{"id":48898,"date":"2016-08-31T14:32:15","date_gmt":"2016-08-31T17:32:15","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=48898"},"modified":"2016-08-31T14:35:34","modified_gmt":"2016-08-31T17:35:34","slug":"humanos-nao-so-extinguem-cobram-pedagio-da-saude-e-comportamento-dos-animais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/humanos-nao-so-extinguem-cobram-pedagio-da-saude-e-comportamento-dos-animais\/","title":{"rendered":"Humanos n\u00e3o s\u00f3 extinguem, cobram ped\u00e1gio da sa\u00fade e comportamento dos animais"},"content":{"rendered":"<p>Toda vez que pensamos nos <a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/humanos-nao-so-extinguem-cobram-pedagio-da-saude-e-comportamento-dos-animais\/pedagio\/\" rel=\"attachment wp-att-48899\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-48899\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pedagio-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pedagio-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pedagio.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a> humana sobre outros animais, tendemos a pensar em perdas. Essas podem ser as perdas das esp\u00e9cies que extinguimos, as perdas dos habitats que destru\u00edmos, ou de indiv\u00edduos abatidos por ca\u00e7a, pesca ou retalia\u00e7\u00e3o. Mas isso n\u00e3o \u00e9 tudo. O resultado da intera\u00e7\u00e3o ser humano-natureza \u00e9 mais destrutivo do que uma cole\u00e7\u00e3o de aus\u00eancias. N\u00e3o afetamos apenas se animais est\u00e3o presentes ou n\u00e3o. Alteramos como eles pensam, e como eles s\u00e3o. Um exemplo vem das estradas.<\/p>\n<p>A cacofonia e polui\u00e7\u00e3o presentes em grandes centros urbanos podem estar geograficamente concentrados, mas estradas est\u00e3o muito bem espalhadas por quase toda a superf\u00edcie terrestre. Estima-se que, em 83% do territ\u00f3rio dos EUA, qualquer lugar est\u00e1 a menos de 1km de uma estrada. Os EUA s\u00e3o o campe\u00e3o mundial em quilometragem de rede vi\u00e1ria, enquanto o Brasil fica numa \u201chonrosa\u201d 4a coloca\u00e7\u00e3o nesse ranking, tendo um pouco mais de um quarto da quantidade de vias dos EUA. V\u00e1rios ec\u00f3logos t\u00eam alertado \u2013 com muita raz\u00e3o \u2013 para a magnitude do problema de atropelamento de fauna. Mas os impactos de estradas v\u00e3o al\u00e9m disso.<\/p>\n<p><b>Estradas no caminho das aves<\/b><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/acv.12302\/full\" target=\"_blank\">Num artigo publicado esse m\u00eas na revista <i>Animal Conservation<\/i><\/a>, um grupo de pesquisadores teve a brilhante ideia de testar os impactos de uma \u201cestrada fantasma\u201d sobre a comunidade de aves migrat\u00f3rias no estado de Idaho, EUA. Fantasma porque ela s\u00f3 existe na percep\u00e7\u00e3o das aves. Os cientistas espalharam 15 pares de caixas de som que simulavam a passagem de 720 ve\u00edculos por hora, um tr\u00e1fego similar ao das \u00e1reas protegidas mais visitadas do mundo, e compararam as aves migrat\u00f3rias que passavam por essa regi\u00e3o com as de um local mais afastado.<\/p>\n<p>Os resultados foram surpreendentes. Sim, as aves pareciam evitar a zona mais barulhenta. As aves mais jovens inclusive pareciam evitar mais esses locais que adultos, talvez pela sua pr\u00f3pria inexperi\u00eancia e medo. Mas a qualidade do ambiente em si declinou nas proximidades de sons de carro. Diversas aves precisam passar alguns dias em habitats tempor\u00e1rios ao longo de sua migra\u00e7\u00e3o para comer e descansar. Medidas revelaram que os p\u00e1ssaros que paravam pr\u00f3ximos \u00e0 \u201cestrada\u201d recobravam o peso perdido ao longo de sua viagem numa taxa mais lenta do que os p\u00e1ssaros em locais mais distantes. As mesmas esp\u00e9cies continuaram passando por lugares com e sem ru\u00eddo, mas as aves que escolhiam locais com sons de carro tinham que passar mais tempo nesses lugares e prolongar sua migra\u00e7\u00e3o, ou deixar seu ponto de parada antes de estarem recuperadas.<\/p>\n<p>A chave para entender esse fen\u00f4meno n\u00e3o est\u00e1 nas caracter\u00edsticas f\u00edsicas do ambiente em si, mas no comportamento das aves que muda quando elas convivem com estradas. Na presen\u00e7a de barulhos de carros, os p\u00e1ssaros n\u00e3o podem contar tanto com sua audi\u00e7\u00e3o para detectar predadores, e precisam usar muito mais os seus olhos. A conta \u00e9 simples: mais tempo gasto vigiando significa, no fim do dia, menos tempo comendo, e um saldo de ganho de energia mais baixo.<\/p>\n<p><b>Maus vizinhos<\/b><\/p>\n<p>A influ\u00eancia de ru\u00eddos e presen\u00e7a humana sobre o comportamento animal n\u00e3o s\u00e3o novidade. Estudos passados j\u00e1 demonstraram seus efeitos sobre vocaliza\u00e7\u00f5es, estrutura de comunidades, distribui\u00e7\u00e3o espacial, sucesso reprodutivo e mais. No Parque Nacional <a href=\"https:\/\/www.thainationalparks.com\/kaeng-krachan-national-park\" target=\"_blank\">Kaeng Krachan<\/a>, na Tail\u00e2ndia, leopardos s\u00e3o mais presentes e ativos em pontos da reserva mais distantes de vilarejos e locais muito visitados por humanos, mesmo quando suas presas n\u00e3o seguem essa mesma distribui\u00e7\u00e3o na paisagem. A ca\u00e7a tamb\u00e9m n\u00e3o parece afetar a popula\u00e7\u00e3o o suficiente para explicar esse padr\u00e3o. Os leopardos est\u00e3o ativamente evitando locais onde a presen\u00e7a humana \u00e9 frequente. Isso se torna ainda mais evidente quando olhamos para al\u00e9m da distribui\u00e7\u00e3o desses animais no parque. Os felinos que se encontram mais pr\u00f3ximos da civiliza\u00e7\u00e3o humana s\u00e3o tamb\u00e9m os que ficam mais ativos \u00e0 noite. Al\u00e9m de evitar dividir espa\u00e7o com pessoas, os leopardos tamb\u00e9m evitam compartilhar os mesmos hor\u00e1rios, entrando em a\u00e7\u00e3o quando seres humanos est\u00e3o recolhidos em suas casas.<\/p>\n<p>Mudar de um padr\u00e3o de atividade diurno para um padr\u00e3o noturno (ou vice-versa) \u00e9 uma estrat\u00e9gia frequente para se evitar problemas no mundo animal. Ela j\u00e1 foi detectada em cervos no Jap\u00e3o, capivaras na Am\u00e9rica do Sul e ursos do sol em Sumatra. O problema \u00e9 que esse tipo de altera\u00e7\u00e3o est\u00e1 longe de ser inconsequente. Nas montanhas Santa Cruz, na Calif\u00f3rnia, um grupo de pesquisadores investigando as rela\u00e7\u00f5es entre atividade humana e grandes e m\u00e9dios predadores averiguou que raposas, linces e coiotes estavam mais ativos durante os mesmos hor\u00e1rios (noite, mais uma vez) em locais com maior presen\u00e7a humana. No entanto, para esses predadores, movimentar-se em hor\u00e1rios diferentes \u00e9 uma estrat\u00e9gia evolutiva importante para minimizar conflitos. O aumento na atividade noturna de coiotes e linces pode trazer problemas para a popula\u00e7\u00e3o de raposas, ainda que essa rela\u00e7\u00e3o espec\u00edfica ainda n\u00e3o tenha sido estudada.<\/p>\n<p>Talvez mais problem\u00e1tico ainda seja a possibilidade de que carn\u00edvoros, tendo seu hor\u00e1rio de atividade empurrado para a noite, deixem de exercer controle sobre as popula\u00e7\u00f5es de presas que continuam ativas durante o dia. O mundo est\u00e1 cheio de exemplos de como predadores, especialmente os de topo, s\u00e3o importantes para o funcionamento de um ecossistema. Para quem desconhece o fen\u00f4meno, basta observar as mudan\u00e7as trazidas pela <a href=\"http:\/\/www.yellowstonepark.com\/wolf-reintroduction-changes-ecosystem\/\" target=\"_blank\">reintrodu\u00e7\u00e3o de lobos no Parque Nacional de Yellowstone<\/a>. Do ponto de vista de uma presa, um predador que n\u00e3o est\u00e1 ativo num momento do dia no qual ele pode ca\u00e7\u00e1-la \u00e9 um predador que simplesmente n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1. Mesmo estando presente no ambiente, um animal pode ser incapaz de cumprir parte de sua fun\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p><b>Indefesos<\/b><\/p>\n<p>O comportamento n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica coisa que a influ\u00eancia humana pode alterar. J\u00e1 faz algumas d\u00e9cadas que o aumento do n\u00famero de elefantes sem presas se tornou not\u00f3rio em algumas popula\u00e7\u00f5es da \u00c1frica, <a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/blogs\/olhar-naturalista\/26674-elefantes-banguelas-e-ecossistemas-mutilados\/\" target=\"_blank\">como j\u00e1 foi mostrado no pr\u00f3prio oeco<\/a>. As popula\u00e7\u00f5es com o maior n\u00famero de elefantes sem presas s\u00e3o justamente aquelas com um hist\u00f3rico de ca\u00e7a intensa por marfim, como nos Parques Nacionais Luangwa Norte e Sul, na Zambia, e a Reserva de Vida Selvagem de Vwaza, em Malawi. O gene (ou genes, n\u00e3o se sabe ao certo) respons\u00e1vel pela aus\u00eancia de presas \u00e9 expresso muito raramente em popula\u00e7\u00f5es naturais de elefantes africanos, normalmente em f\u00eameas. No entanto, como a ca\u00e7a ilegal de elefantes normalmente objetiva a extra\u00e7\u00e3o de marfim, elefantes sem presa acabam por ter uma sobreviv\u00eancia maior, e mais oportunidades de se reproduzirem e passarem seus genes adiante. O resultado: essas popula\u00e7\u00f5es tem entre 20 e 30% de suas f\u00eameas banguelas, enquanto que popula\u00e7\u00f5es livres de ca\u00e7a possuem entre 0 e 4% (os dados s\u00e3o de 2007).<\/p>\n<p>Essas altera\u00e7\u00f5es trazem consequ\u00eancias para os elefantes. Esses animais utilizam suas presas para marcar \u00e1rvores, cavar o ch\u00e3o atr\u00e1s de \u00e1gua ou ra\u00edzes, para lutar e se defender. Isso sem contar a import\u00e2ncia das presas para a sele\u00e7\u00e3o de parceiros. Animais sem presa ficam em clara desvantagem em todos esses aspectos. At\u00e9 mesmo sua capacidade de derrubar \u00e1rvores e remover arbustos \u00e9 afetada, e essa \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o importante para o pr\u00f3prio ambiente onde vivem. Elefantes podem controlar a popula\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies arb\u00f3reas em prol de gram\u00edneas e outras plantas menores. O h\u00e1bito de cavar a terra com as presas em busca de \u00e1gua em esta\u00e7\u00f5es secas tamb\u00e9m gera repercuss\u00f5es para outras esp\u00e9cies, ajudando-as a obter esse recurso.<\/p>\n<p>Por fim, se desaparecimento de partes do corpo n\u00e3o s\u00e3o surpreendentes o suficiente, um <a href=\"http:\/\/rsbl.royalsocietypublishing.org\/content\/12\/6\/20160155.abstract\" target=\"_blank\">estudo publicado esse ano na revista <i>Biology Letters<\/i><\/a> demonstrou que ambientes antropizados podem influenciar no envelhecimento de aves. Os pesquisadores misturaram as proles de 32 ninhos de <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Great_tit\" target=\"_blank\">melharucos (<i>Parus major<\/i>)<\/a>; 16 localizados em ambiente urbano e 16 em ambiente rural, nas cidades de Malm\u00f6 e Vomb no sul da Su\u00e9cia. Ap\u00f3s esse embaralhamento, todos os ninhos foram monitorados e uma pequena quantidade de sangue foi coletada das jovens aves ap\u00f3s 2 semanas. Essa coleta objetivava a an\u00e1lise do comprimento de uma micro-estrutura: tel\u00f4meros.<\/p>\n<p>Tel\u00f4meros s\u00e3o repeti\u00e7\u00f5es de nucleot\u00eddeos (aqueles A, T, C e G que formam nosso DNA, se voc\u00ea se lembra muito bem de suas aulas de biologia do ensino m\u00e9dio) localizadas nas pontas dos cromossomos. Essa estrutura est\u00e1 fortemente relacionada com a senesc\u00eancia celular, e seu encurtamento com o processo de envelhecimento em si. A essa altura voc\u00ea provavelmente j\u00e1 sabe onde vamos chegar. Melharucos que cresceram em ambientes urbanos, independente de sua origem real ser urbana ou silvestre, apresentaram tel\u00f4meros mais curtos que as aves que cresceram longe de nossa civiliza\u00e7\u00e3o de concreto. Devemos sempre tomar resultados de estudos pioneiros como este com cuidado, mas isso sugere que o barulho e polui\u00e7\u00e3o de ambientes urbanos podem ter s\u00e9rias consequ\u00eancias para a longevidade de aves e sabe-se l\u00e1 que outras esp\u00e9cies; talvez mesmo a de certo primata.<\/p>\n<p>Esses s\u00e3o apenas exemplos pontuais de como podemos modificar a natureza ao nosso redor sem remover nenhuma esp\u00e9cie. \u00c9 claro, nem toda esp\u00e9cie com a qual interagimos vai estar sujeita a mudan\u00e7as como estas, e nem toda mudan\u00e7a necessariamente vem para pior. Muitos animais est\u00e3o se adaptando \u00e0 vida em ambientes urbanos, e acumulando caracter\u00edsticas que v\u00e3o permitir sua sobreviv\u00eancia num mundo dominado por n\u00f3s. Mas a nossa presen\u00e7a quase ub\u00edqua e constante avan\u00e7o sobre ambientes naturais garante que mais mudan\u00e7as desvantajosas v\u00e3o acontecer.<\/p>\n<p>N\u00f3s n\u00e3o estamos apenas extinguindo esp\u00e9cies e destruindo seu habitat. Estamos alterando como elas se comportam, quem elas s\u00e3o; mudando as regras do jogo no meio da partida. E num momento em que nos atentamos cada vez mais para a import\u00e2ncia que cada animal tem em seu ecossistema, cabe lembrar que n\u00e3o basta que elefantes, leopardos e melharucos estejam presentes. \u00c9 necess\u00e1rio que eles ainda se pare\u00e7am e se comportem como elefantes, leopardos e melharucos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Toda vez que pensamos nos humana sobre outros animais, tendemos a pensar em perdas. 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