{"id":47244,"date":"2016-08-06T12:00:26","date_gmt":"2016-08-06T15:00:26","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=47244"},"modified":"2016-08-06T08:29:15","modified_gmt":"2016-08-06T11:29:15","slug":"eles-sao-magros-mas-tem-as-doencas-da-obesidade-ciencia-descobriu-a-razao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/eles-sao-magros-mas-tem-as-doencas-da-obesidade-ciencia-descobriu-a-razao\/","title":{"rendered":"Eles s\u00e3o magros mas t\u00eam as doen\u00e7as da obesidade. Ci\u00eancia descobriu a raz\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=47245\" rel=\"attachment wp-att-47245\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-47245\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/magra-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/magra-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/magra.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Claire Walker Johnson vivia no Queens, em Nova York, e era um mist\u00e9rio para a medicina. N\u00e3o importa o quanto ela comesse, ela nunca ganhava peso.<\/p>\n<p>Entretanto, Claire, de rosto fino e delgado, tinha os mesmos problemas enfrentados por muitas pessoas obesas \u2013 diabetes tipo 2, press\u00e3o sangu\u00ednea elevada, colesterol elevado e, o pior de tudo, um f\u00edgado cheio de gordura.<\/p>\n<p>Ela e um grupo muito pequeno de pessoas magras deram pistas surpreendentes aos cientistas a respeito de uma das principais quest\u00f5es sobre a obesidade: <strong>por que pessoas obesas muitas vezes desenvolvem doen\u00e7as s\u00e9rias e muitas vezes mortais?<\/strong><\/p>\n<p>A resposta, ao que tudo indica, tem muito pouco a ver com a gordura. Na verdade, trata-se da capacidade de cada pessoa de armazenar essa gordura. Com isso em mente, os cientistas come\u00e7am agora a desenvolver tratamentos que protejam \u00e0s pessoas do excesso de gorduras n\u00e3o armazenadas, livrando-as de problemas m\u00e9dicos complicados.<\/p>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\"><span class=\"credito\">Fernando Donasci\/Folhapress<\/span><\/p>\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img loading=\"lazy\" class=\"pinit-img\" src=\"http:\/\/imguol.com\/9b\/2016\/04\/08\/midia-indoor-wap-celular-tv-gordo-gorda-obeso-obesidade-obesa-saude-gordura-sedentarismo-sedentario-1460148172098_615x300.jpg\" width=\"640\" height=\"312\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A necessidade \u00e9 \u00f3bvia. <strong>Um em cada tr\u00eas norte-americanos e uma em cada quatro pessoas no mundo todo possuem ao menos uma condi\u00e7\u00e3o associada \u00e0 obesidade, tal como o diabetes, o colesterol alto e a press\u00e3o sangu\u00ednea elevada<\/strong> \u2013 uma combina\u00e7\u00e3o de problemas que duplica o risco de ataques card\u00edacos e AVCs.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, entre 2% e 3% dos adultos norte-americanos, ou ao menos cinco milh\u00f5es de pessoas, possuem um grave ac\u00famulo de gorduras no f\u00edgado causado pela obesidade e que pode levar \u00e0 fal\u00eancia hep\u00e1tica.<\/p>\n<p>O trabalho de detetive que levou a essa nova descoberta cient\u00edfica a respeito da gordura come\u00e7ou com um pequeno grupo de cientistas curiosos com uma doen\u00e7a que pode ser causada por uma muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica t\u00e3o rara que afetaria apenas uma em cada 10 milh\u00f5es de pessoas, incluindo Claire.<\/p>\n<h3>Ser magra n\u00e3o parecia ser problema<\/h3>\n<p>Durante boa parte da vida, Claire, de 55 anos, n\u00e3o tinha ideia de que algo estava faltando. \u00c9 verdade que ela era muito magra e vivia com fome, mas na Jamaica, onde nasceu, muitas crian\u00e7as eram magras e ningu\u00e9m pensava muito a respeito disso, afirmou. Ela parecia saud\u00e1vel e se desenvolveu normalmente durante a adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>Depois de se mudar para os Estados Unidos para fazer faculdade, ela foi ao m\u00e9dico para examinar alguns calombos nos bra\u00e7os e se surpreendeu ao descobrir que eram cristaliza\u00e7\u00e3o de colesterol no sangue. Seu n\u00edvel de colesterol era bastante alto.<\/p>\n<p>Depois de realizar outros exames, ela descobriu que tinha outros problemas relacionados a obesidade \u2013 um f\u00edgado enorme e cheio de gordura, cistos nos ov\u00e1rios, n\u00edveis alt\u00edssimos de triglic\u00e9rides.<\/p>\n<p>Seu m\u00e9dico ficou aturdido. Geralmente ele deveria instruir o paciente a perder peso, mas isso n\u00e3o fazia sentido neste caso. &#8220;Ele disse que n\u00e3o sabia o que fazer para me ajudar&#8221;, contou.<\/p>\n<p>Ao final, ela foi ao consult\u00f3rio de uma endocrinologista, a Dra. Maria New, que tamb\u00e9m n\u00e3o sabia o que fazer, mas queria encontrar respostas. A m\u00e9dica tirou as medidas de Claire: 1,70 m. Pesou-a: 54 quilos.<\/p>\n<p>Maria passou anos fazendo perguntas sobre o caso de Claire a especialistas em todas as confer\u00eancias m\u00e9dicas \u00e0s quais foi. Um dia, em 1996, estava dando uma palestra no Instituto Nacional de Sa\u00fade e fez a pergunta de sempre: Algu\u00e9m fazia ideia do que poderia estar errado com a paciente?<\/p>\n<p>O Dr. Simeon Taylor, que era chefe do setor de diabetes do Instituto Nacional do Diabetes e Doen\u00e7as Digestivas e Renais, levantou-se. Ele tinha muitos pacientes como Claire. <strong>O problema chamava-se lipodistrofia, afirmou, uma doen\u00e7a gen\u00e9tica rara caracterizada por uma falta anormal de tecido adiposo.<\/strong><\/p>\n<h3>Estudo come\u00e7ou como curiosidade<\/h3>\n<p>Taylor e seus colegas estavam estudando pessoas com esse tipo de problema &#8220;como uma curiosidade&#8221;, comentou o m\u00e9dico. Ele estava mais interessado na resist\u00eancia \u00e0 insulina que causa o diabetes tipo 2, e presumia que o problema fosse causado pela obesidade. Contudo, pessoas com lipodistrofia tinham os casos mais graves de resist\u00eancia \u00e0 insulina que ele j\u00e1 havia visto, embora estivessem longe de ser obesos.<\/p>\n<p>Ele gostaria de dar in\u00edcio a um estudo envolvendo um novo medicamento, uma vers\u00e3o sint\u00e9tica de um horm\u00f4nio chamado leptina, que poderia ajudar os pacientes. O estudo finalmente come\u00e7ou no ano 2000, com Claire entre os primeiros participantes.<\/p>\n<p>A leptina \u00e9 liberada pelas c\u00e9lulas adiposas e viaja pela corrente sangu\u00ednea at\u00e9 o c\u00e9rebro. Quanto mais gordura h\u00e1 no corpo de uma pessoa, mais leptina \u00e9 liberada. Quando os n\u00edveis s\u00e3o baixos, h\u00e1 pouca leptina no c\u00e9rebro, que responde aumentando o apetite da pessoa, o que a leva a comer mais e a ganhar peso. No caso de pessoas como Claire, que praticamente n\u00e3o t\u00eam c\u00e9lulas adiposas para enviar sinais ao c\u00e9rebro, o \u00f3rg\u00e3o praticamente n\u00e3o recebe leptina. Para o c\u00e9rebro, \u00e9 como se ela estivesse morrendo de fome. Como consequ\u00eancia, a pessoa sente um desejo constante de comer.<\/p>\n<p>Com o tratamento de leptina, o c\u00e9rebro de Claire passou a reagir como se ela tivesse n\u00edveis altos de gordura. A fome insaci\u00e1vel desapareceu. A gordura desapareceu do f\u00edgado, a glucose no sangue ficou normal, assim como os n\u00edveis de colesterol e triglic\u00e9rides.<\/p>\n<p>Mas por que ela e outros pacientes com lipodistrofia t\u00eam esse problema e porque ele acabou com o tratamento? Afinal, o que aconteceu?<\/p>\n<h3>Qual o papel da gordura em problemas como diabetes?<\/h3>\n<p>Alguns estudos envolvendo cobaias ajudaram a dar novas pistas. O Dr. Marc Reitman, chefe do departamento de Diabetes, Endocrinologia, e Obesidade do Instituto Nacional de Diabetes e Doen\u00e7as Digestivas e Renais, ao lado do colega, Dr. Charles Vinson, do Instituto Nacional do C\u00e2ncer, alterou cobaias geneticamente para que elas tivessem lipodistrofia. As cobaias, assim como Claire, praticamente n\u00e3o possu\u00edam tecido adiposo. E assim como ela, desenvolveram todas as condi\u00e7\u00f5es associadas \u00e0 obesidade.<\/p>\n<p>O que aconteceria,\u00a0questionaram os pesquisadores, caso esses ratos tivessem um pouco mais de tecido adiposo?<\/p>\n<p>Eles transplantaram tecido adiposo nos roedores e, duas semanas depois, os animais apresentavam n\u00edveis normais de glucose, insulina e triglic\u00e9rides. Os f\u00edgados e m\u00fasculos tamb\u00e9m voltaram ao normal.<\/p>\n<p><strong>Se aquilo funcionou, questionaram os pesquisadores, qualquer quantidade de gordura evitaria o surgimento da doen\u00e7a, mesmo quantidades alt\u00edssimas?<\/strong><\/p>\n<p>Philipp E. Scherer, diretor do Centro de Diabetes Touchstone, no Centro M\u00e9dico Southwestern, da Universidade do Texas, em Dallas, e seus colegas testaram a ideia. Eles alteraram os ratos geneticamente para que fossem capazes de acumular gorduras ilimitadamente. Segundo Scherer, os animais eram &#8220;os ratos mais gordos da gal\u00e1xia. Se fossem humanos, teriam 400 quilos&#8221;.<\/p>\n<p>Entretanto, o metabolismo dos ratos era normal.<\/p>\n<p>Agora, depois de anos de pesquisa, a situa\u00e7\u00e3o ficou clara. E com isso, surgiu um novo ponto de vista a respeito do papel da gordura na causa de problemas m\u00e9dicos ligados \u00e0 obesidade.<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s de todas essas condi\u00e7\u00f5es e da &#8220;s\u00edndrome metab\u00f3lica&#8221; \u2013 ou seja, possuir ao menos tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es associadas \u00e0 obesidade \u2013 est\u00e1 uma capacidade inadequada de armazenar gordura. (O Dr. C. Ronald Kahn, CCO da Cl\u00ednica de Diabetes Joslin, disse que dois m\u00e9dicos alem\u00e3es afirmaram que a s\u00edndrome era &#8220;metab\u00f3lica&#8221; h\u00e1 quase 40 anos. Condi\u00e7\u00f5es como n\u00edveis elevados de colesterol, diabetes e at\u00e9 mesmo press\u00e3o sangu\u00ednea elevada parecem estar ligados a problemas no metabolismo; neste caso, na incapacidade de armazenar calorias).<\/p>\n<p><strong>O corpo transforma o alimento excessivo em gordura e tenta armazen\u00e1-lo no tecido adiposo. Quando n\u00e3o h\u00e1 tecido o bastante, a gordura \u00e9 armazenada nos outros \u00f3rg\u00e3os, como f\u00edgado e o cora\u00e7\u00e3o, al\u00e9m dos m\u00fasculos e do p\u00e2ncreas. Nesses lugares, a gordura envenena o corpo, causando a s\u00edndrome metab\u00f3lica.<\/strong><\/p>\n<p>As pessoas obesas desenvolvem problemas metab\u00f3licos porque seu c\u00e9rebro ordena que elas comam mais que a capacidade do corpo de armazenar gordura. O tecido adiposo j\u00e1 atingiu o limite. Pessoas com lipodistrofia t\u00eam t\u00e3o pouco tecido adiposo que tamb\u00e9m n\u00e3o conseguem armazenar a gordura que seu corpo produz para guardar as calorias excessivas oriundas dos alimentos consumidos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 por isso que algumas pessoas sentem que os problemas metab\u00f3licos melhoram at\u00e9 com uma pequena perda de peso \u2013 elas comem menos e os tecidos adiposos conseguem reagir melhor.<\/p>\n<p>&#8220;As pessoas geralmente pensavam no tecido adiposo como um dep\u00f3sito inerte, uma esp\u00e9cie de gosma branca amorfa&#8221;, afirmou o Dr. Sam Virtue da Universidade de Cambridge. Na verdade, &#8220;trata-se de um \u00f3rg\u00e3o muito din\u00e2mico&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Isso tamb\u00e9m explica porque entre 10 e 20% das pessoas obesas n\u00e3o desenvolvem quaisquer problemas metab\u00f3licos, afirmou Scherer. Esses obesos saud\u00e1veis s\u00e3o como os ratos gordos do experimento, com uma habilidade incomum de expandir o tecido adiposo para armazenar calorias.<\/strong><\/p>\n<p>Os pesquisadores passaram para a nova fase da pesquisa, tentando identificar o veneno presente na gordura que \u00e9 respons\u00e1vel por causar todos esses problemas e descobrir uma forma de bloque\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Ao menos duas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas parecem estar envolvidas.<\/p>\n<h3>Mas se n\u00e3o \u00e9 a gordura, de quem \u00e9 a culpa?<\/h3>\n<p>O Dr. Gerald I. Shulman, professor da faculdade de Medicina de Yale e um dos diretores do Centro de Pesquisa do Diabetes, al\u00e9m de pesquisador do Instituto de Medicina Howard Hughes, se concentrou no diacilglicerol, produzido a partir dos \u00e1cidos graxos \u2013 feitos dos alimentos que uma pessoa consome \u2013 e depositado em lugares como os m\u00fasculos e o f\u00edgado, ao inv\u00e9s do tecido adiposo. Com o diacilglicerol, revelou Shulman, a insulina n\u00e3o consegue enviar sinais \u00e0s c\u00e9lulas. O resultado \u00e9 a resist\u00eancia \u00e0 insulina e o diabetes tipo 2.<\/p>\n<p>&#8220;O diacilglicerol \u00e9 o culpado&#8221;, afirmou. Uma forma segura de se livrar dele no f\u00edgado e nas c\u00e9lulas musculares \u00e9 a perda de peso \u2013 de forma a parar de fornecer ao corpo um volume maior de calorias do que o corpo \u00e9 capaz de processar, afirmou.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil. &#8220;Sempre que atendo um paciente, digo que \u00e9 importante perder um pouco de peso e aumentar a atividade f\u00edsica e todos respondem dizendo que sim, que \u00e9 uma \u00f3tima ideia. Talvez um a cada 100 realmente fa\u00e7a isso e mesmo quando s\u00e3o bem sucedidos, sabemos como \u00e9 f\u00e1cil recuperar o peso.&#8221;<\/p>\n<p>Shulman est\u00e1 explorando outra rota poss\u00edvel, desenvolvendo novas variedades benignas de uma subst\u00e2ncia t\u00f3xica que ele espera ser capaz de ajudar a reduzir os n\u00edveis de gordura e de inflama\u00e7\u00e3o no f\u00edgado. O medicamento, o dinitrofenol, foi utilizado durante muito tempo para ajudar na perda de peso, mas o FDA o tirou do mercado em 1938 depois que algumas pessoas morreram repentinamente v\u00edtimas de press\u00e3o sangu\u00ednea elevada.<\/p>\n<p>Ele e seus colegas modificaram o funcionamento do dinitrofenol para que, ao menos em testes com cobaias, a subst\u00e2ncia n\u00e3o eleve a temperatura corporal, nem cause perda de peso. Entretanto, o produto \u00e9 capaz de diminuir os n\u00edveis de diacilglicerol no f\u00edgado, de curar o diabetes tipo 2 e de diminuir a presen\u00e7a de gordura no f\u00edgado, al\u00e9m de resolver outros problemas metab\u00f3licos associados \u00e0 obesidade.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 desenvolver o medicamento em seres humanos. Algu\u00e9m gostaria de participar de um ensaio cl\u00ednico que utiliza uma variante de um medicamente que originalmente tinha efeitos colaterais potencialmente fatais?<\/p>\n<p>&#8220;Trata-se de uma prova de conceito. Realmente acredito que seja um passo \u00e0 frente&#8221;, afirmou Shulman.<\/p>\n<p>Outras pessoas est\u00e3o se concentrando em outros tipos de compostos qu\u00edmicos, conhecidos como ceramidas. Scherer, que est\u00e1 estudando os compostos, afirma que eles s\u00e3o produzidos a partir das gorduras que flutuam no sangue e n\u00e3o conseguem ser degradadas, nem armazenadas no tecido adiposo. Elas tamb\u00e9m s\u00e3o causadoras de resist\u00eancia \u00e0 insulina. As ceramidas tamb\u00e9m s\u00e3o capazes de matar as c\u00e9lulas quando seus n\u00edveis se tornam altos demais, al\u00e9m de causar rea\u00e7\u00f5es inflamat\u00f3rias. Al\u00e9m disso, acrescenta Scherer, a inflama\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das marcas da obesidade.<\/p>\n<p>Ele e outros pesquisadores est\u00e3o em busca dos medicamentos corretos para limitar a atividade das enzimas utilizadas na fabrica\u00e7\u00e3o de ceramidas. Assim como Shulman, ele acredita que poder\u00e1 mostrar que sua ideia funciona em cobaias: &#8220;\u00c9 f\u00e1cil fazer isso em um rato&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Tudo isso levantou uma quest\u00e3o interessante: &#8220;Todo mundo concorda que a obesidade n\u00e3o \u00e9 boa para a sa\u00fade, mas por que ela faz mal? Se eu colocar 25 quilos nas suas costas e pedir para voc\u00ea caminhar o dia todo, voc\u00ea se tornaria uma pessoa muito saud\u00e1vel depois de um tempo&#8221;, disse Virtue.<\/p>\n<p>E essa, afirmou o Dr. Rudolph Leibel, da Universidade de Columbia, \u00e9 a beleza do trabalho com a lipodistrofia. Pessoas como Claire mostraram o caminho que leva \u00e0s doen\u00e7as da obesidade.<\/p>\n<p>&#8220;O primeiro passo no caminho da cura \u00e9 saber o porqu\u00ea&#8221;, afirmou Leibel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Claire Walker Johnson vivia no Queens, em Nova York, e era um mist\u00e9rio para a<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":47245,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/magra.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/magra-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/magra-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/magra.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/magra.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/magra.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/magra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/magra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/magra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/magra.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Claire Walker Johnson vivia no Queens, em Nova York, e era um mist\u00e9rio para a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47244"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47244"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47244\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47245"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}