{"id":47506,"date":"2016-08-10T09:00:31","date_gmt":"2016-08-10T12:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=47506"},"modified":"2016-08-09T21:49:47","modified_gmt":"2016-08-10T00:49:47","slug":"47506-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/47506-2\/","title":{"rendered":"Pesquisadores alertam para a necessidade de dinheiro e a\u00e7\u00f5es para salvar animais"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=47507\" rel=\"attachment wp-att-47507\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-47507\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/elefantes-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/elefantes-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/elefantes.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma advert\u00eancia foi dada esta semana em um artigo assinado por 43 pesquisadores de v\u00e1rias partes do mundo, inclusive Brasil. S\u00e3o necess\u00e1rias medidas urgentes para impedir a extin\u00e7\u00e3o dos maiores animais que ainda existem sobre a terra, sob o risco de muitos n\u00e3o resistirem at\u00e9 o fim do s\u00e9culo. O texto, publicado na revista Bioscience junto ao material suplementar escrito em sete idiomas, destaca a necessidade de intensificar as a\u00e7\u00f5es que j\u00e1 existem e de mudan\u00e7as pol\u00edticas globais, que incluem mais dinheiro para a conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os autores do texto destacam que grandes mam\u00edferos s\u00e3o extremamente vulner\u00e1veis a amea\u00e7as devido \u00e0 demanda por grandes extens\u00f5es de \u00e1rea, baixa densidade populacional, principalmente entre os carn\u00edvoros, e quest\u00f5es evolutivas. Eles ressaltam que programas de conserva\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7as culturais t\u00eam recuperado popula\u00e7\u00f5es de algumas esp\u00e9cies, mas a maioria dos grande animais est\u00e1 em decl\u00ednio.<\/p>\n<p>Conforme dados apresentados no artigo, 59% dos grandes carn\u00edvoros, com massa m\u00e9dia superior a 15 quilos, est\u00e3o amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o pelos crit\u00e9rios da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN, em Ingl\u00eas). Entre os herb\u00edvoros, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem parecida, 60% dos que em m\u00e9dia chegam ou ultrapassam os 100 quilos est\u00e3o amea\u00e7ados. A lista inclui alguns dos animais mais populares do planeta, como le\u00f5es, gorilas e rinocerontes, que podem oferecer diversos servi\u00e7os ambientais, sociais e econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>&#8220;A perda destes magn\u00edficos animais seria uma tremenda trag\u00e9dia&#8221;, afirma Blaire Van Valkenburgh, professora de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade da Calif\u00f3rnia (UCLA) e uma das autoras do artigo. &#8220;Eles s\u00e3o tudo o que resta de uma megafauna muito mais diversa que povoou o planeta apenas 12.000 anos atr\u00e1s. E mais importante, estamos apenas come\u00e7ando a entender o importante papel que desempenham na manuten\u00e7\u00e3o de ecossistemas saud\u00e1veis\u201d, completa.<\/p>\n<p>Com uma experi\u00eancia de 15 anos de estudos sobre os maiores herb\u00edvoros neotropicais, que incluem a avalia\u00e7\u00e3o das consequ\u00eancias da retirada destes animais da natureza, o bi\u00f3logo Mauro Galetti, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), faz parte do time que assina o artigo. \u201cMuito do que sabemos hoje sobre o papel dos herb\u00edvoros vem dos estudos na \u00c1frica, mas nossos trabalhos recentes com antas e queixadas tem mostrado que mesmo em florestas tropicais esses animais s\u00e3o fundamentais na dispers\u00e3o de sementes, herbivoria e at\u00e9 mesmo no estoque de carbono\u201d, conta.<\/p>\n<p><strong>Amea\u00e7as conhecidas<\/strong><\/p>\n<p>As amea\u00e7as aparecem em v\u00e1rias frentes. O aumento da popula\u00e7\u00e3o humana, pecu\u00e1ria e mudan\u00e7as no uso da terra t\u00eam causado conflitos, que geralmente resultam em impactos sobre os grandes animais selvagens. Hoje, de acordo com o estudo, existem 400 vezes mais grandes animais de cria\u00e7\u00e3o, como bois, b\u00fafalos e cabras, na terra do que exemplares da megafauna. Mas existem outras causas para a amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o generalizada.<\/p>\n<p>Entre elas, est\u00e1 a ca\u00e7a, o que inclui a\u00e7\u00e3o individuais, de governos e at\u00e9 de grupos organizados e terroristas. Carne ou partes de grandes animais s\u00e3o vendidas em centros urbanos e contrabandeadas. A chacina de elefantes africanos para abastecer o tr\u00e1fico de marfim; rinocerontes, pelos seus chifres; e tigres, por partes do corpo, s\u00e3o exemplos de atividades que afetam a popula\u00e7\u00e3o de grandes mam\u00edferos.<\/p>\n<p>Para os autores do artigo, apesar de j\u00e1 serem conhecidas as causas gerais para o decl\u00ednio da megafauna, essas informa\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o se transformaram em a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o adequadas. Entre atitudes que podem ser tomadas, eles citam a reintrodu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies onde elas tenham sido extintas e a reabilita\u00e7\u00e3o de ecossistemas.<\/p>\n<p>O texto publicado afirma que agir para evitar o decl\u00ednio da megafauna \u00e9 uma responsabilidade coletiva , mas destaca que o \u00f4nus principal deve ser dos pa\u00edses desenvolvidos, onde grandes animais j\u00e1 foram extintos. Segundo os pesquisadores, essas na\u00e7\u00f5es t\u00eam a responsabilidade de restaurar a megafauna em seus territ\u00f3rios e tamb\u00e9m apoiar as iniciativas de conserva\u00e7\u00e3o onde ela ainda existe.<\/p>\n<p>\u201cComo bi\u00f3logos, ec\u00f3logos e cientistas da conserva\u00e7\u00e3o, n\u00f3s sabemos que nossos argumentos n\u00e3o s\u00e3o novos, e que nossas reivindica\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais f\u00e1ceis de serem escritas do que cumpridas\u201d, afirmam. \u201cNo entanto, nosso objetivo em apresent\u00e1-los juntos \u00e9 demonstrar um consenso em opini\u00e3o em toda a comunidade cient\u00edfica global, de cientistas que estudam e conservam esses animais, enfatizando para o mundo a gravidade do problema.\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_48735\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-48735\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Rino-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Rino-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Rino-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Rino-600x400.jpg 600w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Rino-278x185.jpg 278w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Rino.jpg 1152w\" alt=\"Rinocerontes tamb\u00e9m est\u00e3o desaparecendo devido a a\u00e7\u00e3o humana. Cr\u00e9dito: Graham I.H. Kerley.\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Rinocerontes tamb\u00e9m est\u00e3o desaparecendo devido a a\u00e7\u00e3o humana. Cr\u00e9dito: Graham I.H. Kerley.<\/p>\n<\/div>\n<p>Aqui, a declara\u00e7\u00e3o publicada:<\/p>\n<p><em>Uma declara\u00e7\u00e3o para salvar a megafauna terrestre do planeta. N\u00f3s cientistas da conserva\u00e7\u00e3o:<\/em><\/p>\n<p><em>1 &#8212; Reconhecemos que a maioria da megafauna terrestre est\u00e1 amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o e apresenta popula\u00e7\u00f5es em decl\u00ednio. Algumas esp\u00e9cies de megafauna que n\u00e3o est\u00e3o globalmente amea\u00e7adas sofrem extin\u00e7\u00f5es locais ou apresentam subesp\u00e9cies criticamente amea\u00e7adas.<\/em><\/p>\n<p><em>2&#8211; \u00a0Prezamos que o cen\u00e1rio mundial como se encontra resultar\u00e1 na perda de muitas das esp\u00e9cies mais ic\u00f4nicas da Terra.<\/em><\/p>\n<p><em>3 &#8212; Entendemos que a megafauna desempenha muitos pap\u00e9is ecol\u00f3gicos que diretamente e indiretamente afetam processos ecossist\u00eamicos e outras esp\u00e9cies nas cadeias alimentares; um fracasso em reverter os decl\u00ednios da megafauna vai romper muitas intera\u00e7\u00f5es entre esp\u00e9cies com poss\u00edveis consequ\u00eancias negativas para as fun\u00e7\u00f5es ecossist\u00eamicas, diversidade biol\u00f3gica, e tamb\u00e9m para servi\u00e7os ecol\u00f3gicos, econ\u00f4micos e sociais que essas esp\u00e9cies fornecem.<\/em><\/p>\n<p><em>4 &#8212; Compreendemos que a megafauna \u00e9 s\u00edmbolo da vida selvagem, exemplificando o engajamento p\u00fablico na natureza, e que esse \u00e9 um incentivo para manter os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos que eles prov\u00e9m.<\/em><\/p>\n<p><em>5 &#8212; Reconhecemos a import\u00e2ncia de integrar e alinhar o desenvolvimento humano com a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade atrav\u00e9s do engajamento e apoio das comunidades locais no pa\u00edses em desenvolvimento.<\/em><\/p>\n<p><em>6 &#8212; Propusemos que as ag\u00eancias de financiamento e cientistas aumentem as pesquisas em conserva\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses em desenvolvimento, onde a maioria das esp\u00e9cies de megafauna ocorrem. Especificamente, h\u00e1 uma necessidade de aumentar a pesquisa diretamente para encontrar solu\u00e7\u00f5es para a conserva\u00e7\u00e3o, especialmente para esp\u00e9cies pouco conhecidas.<\/em><\/p>\n<p><em>7 &#8212; Pedimos ajuda de indiv\u00edduos, governos, corpora\u00e7\u00f5es, e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais para dar um fim as pr\u00e1ticas prejudiciais a essas esp\u00e9cies e que se comprometam ativamente em ajudar a reverter os decl\u00ednios nas popula\u00e7\u00f5es de megafauna.<\/em><\/p>\n<p><em>8 &#8212; Lutamos pela consci\u00eancia coletiva ao redor do mundo pela atual crise da megafauna usando a m\u00eddia tradicional, a m\u00eddia social e outras abordagens nas redes.<\/em><\/p>\n<p><em>9 &#8212; Buscamos um novo e compreens\u00edvel compromisso global para conserva\u00e7\u00e3o da megafauna. A comunidade internacional deveria tomar a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para preven\u00e7\u00e3o da extin\u00e7\u00e3o em massa da megafauna e de outras esp\u00e9cies.<\/em><\/p>\n<p><em>10 &#8212; Instigamos o desenvolvimento de novos mecanismos de financiamento para transferir os benef\u00edcios atuais acumulados atrav\u00e9s da megafauna em pagamentos tang\u00edveis para apoiar a pesquisa e a conserva\u00e7\u00e3o nos locais onde a megafauna mais precisa ser preservada.<\/em><\/p>\n<p><em>11 &#8212; Defendemos um interc\u00e2mbio cient\u00edfico interdisciplinar entre na\u00e7\u00f5es para melhorar o entendimento social e ecol\u00f3gico dos culpados do decl\u00ednio da megafauna, e tamb\u00e9m aumentando a capacidade de conserva\u00e7\u00e3o da megafauna.<\/em><\/p>\n<p><em>12 &#8212; Recomendamos a reintrodu\u00e7\u00e3o e reabilita\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es degradadas de megafauna sempre que poss\u00edvel, seguindo as diretrizes da IUCN, da import\u00e2ncia ecol\u00f3gica e econ\u00f4mica pela qual \u00e9 evidenciada por um n\u00famero crescente de sucessos, desde os lobos do Yellowstone (Canis lupus), at\u00e9 ao veado de P\u00e8re David (Elaphurus davidianus) na China, e outras v\u00e1rias esp\u00e9cies de megafauna do Parque Nacional da Gorongosa em Mo\u00e7ambique.<\/em><\/p>\n<p><em>13 &#8212; Afirmamos ter uma obriga\u00e7\u00e3o moral em proteger a megafauna do planeta Terra.<\/em><\/p>\n<p><em>Fonte:<br \/>\n<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma advert\u00eancia foi dada esta semana em um artigo assinado por 43 pesquisadores de v\u00e1rias<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":47507,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/elefantes.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/elefantes-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/elefantes-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/elefantes.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/elefantes.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/elefantes.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/elefantes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/elefantes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/elefantes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/elefantes.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma advert\u00eancia foi dada esta semana em um artigo assinado por 43 pesquisadores de v\u00e1rias","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47506"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47506"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47506\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47507"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47506"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47506"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47506"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}