{"id":47008,"date":"2016-08-02T13:30:32","date_gmt":"2016-08-02T16:30:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=47008"},"modified":"2016-08-02T22:03:16","modified_gmt":"2016-08-03T01:03:16","slug":"conheca-sousatitan-o-mais-novo-dinossauro-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-sousatitan-o-mais-novo-dinossauro-brasileiro\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a Sousatitan, o mais novo dinossauro brasileiro que habitou na Para\u00edba"},"content":{"rendered":"<section class=\"article-content\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-sousatitan-o-mais-novo-dinossauro-brasileiro\/sousense\/\" rel=\"attachment wp-att-47009\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-47009\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/sousense-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/sousense-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/sousense.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Cerca de 136 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, um pequeno dinossauro de longo pesco\u00e7o habitava a regi\u00e3o de Sousa, na Para\u00edba. Em compara\u00e7\u00e3o a seu grupo, o dos titanossauros, que podem atingir at\u00e9 20 metros de altura, ele era baixo: n\u00e3o devia ultrapassar os 3 metros de altura e 11 metros de comprimento. Na \u00e9poca, Sousa era mais quente que hoje, mas a regi\u00e3o era repleta de pinheiros e arauc\u00e1rias ao redor de lagoas e de um grande rio que a cortava. O pequeno dinossauro, que recebeu o nome provis\u00f3rio de Sousatitan (\u201cSousa\u201d, em homenagem \u00e0 regi\u00e3o e \u201ctitan\u201d, de titanossauro) era herb\u00edvoro e alimentava-se da vasta vegeta\u00e7\u00e3o da \u00e9poca.De acordo com o estudo com a descri\u00e7\u00e3o desse novo dinossauro brasileiro, publicado na <a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0195667116301227\" target=\"_blank\">\u00faltima edi\u00e7\u00e3o da revista cient\u00edfica\u00a0<em>Cretaceous Research<\/em><\/a>, ele \u00e9 o mais antigo exemplar do per\u00edodo cret\u00e1ceo (\u00faltima etapa da chamada era dos dinossauros, compreendida entre 145 e 65,5 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s) \u2013 e um dos exemplares de titanosauro mais antigos encontrados no mundo.<\/p>\n<p>\u201cO estudo dos dinossauros de Sousa nos ajuda a compreender a evolu\u00e7\u00e3o dos grupos de animais que viriam a dominar o planeta durante o per\u00edodo cret\u00e1ceo\u201d, afirmou ao site de VEJA a paleont\u00f3loga Aline Ghilardi, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), l\u00edder dos estudos.<\/p>\n<h3>Osso de dinossauro<\/h3>\n<p>Ele foi o primeiro da regi\u00e3o a ser identificado por meio de uma ossada, uma f\u00edbula (parte da perna) encontrada em Sousa, que fica a 428 quil\u00f4metros de Jo\u00e3o Pessoa, e conhecida por abrigar diversos f\u00f3sseis de dinossauros. As an\u00e1lises comparativas com o osso de aproximadamente 50 cent\u00edmetros revelaram que ele pertencia a um dinossauro jovem, de uma esp\u00e9cie in\u00e9dita.<\/p>\n<p>\u201cAnteriormente, apenas pegadas de dinossauro eram conhecidas em\u00a0Sousa. Por meio delas, \u00e9 poss\u00edvel reconhecer de forma grosseira quais os grupos de animais respons\u00e1veis por produzi-las, embora n\u00e3o se possa ter certeza de sua identidade. Com o osso encontrado, pela primeira vez temos uma evid\u00eancia direta de uma das esp\u00e9cies de dinossauro que habitaram Sousa no in\u00edcio do cret\u00e1ceo. Pensando como um trabalho de detetive, \u00e9\u00a0como se ele\u00a0tivesse deixado cair o RG\u201d, disse Aline.<\/p>\n<p>O f\u00f3ssil foi descoberto pelos atentos olhos de Luiz Carlos da Silva Gomes, banc\u00e1rio aposentado que tem o hobby de procurar por vest\u00edgios dos animais gigantes. Ao observar uma rocha, Gomes percebeu algo diferente e resolveu fotograf\u00e1-la. A imagem foi compartilhada nas redes sociais e chegou a um dos paleont\u00f3logos da equipe, que buscava na internet artigos acad\u00eamicos sobre o s\u00edtio de Sousa. Imaginando que o osso poderia pertencer a um dinossauro in\u00e9dito, a equipe entrou em contato com Gomes\u00a0e iniciou as an\u00e1lises do achado.<\/p>\n<p>\u201cA parceria entre moradores locais e paleont\u00f3logos \u00e9 muito importante. S\u00e3o eles que todo dia est\u00e3o em contato com as rochas onde est\u00e3o os f\u00f3sseis. O senhor\u00a0Luiz, morador respons\u00e1vel pela descoberta do osso do dinossauro, acompanhou todo o processo de resgate do osso. Essa parceria s\u00f3 beneficia a ci\u00eancia\u201d, disse Ghilardi.<\/p>\n<h3><strong>Novos estudos<\/strong><\/h3>\n<p>Ap\u00f3s devolverem o osso para Sousa (para ser exposto no museu do Vale dos Dinossauros), os especialistas buscam agora por novas evid\u00eancias na regi\u00e3o \u2013 o que \u00e9 fundamental\u00a0para a descri\u00e7\u00e3o completa do animal e tamb\u00e9m para nome\u00e1-lo oficialmente.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, a descoberta \u00e9 mais uma pe\u00e7a do quebra-cabe\u00e7a na hist\u00f3ria do\u00a0desenvolvimento e morte dos animais que habitaram a Terra e sumiram h\u00e1 65 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>\u201cPouco se conhece sobre os dinossauros do in\u00edcio do cret\u00e1ceo do Brasil e, at\u00e9 ent\u00e3o, quase nada\u00a0se sabia sobre os dinossauros de Sousa. Essa descoberta preenche uma lacuna no nosso conhecimento sobre esses animais e, al\u00e9m disso, revela detalhes sobre a por\u00e7\u00e3o central de Gondwana (antigo supercontinente que reunia Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica, Ant\u00e1rtica, Austr\u00e1lia e \u00cdndia)\u201d, afirmou Ghilardi.<\/p>\n<p>Confira os detalhes da descoberta no v\u00eddeo abaixo,\u00a0disponibilizado por Aline Ghilardi:<\/p>\n<p><span class=\"embed-youtube\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/hk8y5BSQhrk?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;autohide=2&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent\" width=\"640\" height=\"390\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/span><\/p>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 136 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, um pequeno dinossauro de longo pesco\u00e7o habitava a<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":47009,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/sousense.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/sousense-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/sousense-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/sousense.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/sousense.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/sousense.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/sousense.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/sousense.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/sousense.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/sousense.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cerca de 136 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, um pequeno dinossauro de longo pesco\u00e7o habitava a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47008"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47008"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47008\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47009"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47008"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47008"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47008"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}