{"id":47805,"date":"2016-08-15T15:00:14","date_gmt":"2016-08-15T18:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=47805"},"modified":"2016-08-15T07:39:26","modified_gmt":"2016-08-15T10:39:26","slug":"pesquisadores-desvendam-o-misterio-por-que-os-girassois-de-repente-param-de-seguir-o-sol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-desvendam-o-misterio-por-que-os-girassois-de-repente-param-de-seguir-o-sol\/","title":{"rendered":"Pesquisadores desvendam o mist\u00e9rio: por que os girass\u00f3is de repente param de seguir o sol"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=47806\" rel=\"attachment wp-att-47806\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-47806\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/girasol-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/girasol-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/girasol.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores da Universidade da Calif\u00f3rnia em Davis, nos Estados Unidos, descobriram a resposta para a interrup\u00e7\u00e3o dos movimentos dos girass\u00f3is, que acompanham a trajet\u00f3ria do astro de leste a oeste todos os dias, e de repente param de faz\u00ea-lo, at\u00e9 morrer.<\/p>\n<p>O estudo, publicado na edi\u00e7\u00e3o desta semana da revista cient\u00edfica &#8220;Science&#8221;, esclarece a mudan\u00e7a na rotina dos girass\u00f3is a partir da vida adulta, o que sempre foi um mist\u00e9rio para os cientistas. De acordo com a pesquisa, a resposta est\u00e1 nos ritmos circadianos, o rel\u00f3gio interno dos girass\u00f3is.<\/p>\n<p>O ciclo de um girassol \u00e9 sempre o mesmo: todos os dias, despertam e acompanham o Sol como as agulhas de um rel\u00f3gio. A noite, percorrem o sentido contr\u00e1rio para esperar novamente sua sa\u00edda na manh\u00e3 do dia seguinte.<\/p>\n<p>Mas um dia deixam de faz\u00ea-lo, alcan\u00e7am a maturidade e param com essa movimenta\u00e7\u00e3o. A partir de ent\u00e3o, n\u00e3o voltam a girar pelo resto da vida, e ficam voltados para o oriente indefinidamente, at\u00e9 morrerem.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Produtores investiram em outras culturas ao temerem a queda nas vendas do \u00f3leo de girassol devido \u00e0 crise (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/ TVCA)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/0RRpBx3ceFLt4him1wmg_G_CSDE=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/08\/08\/girassol01.jpg\" alt=\"Produtores investiram em outras culturas ao temerem a queda nas vendas do \u00f3leo de girassol devido \u00e0 crise (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/ TVCA)\" width=\"639\" height=\"479\" \/><strong>O heliotropismo favorece o crescimento das flores (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/ TVCA)<\/strong><\/div>\n<p><strong>Crescimento desigual<\/strong><br \/>\nDepois de uma s\u00e9rie desses testes, os bi\u00f3logos americanos descobriram que uma parte do talo dos girass\u00f3is se estica durante o dia, e outra \u00e0 noite.<\/p>\n<p>Os pesquisadores colocaram os girass\u00f3is em vasos, obrigando as flores a ficarem na posi\u00e7\u00e3o voltada ao leste na parte da tarde. Em outros casos, imobilizaram os talos, impossibilitando o giro. E ainda colocaram algumas plantas com ciclos di\u00e1rios de 30 horas, em vez de 24.<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia, os girass\u00f3is afetados perderam at\u00e9 10% da biomassa e o tamanho das folhas tamb\u00e9m foi reduzido visivelmente.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 explicado porque, ainda que a presen\u00e7a da luz seja fundamental, \u00e9 o ritmo circadiano o que realmente determina quando o girassol gira e quando deixa de faz\u00ea-lo, antecipando, de alguma forma, a chegada do Sol.<\/p>\n<p>Este movimento, chamado de heliotropismo pelos cientistas, favorece o crescimento da plantas. \u00c9 um sistema muito eficiente para o desenvolvimento porque lhes permite aproveitar ao m\u00e1ximo a luz do Sol, vital para a fotoss\u00edntese, ao mesmo tempo em que fomenta a produ\u00e7\u00e3o de auxinas, os horm\u00f4nios do crescimento.<\/p>\n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Uma abelha coberta de p\u00f3len voa para um girassol em um campo perto de Frankfurt, no leste da Alemanha (Foto:  Patrick Pleul\/dpa via AP)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/Pce55IqLEfK3slGRSN4VjMzkt7A=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/07\/05\/germany_weather_patrick_pleul_ap.jpg\" alt=\"Uma abelha coberta de p\u00f3len voa para um girassol em um campo perto de Frankfurt, no leste da Alemanha (Foto:  Patrick Pleul\/dpa via AP)\" width=\"639\" height=\"479\" \/><strong>Uma abelha coberta de p\u00f3len voa para um girassol em um campo perto de Frankfurt, no leste da Alemanha (Foto: Patrick Pleul\/dpa via AP)<\/strong><\/div>\n<p>&#8220;Os girass\u00f3is imaturos seguem se movimentando com o Sol, mas, quando amadurecem, se acomodam, e passam a olhar apenas para o leste&#8221;, afirma o estudo.<\/p>\n<p>\u00c9 o crescimento desigual dos talos que provoca o giro. E quando deixam de crescer, deixam de girar.<\/p>\n<p>E n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que, para os girass\u00f3is, h\u00e1 vantagens em ser maior do que os outros. Quando se acomodam, as flores maiores desprendem um calor adicional, o que as torna mais atrativas para os polinizadores. E a poliniza\u00e7\u00e3o, por sua vez, permite que esse girassol &#8220;velho&#8221; se reproduza, perpetuando a esp\u00e9cie e come\u00e7ando, novamente, o seu baile em busca do Sol.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade da Calif\u00f3rnia em Davis, nos Estados Unidos, descobriram a resposta para a<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":47806,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/girasol.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/girasol-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/girasol-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/girasol.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/girasol.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/girasol.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/girasol.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/girasol.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/girasol.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/girasol.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores da Universidade da Calif\u00f3rnia em Davis, nos Estados Unidos, descobriram a resposta para a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47805"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47805"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47805\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47806"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47805"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47805"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}