{"id":46564,"date":"2016-07-27T11:00:46","date_gmt":"2016-07-27T14:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=46564"},"modified":"2016-07-27T10:11:08","modified_gmt":"2016-07-27T13:11:08","slug":"brasileiro-cresceu-nos-ultimos-cem-anos-mas-ainda-e-baixinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/brasileiro-cresceu-nos-ultimos-cem-anos-mas-ainda-e-baixinho\/","title":{"rendered":"Brasileiro cresceu nos \u00faltimos cem anos, mas ainda \u00e9 considerado &#8216;baixinho&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=46565\" rel=\"attachment wp-att-46565\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-46565\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/baixinho-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/baixinho-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/baixinho.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quando o assunto \u00e9 altura, o homem da Holanda e a mulher da Let\u00f4nia ficam por cima de todas as outras nacionalidades, aponta um novo estudo. O holand\u00eas m\u00e9dio tem hoje 1,83 m e a mulher let\u00e3 alcan\u00e7a 1,70 m.<\/p>\n<p>A pesquisa, publicada na revista cient\u00edfica eLife, mapeou tend\u00eancias de crescimento em 187 pa\u00edses desde 1914. E descobriu que o homem do Ir\u00e3 e a mulher da Coreia do Sul registraram o maior salto na altura, crescendo uma m\u00e9dia de 16 cm e 20 cm.<\/p>\n<h3>O homem brasileiro tem, em m\u00e9dia, 1,73 m, e a mulher, 1,60 m. Ambos registraram o mesmo crescimento desde 1914: 8,6 cm.<\/h3>\n<p>Para homens, o Brasil \u00e9 o 68\u00ba colocado em altura entre os pa\u00edses pesquisados &#8211; fica acima de na\u00e7\u00f5es como Portugal, M\u00e9xico e Chile, e abaixo de Rom\u00eania, Argentina e Jamaica.<\/p>\n<p>A mulher brasileira alcan\u00e7ou a 71\u00aa posi\u00e7\u00e3o, mais alta do que a mulher turca, argentina ou chinesa, e mais baixa do que as espanholas, israelenses e inglesas.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, por exemplo, a altura dos cidad\u00e3os come\u00e7ou a atingir um limite nos anos 1960 e 1970. Ao longo do \u00faltimo s\u00e9culo, homens e mulheres cresceram apenas 6 cm e 5 cm, respectivamente.<\/p>\n<p>Em 1914, o homem americano era o terceiro mais alto do mundo, e a mulher, a quarta mais alta. Hoje eles est\u00e3o em 37\u00ba e 42\u00ba lugar.<\/p>\n<p>Pa\u00edses europeus dominam os rankings de altura hoje, mas os dados sugerem que, em geral, as tend\u00eancias de crescimento se estabilizaram no Ocidente.<\/p>\n<p>O homem mais baixo do mundo \u00e9 o do Timor Leste: 1,60 m.<\/p>\n<p>A mulher mais baixa \u00e9 a da Guatemala, t\u00edtulo que tamb\u00e9m ostentava em 1914. Segundo os dados da pesquisa, a guatemalteca m\u00e9dia de 18 anos tinha 1,40 m h\u00e1 um s\u00e9culo, e hoje ela ainda quase n\u00e3o alcan\u00e7a 1,50 m.<\/p>\n<p>O leste da \u00c1sia registrou os maiores crescimentos. Pessoas no Jap\u00e3o, China e Coreia do Sul s\u00e3o bem mais altas do que eram h\u00e1 100 anos.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 as partes do mundo onde pessoas n\u00e3o ficaram particularmente mais altas ao longo de 100 anos de an\u00e1lise est\u00e3o no sul da \u00c1sia (como \u00cdndia, Paquist\u00e3o e Bangladesh) e na \u00c1frica subsaariana. O aumento de altura ficou entre 1 cm a 6 cm nessas regi\u00f5es&#8221;, disse o co-autor do estudo James Bentham, do Imperial College de Londres.<\/p>\n<p>Na verdade, as alturas m\u00e9dias chegaram a cair em certas partes da \u00c1frica subsaariana desde os anos 1970. Na\u00e7\u00f5es como Uganda e Serra Leoa viram a altura m\u00e9dia do homem perder alguns cent\u00edmetros.<\/p>\n<p>A gen\u00e9tica explica algumas varia\u00e7\u00f5es de altura pelo planeta, mas os autores do estudo afirmam que nosso DNA n\u00e3o pode ser o fator principal.<\/p>\n<p>O cientista chefe Majid Ezzati, tamb\u00e9m do Imperial College, disse \u00e0 BBC: &#8220;Cerca de um ter\u00e7o da explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 nos genes. Mas isso n\u00e3o explica a mudan\u00e7a ao longo do tempo. Os genes n\u00e3o se alteram t\u00e3o r\u00e1pido e n\u00e3o variam muito no planeta. Ent\u00e3o mudan\u00e7as no tempo e varia\u00e7\u00f5es pelo mundo s\u00e3o, em grande parte, ambientais.&#8221;<\/p>\n<p>Bons padr\u00f5es de sa\u00fade, saneamento e nutri\u00e7\u00e3o s\u00e3o os principais determinantes ambientais da altura, diz Ezzati. Outro fator importante \u00e9 a sa\u00fade da m\u00e3e e a alimenta\u00e7\u00e3o durante a gravidez.<\/p>\n<p>Outra pesquisa mostrou que a altura tem correla\u00e7\u00e3o com consequ\u00eancias positivas e algumas negativas.<\/p>\n<p>Pessoas altas tendem a ter expectativa de vida maior, com menor risco de doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o. Por outro lado, h\u00e1 evid\u00eancias de que est\u00e3o sob maior risco de certos c\u00e2nceres, como colorretal, mama p\u00f3s-menopausa e tumores de ov\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;Uma hip\u00f3tese \u00e9 que fatores de crescimento possam promover muta\u00e7\u00f5es em c\u00e9lulas&#8221;, afirmou Elio Riboli, outro coautor do estudo.<\/p>\n<p>A pesquisa, chamada &#8220;Um S\u00e9culo de Tend\u00eancias na Altura Humana&#8221;, \u00e9 resultado do trabalho de um grupo de mais de 800 cientistas, em associa\u00e7\u00e3o com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Os pa\u00edses com os homens mais altos em 2014 (ranking de 1914 entre par\u00eanteses):<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Holanda (12)<\/li>\n<li>B\u00e9lgica (33)<\/li>\n<li>Est\u00f4nia (4)<\/li>\n<li>Let\u00f4nia (13)<\/li>\n<li>Dinamarca (9)<\/li>\n<li>B\u00f3snia-Herzegovina (19)<\/li>\n<li>Cro\u00e1cia (22)<\/li>\n<li>S\u00e9rvia (30)<\/li>\n<li>Isl\u00e2ndia (6)<\/li>\n<li>Rep\u00fablica Tcheca (24)<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Os pa\u00edses com as mulheres mais altas em 2014 (ranking de 1914 entre par\u00eanteses):<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Let\u00f4nia (28)<\/li>\n<li>Holanda (38)<\/li>\n<li>Est\u00f4nia (16)<\/li>\n<li>Rep\u00fablica Checa (69)<\/li>\n<li>S\u00e9rvia (93)<\/li>\n<li>Eslov\u00e1quia (26)<\/li>\n<li>Dinamarca (11)<\/li>\n<li>Litu\u00e2nia (41)<\/li>\n<li>Belarus (42)<\/li>\n<li>Ucr\u00e2nia (43)<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o assunto \u00e9 altura, o homem da Holanda e a mulher da Let\u00f4nia ficam<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":46565,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/baixinho.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/baixinho-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/baixinho-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/baixinho.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/baixinho.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/baixinho.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/baixinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/baixinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/baixinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/baixinho.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quando o assunto \u00e9 altura, o homem da Holanda e a mulher da Let\u00f4nia ficam","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46564"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46564"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46564\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46565"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46564"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46564"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46564"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}