{"id":4636,"date":"2014-08-11T14:00:36","date_gmt":"2014-08-11T14:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=4636"},"modified":"2014-08-11T11:56:34","modified_gmt":"2014-08-11T11:56:34","slug":"agricultura-urbana-ganha-espaco-nas-grandes-cidades-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/agricultura-urbana-ganha-espaco-nas-grandes-cidades-brasileiras\/","title":{"rendered":"Agricultura urbana ganha espa\u00e7o nas grandes cidades brasileiras"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/horta_urbana.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-4637\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/horta_urbana.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Por Antonio Carlos Quinto<\/p>\n<p>O n\u00famero de hortas em espa\u00e7os vazios, mesmo numa grande metr\u00f3pole, \u00e9 uma pr\u00e1tica comum e que gera renda a algumas fam\u00edlias. \u201cOs pre\u00e7os podem variar de acordo com a regi\u00e3o e algumas pessoas chegam a viver exclusivamente desta atividade\u201d, conta a cientista social, Michele Rostichelli. Na Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas (FFLCH) da USP, ela empreendeu um estudo para saber quem s\u00e3o as pessoas que produzem esses alimentos, as caracter\u00edsticas destas fam\u00edlias e suas origens.<\/p>\n<p>Na pesquisa de mestrado <em>Entre a Terra e o Asfalto: a regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo no contexto da agricultura urbana<\/em>, Michele entrevistou componentes de 26 fam\u00edlias que produzem hortali\u00e7as na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo, mais especificamente na regi\u00e3o do ABC \u2014 nas cidades de Santo Andr\u00e9, S\u00e3o Bernardo do Campo, Diadema e Mau\u00e1 \u2014, e no bairro de S\u00e3o Mateus, na zona leste de S\u00e3o Paulo. Boa parte destas pessoas j\u00e1 teve conviv\u00eancia com as pr\u00e1ticas agr\u00edcolas. \u201cA maioria vem do nordeste do Brasil ou do interior de S\u00e3o Paulo e chegaram por aqui para tentar a vida\u201d, conta a pesquisadora.<\/p>\n<p>Foram mais de dois anos de observa\u00e7\u00f5es e entrevistas nas \u00e1reas de planta\u00e7\u00f5es. Estes locais s\u00e3o, principalmente, sob as linhas de eletricidade da Eletropaulo, que a pesquisadora denomina como \u201clinh\u00f5es\u201d, e terrenos vazios. \u201cOs \u2018linh\u00f5es\u2019 s\u00e3o espa\u00e7os que abrigam as grandes torres de eletricidade onde, por seguran\u00e7a, n\u00e3o se permite a constru\u00e7\u00e3o de moradias e o plantio de \u00e1rvores de grande porte\u201d, explica. \u00c9 justamente nesses terrenos que as pessoas cultivam suas hortali\u00e7as, principalmente alface e coentro. \u201cMas a produ\u00e7\u00e3o se estende para outras culturas, como agri\u00e3o, escarola, e at\u00e9 banana\u201d, conta Michele. Segundo ela, a ocorr\u00eancia de hortas nas cidades estudadas teve in\u00edcio nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980, per\u00edodo em que se podiam encontrar ch\u00e1caras e s\u00edtios nestes locais .<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/horta_urbana1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-4642\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/horta_urbana1.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Pre\u00e7os de mercado<\/strong><\/p>\n<p>As hortali\u00e7as s\u00e3o comercializadas nos bairros pr\u00f3ximos \u00e0s planta\u00e7\u00f5es e os pre\u00e7os, segundo Michele, podem variar de acordo com a regi\u00e3o. \u201cNuma das hortas pr\u00f3ximas a um bairro de classe m\u00e9dia em Santo Andr\u00e9, por exemplo, a alface chega a custar R$ 2,00. Mas em outro local onde a maioria dos moradores \u00e9 de baixa renda, pode-se comprar por R$ 1,00. Dificilmente os pre\u00e7os praticados ficam acima dos valores comercializados nos grandes supermercados ou feiras livres\u201d.<\/p>\n<div class=\"img alignright size-medium wp-image-183154\" style=\"width: 199px;\"><a href=\"http:\/\/www.usp.br\/agen\/wp-content\/uploads\/Bol_3755A1.jpg\"><img loading=\"lazy\" title=\"Horta do Capuava, em Santo Andr\u00e9, localizada sob um &quot;linh\u00e3o&quot; \" src=\"http:\/\/www.usp.br\/agen\/wp-content\/uploads\/Bol_3755A1-199x300.jpg\" alt=\"\" width=\"199\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<div>Horta do Capuava, em Santo Andr\u00e9, localizada sob um &#8220;linh\u00e3o&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p>Outra caracter\u00edstica das hortali\u00e7as comercializadas \u00e9 o n\u00e3o uso de agrot\u00f3xicos ou fertilizantes qu\u00edmicos. \u201cEntre os entrevistados, quase todos afirmam que n\u00e3o se utilizam de qualquer elemento qu\u00edmico. Usam adubos naturais, como torta de mamona, estercos, cinzas de madeira e, por vezes, calc\u00e1rio para controle do ph da terra\u201d, descreve Michele. Mesmo assim, as hortali\u00e7as n\u00e3o podem ser consideradas org\u00e2nicas porque as sementes adquiridas s\u00e3o \u201ctratadas\u201d. Michele conta que s\u00e3o compradas, principalmente, nas cidades de Suzano e Mogi das Cruzes, regi\u00e3o da grande S\u00e3o Paulo, denominada \u201ccintur\u00e3o verde\u201d.<\/p>\n<p>Michele acredita que a pr\u00e1tica da agricultura em espa\u00e7os vazios das grandes cidades deve permanecer e at\u00e9 crescer, visto que h\u00e1 incentivos para cria\u00e7\u00e3o de hortas comunit\u00e1rias pela vizinhan\u00e7a organizada, ONGs e at\u00e9 de administra\u00e7\u00f5es municipais. \u201cVale lembrar que nas \u00e1reas sob os \u2018linh\u00f5es\u2019 a concess\u00e3o \u00e9 dada pelas prefeituras\u201d, ressalta. Em quase todas as hortas analisadas no estudo, o espa\u00e7os de plantios t\u00eam, em m\u00e9dia, 200 metros quadrados (m2) e os agricultores n\u00e3o disp\u00f5em de maquin\u00e1rios agr\u00edcolas, o trabalho \u00e9 manual, \u201cEles usam ferramentas tradicionais, como enxadas, p\u00e1s, etc.\u201d E de acordo com a cientista social, ainda existem muitos espa\u00e7os nas cidades que podem ser utilizados para a atividade. A pesquisa de Michele teve a orienta\u00e7\u00e3o da professora Val\u00e9ria de Marcos e foi apresentada no Departamento de Geografia Humana da FFLCH.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Antonio Carlos Quinto O n\u00famero de hortas em espa\u00e7os vazios, mesmo numa grande metr\u00f3pole,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4642,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/horta_urbana1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/horta_urbana1.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/horta_urbana1.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/horta_urbana1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/horta_urbana1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/horta_urbana1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/horta_urbana1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/horta_urbana1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/horta_urbana1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/horta_urbana1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Antonio Carlos Quinto O n\u00famero de hortas em espa\u00e7os vazios, mesmo numa grande metr\u00f3pole,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4636"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4636"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4636\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4642"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}