{"id":48353,"date":"2016-08-23T13:00:34","date_gmt":"2016-08-23T16:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=48353"},"modified":"2016-08-22T18:34:03","modified_gmt":"2016-08-22T21:34:03","slug":"alteracao-dos-campos-magneticos-causou-extincao-em-massa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/alteracao-dos-campos-magneticos-causou-extincao-em-massa\/","title":{"rendered":"Altera\u00e7\u00e3o dos campos magn\u00e9ticos causou extin\u00e7\u00e3o em massa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=48354\" rel=\"attachment wp-att-48354\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-48354\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/campo_magnetico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/campo_magnetico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/campo_magnetico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Cerca de 550 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, o campo magn\u00e9tico da Terra virou rapidamente suas orienta\u00e7\u00f5es, trocando norte e sul e desencadeando a extin\u00e7\u00e3o maci\u00e7a que encerrou o Per\u00edodo Ediacarano, descobriram os pesquisadores. Eles afirmam que a hiperatividade de campos magn\u00e9ticos da Terra pode ter levado \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da camada de oz\u00f4nio e um aumento da radia\u00e7\u00e3o ultravioleta (UV) que chegava \u00e0 Terra.<\/p>\n<p>Acredita-se que essas mudan\u00e7as r\u00e1pidas possam ter conduzido \u00e0 \u201cexplos\u00e3o cambriana\u201d, quando criaturas invertebradas foram rapidamente substitu\u00eddas por novas esp\u00e9cies complexas de animais que poderiam escapar da luz. Organismos do Per\u00edodo Ediacarano eram grandes invertebrados. Estes organismos viveram entre as grandes massas de bact\u00e9rias no fundo do oceano, impedindo o oxig\u00eanio de chegar l\u00e1. O decl\u00ednio deste per\u00edodo \u00e9 marcado pela crise Kotlinian, na qual muitos desses organismos foram extintos.<\/p>\n<p>Quando a explos\u00e3o Cambriana ocorreu, 542 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, animais vertebrados mais complexos e com olhos sofisticados surgiram, quebrando as esteiras bacterianas. Isso fez com que o mar se tornasse mais hospitaleiro, de acordo com a <em>Science<\/em>, deixando o oxig\u00eanio se dissolver na \u00e1rea.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-9358\" src=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/extincao-em-massa_01.jpg\" sizes=\"(max-width: 727px) 100vw, 727px\" srcset=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/extincao-em-massa_01-300x212.jpg 300w, http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/extincao-em-massa_01.jpg 634w\" alt=\"extincao-em-massa_01\" width=\"638\" height=\"452\" \/><\/p>\n<p>Pesquisadores t\u00eam argumentado muitas causas poss\u00edveis para a explos\u00e3o Cambriana, desde o aumento de oxig\u00eanio atmosf\u00e9rico at\u00e9 o aumento das esp\u00e9cies carn\u00edvoras. Mas, a nova hip\u00f3tese afirmada por pesquisadores dos Estados Unidos e da R\u00fassia sugere que as mudan\u00e7as evolutivas podem ter se originado a partir das revers\u00f5es de campo magn\u00e9tico da Terra.<\/p>\n<p><em>\u201cO campo magn\u00e9tico da Terra passou por um per\u00edodo de revers\u00f5es hiperativas\u201d<\/em>, explicou \u00e0 <em>Science<\/em>, Joseph Meert, um ge\u00f3logo da Universidade da Fl\u00f3rida em Gainesville.<\/p>\n<p>Um per\u00edodo de revers\u00e3o pode ocorrer ao longo de 7 mil a 10 mil anos, enfraquecendo a camada de oz\u00f4nio entre 20% e 40% em algumas \u00e1reas, permitindo \u00e0 radia\u00e7\u00e3o solar mais malef\u00edcios e raios c\u00f3smicos.\u00a0Os pesquisadores estudaram registros magn\u00e9ticos conservados pelos minerais de 550 milh\u00f5es de anos, de rochas dos Montes Urais, na R\u00fassia Ocidental, revelando que os campos magn\u00e9ticos podem ter se invertido a uma taxa vinte vezes mais r\u00e1pido no Per\u00edodo Ediacarano do que hoje.<\/p>\n<p>Isso poderia ter dobrado a quantidade de UV que atinge a superf\u00edcie da Terra. Com mais radia\u00e7\u00e3o UV chegando, animais que escapam da luz teriam uma chance muito maior de sobreviv\u00eancia.\u00a0<em>\u201cN\u00f3s argumentamos que a combina\u00e7\u00e3o de menos oz\u00f4nio com a radia\u00e7\u00e3o incidente mais elevada resultou na extin\u00e7\u00e3o de organismos de Ediacarano, e favoreceu o surgimento de organismos capazes de se enterrarem na vertical ou adapta\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o para sobreviver aos danos no DNA da radia\u00e7\u00e3o UVB\u201d,<\/em> segundo o artigo publicado na <em>Science Direct<\/em>.<\/p>\n<p>Conchas duras e olhos complexos permitiriam que os organismos se abrigassem, fugindo da luz. As novas caracter\u00edsticas tamb\u00e9m dariam condi\u00e7\u00f5es para que prosperassem em \u00e1reas mais profundas, com ondas fortes.\u00a0Embora a hip\u00f3tese forne\u00e7a uma nova explica\u00e7\u00e3o para a explos\u00e3o Cambriana, foi recebida com ceticismo por outros pesquisadores, segundo a <em>Science<\/em>. Alguns argumentam que, enquanto a radia\u00e7\u00e3o UV aumentasse durante os per\u00edodos de enfraquecimento de campos, os efeitos seriam limitados a uma escala evolutiva.<\/p>\n<p>Os pesquisadores agora est\u00e3o analisando as evid\u00eancias da revers\u00e3o em sedimentos de amostras do Per\u00edodo Ediacarano para encontrar provas de n\u00edveis elevados de UV nos f\u00f3sseis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 550 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, o campo magn\u00e9tico da Terra virou rapidamente suas<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":48354,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/campo_magnetico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/campo_magnetico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/campo_magnetico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/campo_magnetico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/campo_magnetico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/campo_magnetico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/campo_magnetico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/campo_magnetico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/campo_magnetico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/campo_magnetico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cerca de 550 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, o campo magn\u00e9tico da Terra virou rapidamente suas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48353"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48353"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48353\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48354"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48353"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48353"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48353"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}