{"id":48894,"date":"2016-08-31T14:23:56","date_gmt":"2016-08-31T17:23:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=48894"},"modified":"2016-08-31T14:23:58","modified_gmt":"2016-08-31T17:23:58","slug":"cientistas-avancam-no-uso-de-derivado-do-veneno-de-aranha-contra-impotencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-avancam-no-uso-de-derivado-do-veneno-de-aranha-contra-impotencia\/","title":{"rendered":"Cientistas avan\u00e7am no uso de derivado do veneno de aranha contra impot\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-avancam-no-uso-de-derivado-do-veneno-de-aranha-contra-impotencia\/aranha-7\/\" rel=\"attachment wp-att-48895\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-48895\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aranha-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aranha-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aranha.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma pesquisa que se desenvolve h\u00e1 cerca de 10 anos na Universidade Federal de Minas Gerais (<a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/mg\/minas-gerais\/educacao\/universidade\/ufmg.html\">UFMG<\/a>) pode resultar em uma alternativa de tratamento para homens com disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til que n\u00e3o podem recorrer aos medicamentos j\u00e1 existentes. O tratamento \u00e9 baseado em um derivado sint\u00e9tico, obtido a partir do estudo com uma toxina do veneno da aranha armadeira e j\u00e1 chamou a aten\u00e7\u00e3o de empresas farmac\u00eauticas, que podem trazer o aporte financeiro necess\u00e1rio para levar os estudos \u00e0 fase cl\u00ednica, de testes em humanos.<\/p>\n<p>A ideia de estudar o veneno da armadeira \u2013 que tem o nome cient\u00edfico <em>Phoneutria nigriventer<\/em>, e tem esse nome porque ela levanta ou &#8220;arma&#8221; as patas dianteiras antes de atacar \u2013 veio da observa\u00e7\u00e3o de que homens picados por ela apresentavam priapismo, uma ere\u00e7\u00e3o prolongada, dolorosa e independente de est\u00edmulo sexual.<\/p>\n<p>\u201cNossos colegas colaboradores, da Funda\u00e7\u00e3o Ezequiel Dias (FUNED), em Belo Horizonte, separaram dezenas de componentes ou toxinas [pequenas prote\u00ednas, chamadas tamb\u00e9m de pept\u00eddeos] desse veneno e verificaram que duas dessas toxinas provocavam ere\u00e7\u00e3o quando eram injetadas em ratos. Propusemos entender o que faz uma dessas toxinas causar o priapismo\u201d, diz a pesquisadora Maria Elena de Lima Perez Garcia, professora do Departamento de Bioqu\u00edmica e Imunologia da UFMG, que apresentou os resultados do estudo de seu grupo na 31\u00aa Reuni\u00e3o Anual da Federa\u00e7\u00e3o de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), em <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/pr\/oeste-sudoeste\/cidade\/foz-do-iguacu.html\">Foz do Igua\u00e7u<\/a>, nesta ter\u00e7a-feira (30).<\/p>\n<p><strong>Toxina da armadeira x pept\u00eddeo sint\u00e9tico<\/strong><br \/>\nSeu grupo de pesquisa observou que a toxina realmente promovia a ere\u00e7\u00e3o em ratos e camundongos, mas ao mesmo tempo levava a v\u00e1rios efeitos colaterais, como problemas card\u00edacos.<\/p>\n<p>Por isso, o grupo desenvolveu e sintetizou no laborat\u00f3rio um pept\u00eddeo inspirado na toxina natural, nomeado PnPP-19. \u201cEssa mol\u00e9cula \u00e9 bem menor e f\u00e1cil de fazer no laborat\u00f3rio. Para a nossa surpresa, ela foi capaz de manter a fun\u00e7\u00e3o de potenciar a ere\u00e7\u00e3o sem toxicidade aparente para os animais. Ela tem baix\u00edssima imunogenicidade, ou seja, praticamente n\u00e3o gera a produ\u00e7\u00e3o de anticorpos contra ela no organismo\u201d, conta Maria Elena. Al\u00e9m de n\u00e3o provocar dor, como a toxina original que leva ao priapismo, o pept\u00eddeo tem inclusive efeito analg\u00e9sico, al\u00e9m de n\u00e3o prejudicar o tecido er\u00e9til, o que pode ocorrer no priapismo, observado com a toxina.<\/p>\n<p>A vantagem em rela\u00e7\u00e3o aos medicamentos convencionais como o Viagra, segundo a pesquisadora, \u00e9 que v\u00e1rios deles s\u00e3o contraindicados para pessoas que tomam rem\u00e9dio para controle de press\u00e3o porque eles tamb\u00e9m provocam abaixamento de press\u00e3o. J\u00e1 o PnPP-19 n\u00e3o demonstrou ter nenhum efeito sobre a press\u00e3o arterial ou sobre o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cParece ser um bom modelo de um poss\u00edvel medicamento que possa atender pelo menos essa classe de pacientes que n\u00e3o podem tomar os medicamentos convencionais, ou que n\u00e3o respondem bem aos mesmos\u201d, diz a pesquisadora.<\/p>\n<p>A equipe testou o uso do PnPP-19 em ratos, em duas formas: inje\u00e7\u00e3o e creme para uso na pele. \u201cNossa principal proposta \u00e9 para uso t\u00f3pico. Seria um \u201ctipo de pomada\u201d ou formula\u00e7\u00e3o para o homem passar na virilha, por exemplo. Experimentos ainda preliminares nos ratos, indicam que esta via de administra\u00e7\u00e3o pode funcionar: a aplica\u00e7\u00e3o do creme levou a uma ere\u00e7\u00e3o. Entretanto, novos estudos s\u00e3o necess\u00e1rios pois nem sempre o que se v\u00ea no modelo animal funciona da mesma forma no homem.<\/p>\n<p><strong>Expectativa por uma nova droga<\/strong><br \/>\nOs pesquisadores j\u00e1 fizeram um dep\u00f3sito de patente do pept\u00eddeo e atualmente a UFMG est\u00e1 preparando um edital para que\u00a0 empresas farmac\u00eauticas interessadas possam concorrer e uma delas possivelmente vir a apoiar a pesquisa, bem como os testes toxicol\u00f3gicos exigidos para\u00a0 que o pept\u00eddeo possa resultar em um medicamento.<\/p>\n<p>\u201cSe tiver a devida parceria com uma empresa, esperamos dar um salto porque a universidade n\u00e3o pode arcar com todos esses custos que antecedem os testes em humanos. Frente ao interesse j\u00e1 manifestado por algumas empresas, acredito que, com o devido apoio, e, caso os testes exigidos sejam adequados e mostrem definitivamente que o produto \u00e9 seguro para o uso em humanos, poder\u00edamos ter um produto em cinco anos no mercado. N\u00e3o sei se \u00e9 uma previs\u00e3o otimista, mas tudo vai depender do apoio e do investimento que possamos obter das empresas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa que se desenvolve h\u00e1 cerca de 10 anos na Universidade Federal de Minas<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":48895,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aranha.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aranha-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aranha-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aranha.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aranha.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aranha.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aranha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aranha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aranha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aranha.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma pesquisa que se desenvolve h\u00e1 cerca de 10 anos na Universidade Federal de Minas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48894"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48894"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48894\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48895"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48894"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48894"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48894"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}