{"id":47306,"date":"2020-03-29T00:00:45","date_gmt":"2020-03-29T03:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=47306"},"modified":"2020-03-29T12:07:48","modified_gmt":"2020-03-29T15:07:48","slug":"paraiso-na-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/paraiso-na-terra\/","title":{"rendered":"Para\u00edso na terra"},"content":{"rendered":"<div class=\"td-pb-row\">\n<div class=\"td-pb-span12\">\n<div class=\"td-post-header\">\n<header class=\"td-post-title\">Texto: <a href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/paraiso-na-terra\/\">Luis Pellegrini<\/a><\/header>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"td-pb-row\">\n<div class=\"td-pb-span8 td-main-content\">\n<div class=\"td-ss-main-content\">\n<p class=\"td-post-sub-title-excerpt\">Perguntado sobre onde ficava o para\u00edso terrestre, o escritor Gore Vidal respondeu de imediato: est\u00e1 na It\u00e1lia e chama-se Costa Amalfitana<\/p>\n<div class=\"ctx_content\">\n<div class=\"td-post-content\">\n<div class=\"td-post-featured-image\">\n<figure><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/08\/img-358597-amalfi.jpg\" data-caption=\"Lamberto Scipioni\"><img loading=\"lazy\" class=\"entry-thumb td-animation-stack-type0-1\" title=\"Amalfi\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/08\/img-358597-amalfi.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Lamberto Scipioni<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Banhada pelas \u00e1guas mais turquesas do Mediterr\u00e2neo, aben\u00e7oada por um clima de eterna primavera, a Costa Amalfitana, na It\u00e1lia, \u00e9 um dos raros lugares do mundo que re\u00fanem uma diversidade de belezas naturais e constru\u00eddas pelo homem. Quando se conhecem os encantos desses cento e poucos quil\u00f4metros de litoral, entre as cidades de Salerno e Sorrento, fica f\u00e1cil entender por que eles atra\u00edram tantos visitantes ao longo da hist\u00f3ria. Muitos, totalmente seduzidos, n\u00e3o resistiram e ficaram.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/original\/2015\/07\/07\/img-358598-praia-de-amalfi.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><br \/>\n<em><strong>A praia de Amalfi<\/strong><\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 muito tempo a Costa Amalfitana \u00e9 morada de gente c\u00e9lebre: os escritores Gore Vidal, Victor Hugo, Andr\u00e9 Gide, D. H. Lawrence e M\u00e1ximo Gorki, o poeta Giovanni Boccaccio, o romancista, cineasta e dramaturgo Jean Cocteau, o dramaturgo Henrik Ibsen, os compositores Richard Wagner e Edward Grieg, os artistas Pablo Picasso e M. C. Escher, os bailarinos Rudolf Nureyev e L\u00e9onide Massine, a atriz Greta Garbo, o cineasta Franco Zefirelli, a socialite Jacqueline Kennedy Onassis e at\u00e9 o revolucion\u00e1rio Vladimir L\u00eanin s\u00e3o apenas alguns dos famosos \u00e0s centenas que compraram casas por l\u00e1.<\/p>\n<p>Esse fasc\u00ednio vem de longe. J\u00e1 nos tempos greco-romanos a Costa Amalfitana tinha fama de Jardim do \u00c9den. Amalfi, uma das suas principais cidades, tem at\u00e9 origem m\u00edtica. Conta a tradi\u00e7\u00e3o que o semideus grego H\u00e9rcules apaixonou-se perdidamente pela ninfa Amalfi, mas seu amor foi curto. Assustada com os \u00edmpetos sensuais do her\u00f3i, a mo\u00e7a saiu correndo, caiu num precip\u00edcio e morreu. H\u00e9rcules decidiu sepult\u00e1-la no mais belo lugar do mundo e, para imortaliz\u00e1-la, deu a esse lugar o seu nome.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/original\/2015\/07\/07\/img-358599-villa-cimbrone.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><br \/>\n<em><strong>O terra\u00e7o da Villa Cimbrone, em Ravello, que encantou Gore Vidal<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O navegador Ulisses tamb\u00e9m passou pela Costa Amalfitana naquela \u00e9poca. Teria sido l\u00e1 que ele e seus marinheiros ouviram o canto sedutor das sereias que atra\u00edam os homens para o fundo do mar. Depois, nos tempos hist\u00f3ricos, v\u00e1rios povos invadiram a regi\u00e3o e tentaram mant\u00ea-la \u2013 gregos, romanos, bizantinos, normandos, \u00e1rabes sarracenos, espanh\u00f3is, italianos. A \u00faltima invas\u00e3o \u00e9 a dos turistas modernos, que sobem e descem as encostas de pedra escarpada da Costa Amalfitana em busca das suas muitas atra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3><strong>O man\u00e1 de Santo Andr\u00e9<\/strong><\/h3>\n<p>Em 850 d.C., Amalfi tornou-se a primeira rep\u00fablica italiana independente, mantendo essa condi\u00e7\u00e3o por v\u00e1rios s\u00e9culos. Foram tempos de ouro \u2013 literalmente falando \u2013 para os amalfitanos. Eles dominavam o com\u00e9rcio naval entre a It\u00e1lia, Constantinopla e o Norte da \u00c1frica. Viviam num luxo e opul\u00eancia do qual os pal\u00e1cios, igrejas, casar\u00f5es e monumentos d\u00e3o at\u00e9 hoje um bom testemunho. Dedicado a Santo Andr\u00e9, o Duomo (catedral) de Amalfi, erguido no s\u00e9culo 9, \u00e9 de tirar o f\u00f4lego.<\/p>\n<p><img class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/original\/2015\/07\/07\/img-358600-torres-do-duomo.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<em><strong>Torres do Duomo de Amalfi<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A fachada e a torre, revestidas de mosaicos multicoloridos, com predomin\u00e2ncia do ouro vivo, s\u00e3o exemplos cl\u00e1ssicos de como os estilos bizantino, rom\u00e2nico e sarraceno podem conviver em harmonia numa obra. L\u00e1 dentro, sob o altar principal, est\u00e1 o corpo de Santo Andr\u00e9, o primeiro dos 12 ap\u00f3stolos de Jesus, venerado como rel\u00edquia. Diz-se que dos ossos do santo forma-se continuamente um misterioso l\u00edquido chamado \u201cman\u00e1 de Santo Andr\u00e9\u201d, ao qual s\u00e3o atribu\u00eddas propriedades milagrosas.<\/p>\n<p>De resto, Amalfi \u00e9 um labirinto de ruas e escadarias medievais estreitas, a subir pelas encostas escarpadas das montanhas de pedra. Aqui e ali abrem-se pequenas pra\u00e7as que, como os peitorais das janelas das casas, costumam estar enfeitadas com vasos de flores. H\u00e1 trattorias (pequenos restaurantes) por todo lado, especializadas nos muitos pratos \u00e0 base de frutos do mar que s\u00e3o a especialidade de Amalfi. As refei\u00e7\u00f5es terminam sempre com uma dose generosa e supergelada de limoncello, licor de lim\u00e3o produzido no lugar, em geral ofertado pela casa para ajudar a digest\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/original\/2015\/07\/07\/img-358601-loja-de-artesanato.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><br \/>\n<em><strong>Loja de artesanato em Ravello<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Lim\u00e3o, a prop\u00f3sito, \u00e9 o que n\u00e3o falta na Costa Amalfitana. Aqueles lim\u00f5es sicilianos, grandes e amarelos, perfumados, quase doces, plantados em terra\u00e7os escavados nos penhascos. Lim\u00f5es e uvas constituem a base da agricultura local. Deles, al\u00e9m do licor e das ess\u00eancias puras de lim\u00e3o que servem para fazer deliciosos doces e sorvetes, surgem vinhos raros muito apreciados pelos conhecedores.<\/p>\n<h3><strong>Capital da moda praia<\/strong><\/h3>\n<p>Positano tem sido, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o lugar mais mundano da Costa. Sua \u00fanica rua vai serpenteando desde a pequena praia, l\u00e1 embaixo, at\u00e9 o topo da montanha. Todo o resto s\u00e3o escadarias que levam de terra\u00e7o a terra\u00e7o, onde cada metro quadrado \u00e9 ocupado por casas que, vistas de longe, parecem suspensas no ar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/original\/2015\/07\/07\/img-358603-mirante-de-villa-cimbrone.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><br \/>\n<em><strong>O espetacular mirante da Villa Cimbrone,\u00a0em Ravello<\/strong><\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 30 anos Positano \u00e9 a capital da moda praia que a It\u00e1lia exporta para o mundo. A criatividade e o gosto dessas cria\u00e7\u00f5es s\u00e3o, no entanto, governados por r\u00edgidas regras est\u00e9ticas destinadas a manter a \u201cpersonalidade\u201d da moda local. Os tecidos b\u00e1sicos \u2013 linho, crepe da China, algod\u00e3o, seda e crepe georgette \u2013 s\u00e3o sempre naturais. As cores s\u00e3o as da paisagem e da natureza do lugar: branco e amarelo como o sol, as pedras e os lim\u00f5es; verde como os bosques das montanhas; o azul do mar e do c\u00e9u. Mas certos acess\u00f3rios, como len\u00e7os e echarpes, usam todas as cores quentes dos crep\u00fasculos da Costa Amalfitana.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/original\/2015\/07\/07\/img-358604-praca-central-de-amalfi.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><br \/>\n<em><strong>A pra\u00e7a central de Amalfi, em frente ao Duomo, repleta de bares e restaurantes<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Positano oferece tamb\u00e9m um excelente artesanato, sobretudo em mat\u00e9ria de cer\u00e2micas e joias e adere\u00e7os de coral, recolhido do fundo do mar da Costa por mergulhadores especializados. O coral, chamado em Positano de \u201couro vermelho\u201d, \u00e9 muito duro e dif\u00edcil de ser trabalhado. \u00c9 um espet\u00e1culo ver como os artes\u00e3os, usando instrumentos que mais parecem ferramentas de dentista, transformam-no em braceletes, colares e camafeus.<\/p>\n<h3><strong>A joia da coroa<\/strong><\/h3>\n<p>A cidadezinha de Ravello \u00e9, sem d\u00favida, a joia mais rara de toda a regi\u00e3o. Pousada como ninho de \u00e1guia sobre rochedos alt\u00edssimos, ela proporciona aos visitantes panoramas de assombro.<\/p>\n<p>\u201cO lugar mais belo que j\u00e1 pude ver no mundo \u00e9 o panorama do Belvedere de Villa Cimbrone num dia brilhante de inverno, quando o c\u00e9u e o mar s\u00e3o t\u00e3o vivamente azuis que se torna imposs\u00edvel distinguir um do outro\u201d, escreveu Gore Vidal, que morou em Ravello durante quase 30 anos. A cidade tem diversos pal\u00e1cios, cada qual com hist\u00f3rias que dariam para escrever um romance. Em um deles, Villa Cimbrone, Greta Garbo viveu uma t\u00f3rrida hist\u00f3ria de amor com o maestro Leopold Stokovski.<\/p>\n<p><img class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/original\/2015\/07\/07\/img-358605-fiorde-de-furore.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<em><strong>O pequeno Fiorde de Furore<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Em Villa Rufolo morou Richard Wagner, que ali comp\u00f4s o segundo ato da \u00f3pera Parsifal. Dizem que o compositor, ao entrar nos jardins desse pal\u00e1cio, foi tomado por uma grande emo\u00e7\u00e3o e exclamou: \u201cEste \u00e9 o m\u00e1gico jardim de Klingsor\u201d \u2013 o cen\u00e1rio perfeito para ambientar sua obra-prima. Em homenagem a Wagner, todos os anos, no m\u00eas de julho, realiza-se um importante festival de m\u00fasica no interior de Villa Rufolo.<\/p>\n<p>Ravello oferece tamb\u00e9m sua parte de milagres. Um deles \u00e9 a liquefa\u00e7\u00e3o do sangue de S\u00e3o Pantale\u00e3o, guardado na catedral, e que todo ano, no dia da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o (8 de dezembro) e durante o m\u00eas de junho, vira l\u00edquido vermelho nas ampolas que o cont\u00eam.<\/p>\n<h3><strong>Um fiorde e uma gruta esmeralda<\/strong><\/h3>\n<p>A Costa Amalfitana apresenta muitas outras atra\u00e7\u00f5es. O Fiorde de Furore \u00e9 um fiorde como os noruegueses, mas bem menor. De s\u00fabito, a costa de pedra se parte num precip\u00edcio profundo e o mar entra por ele, aos vagalh\u00f5es. No fundo do fiorde h\u00e1 uma praia min\u00fascula e, depois dela, algumas casas de pescadores intactas desde a Idade M\u00e9dia. Nas paredes do desfiladeiro h\u00e1 muitas grutas pr\u00e9-hist\u00f3ricas e uma esp\u00e9cie vegetal que \u00e9 um f\u00f3ssil vivo, uma samambaia da Era Terci\u00e1ria que, n\u00e3o se sabe como, sobrevive at\u00e9 hoje unicamente ali.<\/p>\n<p><img class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/original\/2015\/07\/07\/img-358606-resto-de-castelo-medieval.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<em><strong>Restos de um castelo medieval fortificado erguido na costa<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Na cidadezinha de Minori existe outra raridade, a Villa Romana (romana mesmo), constru\u00edda entre os anos 14 e 37 d.C., na \u00e9poca do imperador Tib\u00e9rio. O casar\u00e3o pertencia a uma fam\u00edlia patr\u00edcia romana, e seu andar t\u00e9rreo permanece ainda quase intacto, cheio de afrescos da \u00e9poca que podem ser visitados.<\/p>\n<p>Nas vizinhan\u00e7as de Conca dei Marini est\u00e1 a Gruta Esmeralda, descoberta h\u00e1 apenas 70 anos, por um pescador local. Ao passar de barco, na mar\u00e9 baixa, pela entrada pequena e estreita, o visitante d\u00e1 de cara com um lago de iridesc\u00eancias verdes-esmeralda. Ao redor do lago existem diversas estalagmites semelhantes a colunas eg\u00edpcias que sobem das \u00e1guas at\u00e9 o teto, dando \u00e0 caverna um ar de imenso e misterioso templo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/original\/2015\/07\/07\/img-358607-ancoradouro-de-amalfi.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><br \/>\n<em><strong>O charmoso ancoradouro de Amalfi<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Depois de visitar a Costa Amalfitana antes da explos\u00e3o tur\u00edstica, e ciumento desse canto de c\u00e9u que encontrara, o escritor americano John Steinbeck escreveu: \u201cSe eu disser o que acho deste lugar, ele vai se encher de turistas que estragar\u00e3o tudo; os habitantes v\u00e3o come\u00e7ar a viver de turismo, e vou ter de dizer adeus \u00e0 minha bela descoberta. Melhor ficar quieto\u201d. Mas Steinbeck certamente escreveu isso com bom humor. Pois, como disse seu colega, o escritor italiano A. Cutolo, \u201cDeus estava num dia de excelente humor quando resolveu criar a Costa Amalfitana\u201d.<\/p>\n<p>\u2014\u2013<\/p>\n<h3><strong>Como chegar<\/strong><\/h3>\n<p>Por rodovia, de N\u00e1poles, Sorrento\u00a0e Salerno. A estrada, cheia de curvas e mirantes, serpenteia por entre as montanhas de pedra, descortinando paisagens deslumbrantes.\u00a0H\u00e1 \u00f4nibus que levam dessas cidades\u00a0\u00e0s localidades da Costa. No ver\u00e3o, barcos de passageiros ligam Capri, N\u00e1poles, Salerno e Sorrento a Positano e Amalfi.\u00a0O aeroporto mais pr\u00f3ximo\u00a0\u00e9 Capodichino, em N\u00e1poles.<\/p>\n<p><img class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/original\/2015\/07\/07\/img-358602-mapa-costa-amalfitana.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>\u2014\u2013<\/p>\n<h3><strong>O audit\u00f3rio\u00a0de Niemeyer<\/strong><\/h3>\n<p>Apelidada de \u201cCidade da M\u00fasica\u201d, Ravello abriga v\u00e1rias apresenta\u00e7\u00f5es e festivais. Concertos, espet\u00e1culos de dan\u00e7a e teatro s\u00e3o realizados em diversos (e belos) locais ao ar livre, tais como os jardins de Villa Rufolo, Villa Cimbrone, Piazza Duomo e Piazza\u00ad San Giovanni del Toro. Quando a presen\u00e7a do p\u00fablico fez-se notar tamb\u00e9m nos meses mais frios, surgiu a necessidade de se criar uma estrutura capaz de abrigar espet\u00e1culos por todo o ano, e para um n\u00famero bem maior de espectadores.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/original\/2015\/07\/07\/img-358608-interior-auditorio-oscar-niemeyer.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><br \/>\n<em><strong>O interior do audit\u00f3rio concebido por Oscar Niemeyer<\/strong><\/em><\/p>\n<p>No ano 2000, decidiu-se construir ali um audit\u00f3rio. O projeto foi encomendado ao brasileiro Oscar Niemeyer. \u201cUm desafio e tanto\u201d, comentou o arquiteto ao aceitar o convite. Ravello fica no alto de uma montanha escarpada de pedra, e toda a sua arquitetura, de ra\u00edzes romanas, medievais e barrocas, est\u00e1 marcada em elementos como janelas arquea\u00addas, colunas, arcos, etc. Era preciso projetar um edif\u00edcio que n\u00e3o entrasse em conflito com os estilos de Ravello e a Costa Amalfitana.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/original\/2015\/07\/07\/img-358609-auditorio-oscar-niemeyer.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><br \/>\n<em><strong>A paisagem vista pelos visitantes a partir da passarela de entrada<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A genialidade de Niemeyer venceu o desafio. Seu audit\u00f3rio, na verdade, representa um marco na moderniza\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e cultural da \u00e1rea. Todo projetado em linhas curvas, com predomin\u00e2ncia quase absoluta da cor branca, ele \u00e9 precedido por um mirante quadrado que permite ao visitante desfrutar, ao mesmo tempo, das formas exteriores do pr\u00e9dio e da extraordin\u00e1ria paisagem que dali se descortina. A principal sala de concertos tira proveito do declive natural do terreno, enquanto a orquestra e o foyer s\u00e3o projetados ousadamente no vazio, sem apoio vis\u00edvel.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Luis Pellegrini Perguntado sobre onde ficava o para\u00edso terrestre, o escritor Gore Vidal respondeu<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Texto: Luis Pellegrini Perguntado sobre onde ficava o para\u00edso terrestre, o escritor Gore Vidal respondeu","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47306"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47306"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47306\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}