{"id":48374,"date":"2016-08-24T07:00:32","date_gmt":"2016-08-24T10:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=48374"},"modified":"2016-08-23T21:08:10","modified_gmt":"2016-08-24T00:08:10","slug":"alto-indice-de-agricultores-gauchos-doentes-poe-agrotoxicos-em-xeque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/alto-indice-de-agricultores-gauchos-doentes-poe-agrotoxicos-em-xeque\/","title":{"rendered":"Alto \u00edndice de agricultores ga\u00fachos doentes p\u00f5e agrot\u00f3xicos em xeque"},"content":{"rendered":"<div id=\"materia-letra\" class=\"materia-conteudo entry-content clearfix\">\n<div>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=48375\" rel=\"attachment wp-att-48375\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-48375\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/oncologista_fabio-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/oncologista_fabio-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/oncologista_fabio.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O agricultor At\u00edlio Marques da Rosa, de 76 anos, andava de moto quando sentiu uma forte tontura e caiu na frente de casa em Braga, uma cidadezinha de menos de 4 mil habitantes no interior do <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/rio-grande-do-sul\">Rio Grande do Sul<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;A tontura reapareceu depois, e os exames mostraram o c\u00e2ncer&#8221;, conta o filho Osmar Marques da Rosa, de 55 anos, que tamb\u00e9m \u00e9 agricultor.<\/p>\n<p>Seu At\u00edlio foi diagnosticado h\u00e1 um ano com um tumor na cabe\u00e7a, localizado entre o c\u00e9rebro e os olhos. Por causa da doen\u00e7a, j\u00e1 n\u00e3o trabalha em sua pequena propriedade, na qual produzia milho e mandioca.<\/p>\n<p>Para ele, o c\u00e2ncer tem origem: o contato com agrot\u00f3xicos, produtos qu\u00edmicos usados para matar insetos ou plantas dos quais o Brasil \u00e9 l\u00edder mundial em consumo desde 2009.<\/p>\n<p>&#8220;Meu pai acusa muito esse neg\u00f3cio de veneno. Ele nunca usou, mas as fazendas vizinhas sempre pulverizavam a soja com avi\u00e3o e tudo&#8221;, diz Osmar.<\/p>\n<p>O noroeste ga\u00facho, onde seu At\u00edlio mora, \u00e9 campe\u00e3o nacional no uso de agrot\u00f3xicos, segundo um mapa do Laborat\u00f3rio de Geografia Agr\u00e1ria da USP, elaborado a partir de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n<p>Para especialistas que lidam com o problema localmente, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas sobre a rela\u00e7\u00e3o entre o veneno e a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Diversos estudos apontam a rela\u00e7\u00e3o do uso de agrot\u00f3xicos com o c\u00e2ncer&#8221;, diz o oncologista F\u00e1bio Franke, coordenador do Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do Hospital de Caridade de Iju\u00ed, que atende 120 munic\u00edpios da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos principais problemas \u00e9 que boa parte dos trabalhadores n\u00e3o segue as instru\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para o manejo das subst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s sempre perguntamos se usam prote\u00e7\u00e3o, se usam equipamento. Mas atendemos principalmente pessoas carentes. Da renda deles n\u00e3o sobra para comprar m\u00e1scaras, luvas, \u00f3culos. Eles ficam expostos&#8221;, diz Em\u00edlia Barcelos Nascimento, volunt\u00e1ria da Liga Feminina de Combate ao C\u00e2ncer de Iju\u00ed.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Oncologista F\u00e1bio Franke v\u00ea rela\u00e7\u00e3o direta entre agrot\u00f3xicos e c\u00e2ncer (Foto: Diogo Zanatta\/BBC)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/LTELppQVxVKOor0ifbD1-K7EZHk=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/08\/23\/franke_-_diogo_zanatta_-_bbc_brasil.jpg\" alt=\"Oncologista F\u00e1bio Franke v\u00ea rela\u00e7\u00e3o direta entre agrot\u00f3xicos e c\u00e2ncer (Foto: Diogo Zanatta\/BBC)\" width=\"639\" height=\"479\" \/><strong>Oncologista F\u00e1bio Franke v\u00ea rela\u00e7\u00e3o direta entre agrot\u00f3xicos e c\u00e2ncer (Foto: Diogo Zanatta\/BBC)<\/strong><\/div>\n<p>Anderson Scheifler, assistente social da Associa\u00e7\u00e3o de Apoio a Pessoas com C\u00e2ncer da cidade (Aapecan), corrobora: &#8220;Temos como relato de vida dessas pessoas um hist\u00f3rico de utiliza\u00e7\u00e3o excessiva de defensivos agr\u00edcolas e, na maioria das vezes, sem uso de prote\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p><strong>&#8216;Alarmante epidemia&#8217;<\/strong><br \/>\nUm estudo realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) comparou o n\u00famero de mortes por c\u00e2ncer da microrregi\u00e3o de Iju\u00ed com as registradas no Estado e no pa\u00eds entre 1979 e 2003 e constatou que a taxa de mortalidade local supera tanto a ga\u00facha, que j\u00e1 \u00e9 alta, como a nacional.<\/p>\n<p>De acordo com o Inca (Instituto Nacional de C\u00e2ncer), o Rio Grande do Sul \u00e9 o Estado com a maior taxa de mortalidade pela doen\u00e7a. Em 2013, foram 186,11 homens e 140,54 mulheres mortos para cada grupo de 100 mil habitantes de cada sexo.<\/p>\n<p>O \u00edndice \u00e9 bem superior ao registrado pelos segundos colocados, Paran\u00e1 (137,60 homens) e Rio de Janeiro (118,89 mulheres).<\/p>\n<p>O Estado tamb\u00e9m \u00e9 l\u00edder na estimativa de novos casos de c\u00e2ncer neste ano, tamb\u00e9m elaborada pelo Inca &#8211; 588,45 homens e 451,89 mulheres para cada 100 mil pessoas de cada sexo.<\/p>\n<p>Em 2014, 17,5 mil pessoas morreram de c\u00e2ncer em terras ga\u00fachas &#8211; no pa\u00eds todo, foram 195 mil \u00f3bitos.<\/p>\n<p>Anualmente, cerca de 3,6 mil novos pacientes s\u00e3o atendidos na unidade coordenada por Franke. Se inclu\u00eddos os antigos, s\u00e3o 23 mil atendimentos. Destes, 22 mil s\u00e3o bancados pelo SUS (Sistema \u00danico de Sa\u00fade) &#8211; os cofres p\u00fablicos desembolsam cerca de R$ 12 milh\u00f5es por ano para os tratamentos.<\/p>\n<p>Segundo o oncologista, a maioria dos doentes vem da \u00e1rea rural &#8211; mas o problema pode ser ainda maior, j\u00e1 que os malef\u00edcios dos agrot\u00f3xicos n\u00e3o ocorrem apenas por exposi\u00e7\u00e3o direta pelo trabalho no campo, mas tamb\u00e9m via alimenta\u00e7\u00e3o, contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e ar.<\/p>\n<p>&#8220;Se esses n\u00fameros fossem de pacientes de dengue ou mesmo uma simples gripe, n\u00e3o tenho d\u00favida de que a situa\u00e7\u00e3o seria tratada como a mais alarmante epidemia, com decreto de calamidade p\u00fablica e tudo. Mas \u00e9 c\u00e2ncer. H\u00e1 um sil\u00eancio estranho em torno dessa realidade&#8221;, afirma o promotor Nilton Kasctin do Santos, do Minist\u00e9rio P\u00fablico da cidade de Catu\u00edpe.<\/p>\n<p>&#8220;Milhares de pessoas est\u00e3o morrendo de c\u00e2ncer por causa dos agrot\u00f3xicos&#8221;, acrescenta ele, que atua no combate aos produtos.<\/p>\n<p>Procurado pela BBC Brasil, o Sindiveg (Sindicato Nacional da Ind\u00fastria de Produtos para Defesa Vegetal), que representa os fabricantes de agrot\u00f3xicos, encaminhou o questionamento para a Andef (Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Defesa Vegetal), que responde basicamente pelas mesmas empresas.<\/p>\n<p>Em nota, a Andef afirma que &#8220;toda subst\u00e2ncia qu\u00edmica, sintetizada em laborat\u00f3rio ou mesmo aquelas encontradas na natureza, pode ser considerada um agente t\u00f3xico&#8221; e que os riscos \u00e0 sa\u00fade dependem &#8220;das condi\u00e7\u00f5es de exposi\u00e7\u00e3o, que incluem: a dose (quantidade de ingest\u00e3o ou contato), o tempo, a frequ\u00eancia etc.&#8221;.<\/p>\n<p>O texto afirma ainda que &#8220;o setor de defensivos agr\u00edcolas apresenta o grau de regulamenta\u00e7\u00e3o mais r\u00edgido do mundo&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Salto no consumo<\/strong><br \/>\nA comercializa\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos aumentou 155% em dez anos no Brasil, apontam os Indicadores de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (IDS), estudo elaborado pelo IBGE no ano passado &#8211; entre 2002 e 2012, o uso saltou de 2,7 quilos por hectare para 6,9 quilos por hectare.<\/p>\n<p>O n\u00famero \u00e9 preocupante, especialmente porque 64,1% dos venenos aplicados em 2012 foram considerados como perigosos e 27,7% muito perigosos, aponta o IBGE.<\/p>\n<p>O Inca \u00e9 um dos \u00f3rg\u00e3os que se posicionam oficialmente &#8220;contra as atuais pr\u00e1ticas de uso de agrot\u00f3xicos no Brasil&#8221; e &#8220;ressalta seus riscos \u00e0 sa\u00fade, em especial nas causas do c\u00e2ncer&#8221;.<\/p>\n<p>Como solu\u00e7\u00e3o, recomenda o fim da pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea dos venenos, o fim da isen\u00e7\u00e3o fiscal para a comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos e o incentivo \u00e0 agricultura org\u00e2nica, que n\u00e3o usa agrot\u00f3xico para o cultivo de alimentos.<\/p>\n<p>M\u00e1rcia Sarpa Campos Mello, pesquisadora do instituto e uma das autoras do &#8220;Dossi\u00ea Abrasco &#8211; Os impactos dos Agrot\u00f3xicos na Sa\u00fade&#8221;, ressalta que o agrot\u00f3xico mais usado no Brasil, o glifosato &#8211; vendido com o nome de Roundup e fabricado pela Monsanto &#8211; \u00e9 proibido em toda a Europa.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Especialistas ligam uso de agrot\u00f3xicos \u00e0 alta incid\u00eancia de c\u00e2ncer no RS (Foto: Diogo Zanatta\/BBC Brasil)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/473OiUxCsn6Ni2DUu3p5woMFHhk=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/08\/23\/lavoura_rs_-_diogo_zanatta_-_bbc_brasil.jpg\" alt=\"Especialistas ligam uso de agrot\u00f3xicos \u00e0 alta incid\u00eancia de c\u00e2ncer no RS (Foto: Diogo Zanatta\/BBC Brasil)\" width=\"640\" height=\"480\" \/><strong>Especialistas ligam uso de agrot\u00f3xicos \u00e0 alta incid\u00eancia de c\u00e2ncer no RS (Foto: Diogo Zanatta\/BBC Brasil)<\/strong><\/div>\n<p>Segundo ela, o glifosato est\u00e1 relacionado aos c\u00e2nceres de mama e pr\u00f3stata, al\u00e9m de linfoma e outras muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas.<\/p>\n<p>&#8220;A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) afirma que 80% dos casos de c\u00e2ncer s\u00e3o atribu\u00eddos \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o de agentes qu\u00edmicos. Se os agrot\u00f3xicos tamb\u00e9m s\u00e3o esses agentes, o que j\u00e1 est\u00e1 comprovado, temos que diminuir ou banir completamente esses produtos&#8221;, defende.<\/p>\n<p>A Monsanto, entretanto, recha\u00e7a a opini\u00e3o. Procurada pela BBC Brasil, a empresa afirma que o registro do glifosato na Uni\u00e3o Europeia foi renovado por 18 meses, em junho.<\/p>\n<p>A renova\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o passou sem pol\u00eamica. A inten\u00e7\u00e3o inicial era que a renova\u00e7\u00e3o fosse por 15 anos. Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Su\u00e9cia e Pa\u00edses Baixos foram contra. Um dos motivos \u00e9 a recente classifica\u00e7\u00e3o da Agency for Research on Cancer (IARC), parte da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, que classificou o glifosato como &#8220;provavelmente cancer\u00edgeno para humanos&#8221;.<\/p>\n<p>Procurada, a Monsanto afirma que &#8220;todos os usos de produtos registrados \u00e0 base de glifosato s\u00e3o seguros para a sa\u00fade e o meio ambiente, o que \u00e9 comprovado por um dos maiores bancos de dados cient\u00edficos j\u00e1 compilados sobre um produto agr\u00edcola&#8221;.<\/p>\n<p>A empresa diz ainda tratar-se de &#8220;um dos herbicidas mais usados no mundo, por mais de 40 anos e em mais de 160 pa\u00edses&#8221;, e que &#8220;nenhuma associa\u00e7\u00e3o do glifosato com essas doen\u00e7as \u00e9 apoiada por testes de toxicologia, experimenta\u00e7\u00e3o ou observa\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas vezes mais<\/strong><br \/>\nSegundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva (Abrasco), o brasileiro consome at\u00e9 12 litros de agrot\u00f3xico por ano.<\/p>\n<p>A bi\u00f3loga Francesca Werner Ferreira, da Aipan (Associa\u00e7\u00e3o Ijuiense de Prote\u00e7\u00e3o ao Ambiente Natural) e professora da Uniju\u00ed (Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul), alerta que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda pior no noroeste ga\u00facho, onde o volume consumido pode ser tr\u00eas vezes maior.<\/p>\n<p>Ela conta que produtores da regi\u00e3o t\u00eam abusado das subst\u00e2ncias para secar culturas fora de \u00e9poca da colheita e, assim, aumentar a produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 o caso do trigo, que recebe doses extras de glifosato, 2,4-D, um dos componentes do &#8220;agente laranja&#8221;, usado como arma qu\u00edmica durante a Guerra do Vietn\u00e3, e paraquat.<\/p>\n<p>Segundo o promotor Nilton Kasctin do Santos, este \u00faltimo causa necrose nos rins e morte das c\u00e9lulas do pulm\u00e3o, que terminam em asfixia sem que haja a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio, pois isso potencializaria os efeitos da subst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>&#8220;Nada disso \u00e9 inven\u00e7\u00e3o de palpiteiro, de ambientalista de esquerda ou de algum cientista maluco que nunca tomou sol. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 inven\u00e7\u00e3o de algum inimigo do agroneg\u00f3cio. Sabe quem diz tudo isso sobre o paraquat? O pr\u00f3prio fabricante. Est\u00e1 na bula, no r\u00f3tulo&#8221;, alerta o promotor.<\/p>\n<p>No \u00faltimo ano, 52 pessoas morreram por intoxica\u00e7\u00e3o por paraquat em terras ga\u00fachas, segundo o Centro de Informa\u00e7\u00e3o Toxicol\u00f3gica do Estado.<\/p>\n<p>No Brasil, 1.186 mortes foram causadas por intoxica\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xico de 2007 a 2014, segundo a coordenadora do Laborat\u00f3rio de Geografia Agr\u00e1ria da USP, Larissa Bombardi.<\/p>\n<p>A estimativa \u00e9 que para cada registro de intoxica\u00e7\u00e3o existam outros 50 casos n\u00e3o notificados, afirma ela. A pesquisa da professora aponta ainda que 300 beb\u00eas de zero a um ano de idade sofreram intoxica\u00e7\u00e3o no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>A Syngenta, fabricante do paraquat, n\u00e3o se manifestou sobre os casos de intoxica\u00e7\u00e3o e afirmou endossar o posicionamento da Andef.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O agricultor At\u00edlio Marques da Rosa, de 76 anos, andava de moto quando sentiu uma<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":48375,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/oncologista_fabio.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/oncologista_fabio-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/oncologista_fabio-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/oncologista_fabio.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/oncologista_fabio.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/oncologista_fabio.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/oncologista_fabio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/oncologista_fabio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/oncologista_fabio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/oncologista_fabio.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O agricultor At\u00edlio Marques da Rosa, de 76 anos, andava de moto quando sentiu uma","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48374"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48374"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48374\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48375"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48374"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48374"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48374"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}