{"id":47259,"date":"2016-08-06T12:30:47","date_gmt":"2016-08-06T15:30:47","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=47259"},"modified":"2016-08-06T08:55:21","modified_gmt":"2016-08-06T11:55:21","slug":"alimentacao-animal-e-produtos-de-origem-animal-estao-entre-os-responsaveis-pela-fome-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/alimentacao-animal-e-produtos-de-origem-animal-estao-entre-os-responsaveis-pela-fome-no-brasil\/","title":{"rendered":"Alimenta\u00e7\u00e3o animal e produtos de origem animal est\u00e3o entre os respons\u00e1veis pela fome no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=47260\" rel=\"attachment wp-att-47260\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-47260\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/alimentacao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/alimentacao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/alimentacao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>De acordo com artigo publicado pela <a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2016-07\/producao-de-alimentos-e-suficiente-mas-ainda-ha-fome-no-pais-diz\" target=\"_blank\">Ag\u00eancia Brasil em 16\/07<\/a>, um estudo revelou que o Brasil produz mais que o suficiente para alimentar sua popula\u00e7\u00e3o, mas a desigualdade de renda e o desperd\u00edcio fazem com que 7,2 milh\u00f5es ainda sejam afetadas pelo problema.<\/p>\n<p>\u00c9 o que revela o estudo conduzido pelo professor Danilo Rolim Dias de Aguiar, pesquisador do Departamento de Economia do Campus Sorocaba da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos.<\/p>\n<p>\u201cTemos uma concentra\u00e7\u00e3o de renda muito grande. Se, por um lado, temos pessoas passando fome, por outro, temos o problema da obesidade, que \u00e9 cada vez maior. Haveria, ent\u00e3o, um problema ligado \u00e0 renda e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, que estaria dificultando o acesso aos alimentos. A\u00ed tamb\u00e9m entra a quest\u00e3o das perdas\u201d, disse Aguiar.<\/p>\n<p>Na pesquisa, Aguiar fez um levantamento sobre o que \u00e9 produzido no pa\u00eds, pegando os principais alimentos e os transformou em um indicador comum que permitisse uma compara\u00e7\u00e3o mais adequada entre eles, calculando todos os itens em n\u00famero de calorias ou prote\u00ednas.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, a quantidade m\u00e9dia necess\u00e1ria para consumo individual por dia, e que foi considerada neste estudo, \u00e9 de 2 mil calorias e 51 gramas de prote\u00edna.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, o pesquisador disse que muitas pessoas ainda passam fome no Brasil principalmente pela dificuldade de acesso \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o. Apesar de o pa\u00eds ocupar o quinto lugar no ranking mundial da obesidade, ainda h\u00e1 mais de 7 milh\u00f5es de pessoas passando fome e 30 milh\u00f5es de subnutridos.<\/p>\n<p>No estudo, Aguiar analisa tamb\u00e9m o volume de produtos exportados pelo Brasil. Para o professor, o volume de alimentos exportados poderia, por exemplo, alimentar duas vezes toda a popula\u00e7\u00e3o brasileira. Quando se transforma o total que \u00e9 vendido para o exterior em calorias, percebe-se que a quantidade seria suficiente para alimentar quase 700 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>No entanto, isso n\u00e3o ocorre em realidade porque muito do que \u00e9 exportado pelo Brasil vira comida para animais, disse o professor. \u201cIsso n\u00e3o est\u00e1 alimentando tanta gente porque boa parte do que se exporta \u2013 como milho e soja \u2013 n\u00e3o vai virar diretamente comida para pessoas, mas comida para animais.\u201d<\/p>\n<p>O pesquisador classifica de \u201ccruel\u201d essa situa\u00e7\u00e3o em que \u201cas pessoas de baixa renda acabam concorrendo com os animais, porque aquilo que poderia ser utilizado para alimenta\u00e7\u00e3o humana vai para a alimenta\u00e7\u00e3o animal, pois as pessoas de maior renda querem cada vez mais consumir carne. Como resultado disso, o pre\u00e7o dos produtos b\u00e1sicos sobe, porque h\u00e1 pouco, e fica cada vez mais dif\u00edcil o acesso por parte dos pobres\u201d.<\/p>\n<p>Brasileiros est\u00e3o produzindo muito mais carne do que arroz e feij\u00e3o porque a carne d\u00e1 mais rentabilidade, diz<\/p>\n<p>Para Aguiar, pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00e3o necess\u00e1rias para diminuir o consumo de carne. Ele destacou que o crescimento do consumo da carne \u00e9 acompanhado pelo aumento da crise ambiental, j\u00e1 que, por exemplo, a produ\u00e7\u00e3o da carne bovina \u00e9 respons\u00e1vel por 10% das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa na atmosfera e \u00e9 o principal emissor do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, outro problema relacionado ao aumento do consumo de carne no pa\u00eds \u00e9 que muito da produ\u00e7\u00e3o de milho e soja, por exemplo, acaba sendo destinado \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o dos animais.<\/p>\n<p>\u201cPor que os produtores brasileiros est\u00e3o produzindo muito mais carne do que arroz e feij\u00e3o? \u00c9 porque isso, para eles, d\u00e1 maior rentabilidade. Temos que ter pol\u00edticas que incentivem a produ\u00e7\u00e3o de alimentos que atinjam as classes de renda mais baixa e que sejam menos danosas ao meio ambiente.\u201d<\/p>\n<p>Aguiar alertou, no entanto, que essas pol\u00edticas precisam ser articuladas mundialmente. \u201cTemos que entrar com pol\u00edticas, mas articuladas em termos mundiais. N\u00e3o d\u00e1 para o Brasil tomar uma decis\u00e3o unilateral, de n\u00e3o querer produzir tanta carne, se o mundo inteiro quer comprar carne. Tem que haver uma articula\u00e7\u00e3o maior para que se atinjam esses objetivos. E uma coisa que vai ajudar muito \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o. Cerca de 99% das pessoas n\u00e3o t\u00eam no\u00e7\u00e3o se aquilo que elas est\u00e3o comendo tem algum impacto ambiental.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com artigo publicado pela Ag\u00eancia Brasil em 16\/07, um estudo revelou que o<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":47260,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/alimentacao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/alimentacao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/alimentacao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/alimentacao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/alimentacao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/alimentacao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/alimentacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/alimentacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/alimentacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/alimentacao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"De acordo com artigo publicado pela Ag\u00eancia Brasil em 16\/07, um estudo revelou que o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47259"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47259"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47259\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47260"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}