{"id":4829,"date":"2014-08-14T16:23:15","date_gmt":"2014-08-14T16:23:15","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=4829"},"modified":"2014-08-14T16:23:15","modified_gmt":"2014-08-14T16:23:15","slug":"populacao-de-abelhas-tem-declinio-em-varios-paises-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/populacao-de-abelhas-tem-declinio-em-varios-paises-do-mundo\/","title":{"rendered":"Popula\u00e7\u00e3o de abelhas tem decl\u00ednio em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/abelhas_declinios.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-4830\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/abelhas_declinios.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>A popula\u00e7\u00e3o de abelhas registra um expressivo decl\u00ednio em v\u00e1rios pa\u00edses, inclusive no Brasil. Em agosto do ano passado, a revista Time trazia na capa um alerta para o risco de desaparecimento das abelhas mel\u00edferas, com a chamada \u201cO mundo sem abelhas\u201d e o alerta: \u201cO pre\u00e7o que pagaremos se n\u00e3o descobrirmos o que est\u00e1 matando as mel\u00edferas\u201d.<\/p>\n<p>O desaparecimento das fabricantes de mel preocupa n\u00e3o s\u00f3 pela amea\u00e7a \u00e0 exist\u00eancia desse produto, mas tamb\u00e9m porque as abelhas t\u00eam chamado a aten\u00e7\u00e3o principalmente pelo importante papel que representam na produ\u00e7\u00e3o de alimentos. N\u00e3o \u00e9 para menos. Elas s\u00e3o respons\u00e1veis por 70% da poliniza\u00e7\u00e3o dos vegetais consumidos no mundo ao transportar o p\u00f3len de uma flor para outra, que resulta na fecunda\u00e7\u00e3o das flores. Algumas culturas, como as am\u00eandoas produzidas e exportadas para o mundo inteiro pelos Estados Unidos, dependem exclusivamente desses insetos na poliniza\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de frutos.<\/p>\n<p>A ma\u00e7\u00e3, o mel\u00e3o e a castanha-do-par\u00e1, para citar alguns exemplos, tamb\u00e9m s\u00e3o dependentes de polinizadores. Entre as prov\u00e1veis causas para o desaparecimento das abelhas est\u00e3o os componentes qu\u00edmicos presentes nos neonicotinoides, classe de defensivos agr\u00edcolas amplamente utilizados no mundo. Al\u00e9m de pesticidas, outros fatores, como mudan\u00e7as clim\u00e1ticas com maior ocorr\u00eancia de eventos extremos, infesta\u00e7\u00e3o por um \u00e1caro que se alimenta da hemolinfa (correspondente ao sangue de invertebrados) das abelhas, monoculturas que fornecem pouco p\u00f3len como milho e trigo e at\u00e9 t\u00e9cnicas para aumentar a produ\u00e7\u00e3o de mel, podem ser respons\u00e1veis pelo fen\u00f4meno conhecido como dist\u00farbio de colapso de col\u00f4nias (CCD, na sigla em ingl\u00eas), que provoca a desorienta\u00e7\u00e3o espacial desses insetos e morte fora das colmeias.<\/p>\n<p>O dist\u00farbio j\u00e1 provocou a morte de 35% das abelhas criadas em cativeiro nos Estados Unidos. Na busca por respostas que ajudem a combater o problema, o Instituto Tecnol\u00f3gico Vale (ITV), em Bel\u00e9m, no Par\u00e1, desenvolveu em colabora\u00e7\u00e3o com a Organiza\u00e7\u00e3o de Pesquisa da Comunidade Cient\u00edfica e Industrial (CSIRO), na Austr\u00e1lia, microssensores \u2013 pequenos quadrados com 2,5 mil\u00edmetros de cada lado e peso de 5,4 miligramas \u2013, que s\u00e3o colados no t\u00f3rax das abelhas da esp\u00e9cie Apis mellifera africanizada (abelhas com ferr\u00e3o resultantes de variedades europeias e africanas) para avalia\u00e7\u00e3o do seu comportamento sob a influ\u00eancia de pesticidas e de eventos clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Uma parte do experimento est\u00e1 sendo conduzida na Austr\u00e1lia e a outra no Brasil. No estado australiano da Tasm\u00e2nia, ilha ao sul do continente da Oceania, ser\u00e1 feito um estudo comparativo com 10 mil abelhas para avaliar como elas reagem quando expostas a pesticidas. Para isso, duas colmeias foram colocadas em contato com p\u00f3len contaminado e outras duas n\u00e3o. \u201cSe for notada qualquer altera\u00e7\u00e3o no comportamento dos insetos expostos ao pesticida, como incapacidade de voltar para a colmeia, desorienta\u00e7\u00e3o ou mesmo morte precoce, o produto passar\u00e1 a ser o principal suspeito do dist\u00farbio de colapso de col\u00f4nias\u201d, diz o f\u00edsico Paulo de Souza, coordenador da pesquisa e professor visitante do ITV.<\/p>\n<p>O projeto foi iniciado em setembro do ano passado e seu t\u00e9rmino est\u00e1 previsto para abril de 2015, com a divulga\u00e7\u00e3o dos resultados no segundo semestre. \u201cA principal raz\u00e3o para a escolha da Tasm\u00e2nia \u00e9 que se trata de um ambiente distinto, onde n\u00e3o h\u00e1 polui\u00e7\u00e3o e metade do territ\u00f3rio \u00e9 composta por florestas\u201d, diz Souza, que tamb\u00e9m \u00e9 professor da Universidade da Tasm\u00e2nia. Como as mel\u00edferas australianas pesam em torno de 105 miligramas, o sensor representa cerca de 5% do seu peso.<\/p>\n<p>J\u00e1 as abelhas da mesma esp\u00e9cie que vivem no Brasil pesam cerca de 70 miligramas \u2013 o que levou os pesquisadores a fazerem testes em t\u00faneis de vento para avaliar se o sensor poderia ter influ\u00eancia sobre a sua capacidade de voo. \u201cAvaliamos a batida das asas e a inclina\u00e7\u00e3o do corpo em abelhas com o sensor e sem ele, e verificamos que n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o na capacidade de voar\u201d, diz Souza. A parte do experimento que est\u00e1 sendo feita no Brasil tem como foco inicial o monitoramento de 400 abelhas durante tr\u00eas meses para avaliar em que medida as mudan\u00e7as do clima, principalmente a altera\u00e7\u00e3o do regime de chuvas na Amaz\u00f4nia, afetam os insetos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o sabemos como elas v\u00e3o se comportar diante das proje\u00e7\u00f5es de aumento da temperatura e de altera\u00e7\u00f5es no clima devido ao aquecimento global\u201d, diz Souza. Os estudos est\u00e3o sendo feitos em um api\u00e1rio no munic\u00edpio de Santa B\u00e1rbara do Par\u00e1, pr\u00f3ximo a Bel\u00e9m. \u201cCada sensor tem um c\u00f3digo gravado, que funciona como se fosse uma identidade de cada abelha\u201d, diz Souza. Com ele \u00e9 poss\u00edvel avaliar, em detalhes, todos os indiv\u00edduos da colmeia.<\/p>\n<p>Conclu\u00edda essa etapa da pesquisa, um segundo estudo ter\u00e1 in\u00edcio, desta vez com abelhas nativas sem ferr\u00e3o do Par\u00e1, que parecem sofrer mais o impacto da altera\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica do que as europeias. Embora n\u00e3o sejam grandes produtoras de mel, elas s\u00e3o excelentes polinizadores. Como as abelhas t\u00eam um ciclo de vida relativamente curto, de cerca de dois meses, ser\u00e1 poss\u00edvel acompanhar v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es. Os sensores que est\u00e3o sendo testados em campo fazem parte de uma primeira gera\u00e7\u00e3o desenvolvida pelo ITV e CSIRO \u2013 e outros j\u00e1 est\u00e3o a caminho.<\/p>\n<p>\u201cUma das inova\u00e7\u00f5es obtidas \u00e9 a dist\u00e2ncia de comunica\u00e7\u00e3o que conseguimos alcan\u00e7ar, de at\u00e9 30 cent\u00edmetros\u201d, ressalta o pesquisador. Isso foi feito com a melhoria da qualidade da antena do chip, o que aumentou a sua capacidade de se comunicar a dist\u00e2ncia. \u201cA CSIRO desenvolveu o sistema wi-fi (sem fio) e fez a modifica\u00e7\u00e3o na antena.\u201d Durante o seu doutorado, Souza trabalhou com um grupo de pesquisa dedicado a construir sensores para miss\u00f5es espaciais, como os que foram instalados no bra\u00e7o mec\u00e2nico do jipe rob\u00f3tico Opportunity, enviado em 2004 a Marte.<\/p>\n<p>Essa miss\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica do planeta vermelho, que busca sinais da presen\u00e7a passada de \u00e1gua, continua em atividade. O microssensor \u00e9 composto por um chip com mem\u00f3ria de armazenamento de 500 mil bytes \u2013 suficiente para guardar dados a cada segundo por quase uma semana \u2013, uma antena e uma bateria. As informa\u00e7\u00f5es sobre o movimento das abelhas captadas pelo chip s\u00e3o retransmitidas para antenas instaladas no entorno da colmeia e em esta\u00e7\u00f5es de alimenta\u00e7\u00e3o, e depois transferidas para um centro de controle.<\/p>\n<p>Com os dados coletados no campo, os pesquisadores constroem um modelo tridimensional da movimenta\u00e7\u00e3o dos insetos que permite saber se eles est\u00e3o agindo naturalmente ou se, por algum motivo, est\u00e3o desorientados e n\u00e3o conseguem retornar aos seus locais de origem. Cada antena custa cerca de US$ 300, o que torna a t\u00e9cnica mais aplic\u00e1vel em compara\u00e7\u00e3o com outros dispositivos similares, cujo pre\u00e7o varia em torno de US$ 10 mil. \u201cO pr\u00f3prio chip, de US$ 0,30, \u00e9 muito mais barato do que os que est\u00e3o no mercado e s\u00e3o vendidos a US$ 6.\u201d<\/p>\n<p>O f\u00edsico ressalta que, desde o in\u00edcio, eles sempre buscaram um processo de manufatura que permitisse a produ\u00e7\u00e3o em escala industrial ao menor pre\u00e7o poss\u00edvel. A pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de chips, em fase final de desenvolvimento, ser\u00e1 capaz de gerar e armazenar a sua pr\u00f3pria energia e tamb\u00e9m de captar a temperatura, umidade e insola\u00e7\u00e3o do ambiente. Os planos n\u00e3o param por aqui.<\/p>\n<p>\u201cQueremos desenvolver, em quatro anos, um chip do tamanho de um gr\u00e3o de areia para monitoramento de mosquitos transmissores da dengue e mal\u00e1ria\u201d, diz Souza. Entre as v\u00e1rias estrat\u00e9gias estudadas para a aplica\u00e7\u00e3o desse diminuto equipamento, a mais promissora, na avalia\u00e7\u00e3o do pesquisador, \u00e9 lan\u00e7ar um jato de spray sobre os insetos.<\/p>\n<p>Ampliar o raio de a\u00e7\u00e3o dos sensores tamb\u00e9m \u00e9 uma das metas do projeto. \u201cQueremos chegar a centenas de metros para explorar a plataforma tecnol\u00f3gica futuramente em outras aplica\u00e7\u00f5es, como fuselagem de aeronaves, roupas de funcion\u00e1rios em \u00e1reas de risco e \u00f3culos de monitoramento \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o ultravioleta\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>As duas institui\u00e7\u00f5es destinaram ao projeto \u2013 do qual participam 23 pesquisadores de diversas \u00e1reas do conhecimento \u2013 US$ 25 milh\u00f5es para um per\u00edodo de cinco anos. Agrot\u00f3xicos e abelhas O comportamento das abelhas tamb\u00e9m \u00e9 o foco de v\u00e1rios estudos conduzidos por um grupo de 20 pesquisadores, sob a coordena\u00e7\u00e3o do professor Osmar Malaspina, do Instituto de Bioci\u00eancias da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, no interior paulista.<br \/>\nAl\u00e9m de Malaspina, o n\u00facleo de pesquisa \u00e9 composto pelas professoras Roberta Nocelli e Elaine Cristina da Silva Zacarin, ambas da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), e do professor Stephan Malfitano de Carvalho, da Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU). \u201cSomos o primeiro grupo de pesquisa no Brasil a estudar a rela\u00e7\u00e3o entre agrot\u00f3xicos e abelhas\u201d, diz Malaspina.<\/p>\n<p>Ele pesquisa o tema desde o seu mestrado, na d\u00e9cada de 1970, mas s\u00f3 a partir de 2000 voltou a se dedicar intensamente ao assunto em fun\u00e7\u00e3o de reclama\u00e7\u00f5es de apicultores que estavam perdendo abelhas ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de inseticidas, principalmente para combater pragas que atacam os canaviais. \u201cEssas perdas come\u00e7aram a ser relatadas ap\u00f3s a entrada de novos produtos no mercado\u201d, relata.<\/p>\n<p>Segundo Malaspina, 20 mil col\u00f4nias de abelhas foram perdidas no estado de S\u00e3o Paulo entre 2008 e 2010; 100 mil em Santa Catarina apenas em 2011; e as estimativas apontam para perdas anuais de 40% de colmeias no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais. Cada col\u00f4nia ou colmeia tem, em m\u00e9dia, 50 mil indiv\u00edduos. \u201cAs informa\u00e7\u00f5es sobre as perdas foram passadas por apicultores, mas n\u00e3o sabemos a causa da morte, porque as abelhas podem morrer por v\u00e1rios fatores al\u00e9m dos inseticidas, como doen\u00e7a, manejo, seca extrema, entre outras vari\u00e1veis.\u201d<\/p>\n<p>Em alguns casos, como a de um apicultor do munic\u00edpio de Boa Esperan\u00e7a do Sul, no interior de S\u00e3o Paulo, a rela\u00e7\u00e3o entre causa e efeito ficou comprovada. \u201cEm 2008, em uma ter\u00e7a-feira ele tinha 400 colmeias, na quarta houve uma aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea num local pr\u00f3ximo e apenas um dia depois, na quinta, todas as abelhas estavam mortas\u201d, diz Malaspina. O resultado de uma an\u00e1lise feita apontou que um inseticida neonicotinoide era o respons\u00e1vel pelas mortes.<\/p>\n<p>Um dos estudos do seu grupo para avaliar o efeito dos agrot\u00f3xicos no organismo das abelhas \u00e9 feito dentro do laborat\u00f3rio e em estufas que simulam as condi\u00e7\u00f5es de colmeias. Resultados de testes feitos pelos pesquisadores apontam que os agrot\u00f3xicos atingem o sistema digest\u00f3rio e o c\u00e9rebro das abelhas. Em casos mais graves, elas n\u00e3o conseguem se alimentar e morrem por inani\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outros experimentos est\u00e3o sendo feitos para avaliar de que forma esses insetos, quando conseguem sobreviver \u00e0 intoxica\u00e7\u00e3o, s\u00e3o afetados. Esse conhecimento \u00e9 importante para proteger a grande variedade de abelhas existente no Brasil, com cerca de 2 mil esp\u00e9cies descritas. Al\u00e9m da preocupa\u00e7\u00e3o com as perdas dos apicultores, existe o risco para as culturas que dependem delas para a poliniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O maracuj\u00e1, por exemplo, s\u00f3 produz se for visitado pela mamangava, assim como a berinjela, o piment\u00e3o e outras esp\u00e9cies vegetais que, por terem flores mais fechadas, precisam de polinizadores espec\u00edficos.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rio Akatu: a rela\u00e7\u00e3o direta entre o uso intensivo de pesticidas qu\u00edmicos na agricultura e o decl\u00ednio da popula\u00e7\u00e3o de abelhas em diferentes lugares do mundo sinaliza a intensa rela\u00e7\u00e3o de interdepend\u00eancia ao longo da hist\u00f3ria entre a a\u00e7\u00e3o humana e seu impacto sobre os ecossistemas.<\/p>\n<p>Os estudos citados nesta reportagem mostram que est\u00e1 em risco a continuidade da esp\u00e9cie que \u00e9 a principal respons\u00e1vel pela poliniza\u00e7\u00e3o, fase essencial para o ciclo reprodutivo de quase toda a flora terrestre e, desse modo, para a vida em nosso planeta. Mais do que ser parte da origem do problema, os consumidores tamb\u00e9m podem ser o impulso para sua solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por meio de mudan\u00e7as em suas pr\u00e1ticas cotidianas, os consumidores se percebem como cidad\u00e3os e, ao se empoderarem, incentivam as empresas a inovar no sentido de criar formas de produzir que sejam socialmente justas e ambientalmente equilibradas, inclusive na agricultura. Este novo comportamento e esta nova consci\u00eancia s\u00e3o primordiais para tornar vi\u00e1vel um futuro mais sustent\u00e1vel para toda a vida no planeta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o de abelhas registra um expressivo decl\u00ednio em v\u00e1rios pa\u00edses, inclusive no Brasil. 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