{"id":48736,"date":"2016-08-28T14:30:58","date_gmt":"2016-08-28T17:30:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=48736"},"modified":"2016-08-28T10:45:40","modified_gmt":"2016-08-28T13:45:40","slug":"mosca-do-estabulo-provoca-morte-de-gado-em-cinco-estados-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mosca-do-estabulo-provoca-morte-de-gado-em-cinco-estados-brasileiros\/","title":{"rendered":"Mosca-do-est\u00e1bulo provoca morte de gado em cinco estados brasileiros"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=48737\" rel=\"attachment wp-att-48737\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-48737\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/mosca_estabulo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/mosca_estabulo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/mosca_estabulo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A mosca-dos-est\u00e1bulos prejudica criadores de gado de pelo menos cinco estados brasileiros. Os preju\u00edzos s\u00e3o estimados em mais de R$ 1 bilh\u00e3o por ano. A prolifera\u00e7\u00e3o explosiva da mosca tem rela\u00e7\u00e3o direta com os res\u00edduos gerados pelas usinas de a\u00e7\u00facar e \u00e1lcool.<\/p>\n<p>O comportamento dos animais \u00e9 t\u00edpico. Eles ficam aglomerados para esfregar o corpo uns nos outros. Os rabos n\u00e3o param. Essa tentativa de co\u00e7ar as patas intensifica o ataque das moscas.<\/p>\n<p>\u201cFica num tormento. N\u00e3o tem sossego. \u00c9 desse jeito, andando pra l\u00e1 e pra c\u00e1, debaixo de \u00e1rvore, se co\u00e7ando\u201d, diz Isa\u00edas Martins, administrador de fazenda.<\/p>\n<p>Esse tamb\u00e9m \u00e9 um tormento para os criadores. \u201cA gente n\u00e3o sabe nem o que faz. Voc\u00ea vem aqui botar bezerro para mamar no meio do dia e n\u00e3o consegue. A mosca n\u00e3o deixa. Pica a gente, pica o bezerro. Fico com d\u00f3 do gado. Isso \u00e9 revoltante pra gente\u201d, diz David Fred Tol\u00f3i, produtor de leite.<\/p>\n<p>A mosca-dos-est\u00e1bulos, que tem o nome cient\u00edfico de stomoxys calcitrans, \u00e9 muito parecida com a mosca dom\u00e9stica. Mas esse inseto \u00e9 hemat\u00f3fago, ou seja, alimenta-se de sangue. \u201c\u00c9 uma praga. V\u00ea sangue, ela vem mesmo. Desse jeito eu nunca tinha visto\u201d, completa Martins.<\/p>\n<p>A mosca sempre existiu. Mas, com boa higiene e sem ac\u00famulo de mat\u00e9ria org\u00e2nica, nunca foi grande inc\u00f4modo. Por\u00e9m, infesta\u00e7\u00f5es maiores podem causar redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 50% na produ\u00e7\u00e3o de leite e de 10% a 30% no ganho de peso dos animais.<\/p>\n<p>O pecuarista Jos\u00e9 Quirino diz que os animais da propriedade est\u00e3o emagrecendo. \u00c9 o caso das novilhas, por exemplo. \u201cPerdeu muito peso. M\u00e9dia de 30 quilos cada uma. Gado novo, gado sadio, pasto \u00e0 vontade, s\u00f3 que n\u00e3o conseguia comer. Esses s\u00e3o dois touros caros. Eles enxugaram muito. Emagreceram muito. Sentiram muito as moscas\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois anos, a fazenda de produ\u00e7\u00e3o de leite no munic\u00edpio de Planalto tinha 120 vacas de boa qualidade, estabuladas. Mas, o dono desistiu de brigar contra as moscas. Ele vendeu quase todos os animais e o sofrimento dos poucos que restaram \u00e9 vis\u00edvel.<\/p>\n<p>Uma das vacas tem ferida aberta pelas moscas. Ela estava prenha, mas perdeu o bezerro, como outras duas. \u201cN\u00e3o tem como proteger. Elas atacam. Onde estiver, elas t\u00e3o atacando. Vem atr\u00e1s do sangue\u201d, explica Martins.<\/p>\n<p>Como as moscas tamb\u00e9m atacam outros animais, a situa\u00e7\u00e3o do chiqueiro \u00e9 desoladora. Os animais ficam enfraquecidos e com feridas cobertas pelos insetos. Uma nuvem de moscas se mant\u00e9m sobre a porca cheia de leit\u00f5ezinhos para amamentar.<\/p>\n<p>\u201cO cacha\u00e7o est\u00e1 quase morrendo e ter\u00e1 de ser sacrificado. Pesava 150 quilos. Hoje, nem sei quanto pesa. A mosca acabou com ele. N\u00e3o come. A mosca n\u00e3o deixa ele comer&#8221;, diz Martins.<\/p>\n<p>O administrador da fazenda conta que o patr\u00e3o dele at\u00e9 insistiu bastante com o leite. S\u00f3 desativou o local quando viu a produ\u00e7\u00e3o cair de 1,8 mil para 800 litros por dia. O tanque est\u00e1 \u00e0 venda. A maior parte da terra acabou arrendada para o plantio de cana. Uma ironia, j\u00e1 que o problema da mosca tem rela\u00e7\u00e3o com as lavouras que dominam a regi\u00e3o, ou, mais exatamente, com a aplica\u00e7\u00e3o de vinha\u00e7a, um res\u00edduo da produ\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool nas usinas usado como ferti-irriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cHoje, a vinha\u00e7a tem uma legisla\u00e7\u00e3o que atende \u00e0 quest\u00e3o do meio ambiente. N\u00e3o se imaginava que esse problema da vinha\u00e7a fosse atacar a quest\u00e3o das moscas. \u00c0s vezes, a quantidade est\u00e1 dentro da lei perante a parte do meio ambiente. Mas ainda \u00e9 muito para a quest\u00e3o da mosca\u201d, explica Bruno Pereira, veterin\u00e1rio da CATI.<\/p>\n<p>O Plano de Aplica\u00e7\u00e3o de Vinha\u00e7a \u2013 PAV, criado pela Empresa de Controle Ambiental Paulista \u2013 CETESB prev\u00ea um limite m\u00e1ximo de 150 mil litros por hectare, que nem sempre \u00e9 respeitado. \u201cA gente v\u00ea com os produtores que existem pontos que ficam de 15 a 20 dias no mesmo lugar jogando vinha\u00e7a sem parar. Isso \u00e9 err\u00f4neo. O principal que leva \u00e0 mosca \u00e9 o empo\u00e7amento da vinha\u00e7a\u201d, alerta Pereira.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de cada litro de \u00e1lcool gera at\u00e9 15 litros de vinha\u00e7a. Deslocar constantemente os equipamentos para distribuir bem a aplica\u00e7\u00e3o gera despesas adicionais para as usinas. \u201cAgrega muito custo na cadeia produtiva. Ent\u00e3o, a gente n\u00e3o sabe. \u00c9 mais f\u00e1cil se livrar da vinha\u00e7a rapidamente\u201d, completa o agr\u00f4nomo.<\/p>\n<p>A mosca n\u00e3o era um grande problema no tempo da colheita manual da cana, com queimadas. Com a colheita mecanizada, a palhada passou a ficar no solo. \u00c9 boa para o solo, mas tamb\u00e9m favorece a mosca por ser mat\u00e9ria org\u00e2nica. Combinada com a vinha\u00e7a jogada nos plantios, principalmente em quantidade excessiva, forma o que os t\u00e9cnicos chamam de uma mistura explosiva.<\/p>\n<p>O ideal, al\u00e9m de controlar o volume de vinha\u00e7a, \u00e9 escarificar o solo, incorporando a palha, para que o l\u00edquido se infiltre rapidamente, sem empo\u00e7ar. Mas isso tamb\u00e9m custa dinheiro.<\/p>\n<p>No amanhecer na propriedade do produtor de leite David Fred Tol\u00f3i, com a temperatura abaixo dos 20\u00baC, as moscas n\u00e3o s\u00e3o problema. Mas durante o dia elas perturbam as vacas e derrubam a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cCaiu 50% porque as vacas n\u00e3o vai pastar, fica amontoada o dia inteiro, batendo, tocando mosca. Toca para o pasto, ela n\u00e3o quer ir, com medo da mosca. Bastante vezes pensei em desistir, mas a gente tem que insistir. A gente estava aqui primeiro do que as usinas. A gente t\u00e1 aqui de quando nasceu. A usina chegou h\u00e1 oito anos. Eles que t\u00e3o culpado, n\u00e3o a gente\u201d, diz Tol\u00f3i.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos os surtos da mosca se intensificaram no Brasil. Um levantamento da Embrapa indica que nos \u00faltimos tr\u00eas anos eles atingiram \u00e1reas dos estados de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Goi\u00e1s, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O diretor t\u00e9cnico regional da Extens\u00e3o Rural Paulista \u2013 CATI, diz que o problema ainda pode ser considerado recente.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um problema novo. N\u00e3o se conhecia o ciclo da mosca com essa explos\u00e3o depois do advento da vinha\u00e7a, das usinas sucroalcooleiras. Ent\u00e3o, precisa de um tempo de estudo para isso\u201d, diz Sidney Martins.<\/p>\n<p>O gerente regional da CETESB n\u00e3o concorda. \u201cOito anos, realmente, \u00e9 muito tempo. S\u00e3o problemas c\u00edclicos. Todo mundo tem que ficar alerta. O problema \u00e9 que n\u00e3o pode deixar baixar a guarda. O problema \u00e9 recorrente\u201d, diz Jos\u00e9 Benitez de Oliveira.<\/p>\n<p>S\u00f3 no \u00faltimo ano, problemas com res\u00edduos das usinas levaram a 40 autua\u00e7\u00f5es por parte da CETESB em todo estado, incluindo outro tipo de material gerado na filtragem do caldo da cana. A chama torta de filtro \u00e9 s\u00f3lida, mas tem at\u00e9 80% de umidade. Por isso, exige cuidados.<\/p>\n<p>\u201cO adequado \u00e9 voc\u00ea fazer a compostagem desse material, que \u00e9 um processo que demora 60 dias. Esses res\u00edduos s\u00e3o revolvidos para poss\u00edvel aplica\u00e7\u00e3o na lavoura. A outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o desses res\u00edduos de forma imediata. N\u00e3o havendo estocagem por muito tempo desse material\u201d, explica Oliveira.<\/p>\n<p>Nada do que se v\u00ea em um dep\u00f3sito, diz o t\u00e9cnico da CETESB. As plantas e cogumelos crescem \u00e0 vontade em montes de torta, uma situa\u00e7\u00e3o pass\u00edvel de advert\u00eancia ou at\u00e9 multa.<\/p>\n<p>N\u00e3o muito longe do dep\u00f3sito, ocorrem outras situa\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o das moscas. H\u00e1 vazamentos em tubula\u00e7\u00f5es de vinha\u00e7a, canais de distribui\u00e7\u00e3o sujos, sem manuten\u00e7\u00e3o, com muita mat\u00e9ria org\u00e2nica \u00famida acumulada, ideal para a cria\u00e7\u00e3o das larvas. \u201cS\u00e3o situa\u00e7\u00f5es pontuais que devem ser atacadas pela usina no dia-a-dia. Ela deve dispor de um sistema das pessoas verificarem isso\u201d, diz Oliveira.<\/p>\n<p>Segundo os t\u00e9cnicos, h\u00e1 prazos diferentes para a adequa\u00e7\u00e3o das usinas. Existem as mais avan\u00e7adas e as mais atrasadas no combate \u00e0 mosca. Algumas buscam solu\u00e7\u00f5es localizadas, como a aplica\u00e7\u00e3o de produtos nas propriedades.<\/p>\n<p>\u201cA pulveriza\u00e7\u00e3o vai incidir sobre moscas adultas. A curto prazo, pode ser que ela resolva um pequeno surto. Mas n\u00e3o \u00e9 uma medida economicamente vi\u00e1vel, principalmente para quem produz leite, por quest\u00e3o de res\u00edduo, ficar sempre pulverizando. O interessante \u00e9 voc\u00ea controlar a reprodu\u00e7\u00e3o dela\u201d, diz veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para isso, \u00e9 necess\u00e1ria uma a\u00e7\u00e3o integrada. O Minist\u00e9rio P\u00fablico na regi\u00e3o abriu um inqu\u00e9rito sobre o assunto e tem convocado reuni\u00f5es com todos os interessados. A ideia \u00e9 chegar a um compromisso entre eles, o chamado Termo de Ajustamento de Conduta \u2013 TAC.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s pretendemos, de uma forma mais definitiva poss\u00edvel, sanar esse problema. As partes envolvidas assumirem suas responsabilidades na resolu\u00e7\u00e3o do problema. A gente conseguir de forma definitiva a longo prazo equacionar essa quest\u00e3o\u201d, diz o promotor Felipe Ventura de Paula.<\/p>\n<p>As duas usinas que atuam na regi\u00e3o do noroeste paulista n\u00e3o atenderam aos pedidos de entrevista da reportagem. Estima-se que, multiplicados pelo Brasil, preju\u00edzos para os produtores cheguem a mais de R$ 1 bilh\u00e3o por ano.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima reuni\u00e3o convocada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, para discutir o assunto, est\u00e1 marcada para o dia dois de setembro no f\u00f3rum da cidade de Buritama.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mosca-dos-est\u00e1bulos prejudica criadores de gado de pelo menos cinco estados brasileiros. 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