{"id":46119,"date":"2016-07-21T14:00:22","date_gmt":"2016-07-21T17:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=46119"},"modified":"2016-07-20T21:12:31","modified_gmt":"2016-07-21T00:12:31","slug":"centro-regional-da-amazonia-do-inpe-investiga-as-causas-do-desmatamento-na-amazonia-atraves-de-um-sistema-de-mapeamento-inedito-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/centro-regional-da-amazonia-do-inpe-investiga-as-causas-do-desmatamento-na-amazonia-atraves-de-um-sistema-de-mapeamento-inedito-no-mundo\/","title":{"rendered":"Centro Regional da Amaz\u00f4nia, do INPE, investiga as causas do desmatamento na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=46120\" rel=\"attachment wp-att-46120\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-46120\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/amazonia_monitorada-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/amazonia_monitorada-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/amazonia_monitorada.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A explora\u00e7\u00e3o desordenada da maior floresta tropical do planeta tem entre seus maiores problemas e consequente preocupa\u00e7\u00e3o o desmatamento, quest\u00e3o monitorada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) desde 1988, apoiado pelo seu Centro Regional da Amaz\u00f4nia (CRA), localizado em Bel\u00e9m. Existe uma din\u00e2mica de a\u00e7\u00e3o de combate ao desflorestamento na Amaz\u00f4nia e a miss\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os atuantes contra esta pr\u00e1tica, a exemplo do INPE, \u00e9 justamente enfraquecer a atividade e assim reduzir os \u00edndices de desmatamento e suas consequ\u00eancias. <u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>H\u00e1 os respons\u00e1veis em fazer mapas para identificar os locais onde ocorre desmatamento; existem aqueles que em posse do mapa v\u00e3o a o local para conferir e multar se o desmatamento for criminoso e h\u00e1 tamb\u00e9m aqueles que estudam para explicar como se d\u00e1 tal din\u00e2mica de desflorestamento. Ao INPE, atrav\u00e9s do Centro Regional da Amaz\u00f4nia, compete justamente a elabora\u00e7\u00e3o dos mapas, atrav\u00e9s de interpreta\u00e7\u00e3o de imagens de sat\u00e9lite; a verifica\u00e7\u00e3o de onde est\u00e3o ocorrendo a\u00e7\u00f5es de desmatamento em toda a Amaz\u00f4nia Legal, e tamb\u00e9m estudar a destina\u00e7\u00e3o dada \u00e0 terra.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>Um dos projetos desenvolvidos no CRA\/INPE, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) \u2013 por meio de suas unidades em Bel\u00e9m e em Campinas (SP), \u00e9 o <b>TerraClass<\/b>, respons\u00e1vel por qualificar o desflorestamento. Pasto, agricultura, minera\u00e7\u00e3o, floresta secund\u00e1ria: como as \u00e1reas desmatadas na Amaz\u00f4nia est\u00e3o sendo utilizadas? O mapeamento realizado pelas equipes fornece dados para que se saiba exatamente a motiva\u00e7\u00e3o da derrubada de \u00e1rvores.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-211704\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/TerraClass2.jpg\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/TerraClass2.jpg 850w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/TerraClass2-300x202.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/TerraClass2-272x182.jpg 272w\" alt=\"TerraClass2\" width=\"340\" height=\"228\" \/>In\u00e9dito no mundo, o diferencial do <b>TerraClass <\/b>est\u00e1 no empenho em qualificar o desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal. O sistema PRODES, maior programa de monitoramento de florestas do mundo, faz mapeamento do desflorestamento, mas \u00e9 o <b>TerraClass <\/b>que investiga os motivos: houve desmatamento por qu\u00ea? At\u00e9 o momento j\u00e1 foram gerados dados de uso e cobertura da terra para os anos de 2004, 2008, 2010, 2012 e 2014. <u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es geradas representam um avan\u00e7o no conhecimento do uso e cobertura da terra na Amaz\u00f4nia como um todo. O <b>TerraClass<\/b> utiliza 12 classes tem\u00e1ticas para mapear o desflorestamento e classificar os tipos de uso e cobertura da terra, tendo como base a interpreta\u00e7\u00e3o de imagens de sat\u00e9lites e tecnologias de geoprocessamento. <u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador do INPE e coordenador do projeto, Dr. Marcos Adami, \u201cmerecem destaque os n\u00fameros relativos \u00e0 Agricultura, em crescente no Mato Grosso, Par\u00e1 e Rond\u00f4nia, principalmente, e que correspondem a 6% do desflorestamento; \u00e0 Pastagem, que compreende 60% do total de \u00e1reas desmatadas em toda Amaz\u00f4nia; e a Vegeta\u00e7\u00e3o Secund\u00e1ria, classe que representa 23% das \u00e1reas mapeadas\u201d.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>Para melhorar a qualidade do trabalho dos respons\u00e1veis pelo mapeamento do desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal Brasileira, eles participaram do <i>I Trabalho de Campo do Projeto TerraClass 2016<\/i>, que ocorreu entre os dias 22 e 26 de maio, em Paragominas, na regi\u00e3o do nordeste paraense. A proposta foi uniformizar conceitos e nivelar a capacidade de discriminar as classes do projeto e isso aplicado a todos os profissionais, visando melhorar a interpreta\u00e7\u00e3o.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>Em Paragominas \u00e9 poss\u00edvel se observar com clareza os mais variados tipos de uso do solo. A regi\u00e3o possui grandes extens\u00f5es de terra voltadas \u00e0 agricultura, pastagem, reflorestamento e vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>Da\u00ed a escolha deste local para a realiza\u00e7\u00e3o do trabalho de campo, somada \u00e0 presen\u00e7a do N\u00facleo de Apoio \u00e0 Pesquisa e Transfer\u00eancia de Tecnologias da Embrapa (NAPT Bel\u00e9m-Bras\u00edlia). Ali\u00e1s, foi no NAPT a primeira parada dos 25 analistas em geoprocessamento do Projeto. Antes do campo propriamente dito, os profissionais assistiram \u00e0 palestra <i>Padr\u00f5es de uso e cobertura da terra e considera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas sobre a paisagem no munic\u00edpio de Paragominas<\/i>, ministrada pelo pesquisador do instituto franc\u00eas CIRAD, Dr. Ren\u00e9 Poccard-Chapuis. Ren\u00e9 desenvolve estudos em parceria com a Embrapa e a Universidade Federal do Par\u00e1.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>O pesquisador destacou que o mapeamento do uso do solo na Amaz\u00f4nia Legal gera dados que n\u00e3o existem no mundo. A oportunidade de se aperfei\u00e7oar o trabalho dos profissionais \u00e9 um ganho para fornecer com mais qualidade informa\u00e7\u00f5es \u00fateis \u00e0 sociedade.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>O objetivo do campo foi verificar o uso que se tinha nas imagens de 2015 analisadas no laborat\u00f3rio e comparar com o que se via no presente. Permanece igual? Transformou-se em qu\u00ea? O estudo possibilita confirmar ou n\u00e3o, a interpreta\u00e7\u00e3o das imagens quando observado em campo, a conhecida \u201cverdade terrestre\u201d.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>Pasto com solo exposto; pasto limpo; pasto sujo; regenera\u00e7\u00e3o com pasto; mosaico de ocupa\u00e7\u00f5es, e reflorestamento. Essas foram as classes levadas em considera\u00e7\u00e3o durante o trabalho de campo. <u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>\u201cO reflorestamento \u00e0s vezes pode ser confundido com a vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, pois dependendo da idade do reflorestamento (geralmente o de eucalipto mais antigo), o adensamento das copas faz com que o int\u00e9rprete confunda o padr\u00e3o das cores na imagem, por\u00e9m a diferen\u00e7a se d\u00e1 pela textura, mais densa e rugosa no caso da vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria e lisa, no caso do reflorestamento\u201d, explica a engenheira florestal e especialista em geoprocessamento do CRA\/INPE, M\u00e1rcia Barros, que esteve \u00e0 frente da organiza\u00e7\u00e3o do trabalho de campo.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-211705\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/TerraClass3.jpg\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/TerraClass3.jpg 850w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/TerraClass3-300x202.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/TerraClass3-272x182.jpg 272w\" alt=\"TerraClass3\" width=\"340\" height=\"228\" \/>Os analistas se dividiram em equipes e cada uma utilizou um GPS, um notebook e uma c\u00e2mera digital. O GPS identificava o ponto exato de localiza\u00e7\u00e3o, confirmado na imagem de 2015 e em seguida se observava em campo, no terreno, no que a \u00e1rea havia se transformado. Vale destacar que os analistas foram acompanhados durante todo o trabalho pelo pesquisador Ren\u00e9 Poccard-Chapuis, convidado pela Embrapa. O chefe-geral da Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental, Adriano Venturieri e o pesquisador Orlando Watrin tamb\u00e9m estiveram presentes.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>De acordo com Adriano Venturieri, \u201co <b>TerraClass<\/b> tem uma repercuss\u00e3o mundial com a quest\u00e3o de emiss\u00f5es de gases no Brasil. N\u00e3o existe no mundo quem fa\u00e7a um trabalho como esse\u201d, atesta. \u201cO que n\u00f3s fazemos \u00e9 o que a gente chama de qualifica\u00e7\u00e3o do desflorestamento. Se antes o INPE dizia que tinham sido desflorestados 1.000 km\u00b2, agora a gente est\u00e1 dizendo que desses 1.000 uma parte \u00e9 agricultura, uma parte \u00e9 pastagem, por exemplo. Ent\u00e3o, agora estamos dizendo o que se transformou ap\u00f3s a convers\u00e3o da floresta\u201d, explica Venturieri, que divide com os pesquisadores do INPE a coordena\u00e7\u00e3o do projeto.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>Com o trabalho realizado, os t\u00e9cnicos puderam inclusive pensar no desmatamento n\u00e3o s\u00f3 como vegeta\u00e7\u00e3o em si, mas expandir o olhar, pensar quest\u00f5es de uso do solo, relevo. O resgate hist\u00f3rico feito pelo pesquisador Ren\u00e9 Poccard-Chapuis, foi de fato um dos grandes trunfos. Segundo ele, o <b>TerraClass<\/b>\u201cse apropria do conhecimento geogr\u00e1fico e transforma ele em operacional. Os dados gerados s\u00e3o important\u00edssimos para discuss\u00f5es atuais, no que diz respeito ao clima, por exemplo\u201d, ressaltou.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>\u201cO campo foi um aprendizado para que todos melhorem o trabalho de monitoramento. Pudemos visualizar as classes para entender o que \u00e9 feito de fato no laborat\u00f3rio\u201d, disse M\u00e1rcia Barros.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>Participante do trabalho de Jamille Guimar\u00e3es, disse que a constru\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do trabalho mostrou-se relevante para operacionalizar o entendimento do int\u00e9rprete durante as etapas de identifica\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es uso e cobertura da terra na Amaz\u00f4nia Legal mapeados pelo projeto TerraClass, al\u00e9m de capacitar os profissionais para realizar futuros estudos de campo no que diz respeito a valida\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A explora\u00e7\u00e3o desordenada da maior floresta tropical do planeta tem entre seus maiores problemas e<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":46120,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/amazonia_monitorada.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/amazonia_monitorada-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/amazonia_monitorada-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/amazonia_monitorada.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/amazonia_monitorada.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/amazonia_monitorada.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/amazonia_monitorada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/amazonia_monitorada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/amazonia_monitorada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/amazonia_monitorada.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A explora\u00e7\u00e3o desordenada da maior floresta tropical do planeta tem entre seus maiores problemas e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46119"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46119"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46119\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46120"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46119"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46119"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46119"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}