{"id":4705,"date":"2014-08-12T15:00:58","date_gmt":"2014-08-12T15:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=4705"},"modified":"2014-08-12T13:52:39","modified_gmt":"2014-08-12T13:52:39","slug":"adotar-a-reciclagem-em-vez-do-aterro-permite-nao-utilizar-areas-enormes-cada-vez-mais-raras-mais-distantes-e-mais-caras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/adotar-a-reciclagem-em-vez-do-aterro-permite-nao-utilizar-areas-enormes-cada-vez-mais-raras-mais-distantes-e-mais-caras\/","title":{"rendered":"Adotar a reciclagem em vez do aterro permite n\u00e3o utilizar grandes \u00e1reas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/lixoes.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-3997\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/lixoes.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Um aterro para 100 toneladas por dia custa R$ 52 milh\u00f5es. Uma cidade de 100 mil habitantes paga cerca de R$ 2,7 milh\u00f5es por ano para um aterro&#8221;, afirmam <strong>Sabetei Calderoni<\/strong>, presidente do Instituto de Ci\u00eancia e Tecnologia em Res\u00edduos e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e\u00a0<strong>Jos\u00e9 Pedro Santiago<\/strong>, egenheiro agr\u00f4nomo, em artigo publicado no jornal <strong>Folha de S. Paulo<\/strong>, 11-08-2014.<\/p>\n<p>No entanto, segundo eles, &#8220;a vida \u00fatil da central de reciclagem nunca se esgota, ela pode ser implantada perto dos locais onde h\u00e1 maior gera\u00e7\u00e3o de lixo e utiliza \u00e1rea muito pequena, menos de 2% da que um aterro requer&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Eis o artigo.<\/strong><\/p>\n<p>O dia 2 de agosto deste ano marcou o fim dos quatro anos concedidos pela <strong>Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos<\/strong> para os munic\u00edpios erradicarem os lix\u00f5es. Dos 5.565 munic\u00edpios do pa\u00eds, 3.344 n\u00e3o cumpriram a lei. Dos 34 lix\u00f5es brasileiros, 20 continuam a funcionar, inclusive o Lix\u00e3o da Estrutural, a 15 km de Bras\u00edlia, o maior de todos.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 a contamina\u00e7\u00e3o do ar, do solo e do subsolo. At\u00e9 desmoronamentos e explos\u00f5es j\u00e1 houve. Pior, h\u00e1 cerca de 400 mil catadores no Brasil. Parte deles trabalha e at\u00e9 mora em lix\u00f5es, sofrendo frequentes acidentes e doen\u00e7as. Muitas prefeituras pediram ao governo federal o adiamento, por oito anos, da exig\u00eancia de p\u00f4r fim aos <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/532701-pra-onde-vai-o-lixo-que-voce-produz\" target=\"_blank\">lix\u00f5es<\/a>. Por qu\u00ea? A maioria dos prefeitos alega que \u00e9 por falta de recursos.<\/p>\n<p>Para compreender esse argumento, \u00e9 preciso considerar que nas prefeituras prevalece o entendimento equivocado de que lix\u00e3o se substitui apenas por aterro. \u00c9 preciso desfazer esse equ\u00edvoco. A diretriz maior da <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/529990-o-desafio-de-garantir-uma-lei-de-protecao-ambiental-entrevista-especial-com-alessandro-soares\" target=\"_blank\"><strong>Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos<\/strong><\/a> \u00e9 adotar a reciclagem de forma intensiva e utilizar o aterro s\u00f3 em \u00faltimo caso. Segundo o Banco Mundial, a <strong>reciclagem<\/strong> poderia <strong>elevar o PIB do Brasil<\/strong> em U$ 35 bilh\u00f5es e poupar <strong>10 mil Gigawatt-hora<\/strong> por ano.<\/p>\n<p>Adotar a reciclagem em vez do aterro permite n\u00e3o utilizar \u00e1reas enormes, cada vez mais raras, mais distantes e mais caras. Um aterro para 100 toneladas por dia custa R$ 52 milh\u00f5es. Uma cidade de 100 mil habitantes paga cerca de R$ 2,7 milh\u00f5es por ano para um aterro.<\/p>\n<p>E quando a vida \u00fatil do <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/531540-municipios-alegam-nao-ter-condicoes-para-extinguir-lixoes-e-criar-aterros-sanitarios\" target=\"_blank\">aterro<\/a> se esgotar, outro ser\u00e1 necess\u00e1rio, mais longe que o anterior. Aumenta o custo de transporte, que chega a R$ 550 mil por ano em um munic\u00edpio de 100 mil habitantes que fique a 30 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia do aterro.<\/p>\n<p>Mas a vida \u00fatil da central de reciclagem nunca se esgota, ela pode ser implantada perto dos locais onde h\u00e1 maior gera\u00e7\u00e3o de lixo e utiliza \u00e1rea muito pequena, menos de 2% da que um aterro requer.<\/p>\n<p>Os res\u00edduos secos &#8211; papel, pl\u00e1stico, vidro, latas de alum\u00ednio e de a\u00e7o -, cerca de 30%dos res\u00edduos domiciliares, s\u00e3o reaproveitados h\u00e1 d\u00e9cadas pelas ind\u00fastrias, pois geram grande economia de energia, \u00e1gua e controle ambiental, substituindo mat\u00e9rias-primas virgens, muito mais caras. Uma cidade de 100 mil habitantes pode obter R$ 4,8 milh\u00f5es por ano, s\u00f3 com a venda dos res\u00edduos secos. E a central de reciclagem pode valorizar essas mat\u00e9rias-primas, principalmente pl\u00e1sticos, produzindo os mais variados utens\u00edlios. Os investimentos s\u00e3o pequenos e os ganhos enormes.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso tamb\u00e9m processar a fra\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, os restos de comida, 60% do total. Com a compostagem, obt\u00e9m-se fertilizante para uso em reflorestamento, parques, jardins e, com certos procedimentos, na agricultura. Um munic\u00edpio de 100 mil habitantes pode produzir composto org\u00e2nico no valor de R$ 1 milh\u00e3o por ano.<\/p>\n<p>Metade da fra\u00e7\u00e3o org\u00e2nica \u00e9 \u00e1gua, e pode ser reutilizada ap\u00f3s tratamento simples, evitando o custo de transporte e aterramento de um ter\u00e7o do lixo domiciliar. \u00c9 um absurdo, de fato, gastar tanto para transportar e enterrar \u00e1gua.<\/p>\n<p>Mas os munic\u00edpios n\u00e3o precisam custear a implanta\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de centrais de reciclagem. Desde 2004, existe o mecanismo das PPPs &#8211;parcerias p\u00fablico privadas: a prefeitura contribui apenas com o terreno, e o parceiro privado arca com os investimentos e os custos operacionais.<\/p>\n<p>H\u00e1 ganhos para todos.<\/p>\n<p>Os <strong>Termos de Ajustamento de Conduta<\/strong> entre o Minist\u00e9rio P\u00fablico e prefeituras ou cons\u00f3rcios de munic\u00edpios devem contemplar, sobretudo, centrais de reciclagem.<\/p>\n<p>Precisamos de um Brasil sem lix\u00f5es, com aterros pequenos e muita <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/525921-quem-paga-a-reciclagem\" target=\"_blank\">reciclagem<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um aterro para 100 toneladas por dia custa R$ 52 milh\u00f5es. 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