{"id":46982,"date":"2016-08-02T10:00:37","date_gmt":"2016-08-02T13:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=46982"},"modified":"2016-08-01T21:08:49","modified_gmt":"2016-08-02T00:08:49","slug":"geracao-eolica-aproxima-se-dos-10-mil-mw","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/geracao-eolica-aproxima-se-dos-10-mil-mw\/","title":{"rendered":"Gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica aproxima-se dos 10 mil MW"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=46984\" rel=\"attachment wp-att-46984\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-46984\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aeolica-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aeolica-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aeolica.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O setor e\u00f3lico brasileiro, que teve o seu marco inicial com a inaugura\u00e7\u00e3o do parque e\u00f3lico de Os\u00f3rio em 2006, 10 anos depois est\u00e1 prestes a comemorar uma marca hist\u00f3rica: os 10 mil MW (volume de energia que poderia abastecer mais de dois estados como o Rio Grande do Sul). A presidente executiva da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica (ABEE\u00f3lica), Elbia Melo, estima que a capacidade ser\u00e1 atingida nesta segunda metade do ano.<\/p>\n<p>De acordo com dados da ABEE\u00f3lica, no momento, s\u00e3o 393 usinas e\u00f3licas instaladas no Brasil, totalizando 9,84 mil MW. Al\u00e9m da pot\u00eancia que ser\u00e1 agregada a esse n\u00famero, os empreendedores est\u00e3o ansiosos pelo leil\u00e3o de energia que o governo federal realizar\u00e1 no dia 16 de dezembro, que ter\u00e1 participa\u00e7\u00e3o das fontes e\u00f3lica e solar. Elbia comenta que, como n\u00e3o foram disputados leil\u00f5es de energia e\u00f3lica neste ano ainda, a expectativa \u00e9 que se alcance neste certame a contrata\u00e7\u00e3o de cerca de 2 mil MW e\u00f3licos, o que \u00e9 considerado um desempenho anual satisfat\u00f3rio pelo setor. Apesar do leil\u00e3o abranger as fontes solar e e\u00f3lica, essas gera\u00e7\u00f5es concorrer\u00e3o separadamente.<\/p>\n<p>Quanto ao pre\u00e7o que ser\u00e1 estipulado para o MWh neste pr\u00f3ximo leil\u00e3o, Elbia salienta que, por enquanto, n\u00e3o foram discutidos valores, que dever\u00e3o ser estabelecidos com a proximidade da disputa. &#8220;Agora, est\u00e1vamos preocupados com a confirma\u00e7\u00e3o da contrata\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o&#8221;, diz a presidente executiva da ABEE\u00f3lica. Elbia ressalta o desenvolvimento vertiginoso da fonte nos \u00faltimos anos. &#8220;O que a e\u00f3lica est\u00e1 crescendo, nenhuma fonte fez nessa velocidade&#8221;, enfatiza.<\/p>\n<p>Segundo Elbia, ainda n\u00e3o foi debatido o limite ou o percentual que a fonte e\u00f3lica deve ocupar dentro da matriz nacional de energia el\u00e9trica. A dirigente argumenta que esse \u00e9 um tema que ser\u00e1 relevante em cerca de 20 anos. Essa quest\u00e3o dever\u00e1 ser tratada no \u00e2mbito de uma pol\u00edtica energ\u00e9tica do Pa\u00eds e depender\u00e1 da competitividade da produ\u00e7\u00e3o e\u00f3lica e das demandas ambientais. Hoje, a participa\u00e7\u00e3o da fonte e\u00f3lica na matriz \u00e9 de 7%. A presidente da ABEE\u00f3lica acrescenta que, atualmente, a estimativa \u00e9 que o potencial de gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica no Brasil \u00e9 de cerca de 500 MW (em torno de tr\u00eas vezes mais do que a demanda do Pa\u00eds).<\/p>\n<p>O s\u00f3cio-diretor da Brain Energy Energias Renov\u00e1veis (que desenvolve projetos e\u00f3licos, solares e de smart grids) Telmo Magadan comemora a perspectiva da chegada aos 10 mil MW e\u00f3licos. O empres\u00e1rio foi o presidente da Ventos do Sul Energia, companhia respons\u00e1vel pela instala\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o do parque e\u00f3lico de Os\u00f3rio. O complexo era no come\u00e7o dividido em tr\u00eas unidades (chamadas de Os\u00f3rio, Sangradouro e \u00cdndios) e somava 150 MW, resultado de 75 aerogeradores, cada um com potencial para 2 MW de gera\u00e7\u00e3o. &#8220;A partir do parque de Os\u00f3rio houve o desenvolvimento de um mercado de energia e\u00f3lica no Brasil, claro que com a contribui\u00e7\u00e3o de outros agentes&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p>Magadan aposta que o futuro do setor e\u00f3lico pode apresentar um crescimento ainda mais intenso, desde que seja estabelecido um ambiente adequado. &#8220;Eu acho que est\u00e1 faltando uma garantia efetiva de compra anual da energia e\u00f3lica&#8221;, argumenta. O executivo acrescenta que a tecnologia do segmento tem evolu\u00eddo, possibilitando a redu\u00e7\u00e3o de custos e equipamentos de melhor performance.<\/p>\n<p>O dirigente refor\u00e7a que esse tipo de gera\u00e7\u00e3o de energia \u00e9 fundamental para o mundo e para o Brasil, pois complementa as demais fontes, al\u00e9m de ter um menor impacto ambiental. Magadan frisa que hoje h\u00e1 disponibilidade de fabricantes de equipamentos e\u00f3licos no Pa\u00eds, o que n\u00e3o havia h\u00e1 10 anos, assim como cursos de especializa\u00e7\u00e3o na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Sindicato das ind\u00fastrias aponta dificuldades para empreendimentos no Rio Grande do Sul<\/p>\n<p>Se o cen\u00e1rio no Brasil continua promissor, no Estado a empolga\u00e7\u00e3o com a energia dos ventos n\u00e3o \u00e9 tanta como foi no passado, atesta o presidente do Sindicato das Ind\u00fastrias de Energia E\u00f3lica do Rio Grande do Sul (Sindie\u00f3lica-RS), Ricardo Rosito. &#8220;A energia e\u00f3lica, que representa um dos maiores volume de investimentos para os ga\u00fachos, continua na UTI, mesmo o Rio Grande do Sul tendo um dos mais significativos potenciais do Brasil&#8221;, indica o dirigente.<\/p>\n<p>Rosito salienta que o Estado, nos anos de 2014 e 2015, teve o pior resultado hist\u00f3rico nos leil\u00f5es de energia realizados pelo governo federal, com os investimentos no setor reduzindo, tendo zerado em 2015. Isso representa, segundo o empres\u00e1rio, uma lacuna anual da ordem de R$ 2,5 bilh\u00f5es a R$ 3 bilh\u00f5es. A \u00faltima vez que algum projeto e\u00f3lico ga\u00facho saiu vencedor de um leil\u00e3o foi em junho de 2014, quando foi garantida a comercializa\u00e7\u00e3o e, por consequ\u00eancia, a implanta\u00e7\u00e3o de apenas 54 MW, de um total de 968,6 MW leiloados. &#8220;Depois desse certame, tivemos outros, todos sem projetos com sucesso&#8221;, lamenta o presidente do Sindie\u00f3lica-RS.<\/p>\n<p>Entre os obst\u00e1culos enfrentados pelos empreendimentos no Estado, Rosito destaca a consolida\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva no Nordeste brasileiro e uma intensa pol\u00edtica de atra\u00e7\u00e3o de investimentos para essa regi\u00e3o. O dirigente tamb\u00e9m cita o aumento do custo do processo de licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul, ocorrido h\u00e1 cerca de dois anos. Hoje, esse \u00faltimo problema, ressalta o empres\u00e1rio, foi corrigido pela dire\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (Fepam), mas deixou &#8220;cicatrizes&#8221; nos grandes investidores. Para que os projetos a serem desenvolvidos no Estado voltem a ter \u00eaxito nos certames, Rosito defende a uni\u00e3o entre governo, empreendedores e \u00f3rg\u00e3os licenciadores.<\/p>\n<p>Sobre as dificuldades dos projetos ga\u00fachos em sa\u00edrem vencedores dos leil\u00f5es de energia, o s\u00f3cio-diretor da Brain Energy Energias Renov\u00e1veis Telmo Magadan enfatiza, entre outros motivos, a falta de viabilidade econ\u00f4mica e problemas empresariais. Outra quest\u00e3o \u00e9 o fato do Nordeste, que compete com o Estado, ter uma maior incid\u00eancia de ventos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor e\u00f3lico brasileiro, que teve o seu marco inicial com a inaugura\u00e7\u00e3o do parque<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":46984,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aeolica.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aeolica-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aeolica-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aeolica.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aeolica.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aeolica.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aeolica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aeolica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aeolica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/aeolica.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O setor e\u00f3lico brasileiro, que teve o seu marco inicial com a inaugura\u00e7\u00e3o do parque","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46982"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46982"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46982\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46984"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46982"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46982"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46982"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}