{"id":46637,"date":"2016-07-28T11:00:46","date_gmt":"2016-07-28T14:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=46637"},"modified":"2016-07-28T07:44:59","modified_gmt":"2016-07-28T10:44:59","slug":"adubo-verde-e-opcao-para-proteger-milho-organico-de-pragas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/adubo-verde-e-opcao-para-proteger-milho-organico-de-pragas\/","title":{"rendered":"\u201cAdubo verde\u201d \u00e9 op\u00e7\u00e3o para proteger milho org\u00e2nico de pragas"},"content":{"rendered":"<div data-template-placeholder=\"content-placeholder\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=46638\" rel=\"attachment wp-att-46638\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-46638\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/adubo_verde-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/adubo_verde-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/adubo_verde.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A agricultura <a href=\"http:\/\/www.exame.com.br\/topicos\/produtos-organicos\"><strong>org\u00e2nica <\/strong><\/a>vem crescendo de forma expressiva no Brasil. Atendendo \u00e0 expans\u00e3o do consumo, a quantidade de <a href=\"http:\/\/www.exame.com.br\/topicos\/agricultura\"><strong>agricultores <\/strong><\/a> que optaram por esse sistema de produ\u00e7\u00e3o aumentou cerca de 51,7% entre janeiro de 2014 e janeiro de 2015, passando de 6.719 para 10.194, de acordo com <a href=\"http:\/\/www.agricultura.gov.br\/comunicacao\/noticias\/2015\/03\/numero-de-produtores-organicos-cresce-51porcento-em-um-ano\" target=\"_blank\">informa\u00e7\u00f5es <\/a>do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa).<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos meses de 2015, o Cadastro Nacional de Produtores Org\u00e2nicos j\u00e1 computava 11.084 participantes. E a proje\u00e7\u00e3o para 2016 \u00e9 que o setor continue em crescimento, a uma taxa de 20% a 30%, tamb\u00e9m de acordo com <a href=\"http:\/\/www.brasil.gov.br\/economia-e-emprego\/2015\/10\/agricultura-organica-deve-movimentar-r-2-5-bi-em-2016\" target=\"_blank\">n\u00fameros <\/a>divulgados pelo Mapa.<\/p>\n<p>A necessidade de responder \u00e0s demandas tecnol\u00f3gicas do setor define uma nova fronteira para as iniciativas em pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Exemplo disso foi o projeto <a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/81479\/milho-organico-em-consorcio-com-adubos-verdes-opcao-para-o-sistema-de-plantio-direto-e-a-integracao\/\" target=\"_blank\">\u201cMilho org\u00e2nico em cons\u00f3rcio com adubos verdes: op\u00e7\u00e3o para o sistema de plantio direto e a integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria<\/a>\u201d, conduzido por Anastacia Fontanetti e apoiado pela FAPESP em acordo de coopera\u00e7\u00e3o com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq).<\/p>\n<p>\u201cBuscamos uma alternativa para o controle de plantas espont\u00e2neas [popularmente chamadas de \u2018ervas daninhas\u2019], que constituem o principal problema enfrentado pelos produtores de milho org\u00e2nico\u201d, disse Fontanetti \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>A pesquisadora \u00e9 professora do Departamento de Desenvolvimento Rural da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar).<\/p>\n<p>Na agricultura convencional, baseada em sementes transg\u00eanicas e uso intensivo de herbicidas e outros aditivos qu\u00edmicos, esse controle \u00e9 feito principalmente por meio do glifosato [N-(fosfonometil) glicina].<\/p>\n<p>Na agricultura org\u00e2nica, a principal forma de controle adotada at\u00e9 o presente tem sido o revolvimento do solo.<\/p>\n<p>\u201cPor\u00e9m, com o revolvimento, ocorre perda de mat\u00e9ria org\u00e2nica, exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 eros\u00e3o, enfim, o in\u00edcio de um processo de depauperamento do solo que vai contra o objetivo da agricultura org\u00e2nica\u201d, comentou a pesquisadora.<\/p>\n<p>A ideia que norteou seu estudo foi substituir a pr\u00e1tica do revolvimento pelo cultivo de plantas que, consorciadas com o milho, promovessem a cobertura do terreno, evitassem a emerg\u00eancia e prolifera\u00e7\u00e3o de ervas daninhas e melhorassem a qualidade do solo, por meio da reciclagem natural de nutrientes.<\/p>\n<p>Para cumprir tal papel, essas plantas vivas, chamadas de \u201cadubos verdes\u201d, n\u00e3o podem competir com o milho, reduzindo a produtividade.<\/p>\n<p>A barreira proporcionada pelos \u201cadubos verdes\u201d \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de plantas espont\u00e2neas se deve, principalmente, \u00e0 cobertura f\u00edsica do solo.<\/p>\n<p>Esta reduz a incid\u00eancia dos raios solares e, por decorr\u00eancia, dificulta a quebra de dorm\u00eancia e a germina\u00e7\u00e3o das sementes de ervas daninhas.<\/p>\n<p>Um fator adicional pode ser a libera\u00e7\u00e3o de metab\u00f3litos secund\u00e1rios, com fun\u00e7\u00e3o herbicida, pelas folhas e ra\u00edzes ou pela decomposi\u00e7\u00e3o da palha dos \u201cadubos verdes\u201d.<\/p>\n<p>\u201cIsso n\u00e3o \u00e9 uma novidade em termos tecnol\u00f3gicos. Existe j\u00e1 bastante pesquisa a respeito. E a Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria] desenvolveu um modelo, chamado \u2018Santa Br\u00edgida\u2019, porque foi criado na fazenda com esse nome, para o plantio consorciado. Por\u00e9m, at\u00e9 agora, tal manejo vinha sendo realizado nos moldes da agricultura convencional, com uso de herbicidas. Nosso objetivo foi estabelecer um manejo para a produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica\u201d, afirmou Fontanetti.<\/p>\n<p>A pesquisadora testou algumas plantas candidatas ao cons\u00f3rcio. Dentre elas, a que apresentou o melhor resultado foi o feij\u00e3o guandu an\u00e3o (Cajanus cajan L.).<\/p>\n<p>Trata-se de uma planta de porte pequeno, que demora mais tempo para germinar do que o milho, e, por isso, confere a este uma vantagem competitiva.<\/p>\n<p>\u201cVerificamos que o guandu an\u00e3o n\u00e3o afetou a produtividade do milho, dificultou a prolifera\u00e7\u00e3o de plantas espont\u00e2neas e aumentou o teor de nitrog\u00eanio nas plantas de milho \u2013 o que pode contribuir para o incremento de biomassa e de produtividade\u201d, informou a pesquisadora.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o feij\u00e3o guandu an\u00e3o \u00e9, ele mesmo, uma planta de interesse. Devido ao alto teor proteico, em algumas localidades do Brasil \u00e9 utilizado na alimenta\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>E o sabor agreste, que pode ser matizado por meio de um preparo adequado, j\u00e1 facultou sua inclus\u00e3o em p\u00e1ginas de gastronomia da web. Outro uso poss\u00edvel \u00e9 como planta forrageira na alimenta\u00e7\u00e3o animal.<\/p>\n<p>Por exemplo, soltando-se o gado na \u00e1rea cultivada depois da colheita do milho.<\/p>\n<p>\u201cFizemos v\u00e1rios testes para descobrir tamb\u00e9m a melhor forma de plantio. O resultado mais favor\u00e1vel foi obtido quando plantamos o guandu an\u00e3o tanto nas entrelinhas das fileiras de milho quanto nas pr\u00f3prias linhas, entre um p\u00e9 de milho e outro\u201d, acrescentou Fontanetti.<\/p>\n<p><strong>Culturas perenes<\/strong><\/p>\n<p>Outras plantas testadas, com tradi\u00e7\u00e3o de uso na alimenta\u00e7\u00e3o animal, foram a puer\u00e1ria (Pueraria phaseoloides (Roxb.) Benth), o calopog\u00f4nio (Calopogonium mucunoides Desv.) e a soja perene (Neonotonia wightii (Wight &amp; Arn) Lackey)).<\/p>\n<p>S\u00e3o plantas herb\u00e1ceas baixas, menores do que o guandu e bem menores do que o milho. O melhor resultado foi obtido com o calopog\u00f4nio, que mais rapidamente cobriu o solo, evitando a emerg\u00eancia de plantas daninhas.<\/p>\n<p>Dentre as estrat\u00e9gias utilizadas pelos produtores org\u00e2nicos para controlar as ervas daninhas nas culturas de milho, devem-se mencionar ainda o uso de vinagre (\u00e1cido ac\u00e9tico) como herbicida, o controle por meio do fogo e o emprego de um novo equipamento, j\u00e1 dispon\u00edvel no mercado, que extermina a planta indesej\u00e1vel por meio de choque el\u00e9trico.<\/p>\n<p>\u201cConsiderando essas v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es de manejo, o plantio consorciado me parece a melhor op\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 pelo benef\u00edcio direto ao milho, como pelo melhoramento do solo, evitando a eros\u00e3o e agregando mat\u00e9ria org\u00e2nica\u201d, ponderou a pesquisadora.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a colheita do milho, os adubos verdes s\u00e3o mantidos no solo, pois constituem culturas perenes. Como regra de manejo, Fontanetti recomenda que, depois de retiradas as espigas, as plantas de milho e os \u201cadubos verdes\u201d sejam ro\u00e7ados e seus res\u00edduos mantidos sobre o solo como cobertura.<\/p>\n<p>\u201cAo se decompor, os res\u00edduos vegetais e as ra\u00edzes agregam mat\u00e9ria org\u00e2nica ao solo. Al\u00e9m disso, \u00e9 melhor n\u00e3o revolver a terra, mas plantar em cima. O princ\u00edpio \u00e9 revolver o solo o m\u00ednimo poss\u00edvel. Tanto para preservar os nutrientes como para n\u00e3o expor as sementes de ervas daninhas \u00e0 luz e ao calor, o que favoreceria sua germina\u00e7\u00e3o\u201d, concluiu.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A agricultura org\u00e2nica vem crescendo de forma expressiva no Brasil. 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