{"id":46589,"date":"2016-07-27T14:00:32","date_gmt":"2016-07-27T17:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=46589"},"modified":"2016-07-27T10:09:45","modified_gmt":"2016-07-27T13:09:45","slug":"vale-a-pena-lutar-pela-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/vale-a-pena-lutar-pela-mata-atlantica\/","title":{"rendered":"Vale a pena lutar pela Mata Atl\u00e2ntica e salvaguardar um para\u00edso terrestre"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=46590\" rel=\"attachment wp-att-46590\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-46590\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/mata_atlantica-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/mata_atlantica-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/mata_atlantica.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Texto por Haroldo Mota, ativista ambiental, administrador e presidente-fundador da ONG Baob\u00e1.<\/em><\/p>\n<p>Os \u00faltimos meses do ano de 2009 foram marcantes para o movimento ambientalista do RN, pela luta contra a destrui\u00e7\u00e3o de uma extensa \u00e1rea de Mata Atl\u00e2ntica prim\u00e1ria, para a abertura de uma rodovia de acesso ao antigo aeroporto de Parnamirim, trecho compreendido entre os bairros de Sat\u00e9lite (Natal) e Ema\u00fas (Parnamirim).<\/p>\n<p>As obras estavam embargadas e a press\u00e3o pela continua\u00e7\u00e3o da estrada era imensa, por parte do governo estadual e dos empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>Dois eventos importantes ficaram marcados contra a destrui\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica e a continua\u00e7\u00e3o da estrada.<\/p>\n<p>O primeiro ocorreu no dia 13 de novembro de 2009, quando o movimento ambientalista promoveu uma audi\u00eancia p\u00fablica na Assembleia Legislativa para discutir com o poder p\u00fablico e a sociedade os riscos da continua\u00e7\u00e3o das obras.<\/p>\n<p>Nossa inten\u00e7\u00e3o era solicitar a revis\u00e3o do projeto com o prop\u00f3sito de conseguirmos o deslocamento da via, salvaguardando a integridade do patrim\u00f4nio biol\u00f3gico da reserva.<\/p>\n<p>Na audi\u00eancia, o promotor de Justi\u00e7a do Meio Ambiente, Dr. M\u00e1rcio Di\u00f3genes, declarou: \u201ca rodovia passa por duas zonas de prote\u00e7\u00e3o e sequer tem licen\u00e7a ambiental no munic\u00edpio de Paramirim\u201d.<\/p>\n<p>O segundo evento, foi marcado pela presen\u00e7a de Mario Mantovani, diretor de Pol\u00edticas P\u00fablicas da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, que veio a Natal especialmente para um ato de protesto contra a destrui\u00e7\u00e3o da reserva de Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Sa\u00edmos de bicicleta da frente do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, em um s\u00e1bado \u00e0 tarde do m\u00eas de dezembro, at\u00e9 Parnamirim. Um carro nos acompanhava, e nele Mario explicava a import\u00e2ncia das florestas.<\/p>\n<p>No local onde come\u00e7ava o prolongamento da estrada, sentido Parnamirim\/Natal, fizemos um ato simb\u00f3lico: em in\u00fameras cruzes de madeira pintada de preto constavam nomes de \u00e1rvores em tinta branca: pau-brasil, ip\u00ea, massaranduba, jatob\u00e1, peroba e v\u00e1rios outras.<\/p>\n<p>Neste cicloprotesto, al\u00e9m de Mantovani, estavam o pessoal da ONG Baob\u00e1, da Bicicletada Natal, dos Amigos da Natureza e o coordenador do Instituto Rea\u00e7\u00e3o Perif\u00e9rica Diego Eisenhower.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio Grande do Norte, por meio do promotor M\u00e1rcio Di\u00f3genes, recebeu den\u00fancias para investigar o desmatamento na \u00e1rea do Parque das Serras, no bairro Cidade Sat\u00e9lite. O promotor abriu um inqu\u00e9rito civil (n\u00ba 024\/2009), que foi publicado no Di\u00e1rio Oficia do Estado, no dia 15 outubro de 2009.<\/p>\n<p>Destes atos, conseguimos sensibilizar a popula\u00e7\u00e3o e o governo estadual pela paralisa\u00e7\u00e3o das obras. A obra foi embargada e foi solicitado um novo estudo, por um novo tra\u00e7ado, usando as bordas da reserva, para n\u00e3o haver uma grave e expressiva divis\u00e3o da reserva biol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, no\u00a0 final do ano de 2009, um juiz concedeu autoriza\u00e7\u00e3o pela continua\u00e7\u00e3o das obras.<\/p>\n<p>Foi uma grande decep\u00e7\u00e3o, pois todo o embasamento apontava que o novo tra\u00e7ado iria proporcionar um impacto ambiental bem menor.<\/p>\n<p>O caso foi tema de um artigo de Daniel Menezes, publicado no dia 13 de abril de 2013 na Carta Capital, com o t\u00edtulo \u201c<a href=\"http:\/\/www.cartapotiguar.com.br\/2013\/04\/10\/o-estranho-caso-do-prologamento-da-prudente-de-morais\/\">O estranho caso do prolongamento da Prudente de Morais\u201d<\/a>.<\/p>\n<p>O tempo passou. E no dia 1\u00ba de julho de 2016, finalmente, recebemos uma not\u00edcia boa!<\/p>\n<p>A Justi\u00e7a Federal condenou o Departamento de Estrada e Rodagem do Rio Grande do Norte (DER\/RN) a pagar uma indeniza\u00e7\u00e3o por danos ao meio ambiente na obra de constru\u00e7\u00e3o do prolongamento da Avenida Prudente de Morais.<\/p>\n<p>O valor de R$ 2 milh\u00f5es ser\u00e1 destinado a um fundo de natureza ambiental. Al\u00e9m disso, o DER est\u00e1 obrigado a executar projeto de compensa\u00e7\u00e3o ambiental, na forma de destina\u00e7\u00e3o de \u00e1rea equivalente \u00e0 extens\u00e3o da \u00e1rea desmatada, com as mesmas caracter\u00edsticas ecol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 evidente que restou caracterizado o dano ambiental, pela supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria ou nos est\u00e1gios avan\u00e7ado e m\u00e9dio de regenera\u00e7\u00e3o do Bioma da Mata Atl\u00e2ntica, destinada a proteger o entorno das unidades de conserva\u00e7\u00e3o, sem a realiza\u00e7\u00e3o de estudos necess\u00e1rios para garantir a sobreviv\u00eancia de esp\u00e9cies da flora e da fauna silvestres amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o\u201d, escreveu o Juiz Federal M\u00e1rio Azevedo Jambo na senten\u00e7a.<\/p>\n<p>Apesar deste valor financeiro ser uma pena pequena diante de todo o dano ao ambiente natural, que \u00e9 irrepar\u00e1vel, \u00e9 uma medida que agrega um valor educacional ao degradador, e uma atmosfera de valorar os recursos naturais.<\/p>\n<p>Sabemos que o grave erro cometido com a reserva da Mata Atl\u00e2ntica em Parnamirim n\u00e3o trar\u00e1 a floresta original de volta. Mas, essa senten\u00e7a \u00e9 muito importante, \u00e9 um estandarte da nossa resist\u00eancia e luta para salvaguardar nosso para\u00edso terrestre.<\/p>\n<p><em>Haroldo Mota \u00e9 ativista ambiental, administrador e presidente-fundador da ONG Baob\u00e1.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto por Haroldo Mota, ativista ambiental, administrador e presidente-fundador da ONG Baob\u00e1. 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