{"id":47314,"date":"2016-08-07T07:45:12","date_gmt":"2016-08-07T10:45:12","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=47314"},"modified":"2016-08-07T07:45:13","modified_gmt":"2016-08-07T10:45:13","slug":"seca-no-sul-e-sudoeste-da-ba-causa-impacto-na-agricultura-e-na-pecuaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/seca-no-sul-e-sudoeste-da-ba-causa-impacto-na-agricultura-e-na-pecuaria\/","title":{"rendered":"Seca no sul e sudoeste da BA causa impacto na agricultura e na pecu\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/seca-no-sul-e-sudoeste-da-ba-causa-impacto-na-agricultura-e-na-pecuaria\/seca-24\/\" rel=\"attachment wp-att-47315\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-47315\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/seca-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/seca-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/seca-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A seca no nordeste \u00e9 uma realidade conhecida, principalmente em \u00e1reas de sert\u00e3o, mas no \u00faltimo ano ela se agravou em lugares que historicamente n\u00e3o passam por estiagens t\u00e3o severas, como o sul e o sudoeste da bahia.<\/p>\n<p>Os impactos da falta de chuva na agricultura e na pecu\u00e1ria dessas regi\u00f5es deixou a situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica em alguns lugares.<\/p>\n<p>O sudoeste e o sul da bahia n\u00e3o s\u00e3o regi\u00f5es acostumadas a enfrentar per\u00edodos t\u00e3o longos com pouca chuva. Agora, vivem uma estiagem de n\u00edvel extremo, com a mesma intensidade do sert\u00e3o e deixa pecuaristas e agricultores preocupados com as mortes de gados e lavouras perdidas.<\/p>\n<p>A estiagem atingiu at\u00e9 mesmo o litoral sul, lugar de mata atl\u00e2ntica, onde normalmente chove por ano 2 mil mil\u00edmetros bem distribu\u00eddos. Por\u00e9m, no primeiro semestre de 2016 s\u00f3 choveu 500 mil mil\u00edmetros.<\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o de cacau afetada<\/strong><br \/>\nNa regi\u00e3o de Ilh\u00e9us, a maior produtora de cacau do pa\u00eds, houve preju\u00edzo nas lavouras. Por causa da falta d&#8217;\u00e1gua, as planta\u00e7\u00f5es est\u00e3o secas e os frutos n\u00e3o se desenvolveram, v\u00e1rios ficaram murchos, pretos e ca\u00edram do p\u00e9 impossibilitando que algo fosse aproveitado na safra.<\/p>\n<p>&#8220;Na safra que seria colhida at\u00e9 agosto, vai haver uma perda de mais de 50% de safra. Algumas propriedades n\u00e3o v\u00e3o colher nem 10% do que colheram no ano anterior&#8221;, disse o agr\u00f4nomo Silvino Kruschesvky.<\/p>\n<p>Com os problemas nas lavouras, alguns fazendeiros est\u00e3o dispensando funcion\u00e1rios: &#8220;A gente trabalha aqui de 20 a 24 funcion\u00e1rios, nesse momento s\u00e3o 15 e vai baixar para 12 e at\u00e9 o fim do ano v\u00e3o ser s\u00f3 8&#8230; Boa parte deles mora aqui com as fam\u00edlias e n\u00e3o tem como mant\u00ea-los com produtividade t\u00e3o baixa&#8221;, explica o propriet\u00e1rio Arthur Slaibi.<\/p>\n<p><strong>Lavouras de caf\u00e9 sofrem<\/strong><br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 conilon tamb\u00e9m foi afetada e a produ\u00e7\u00e3o deve cair pela metade. O desenvolvimento dos gr\u00e3os demorou tanto que em algumas lavouras a colheita s\u00f3 come\u00e7ou tr\u00eas meses depois do normal. O gr\u00e3o que sai pequeno da lavoura fica menor ainda depois de seco e descascado e causa preju\u00edzos.<\/p>\n<p>&#8220;O produtor perde duas vezes: na lavoura e depois do beneficiamento porque ele vai precisar de mais caf\u00e9 para encher uma saca de 60 kg&#8221;, explica o produtor Edimar Margotto Junior.<\/p>\n<p><strong>Pecuaristas perdem gado e produ\u00e7\u00e3o de leite<\/strong><br \/>\nO gado \u00e9 o mais afetado pela seca. Na regi\u00e3o de Itapetinga, no sudoeste da Bahia, onde est\u00e1 40% do rebanho do estado, mais de 30 mil cabe\u00e7as de gado morreram em 14 munic\u00edpios da regi\u00e3o, segundo a Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do estado.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 11 meses, s\u00f3 choveu forte em duas semanas de janeiro. Nos outros meses, os \u00edndices ficaram muito abaixo da m\u00e9dia. Para o diretor do sindicato rural da regi\u00e3o de Itapetinga, Marcelo Ferraz, os preju\u00edzos v\u00e3o al\u00e9m da perda do rebanho. A recupera\u00e7\u00e3o de pastagens \u00e9 o que mais vai exigir do criador, pego de surpresa com a seca prolongada.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma seca inusitada, tanto que chegou numa situa\u00e7\u00e3o como essa porque n\u00e3o acreditava-se que fosse chegar a esse ponto. Ent\u00e3o \u00e9 um ano de preju\u00edzo total. Se tiver financiamentos, escalonameto das d\u00edvidas, e chuva- se chover- v\u00e3o ser tr\u00eas, quatro anos, no m\u00ednimo, pra recuperar&#8221;, disse ele.<\/p>\n<p>Sem capim para pastagem, os pecuaristas tentam diminuir os preju\u00edzos com ra\u00e7\u00e3o, mas nem sempre \u00e9 suficiente. Alguns fazendeiros levam os animais que conseguem ganhar um pouco de peso com a ra\u00e7\u00e3o para \u00e1reas alugadas de pastagens em outros munic\u00edpios. Al\u00e9m disso, alguns tentam conter os gastos com ra\u00e7\u00e3o retirando pastagem de regi\u00f5es que n\u00e3o est\u00e3o totalmente secas.<\/p>\n<p>A seca tamb\u00e9m afetou a produ\u00e7\u00e3o de leite e a queda na regi\u00e3o \u00e9 de 60%. Uma f\u00e1brica de iogurte e queijos passou a operar dia sim e dia n\u00e3o e 25% dos funcion\u00e1rios foram dispensados. O presidente, Ant\u00f4nio Rodrigues, explica que os ajustes foram necess\u00e1rios: &#8220;N\u00f3s n\u00e3o podemos \u00e9 pensar em fechar a cooperativa porque fazemos a capta\u00e7\u00e3o de leite de pequenos produtores. E nessa \u00e9poca eles foram os que sofreram mais&#8221;.<\/p>\n<p>Com as mortes e a retirada de gado, a redu\u00e7\u00e3o no rebanho em 14 munic\u00edpios da regi\u00e3o de Itapetinga chega a 15%. Mais de oito mil produtores foram atingidos, segundo a Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria da Bahia. O per\u00edodo normal de estiagem na regi\u00e3o come\u00e7a agora ent\u00e3o agricultores e pecuarista devem se preparar para pelo menos mais tr\u00eas meses sem chuva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A seca no nordeste \u00e9 uma realidade conhecida, principalmente em \u00e1reas de sert\u00e3o, mas no<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":47315,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/seca-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/seca-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/seca-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/seca-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/seca-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/seca-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/seca-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/seca-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/seca-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/seca-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A seca no nordeste \u00e9 uma realidade conhecida, principalmente em \u00e1reas de sert\u00e3o, mas no","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47314"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47314"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47314\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47315"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47314"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47314"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47314"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}