{"id":4846,"date":"2014-08-15T11:00:35","date_gmt":"2014-08-15T11:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=4846"},"modified":"2014-08-14T23:24:47","modified_gmt":"2014-08-14T23:24:47","slug":"o-intrigante-mundo-subterraneo-das-cavernas-amazonicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-intrigante-mundo-subterraneo-das-cavernas-amazonicas\/","title":{"rendered":"O intrigante mundo subterr\u00e2neo das cavernas amaz\u00f4nicas; lugar \u00fanico pelas paisagens"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/caverna_amazonia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-4847 size-full\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/caverna_amazonia.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Os tepuyes, mesetas impressionantes na fronteira entre o Brasil, a Venezuela e a Guiana, escondem cavernas que deslumbraram o pesquisador Francesco Sauro pela primeira vez em 2009.<\/p>\n<p>Sauro \u00e9 membro do grupo de explora\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica internacional La Vent, composto por pesquisadores venezuelanos, brasileiros e italianos. Na regi\u00e3o, al\u00e9m de vastas cavernas subterr\u00e2neas, a equipe j\u00e1 descobriu animais e novas esp\u00e9cies de minerais.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um lugar \u00fanico no mundo pelas paisagens, pela morfologia. Todos os que t\u00eam a sorte de v\u00ea-las t\u00eam uma experi\u00eancia incr\u00edvel&#8221;, descreveu o pesquisador \u00e0 BBC.<\/p>\n<p>A equipe inclui pessoas com vasta experi\u00eancia em rapel, escalada. &#8220;E temos um c\u00f3digo muito rigoroso de seguran\u00e7a&#8221;, conta Sauro. &#8220;Descemos as paredes de montanhas de 200, 300, at\u00e9 400 metros de profundidade. As pedras podem cair. Os rios tamb\u00e9m s\u00e3o arriscados.&#8221;<\/p>\n<p>Em suas viagens, Sauro coleta dados sobre a qu\u00edmica e a microbiologia das forma\u00e7\u00f5es que encontra. Mas o lado cient\u00edfico \u00e9 apenas um atrativo das cavernas &#8211; o outro s\u00e3o as suas belezas e os seus mist\u00e9rios.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"O pesquisador explica que a log\u00edstica para explorar as cavernas \u00e9 complicada e arriscada. &quot;Usamos helic\u00f3pteros, mas n\u00e3o se pode chegar apenas por cima. Precisamos escalar (as montanhas) e \u00e9 dif\u00edcil levar todo o equipamento dessa maneira. Primeiro encontramos a entrada da caverna e depois a exploramos. H\u00e1 muito pouco tempo dispon\u00edvel para a pesquisa cient\u00edfica.&quot;   (Foto: Vittorio Crobu\/La Venta)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/dHG4LNneYCwU7HmcAWr0W04O254=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/08\/14\/caverna2.jpg\" alt=\"O pesquisador explica que a log\u00edstica para explorar as cavernas \u00e9 complicada e arriscada. &quot;Usamos helic\u00f3pteros, mas n\u00e3o se pode chegar apenas por cima. Precisamos escalar (as montanhas) e \u00e9 dif\u00edcil levar todo o equipamento dessa maneira. Primeiro encontramos a entrada da caverna e depois a exploramos. H\u00e1 muito pouco tempo dispon\u00edvel para a pesquisa cient\u00edfica.&quot;   (Foto: Vittorio Crobu\/La Venta)\" width=\"620\" height=\"349\" \/><strong>O pesquisador Francesco Sauro explica que a log\u00edstica para explorar as cavernas \u00e9 complicada e arriscada. &#8220;Usamos helic\u00f3pteros, mas n\u00e3o se pode chegar apenas por cima. Precisamos escalar (as montanhas) e \u00e9 dif\u00edcil levar todo o equipamento dessa maneira. Primeiro encontramos a entrada da caverna e depois a exploramos. H\u00e1 muito pouco tempo dispon\u00edvel para a pesquisa cient\u00edfica.&#8221; (Foto: Vittorio Crobu\/La Venta)<\/strong><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"Sauro explica que o risco \u00e9 compensado pelo 'mist\u00e9rio' que emana das cavernas.&quot;Elas s\u00e3o completamente escuras e s\u00f3 a sua luz te ilumina, de modo que o visual \u00e9 muito pessoal&quot;, descreve. &quot;Tem tamb\u00e9m a ideia de ir aonde ningu\u00e9m foi e, acima de tudo, de encontrar algo inesperado. Nas cavernas, essa sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito forte&quot;.   (Foto: Riccardo De Luca\/La Venta)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/VAMHzam80jcFNllgiGwbRav4R0s=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/08\/14\/caverna3.jpg\" alt=\"Sauro explica que o risco \u00e9 compensado pelo 'mist\u00e9rio' que emana das cavernas.&quot;Elas s\u00e3o completamente escuras e s\u00f3 a sua luz te ilumina, de modo que o visual \u00e9 muito pessoal&quot;, descreve. &quot;Tem tamb\u00e9m a ideia de ir aonde ningu\u00e9m foi e, acima de tudo, de encontrar algo inesperado. Nas cavernas, essa sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito forte&quot;.   (Foto: Riccardo De Luca\/La Venta)\" width=\"620\" height=\"349\" \/><strong>Sauro explica que o risco \u00e9 compensado pelo &#8216;mist\u00e9rio&#8217; que emana das cavernas.&#8221;Elas s\u00e3o completamente escuras e s\u00f3 a sua luz te ilumina, de modo que o visual \u00e9 muito pessoal&#8221;, descreve. &#8220;Tem tamb\u00e9m a ideia de ir aonde ningu\u00e9m foi e, acima de tudo, de encontrar algo inesperado. Nas cavernas, essa sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito forte&#8221;. (Foto: Riccardo De Luca\/La Venta)<\/strong><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"Sauro explica que, diferente de cavernas em outras partes do mundo, estas n\u00e3o s\u00e3o compostas de calc\u00e1rio, e sim feitas de uma rocha mais diversificada e antiga, criada h\u00e1 1,8 bilh\u00e3o de anos. &quot;\u00c9 um novo mundo que voc\u00ea tem que ir descobrindo e estudando lentamente&quot;, se anima (Foto: Riccardo De Luca\/La Venta)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/Z4L_jGfJxeIBgd39AlQhfYYdrFE=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/08\/14\/caverna4.jpg\" alt=\"Sauro explica que, diferente de cavernas em outras partes do mundo, estas n\u00e3o s\u00e3o compostas de calc\u00e1rio, e sim feitas de uma rocha mais diversificada e antiga, criada h\u00e1 1,8 bilh\u00e3o de anos. &quot;\u00c9 um novo mundo que voc\u00ea tem que ir descobrindo e estudando lentamente&quot;, se anima (Foto: Riccardo De Luca\/La Venta)\" width=\"620\" height=\"349\" \/><strong>Sauro explica que, diferente de cavernas em outras partes do mundo, estas n\u00e3o s\u00e3o compostas de calc\u00e1rio, e sim feitas de uma rocha mais diversificada e antiga, criada h\u00e1 1,8 bilh\u00e3o de anos. &#8220;\u00c9 um novo mundo que voc\u00ea tem que ir descobrindo e estudando lentamente&#8221;, se anima (Foto: Riccardo De Luca\/La Venta)<\/strong><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"As cavernas s\u00e3o um testemunho preservado do passado, diz Sauro. e um ecossistema \u00fanico que deve ser protegido. &quot;N\u00f3s temos um protocolo de prote\u00e7\u00e3o muito rigoroso. Nos descontaminamos antes de entrar e n\u00e3o deixamos nada para tr\u00e1s, lixo ou dejetos humanos&quot;, disse Sauro  (Foto: Alessio Romeo\/La Venta)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/rCyuFenLPD8E5INNkVkTZhR1BjM=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/08\/14\/caverna5.jpg\" alt=\"As cavernas s\u00e3o um testemunho preservado do passado, diz Sauro. e um ecossistema \u00fanico que deve ser protegido. &quot;N\u00f3s temos um protocolo de prote\u00e7\u00e3o muito rigoroso. Nos descontaminamos antes de entrar e n\u00e3o deixamos nada para tr\u00e1s, lixo ou dejetos humanos&quot;, disse Sauro  (Foto: Alessio Romeo\/La Venta)\" width=\"620\" height=\"349\" \/><strong>As cavernas s\u00e3o um testemunho preservado do passado, diz Sauro. e um ecossistema \u00fanico que deve ser protegido. &#8220;N\u00f3s temos um protocolo de prote\u00e7\u00e3o muito rigoroso. Nos descontaminamos antes de entrar e n\u00e3o deixamos nada para tr\u00e1s, lixo ou dejetos humanos&#8221;, disse Sauro (Foto: Alessio Romeo\/La Venta)<\/strong><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"Algumas das forma\u00e7\u00f5es mais curiosas s\u00e3o compostas de \u00f3xido de sil\u00edcio e foram moldadas ao longo dos anos por microorganismos (provavelmente bact\u00e9rias). Acredita-se que estes estromat\u00f3litos tenham 350 mil anos  (Foto: Vittorio Crobu\/La Venta)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/jMWp7BsC-3fMK-VaD0t8_N1Cudk=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/08\/14\/caverna6.jpg\" alt=\"Algumas das forma\u00e7\u00f5es mais curiosas s\u00e3o compostas de \u00f3xido de sil\u00edcio e foram moldadas ao longo dos anos por microorganismos (provavelmente bact\u00e9rias). Acredita-se que estes estromat\u00f3litos tenham 350 mil anos  (Foto: Vittorio Crobu\/La Venta)\" width=\"620\" height=\"349\" \/><strong>Algumas das forma\u00e7\u00f5es mais curiosas s\u00e3o compostas de \u00f3xido de sil\u00edcio e foram moldadas ao longo dos anos por microorganismos (provavelmente bact\u00e9rias). Acredita-se que estes estromat\u00f3litos tenham 350 mil anos (Foto: Vittorio Crobu\/La Venta)<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os tepuyes, mesetas impressionantes na fronteira entre o Brasil, a Venezuela e a Guiana, escondem<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4847,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/caverna_amazonia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/caverna_amazonia.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/caverna_amazonia.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/caverna_amazonia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/caverna_amazonia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/caverna_amazonia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/caverna_amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/caverna_amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/caverna_amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/caverna_amazonia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os tepuyes, mesetas impressionantes na fronteira entre o Brasil, a Venezuela e a Guiana, escondem","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4846"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4846"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4846\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4847"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4846"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4846"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4846"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}