{"id":47475,"date":"2016-08-09T13:31:35","date_gmt":"2016-08-09T16:31:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=47475"},"modified":"2016-08-09T13:31:36","modified_gmt":"2016-08-09T16:31:36","slug":"pequenos-prazeres-grandes-consequencias-e-como-diminuir-nossa-pegada-alimentar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pequenos-prazeres-grandes-consequencias-e-como-diminuir-nossa-pegada-alimentar\/","title":{"rendered":"Pequenos prazeres, grandes consequ\u00eancias e como diminuir nossa pegada alimentar"},"content":{"rendered":"<div class=\"td-post-header\">\n<header class=\"td-post-title\">\n<p class=\"td-post-sub-title-excerpt\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pequenos-prazeres-grandes-consequencias-e-como-diminuir-nossa-pegada-alimentar\/pegada_alimentar\/\" rel=\"attachment wp-att-47476\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-47476\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pegada_alimentar-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pegada_alimentar-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pegada_alimentar.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O churrasquinho com os amigos, o sushi com a fam\u00edlia, o chocolatinho da tarde&#8230; Pequenos prazeres tamb\u00e9m contribuem para esgotar o planeta. Mas tudo \u00e9 uma quest\u00e3o de como produzimos nossos alimentos. Saiba como diminuir nossa pegada alimentar<\/p>\n<\/header>\n<\/div>\n<div class=\"td-post-header\">\n<header class=\"td-post-title\">\n<div class=\"td-default-sharing\">\n<div class=\"td-post-author-name\">Texto: <a href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/pequenos-prazeres-grandes-consequencias\/\">Camilo Gomide<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<\/div>\n<div class=\"td-post-content\">\n<p>Voc\u00ea pode at\u00e9 n\u00e3o saber, mas na conta de boa parte dos alimentos que consumimos h\u00e1 um \u00f4nus para a natureza que n\u00e3o est\u00e1 nos r\u00f3tulos. Recentemente, a ministra do Meio Ambiente da Fran\u00e7a, S\u00e9gol\u00e8ne Royal, clamou em rede nacional para que os franceses parassem de comer Nutella, uma das guloseimas mais populares do mundo, por causa de seus altos custos ambientais. A Nutella, assim como uma boa variedade de produtos das ind\u00fastrias aliment\u00edcia (como margarina, chocolate) e de cosm\u00e9ticos, utiliza em sua composi\u00e7\u00e3o o \u00f3leo de palma. A subst\u00e2ncia tem propriedades antioxidantes (ajuda a conservar melhor os alimentos) e confere textura e croc\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a cadeia produtiva desse componente t\u00e3o vers\u00e1til que resulta em iguarias deliciosas muitas vezes \u00e9 altamente danosa ao meio ambiente. A palma, origin\u00e1ria da \u00c1frica, \u00e9 cultivada em pa\u00edses com clima tropical \u2013 no Brasil, \u00e9 extremamente popular na Bahia, onde atende por dendezeiro. Mas \u00e9 da Mal\u00e1sia e da Indon\u00e9sia que sai a maior parte da produ\u00e7\u00e3o mundial do \u00f3leo \u2013 cerca de 85%. Nesses pa\u00edses asi\u00e1ticos, o cultivo do vegetal foi diretamente respons\u00e1vel pelo desmatamento de largas faixas de floresta tropical, pelo desrespeito a tribos ind\u00edgenas e pela degrada\u00e7\u00e3o da biodiversidade local. Ao substituir a mata nativa por planta\u00e7\u00f5es de palma, de acordo com a World Wide Fund for Nature (WWF), devasta-se uma \u00e1rea equivalente a 300 campos de futebol por hora.<\/p>\n<p>Por ano, s\u00e3o produzidos cerca de 50 milh\u00f5es de toneladas de \u00f3leo de palma, que respondem por 30% de todo o \u00f3leo vegetal usado no planeta. Seus derivados est\u00e3o presentes em, pelo menos, 40% de todos os produtos encontrados em pa\u00edses desenvolvidos, como EUA, Inglaterra e Canad\u00e1.\u00a0Na conta dos \u00faltimos 20 anos da atividade nas florestas do Sudeste da \u00c1sia est\u00e1 a morte de 50 mil orangotangos, esp\u00e9cie que perdeu 90% de seu habitat natural na regi\u00e3o. Estimativas da Universidade de Princeton (EUA) apontam que at\u00e9 60% da expans\u00e3o das planta\u00e7\u00f5es de palma na Mal\u00e1sia e Indon\u00e9sia ocorreu \u00e0 custa do desmatamento. Medidas mais efetivas de controle dos abusos dessa ind\u00fastria s\u00f3 foram adotadas em 2004, quando se criou a Mesa-Redonda para \u00d3leo de Palma Sustent\u00e1vel (RSPO, na sigla em ingl\u00eas). Essa organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos emite \u00e0s empresas certifica\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel do insumo.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma lupa enorme sobre esse tema e as empresas v\u00eam se mexendo\u201d, afirma Sandro Marques, professor de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de Gastronomia: Hist\u00f3ria e Cultura no Senac-SP. A RSPO representa um avan\u00e7o, mas seu alcance ainda \u00e9 t\u00edmido: apenas 40% da ind\u00fastria de palma de \u00f3leo mundial possui o selo. Outras iniciativas, como o Grupo de Inova\u00e7\u00e3o do \u00d3leo de Palma, mais recente, tamb\u00e9m v\u00eam ganhando for\u00e7a. Ironicamente, e para a infelicidade da ministra francesa, a Ferrero, fabricante da Nutella, \u00e9 integrante engajada de ambas. At\u00e9 mesmo organiza\u00e7\u00f5es como o Green\u00adpeace e a WWF ponderaram a fala de S\u00e9gol\u00e8ne e apontaram a Ferrero como uma das companhias que mais contribu\u00edram no combate \u00e0 devasta\u00e7\u00e3o causada pelo cultivo irrespons\u00e1vel. Mas a causa ainda \u00e9 urgente.<\/p>\n<h4><strong>Ind\u00fastria do desequil\u00edbrio<\/strong><\/h4>\n<p>\u00c9 importante destacar que, a princ\u00edpio, nenhuma produ\u00e7\u00e3o de alimento \u00e9 danosa. Em alguma medida, todas deixam uma pegada ambiental. Umas mais, outras menos. Mas isso tudo est\u00e1 muito relacionado \u00e0 forma como a comida \u00e9 processada e distribu\u00edda, ou seja, no funcionamento da cadeia produtiva. Desde o p\u00f3s-guerra, a produ\u00e7\u00e3o de alimentos ganhou escala industrial. \u00c9 a\u00ed que mora o problema. No atual contexto global, a grande vil\u00e3 \u00e9 a carne. Ou, melhor dizendo, a ind\u00fastria \u201cdas carnes\u201d (rebanhos e aves). A cria\u00e7\u00e3o de animais em larga escala tem efeitos colaterais n\u00e3o apenas para o meio ambiente, mas para a sa\u00fade humana. N\u00e3o se podem ignorar tamb\u00e9m as implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas da atividade (casos de maus-tratos s\u00e3o frequentes).<\/p>\n<p>Desde 1970, para atender uma alta pela demanda do consumo, a produ\u00e7\u00e3o de carne triplicou. A estimativa \u00e9 que at\u00e9 2050 a popula\u00e7\u00e3o mundial de gado atinja 100 bilh\u00f5es, dez vezes mais do que a popula\u00e7\u00e3o humana prevista para o mesmo per\u00edodo. Para alimentar toda essa gente at\u00e9 a metade do s\u00e9culo 21, ser\u00e1 preciso aumentar em at\u00e9 70% essa produ\u00e7\u00e3o, de acordo com um relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO). Segundo o mesmo relat\u00f3rio, 25% dos terrenos agr\u00edcolas do mundo est\u00e3o degradados pelos maus usos da atividade e as fontes de \u00e1gua est\u00e3o cada vez mais escassas \u2013 29% da pegada de \u00e1gua do setor agropecu\u00e1rio \u00e9 deixada pela cria\u00e7\u00e3o de gado.<\/p>\n<div id=\"td_uid_10_57aa038edc688\" class=\"td-slide-on-2-columns\">\n<div class=\"post_td_gallery\">\n<div class=\"td-gallery-slide-top\">\n<div class=\"td-gallery-title\"><\/div>\n<div class=\"td-gallery-controls-wrapper\">\n<div class=\"td-gallery-slide-count\"><span class=\"td-gallery-slide-item-focus\">1<\/span> de 5<\/div>\n<div class=\"td-gallery-slide-prev-next-but\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"td_uid_10_57aa038edc688\" class=\"td-slide-on-2-columns\">\n<div class=\"post_td_gallery\">\n<div class=\"td-doubleSlider-1 \">\n<div class=\"td-slider\">\n<div class=\"td-slide-item td-item1\">\n<figure class=\"td-slide-galery-figure td-slide-popup-gallery\"><a class=\"slide-gallery-image-link\" title=\"5_PL513_PRAZERES2\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/10\/5_PL513_PRAZERES2.jpg\" data-caption=\"Shutterstock\" data-description=\"Cultivo da palma no Sudeste da \u00c1sia\"> <img class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/10\/5_PL513_PRAZERES2-630x420.jpg\" alt=\"Shutterstock\" \/> <\/a><figcaption class=\"td-slide-caption td-gallery-slide-content\">\n<div class=\"td-gallery-slide-copywrite\">Shutterstock<\/div>\n<p>Cultivo da palma no Sudeste da \u00c1sia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"td-slide-item td-item2\">\n<figure class=\"td-slide-galery-figure td-slide-popup-gallery\"><a class=\"slide-gallery-image-link\" title=\"5_PL513_PRAZERES3\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/10\/5_PL513_PRAZERES3.jpg\" data-caption=\"Shutterstock\" data-description=\"Para cultivar a palma na Indon\u00e9sia e na Mal\u00e1sia, agricultores desmataram grandes trechos de floresta, degradando a natureza\"> <img class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/10\/5_PL513_PRAZERES3-630x420.jpg\" alt=\"Shutterstock\" \/> <\/a><figcaption class=\"td-slide-caption td-gallery-slide-content\">\n<div class=\"td-gallery-slide-copywrite\">Shutterstock<\/div>\n<p>Para cultivar a palma na Indon\u00e9sia e na Mal\u00e1sia, agricultores desmataram grandes trechos de floresta, degradando a natureza<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"td-slide-item td-item3\">\n<figure class=\"td-slide-galery-figure td-slide-popup-gallery\"><a class=\"slide-gallery-image-link\" title=\"5_PL513_PRAZERES4\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/10\/5_PL513_PRAZERES4.jpg\" data-caption=\"Shutterstock\" data-description=\"A cria\u00e7\u00e3o de salm\u00f5es em cativeiro exige a aplica\u00e7\u00e3o de antibi\u00f3ticos nos peixes \"> <img class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/10\/5_PL513_PRAZERES4-630x420.jpg\" alt=\"Shutterstock\" \/> <\/a><figcaption class=\"td-slide-caption td-gallery-slide-content\">\n<div class=\"td-gallery-slide-copywrite\">Shutterstock<\/div>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de salm\u00f5es em cativeiro exige a aplica\u00e7\u00e3o de antibi\u00f3ticos nos peixes<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"td-slide-item td-item4\">\n<figure class=\"td-slide-galery-figure td-slide-popup-gallery\"><a class=\"slide-gallery-image-link\" title=\"5_PL513_PRAZERES5\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/10\/5_PL513_PRAZERES5.jpg\" data-caption=\"Shutterstock\" data-description=\"O orangotango, amea\u00e7ado por essa cultura\"> <img class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/10\/5_PL513_PRAZERES5-630x420.jpg\" alt=\"Shutterstock\" \/> <\/a><figcaption class=\"td-slide-caption td-gallery-slide-content\">\n<div class=\"td-gallery-slide-copywrite\">Shutterstock<\/div>\n<p>O orangotango, amea\u00e7ado por essa cultura<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"td-slide-item td-item5\">\n<figure class=\"td-slide-galery-figure td-slide-popup-gallery\"><a class=\"slide-gallery-image-link\" title=\"5_PL513_PRAZERES6\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/10\/5_PL513_PRAZERES6.jpg\" data-caption=\"Shutterstock\" data-description=\"Carga de soja, usada em ra\u00e7\u00e3o animal; \u00e0 esquerda, desmatamento para cultivo\"> <img class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/10\/5_PL513_PRAZERES6-630x420.jpg\" alt=\"Shutterstock\" \/> <\/a><figcaption class=\"td-slide-caption td-gallery-slide-content\">\n<div class=\"td-gallery-slide-copywrite\">Shutterstock<\/div>\n<p>Carga de soja, usada em ra\u00e7\u00e3o animal; \u00e0 esquerda, desmatamento para cultivo<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><i class=\"i3945\"><\/i><i class=\"i3945\"><\/i><\/div>\n<div class=\"td-doubleSlider-2 td_center_slide2\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Soma-se a esses custos o fato de a atividade ser uma das grandes causadoras do desmatamento e uma das maiores emissoras de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera. De acordo com a FAO, a pecu\u00e1ria \u00e9 respons\u00e1vel por 18% das emiss\u00f5es globais de GEE. O problema \u00e9 ainda mais grave quando consideramos o desequil\u00edbrio na l\u00f3gica da cria\u00e7\u00e3o industrial de animais para consumo humano. Segundo Michael Herrmann, pesquisador do Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, a produ\u00e7\u00e3o de alimentos do atual sistema seria capaz de alimentar at\u00e9 9 bilh\u00f5es de pessoas, mas boa parte dessa comida n\u00e3o chega aos pratos, seja porque foi desperdi\u00e7ada ao longo da cadeia, ou por ter sido usada para alimentar animais. Globalmente, 85% da soja \u00e9 processada para fazer farinha, e 90% desse produto \u00e9 utilizado em ra\u00e7\u00e3o animal.<\/p>\n<p>Uma pesquisa da Universidade Stanford (EUA) calculou que s\u00e3o necess\u00e1rios at\u00e9 cinco vezes mais gr\u00e3os para produzir a mesma quantidade de calorias pela ingest\u00e3o de carne bovina do que se esses gr\u00e3os fossem ingeridos diretamente. Essa quantidade chegaria at\u00e9 dez vezes mais no caso da cria\u00e7\u00e3o industrializada de animais. A solu\u00e7\u00e3o defendida por especialistas passa pela redu\u00e7\u00e3o no consumo de carne, mas n\u00e3o necessariamente por sua completa aboli\u00e7\u00e3o. \u201cAlimentar animais com gr\u00e3os n\u00e3o \u00e9 o ideal. Se f\u00f4ssemos respeitar os protocolos ecol\u00f3gicos de produ\u00e7\u00e3o, conseguir\u00edamos, inclusive, regenerar o meio ambiente produzindo carne\u201d, diz Glenn Makuta, representante do movimento Slow Food. \u201cExistem modelos permaculturais e outras t\u00e9cnicas que permitem que a gente trabalhe at\u00e9 o solo. H\u00e1 outras formas de produ\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 o modelo vigente, e n\u00e3o o simples fato de produzir carne.\u201d<\/p>\n<h4><strong>Virando a mesa<\/strong><\/h4>\n<p>Mesmo com impactos menores, a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e a aquicultura tamb\u00e9m t\u00eam seus problemas e compartilham de um denominador comum com a carne: o processo industrial.\u00a0Al\u00e9m do mau uso do milho e da soja para a fabrica\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o animal, a agricultura mundial \u00e9 baseada na monocultura, planta\u00e7\u00f5es extensas que implicam mais desmatamento, degrada\u00e7\u00e3o do solo e uso intensivo de agrot\u00f3xico. No caso da aquicultura, h\u00e1 problemas s\u00e9rios na cria\u00e7\u00e3o de salm\u00e3o e de camar\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesca intensiva do salm\u00e3o tem acabado com as popula\u00e7\u00f5es selvagens. Sua cria\u00e7\u00e3o em cativeiro traz implica\u00e7\u00f5es para a sa\u00fade humana e a natureza. Por ser criado em concentra\u00e7\u00f5es maiores do que no oceano, \u00e9 preciso dar antibi\u00f3ticos para os peixes. \u201c\u00c9 como se voc\u00ea colocasse um monte de gente dentro de um vag\u00e3o de trem e tr\u00eas pessoas gripadas l\u00e1 dentro. A possibilidade de disseminar a doen\u00e7a \u00e9 muito maior\u201d, compara Sandro Marques. H\u00e1 tamb\u00e9m o despejo irregular de dejetos animais que polui a natureza.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de camar\u00f5es em currais \u00e9 poss\u00edvel apenas em manguezais, porque somente ali eles encontram condi\u00e7\u00f5es de se desenvolver. Quando n\u00e3o se faz o manejo adequado, destr\u00f3i-se esse ecossistema. \u201cAcontece algo parecido com o a degrada\u00e7\u00e3o do solo pelo mau uso agr\u00edcola. Essa cultura \u00e9 muito danosa para os oceanos, j\u00e1 que o mangue \u00e9 uma esp\u00e9cie de ber\u00e7\u00e1rio do mar\u201d, explica Marques. A solu\u00e7\u00e3o para os problemas das cadeias produtivas de alimentos passa pela mudan\u00e7a de mentalidade dos governos e \u00f3rg\u00e3os fiscalizadores. \u00c9 necess\u00e1rio dar mais incentivos para formas de produ\u00e7\u00e3o mais amig\u00e1veis ecologicamente, como a agroecologia. Mas a conscientiza\u00e7\u00e3o dos consumidores traz muita for\u00e7a para essa virada de mesa.<\/p>\n<p><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/10\/5_PL513_PRAZERES7.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-5965 td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/10\/5_PL513_PRAZERES7.jpg\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/10\/5_PL513_PRAZERES7.jpg 800w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/10\/5_PL513_PRAZERES7-102x150.jpg 102w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/10\/5_PL513_PRAZERES7-696x1023.jpg 696w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/10\/5_PL513_PRAZERES7-286x420.jpg 286w\" alt=\"5_PL513_PRAZERES7\" width=\"500\" height=\"735\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u2014\u2013<\/p>\n<h2><strong>V\u00e1 de org\u00e2nico<\/strong><\/h2>\n<p><em>Uma ferramenta desenvolvida pelo Idec mostra as feiras org\u00e2nicas mais pr\u00f3ximas de voc\u00ea<\/em><\/p>\n<p>O senso comum diz que alimentos org\u00e2nicos s\u00e3o sempre muito mais caros dos que os produzidos com agrot\u00f3xicos. Um levantamento feito pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), por\u00e9m, provou o contr\u00e1rio: se comprados em feiras, org\u00e2nicos podem ser at\u00e9 463% mais baratos do que nos supermercados. Com base na pesquisa, o Idec desenvolveu uma ferramenta que facilitou a vida de quem quer ter h\u00e1bitos alimentares mais saud\u00e1veis e sustent\u00e1veis. No feirasorganicas.idec.org.br, um mapa interativo re\u00fane as feiras livres mais pr\u00f3ximas de sua casa. Vale a visita.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O churrasquinho com os amigos, o sushi com a fam\u00edlia, o chocolatinho da tarde&#8230; Pequenos<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":47476,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pegada_alimentar.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pegada_alimentar-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pegada_alimentar-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pegada_alimentar.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pegada_alimentar.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pegada_alimentar.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pegada_alimentar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pegada_alimentar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pegada_alimentar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pegada_alimentar.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O churrasquinho com os amigos, o sushi com a fam\u00edlia, o chocolatinho da tarde&#8230; Pequenos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47475"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47475"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47475\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47476"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47475"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47475"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47475"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}