{"id":48530,"date":"2016-08-26T10:00:19","date_gmt":"2016-08-26T13:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=48530"},"modified":"2016-08-26T08:20:53","modified_gmt":"2016-08-26T11:20:53","slug":"cientistas-aproveitaram-rio-2016-para-pesquisa-com-micro-organismos-no-metro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-aproveitaram-rio-2016-para-pesquisa-com-micro-organismos-no-metro\/","title":{"rendered":"Cientistas aproveitaram Rio 2016 para pesquisa com micro-organismos no metr\u00f4"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=48531\" rel=\"attachment wp-att-48531\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-48531\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/metro-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/metro-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/metro.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Enquanto mais de um milh\u00e3o de visitantes de todo o mundo estavam no Rio de Janeiro para assistir aos Jogos Ol\u00edmpicos, cientistas coletavam amostras em esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 da cidade para analisar a migra\u00e7\u00e3o de micro-organismos e a transforma\u00e7\u00e3o do microbioma carioca.<\/p>\n<p>Chamado de Olimpioma, o mapeamento da diversidade de micro-organismos nos espa\u00e7os p\u00fablicos come\u00e7ou em Nova Iorque e est\u00e1 sendo feito em 56 cidades de 33 pa\u00edses dos seis continentes por pesquisadores do Cons\u00f3rcio Internacional Metagen\u00f4mica e Metadesenho do Metr\u00f4 e Biomas Urbanos (MetaSUB). No Brasil, a pesquisa tamb\u00e9m ocorre em S\u00e3o Paulo e Ribeir\u00e3o Preto.<\/p>\n<p>Pela primeira vez, est\u00e1 sendo analisado o impacto da circula\u00e7\u00e3o de pessoas em eventos mundiais, o que voltar\u00e1 a ocorrer na Olimp\u00edada de T\u00f3quio 2020. As amostras do Rio come\u00e7aram a ser coletadas uma semana antes dos jogos em nove esta\u00e7\u00f5es do metr\u00f4 e v\u00e3o continuar at\u00e9 2018, para verificar como esses micro-organismos perduram na cidade.<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro, o projeto \u00e9 coordenado pelo pesquisador Milton Oz\u00f3rio Moraes, chefe do Laborat\u00f3rio de Hansen\u00edase do Instituto Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz). Segundo ele, o objetivo do trabalho \u00e9 entender como ocorre a circula\u00e7\u00e3o de micro-organismos no mundo, o que pode ser \u00fatil para a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de vigil\u00e2ncia em sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cA gente n\u00e3o sabe, por exemplo, se o microbioma de uma pessoa que vive na Europa ou na \u00c1sia, chegando aqui, pode de fato colonizar trechos do metr\u00f4. Isso n\u00e3o tem nenhum aspecto de sa\u00fade relevante, mas tem uma ideia desse microbioma. \u00c9 claro que, no futuro, o que a gente pensa \u00e9 usar essas estrat\u00e9gias como vigil\u00e2ncia em sa\u00fade, ou seja, poder antecipar a circula\u00e7\u00e3o de um novo v\u00edrus, um novo fungo uma nova bact\u00e9ria que tenha efeitos patog\u00eanicos, para que a gente possa tomar medidas cab\u00edveis quando necess\u00e1rio\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Moraes lembrou o caso do v\u00edrus zika, que chegou ao Brasil a partir de 2013, vindo do Taiti, como exemplo de poss\u00edvel caso de identifica\u00e7\u00e3o anterior a um caso de emerg\u00eancia em sa\u00fade. Mas nem todos os micro-organismos s\u00e3o nocivos e o pesquisador ressalta que qualquer indiv\u00edduo saud\u00e1vel tem em seu corpo cerca de trilh\u00f5es deles, que t\u00eam fun\u00e7\u00f5es importantes para a sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cA gente tem dez vezes mais micro-organismos no nosso corpo do que temos de c\u00e9lulas humanas. A diversidade de diferentes micro-organismos que habitam o nosso corpo \u00e9 muito grande cada vez que\u00a0 n\u00f3s sentamos em algum lugar e tocamos no corrim\u00e3o, n\u00f3s deixamos c\u00e9lulas do nosso corpo e tamb\u00e9m esses micro-organismos.\u201d<\/p>\n<h3><span class=\"Apple-style-span\">Proced\u00eancia<\/span><\/h3>\n<p>Pelo DNA dos micro-organismos \u00e9 poss\u00edvel identificar o local de origem deles e marcadores de resist\u00eancia a medicamentos. Outra possibilidade da pesquisa, segundo Moraes, \u00e9 mapear a ancestralidade da popula\u00e7\u00e3o que circula por determinados locais, al\u00e9m de identificar micro-organismos ainda n\u00e3o conhecidos.<\/p>\n<p>\u201cComo nas amostras tamb\u00e9m s\u00e3o encontradas c\u00e9lulas humanas, n\u00f3s conseguimos identificar a diversidade gen\u00e9tica da popula\u00e7\u00e3o. Em Nova York, as an\u00e1lises gen\u00e9ticas comprovaram os dados do censo populacional quanto \u00e0 ancestralidade mais presente em cada regi\u00e3o da cidade. Outro dado interessante que vem de Nova York \u00e9 que cerca de metade dos micro-organismos encontrados nas amostras ainda n\u00e3o eram cadastrados, ou sejam, eram desconhecidos\u201d, destacou.<\/p>\n<p>No Rio, o material est\u00e1 sendo coletado dentro de composi\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 e em superf\u00edcies como bancos, corrim\u00e3o e terminais de autoatendimento das esta\u00e7\u00f5es Vicente de Carvalho, Del Castilho, Maracan\u00e3, Central, Carioca, Saens Pe\u00f1a, Botafogo, Cardeal Arcoverde e General Os\u00f3rio. A an\u00e1lise vai indicar quais micro-organismos foram trazidos para o Brasil durante a Rio 2016 e se eles colonizaram as esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4, permanecendo no local, ou se desaparecem depois de um tempo.<\/p>\n<p>Os primeiros dados da pesquisa devem ser divulgados em mar\u00e7o. Como a coleta de amostras continua at\u00e9 2018, tamb\u00e9m ser\u00e1 poss\u00edvel mapear os micro-organismos que circulam em outras \u00e9pocas de grande movimenta\u00e7\u00e3o de turistas na cidade, como r\u00e9veillon e carnaval, bem como os mais comuns em cada esta\u00e7\u00e3o do ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto mais de um milh\u00e3o de visitantes de todo o mundo estavam no Rio de<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":48531,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/metro.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/metro-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/metro-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/metro.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/metro.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/metro.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/metro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/metro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/metro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/metro.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Enquanto mais de um milh\u00e3o de visitantes de todo o mundo estavam no Rio de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48530"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48530"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48530\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48531"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48530"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48530"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48530"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}