, com solos pedregosos pouco desenvolvidos altamente imperme\u00e1veis. D\u00e1-se o escoamento superficial durante a curta dura\u00e7\u00e3o das chuvas, e durante a maior parte do ano os riachos secam completamente.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7ude Capoeira<\/strong><\/p>\n<p>A base da economia ap\u00f3s o a\u00e7ude mudou, j\u00e1 que antes os habitantes contavam apenas com o per\u00edodo das chuvas para retirar da terra seu alimento, hoje, eles vivem da pesca feita com canoas artesanais onde a maior parte dos peixes \u00e9 destinado a venda e da agricultura feita atrav\u00e9s de irriga\u00e7\u00e3o onde planta\u00e7\u00f5es de melancia feij\u00e3o e milho s\u00e3o feitas durante todo o ano as margens do a\u00e7ude.<\/p>\n<p>Dentro do a\u00e7ude aparece vegeta\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas (aqu\u00e1ticas) e pequenos aglomerados de terras cobertas por vegeta\u00e7\u00e3o verde que ficam emersas quando o n\u00edvel da \u00e1gua baixa e s\u00e3o denominados de ilhas onde pescadores constroem cabanas para passar a noite quando est\u00e3o pescando.<\/p>\n<p><strong>Romano de M\u00e3e D&#8217;\u00c1gua<\/strong><\/p>\n<p>M\u00e3e D&#8217;\u00e1gua, no Sert\u00e3o paraibano, a 346 Km de Jo\u00e3o Pessoa, \u00e9 a terra de Franscisco Romano Caluete, um dos grandes repentistas do cancioneiro sertanejo, que mesmo sendo rico e razoavelmente aquinhoado pela vida, sempre adotou a viola como companheira.<\/p>\n<p>Romano de M\u00e3e D&#8217;\u00c1gua era considerado um homem rico para os padr\u00f5es da \u00e9poca (nasceu em 1840 e morreu em 1891). Despojado de arrog\u00e2ncia e preconceito, n\u00e3o hesitava em duelar, na viola, com In\u00e1cio da Catingueira, um mulato escravo, tamb\u00e9m menestrel de fama como Romano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e3e D`\u00c1gua possui um clima agrad\u00e1vel e uma paisagem privilegiada para oferecer aos seus visitantes<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"M\u00e3e D`\u00c1gua possui um clima agrad\u00e1vel e uma paisagem privilegiada para oferecer aos seus visitantes","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49094"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49094"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49094\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49094"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49094"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49094"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}