{"id":46347,"date":"2016-07-24T12:30:22","date_gmt":"2016-07-24T15:30:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=46347"},"modified":"2016-07-24T20:12:14","modified_gmt":"2016-07-24T23:12:14","slug":"albatrozes-petreis-e-a-participacao-do-brasil-em-acordos-ambientais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/albatrozes-petreis-e-a-participacao-do-brasil-em-acordos-ambientais\/","title":{"rendered":"Albatrozes, petr\u00e9is e a participa\u00e7\u00e3o do Brasil em acordos ambientais"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/albatrozes-petreis-e-a-participacao-do-brasil-em-acordos-ambientais\/albatroz-4\/\" rel=\"attachment wp-att-46348\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-46348\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/albatroz-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/albatroz-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/albatroz.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os albatrozes e petr\u00e9is formam o grupo de aves mais amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o do planeta. S\u00e3o magn\u00edficas aves migrat\u00f3rias, muito importantes para a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade dos oceanos, que se reproduzem em ilhas distantes e v\u00eam se alimentar em \u00e1guas brasileiras. Longevas, podem viver por at\u00e9 80 anos, mas sua taxa de fecundidade \u00e9 lenta. Algumas colocam apenas um ovo a cada dois anos. Em seu ciclo de vida, muitas esp\u00e9cies d\u00e3o voltas ao redor do mundo e est\u00e3o sendo afetadas drasticamente pela atua\u00e7\u00e3o humana. Infelizmente, os albatrozes e petr\u00e9is encontram no caminho uma armadilha involunt\u00e1ria: as embarca\u00e7\u00f5es de pesca de espinhel. Trata-se de uma t\u00e9cnica industrial, que utiliza como isca o mesmo alimento consumido pelas aves, gerando capturas n\u00e3o intencionais e a necessidade de um esfor\u00e7o internacional para reverter a diminui\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 2008 foi ratificada pelo Senado Federal a ades\u00e3o do Brasil ao Acordo para a Conserva\u00e7\u00e3o de Albatrozes e Petr\u00e9is (ACAP). Atualmente, no entanto, a participa\u00e7\u00e3o neste compromisso multilateral assumido com 12 pa\u00edses est\u00e1 sendo questionada. O ACAP foi inclu\u00eddo em uma lista com mais 33 organiza\u00e7\u00f5es internacionais que podem deixar de ter delega\u00e7\u00f5es oficiais do pa\u00eds. A rela\u00e7\u00e3o foi enviada pelo Minist\u00e9rio do Planejamento e est\u00e1 sendo analisada pelo Itamaraty.<\/p>\n<p>Apesar de o Brasil estar entre os pa\u00edses que mais participam de Acordos e Organiza\u00e7\u00f5es Internacionais, o ACAP foi classificado em algumas not\u00edcias como pouco conhecido, ou ainda, de forma pejorativa, irrelevante. Embora poucos saibam, at\u00e9 10 mil aves oce\u00e2nicas morrem por ano no pa\u00eds ao interagirem com a pesca de espinhel e serem fisgadas incidentalmente. \u00c9 uma das mais altas taxas de mortalidade do mundo nestas circunst\u00e2ncias. Tamb\u00e9m se estima que a cada cinco minutos um albatroz \u00e9 capturado em alguma parte do planeta. A ades\u00e3o do Brasil ao ACAP \u00e9 estrat\u00e9gica devido \u00e0 alta incid\u00eancia de capturas na regi\u00e3o. Mas \u00e9 tamb\u00e9m crucial para n\u00e3o prejudicar um trabalho de d\u00e9cadas, realizado em conjunto por diversas institui\u00e7\u00f5es internacionais e nacionais.<\/p>\n<div id=\"attachment_48428\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-48428 \" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/19012004-albatroz-viajeiro-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/19012004-albatroz-viajeiro-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/19012004-albatroz-viajeiro-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/19012004-albatroz-viajeiro-600x400.jpg 600w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/19012004-albatroz-viajeiro-278x185.jpg 278w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/19012004-albatroz-viajeiro.jpg 1152w\" alt=\"Albatroz-viajeiro(DiomedeaExulans). Foto: Fabiano Peppes \/ Projeto Albatroz\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Albatroz-viajeiro (<em>DiomedeaExulans<\/em>). Foto: Fabiano Peppes\/Projeto Albatroz<\/p>\n<\/div>\n<p>Fomentar a realiza\u00e7\u00e3o da pesca sustent\u00e1vel e compat\u00edvel com a prote\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies de aves marinhas amea\u00e7adas tamb\u00e9m pode se reverter em potenciais vantagens de mercado, o que \u00e9 fundamental para uma economia sustent\u00e1vel do s\u00e9culo XXI. Considerando que a maior parte dos peixes provenientes da pesca com espinhel \u00e9 exportada para mercados exigentes como o norte-americano e o europeu, a utiliza\u00e7\u00e3o de medidas de redu\u00e7\u00e3o da captura incidental \u00e9 um fator decisivo para garantir a entrada do pescado brasileiro. Vale notar que as pesquisas discutidas no ACAP subsidiam regulamenta\u00e7\u00f5es adotadas pelos seus pa\u00edses membros. Por conta disto, o Brasil tem uma das leis mais modernas do mundo para a prote\u00e7\u00e3o de aves marinhas.<\/p>\n<p>Atualmente fazem parte do acordo Argentina, Austr\u00e1lia, \u00c1frica do Sul, Brasil, Chile, Espanha, Equador, Fran\u00e7a, Nova Zel\u00e2ndia, Noruega, Peru, Reino Unido e Uruguai. N\u00e3o se trata, portanto, de um acordo vinculado ao Mercosul ou a qualquer ideologia pol\u00edtica. No total, 33 pa\u00edses possuem frotas pesqueiras de espinhel com potencial para capturar aves marinhas de forma incidental, o que demonstra que os esfor\u00e7os para evitar esta amea\u00e7a devem ser expandidos e permanentes.<\/p>\n<p>\u00c9 imperativo que o Ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores Jos\u00e9 Serra se posicione em favor desta causa e do respeito pelas rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, em coer\u00eancia com seu discurso de posse. O desenvolvimento da ci\u00eancia e a conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente devem ser vistos como investimentos cont\u00ednuos. Qualquer recurso destinado a estas \u00e1reas, obviamente, deve ser utilizado de forma \u00e9tica, transparente e produtiva, a exemplo do ACAP. As responsabilidades ambientais do Brasil n\u00e3o s\u00e3o meros gastos. Trat\u00e1-las assim seria jogar fora resultados que levaram anos para serem conquistados, desperdi\u00e7ar oportunidades de crescimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel e correr o risco de descobrir os limites de degrada\u00e7\u00e3o da natureza por hav\u00ea-los ultrapassado.<\/p>\n<div id=\"attachment_48426\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-48426 \" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/01092008-albatroz-procellaria-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/01092008-albatroz-procellaria-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/01092008-albatroz-procellaria-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/01092008-albatroz-procellaria-600x400.jpg 600w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/01092008-albatroz-procellaria-278x185.jpg 278w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/01092008-albatroz-procellaria.jpg 1152w\" alt=\"Procellaria aequicnotialis. Foto: Fabiano Peppes \/ Projeto Albatroz\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Pardela-preta (<em>Procellaria aequicnotialis)<\/em>. Foto: Fabiano Peppes\/Projeto Albatroz<\/p>\n<\/div>\n<table class=\" aligncenter\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-48461 size-full\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/tatiana-2.jpg\" width=\"80\" height=\"80\" \/><\/td>\n<td><strong>*<em>Tatiana Neves<\/em><\/strong><em>, bi\u00f3loga e mestre em Oceanografia Biol\u00f3gica, diretora executiva do Instituto Albatroz e vice-presidente do Comit\u00ea Assessor do Acordo para a Conserva\u00e7\u00e3o de Albatrozes e Petr\u00e9is (ACAP)<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\" aligncenter\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-48431\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/leandra_goncalves.jpg\" alt=\"leandra_goncalves\" width=\"80\" height=\"80\" \/><\/td>\n<td>*<em><strong>Leandra Gon\u00e7alves<\/strong>, bi\u00f3loga, doutoranda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pela USP e presidente do Conselho Administrativo do Instituto Albatroz<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os albatrozes e petr\u00e9is formam o grupo de aves mais amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o do planeta.<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":46348,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/albatroz.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/albatroz-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/albatroz-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/albatroz.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/albatroz.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/albatroz.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/albatroz.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/albatroz.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/albatroz.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/albatroz.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os albatrozes e petr\u00e9is formam o grupo de aves mais amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o do planeta.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46347"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46347"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46347\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46348"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46347"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46347"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46347"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}